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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Champagne Piper-Heidsieck Rare Millesime 2002: Para uma data muito especial!

Apesar das célebres frases que justificam a abertura de um Champagne, eu diria que não há data especial para fazê-lo. O simples fato de estar vivo para abrí-lo já é um bom motivo. Mas há datas que merecem um Champagne especial. Este Champagne Piper-Heidsieck Rare Millesime 2002 eu abri com minha amada esposa para celebrar 20 Anos de casamento, completados no último mês de dezembro. Tem que ser mesmo um grande Champagne para celebrar a paciência oriental (mesmo) de minha querida, que está comigo todos esses anos enchendo a minha vida de felicidade! Esse Champa estava guardado para isso. Lembro de tê-lo comprado há alguns anos, em uma loja de Passos, minha terra natal. Olhava os vinhos nas prateleiras e me dei de frente com essa preciosidade.  Namorei, namorei e acabei levando a preciosidade, pensando já em abrí-la em uma data muito especial. E a hora chegou nesse final de 2019.
Desde 1970, apenas 8 safras foram lançadas como Rare Millesime e dizem que apenas 300 garrafas desse 2002 vieram para o Brasil. O rótulo lindo, em forma de coroa e com metal banhado a ouro, já mostram de cara a imponência do danado. Ele foi considerado o Champagne da década (2000-2009) pela Champagne Magazine e Tastinbook, ficando à frente de outras gigantes como a Krug Clos de Mesnil, Cristal,  Dom Perignon e Taittinger Comtes de Champagne. O vinho é elaborado com as uvas Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%), oriundas de um blend de 17 Crus. São 7 anos de envelhecimento nas caves antes de ser comercializado. O Champagne tem uma cor linda, amarelo dourado, e perlage fina e abundante. Ao nariz é dificil relatar sua riqueza. Notas florais, frutas secas, cítricas, manga, ervas, gengibre, brioche, leve mel e toques minerais. Parece exagero isso tudo, mas é um Champagne muito complexo! Em boca, uma explosão de sabores, com notas exóticas e acidez cítrica, vibrante, que lhe aporta enorme frescor. Isso tudo, com uma bela cremosidade, sedosidade e final interminável Um vinho com grande foco e clareza, equilibrado em todos os sentidos. De grande complexidade. Certamente, melhorou na companhia de minha amada e com a celebração. Sem dúvida, uma experiência única! O melhor Champagne que bebi. Aliás, quase toda a garrafa, pois minha esposa bebe apenas uma tacinha e pronto. Perfeita celebração para 20 Anos de muito amor e cumplicidade!







quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Champagne Piper-Heidsieck Cuvée Brut: Sempre bom!

A Piper-Heidsieck é uma das mais antigas produtoras de Champagne, produzindo desde o século 18. Seus champagnes estão diretamente relacionados com o meio artístico, sendo a bebida oficial do Oscar e do Festival de Cannes. O Cuvée Brut é o mais conhecido, com tiragem acima de 4 milhões de garrafas. Mas mesmo assim, não perde a qualidade. Este Champagne Piper-Heidsieck Cuvée Brut, particularmente, figurou recentemente na lista dos Top 100 da Wine Spectator em 2019. Vinho de cor palha e perlage fina. Aromas cítricos, de pêra e panificação. Em boca, fresco e com boa cremosidade. Bem gostoso, como sempre! Não fez feio na passagem de ano.




domingo, 28 de janeiro de 2018

Champagne Dom Perignon Vintage 2006, Chateau Montelena Chardonnay 2012, Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007 e um Cruz Porto Vintage 1989 para arrematar!

