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domingo, 31 de agosto de 2014

Tormentas Barbera Garagem 2012

Hoje, domingão, resolvi abrir este Tormentas Barbera Garagem 2012 para acompanhar a lasanha da patroa. O vinho é feito com uvas de Caçapava do Sul, e como muitos vinhos do Marco Danielle, sem adição de SO2. Assim, o baixo SO2 total (14 mg/L) detectado após o engarrafamento é oriundo da própria fermentação. O vinho é engarrafado sem filtragem e colagem e passa 9 meses em barricas de carvalho americano. O vinho tem aromas florais, animais e de frutas como framboesas e morango, em meio a alcaçuz e canela. Em boca mostra bom frescor, nervo e notas terrosas e de especiarias. Os taninos são corretos para um vinho tão novo. Tem um final terroso e especiado. Dá para beber solo, mas melhora muito com comida. Acho que depois do Pinot Noir, deve ser o vinho que mais agradará do portfólio do Marco. Muito bom! Não esqueça de colocar em decanter e dar aquelas boas chacoalhadas antes de beber.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Fulvia Pinot Noir Garagem 2012: O que achei do mais novo Pinot Noir do Atelier Tormentas

Os vinhos do Atelier Tormentas já apareceram várias vezes aqui no blog. O Pinot Noir, em particular, sempre faz sucesso em nossa confraria. Há pouco mais de um mês, recebi minha compra en primeur de 2012. E nela, veio o Fulvia Pinot Noir Garagem 2012. Estava um pouco apreensivo para abrí-lo, pela idade, mas mandei ver (ainda em 2013). Como diferenças em relação aos seus predecessores, de 2009 e 2011, a garrafa mais "feínha" (mas o rótulo é bonito) e o álcool mais alto, o que se mostrou ao nariz (pelo menos no começo). O senti fechado também, e meio reticente em se mostrar. Mesmo decantando, dando aquela agitada para aerar, o vinho resistia. Só depois de um bom tempo começou a se abrir. Aí, mostrou notas de frutas silvestres, minerais e cítricas. Em boca, tinha boa acidez, mineralidade e taninos firmes. O lado cítrico também estava lá. Comparando com os seus antecessores é, para mim, o mais nervoso e austero. Claramente, precisa de um bom tempo em adega. Acho que pelo menos 2-3 anos. Agora, tá pegado e qualquer impressão pode ser precipitada. Se é bom? Sim! Mas vamos dar-lhe tempo! Vou guardar as outras garrafas na adega. 
Até o momento, o meu eleito entre os Fulvia PN ainda é o 2009.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

TORMENTAS ROSÉ GARAGEM 2011: Para uma tarde quente de verão

Não preciso repetir que sou fã dos vinhos de Marco Danielle. Todos que bebi até hoje me deixaram felizes. É só buscar aqui no blog FULVIA, e verá do que estou falando. Mas dessa fez, o vinho apreciado foi o Tormentas Rosé Garagem 2011, uma tiragem especial que foi vendida apenas en primeur. Apenas 270 garrafas foram produzidas. Segundo o próprio Marco "tamanha é a familiariedade com um vinho francês (origem da casta), que lhe resulta difícil, ainda que de longe, apreciá-lo sem fechar os olhos e contemplar o panorama ao alto das colinas de Sancerre, com seus vinhedos a perder de vista". É um Rosé feito com Pinot Noir vinificada em branco, com cor de laranja-sangue... O vinho utiliza leveduras enológicas em sua fabricação, mas em interação com as selvagens. Não há adição de SO2 no engarrafamento, não é filtrado, nem sofre colagem. É um rosé fresco, leve, mas com presença. Além da fruta silvestre, tem um toquezinho de tabaco bem gostoso. Gostei muito dele. Aliás, não sei se era o correto, mas fiz o mesmo que geralmente faço com o FULVIA PINOT NOIR, colocando em decanter e aerando. Acho que funcionou da mesma forma. Que ótimo que pude desfrutar de uma destas poucas 270 garrafas produzidas. E ainda tenho uma garrafa que vou guardar. Segundo o Marco, diferentemente da maioria dos rosés, este pode ser guardado e deve evoluir. Abaixo coloco texto do vinhateiro, que consta no site do Atelier Tormentas.
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NOTA DO VINHATEIRO (Marco Danielle)

Segundo rosê de Pinot Noir do Atelier Tormentas, feito sem objetivos comerciais, apenas para o deleite do vinhateiro que vos escreve. O primeiro foi da safra 2009, mesmo vinhedo, praticamente o mesmo vinho. O que muda em 2011 é a fermentação mais completa, gerando um vinho levemente mais seco, com menos doçura residual que em 2009. Ou seja, um pouco mais de "nervo" - tão importante para um rosê de caráter, mais clássico e mais gastronômico. Dos vinhos que fiz, considero esses dois rosês entre meus preferidos para o dia a dia, pela leveza que dá muito prazer. Pena o desprezo que sofrem os rosês, mesmo junto ao segmento melhor informado do público. Por certo há muitos rosês comerciais "mudos" ao redor do mundo (porque pesados e alcoólicos), que contribuiram para o preconceito generalizado, mas um rosê de estilo europeu e gastronômico, leve e fresco, pode proporcionar uma explosão de encanto. Rosês feitos com alma, a partir de grandes matérias-primas, podem significar finas vinicações em branco feitas com uvas tintas. No caso de um rosê de Pinot Noir, os resultados podem ser de uma delicadeza e de um requinte impressionantes. Esse é o espírito em que o Tormentas Rosê Garagem 2011 foi elaborado, e é essa delicadeza e expressividade que quero compartilhar através desse Pinot Noir vinificado em branco, de uma sutil cor "casca de cebola". A exemplo do branco 2011, o rosé 2011 será compartilhado com poucos clientes e amigos. A exemplo do branco, igualmente, esse rosê inspira-se na incursão pelos porões gelados dos vinhos naturais do Loire e da Borgonha, que fortemente o influenciaram. Tamanha é a familiariedade com um vinho francês (origem da casta), que me resulta difícil, ainda que de longe, apreciá-lo sem fechar os olhos e contemplar o panorama ao alto das colinas de Sancerre, com seus vinhedos a perder de vista.