Ao visitar o casal Glaucius e Cláudia, nesse último sábado, fomos recebidos em grande estilo pelos amigos. O Champagne que nos foi ofertado é merecedor de uma postagem individual, mas o colocarei abrindo de forma magistral uma noite de belos vinhos e ótimo papo!
Champagne Dom Perignon Vintage 2006! Este dispensa comentários, mas obviamente, devo tecer alguns para descrever esta beleza. O vinho, de safra excelente em Champagne, é feito com proporções iguais de Chardonnay e Pinot Noir. A maturação é por 9 anos. Sua cor é muito bonita, amarelo claro, levemente esverdeado. As borbulhas são finas e constantes. Ao nariz, notas de maçã e pêra, em meio a frutas secas, cítricos, brioche (não exagerado) e um fundinho de mel e mineral. Não há excesso de nada! Não tem exagero de levedura e tostado. Em boca, repete o nariz e é vibrante, com acidez lhe aportando muito frescor. Champagne com muita clareza e finesse. É sedoso sem ser amanteigado. O final é longo e mineral. Uma maravilha! A cada momento pede, ou melhor, implora, outra taça... Só por curiosidade, teve 97 do James Suckling, 96 do Mr. Parker e 95 da Wine Spectator... Top!
Eu levei uma boa dupla para apreciarmos. O primeiro era um Chateau Montelena Chardonnay 2012, que já apareceu aqui no blog 3 anos atrás (clique aqui). Portanto, não preciso descreve-lo. No entanto, devo ressaltar que está melhorando a cada ano, ganhando ainda mais equilibrio e mostrando sua capacidade de guarda. Ele está ainda novo, vibrante, com longos anos de vida pela frente. 
O segundo era um Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007. Este também fez bonito! A Maison é tradicional, fundada em 1750, e foi adquirida em 1999 pela Champagne Bollinger. O enólogo chefe é o renomado Jean-Pierre Confuron. O vinho tem cor bonita, rubi brilhante, e aromas de cereja preta, sous bois, terrosos e especiarias (canela e alcaçuz). Em boca, ótima acidez e taninos muito finos. Sedoso e com muita presença. O final era longo, mineral e especiado. Borgonha delicioso, com 11 anos nas costas, ótimo agora e que poderia ter sido guardado por mais uns anos. Vinhão!
E para fechar a noite o amigo Glaucius serviu um belo Cruz Porto Vintage 1989. Vinho já com quase 30 anos, mostrou o que o tempo pode fazer com um vintage. Cor ainda escura e aromas de ameixas secas, chocolate, frutas secas e alcaçuz. Não tem aquele toque vegetal, herbáceo e bastante cacau comum a vintage jovens (bem, isso é o que eu noto). Em boca, muito macio, um pouco mais doce que o habitual e com notas de frutas secas. Lembrava até um Tawny. Muito gostoso! Fechou a noite com classe!
Obrigado Glaucius e Cláudia, pela recepção e ótimas horas!



segunda-feira, 23 de junho de 2014

Champagne R. Pouillon e Fils Cuvée de Resérve Brut: Frescor!

Em época em que a França está mandando bem na copa, nada melhor que um bom Champagne para descontrair. Este vem de um produtor pequeno, que vendia suas uvas para negociants, mas que em 1947 decidiu produzir seus próprios vinhos. Em 1964 Roger Pouillon, o fundador, passou a ter a ajuda de seu filho James. Os Pouillon são Récoltant-Manipulant (RM), ou seja, produzem os vinhos com suas próprias uvas. Roger faleceu em 1993 e atualmente a vinícola é comandada por seu neto Fabrice, filho de James. Fabrice utiliza agricultura orgânica e está iniciando práticas biodinâmicas em algumas parcelas. Este Champagne R. Pouillon e Fils Cuvée de Resérve Brut é feito com 70% Pinot Noir, 15% Chardonnay e 15% Petit Meunier. É um Champagne com aromas de frutas cítricas, pêra, panificação e um fundinho de mel. Em boca é fresco, cítrico, vibrante,com um toque gengibre e um fundo amendoado e de mel. O seu lado vibrante foi o que mais me agradou. Ótimo sozinho e perfeito para acompanhar comida, principalmente entradas. Um Champagne de bom preço e que foge da mesmice de um monte deles (até mais caros) encontrados por aí nas gôndolas de supermercados, lojas de conveniência, pet shops, farmácias etc... rs.