domingo, 31 de agosto de 2014

Tormentas Barbera Garagem 2012

Hoje, domingão, resolvi abrir este Tormentas Barbera Garagem 2012 para acompanhar a lasanha da patroa. O vinho é feito com uvas de Caçapava do Sul, e como muitos vinhos do Marco Danielle, sem adição de SO2. Assim, o baixo SO2 total (14 mg/L) detectado após o engarrafamento é oriundo da própria fermentação. O vinho é engarrafado sem filtragem e colagem e passa 9 meses em barricas de carvalho americano. O vinho tem aromas florais, animais e de frutas como framboesas e morango, em meio a alcaçuz e canela. Em boca mostra bom frescor, nervo e notas terrosas e de especiarias. Os taninos são corretos para um vinho tão novo. Tem um final terroso e especiado. Dá para beber solo, mas melhora muito com comida. Acho que depois do Pinot Noir, deve ser o vinho que mais agradará do portfólio do Marco. Muito bom! Não esqueça de colocar em decanter e dar aquelas boas chacoalhadas antes de beber.

sábado, 30 de agosto de 2014

Julian Reynolds Alicante Bouschet 2006: Alentejo na veia!

Acompanhei o Caião e family em um almoço no restaurante do Duarte, aqui na universidade. A comida é portuguesa, e de ótima qualidade. E para acompanhá-la levei um Julian Reynolds Alicante Bouschet 2006. O vinho passa 18 meses em barricas de carvalho Seguin Moreau e 1 ano em garrafa antes de ir para as prateleiras. Tem cor granada escura e aromas de cereja madura, até licorosa, como licor de Ginja, em meio a chocolate e um fundinho de café e especiarias. Em boca, repete o nariz, tem ótimo corpo e mostra taninos maduros e muita sedosidade. Vinho típico alentejano, de categoria. Lembra Mouchão, mas é um pouquinho mais maduro. Todos os Reynolds que bebi até hoje me agradaram. São comercializados pela Wine. Se você é apreciador de vinhos portugueses, pode mandar ver. Nem preciso dizer que acompanhou muito bem a comida portuguesa do Duarte, né?
Caião e eu mandando ver no Julian Reynolds Alicante Bouschet!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Grande Degustação de Vinhos de Portugal 2014: Eu vou!

Como fã de vinhos portugueses, eu não poderia perder este evento. A Grande degustação de vinhos de Portugal já ocorreu em São Paulo e continua em Setembro em outras cidades importantes do Brasil. As próximas cidades que receberão o evento, considerado o maior evento de vinhos de Portugal no Brasil, serão Curitiba, Ribeirão Preto e Vitória. O evento é gratuito e imperdível para quem aprecia os ótimos vinhos lusitanos. Veja nos flyers a seguir mais informações, inclusive as empresas participantes. Eu estarei naquele que ocorrerá na minha querida Ribeirão Preto, no próximo dia 03! 


sábado, 16 de agosto de 2014

Premium de meio de ano da Confraria do Ciao: Adegas sem chaves!

Nosso confrade Paulinho disse uma coisa muito importante dias atrás: "Com todos os acontecimentos recentes, minha adega não tem mais chaves"! Perfeito! Esse negócio de ficar adorando vinhos fechados e dentro da adega, tem que acabar. E nessa última sexta-feira foi a prova disso. O Tonzinho nos chamou para uns assados na sua cozinha. Caramba! Fazia tempo que os confrades não se reuniam lá... Muito tempo. E a sugestão era levar vinho top. Dito e feito! Todos sairam de suas casas dispostos a aproveitar belas horas entre grandes amigos, apreciando os assados do Tonzinho e grandes vinhos, claro. 
Eu precisava me redimir de uns vinhos que não agradaram muito a turma, e o fiz de maneira inquestionável (acho...rs). Levei um Vega Sicilia Único 1996. Falar o que deste vinho? O danado estava uma beleza, com aqueles aromas de especiarias, lembrando curry, em meio a fruta na medida. Com o tempo, foi ficando melhor, claro. Mas nem deu muito tempo, a turma mandou ver logo. O Vega sempre deixa aquele gosto de quero mais...rs. Vinhaço! Para grandes datas.
O Tonzinho, quando me viu chegando com o Vega, foi na adega e tirou um Cos d'Estournel 2007. Outra beleza! Ah, está novo? Sim, claro... Mas não estamos nem aí. Mandamos ver. E olha, foi até providencial, pois a rolha estava molhada e já saindo um pouco de vinho por cima. Acredito que poderia até ser arriscado mantê-lo mais tempo na adega. Ou seja, fizemos uma grande ação para o Tonzinho...rsrs. No começo parecia que tinhamos feito uma grande besteira, pois o vinho estava reticente em mostrar suas qualidades. Mas em pouco tempo a coisa mudou. O danado se abriu e, apesar de novo, estava com taninos muito corretos. Os aromas de fruta se misturavam a notas de funghi secchi. Outro vinhaço!
O Caião chegou com um Tondonia Reserva 2002. Esse também dispensa comentários. Os Tondonia são presença constante em nossas reuniões e não há um confrade que não os admire. Amigos de ótimo gosto! Para este Reserva 2002 foram seis anos de barrica e como sempre, tradição pura na elaboração. Seus ótimos 12,5% de álcool mostram o caminho oposto às bombas. Cor clara, belíssima, aromas de especiarias e cereja seca davam ao vinho o charme peculiar de um Tondonia. Vinho para apreciadores de gostam de coisa boa. Tondonia é Tondonia!
O nosso amigo Paulinho chegou com duas garrafas. Disse que era para compensar os que havíamos levado... Bondade dele. Um era simplesmente o Almaviva que mais chamou a atenção da crítica nos últimos anos: Almaviva 2009. A Wine Spectator lhe outorgou 96 pontinhos... E olha, podem falar o que quiser, reclamar do preço, falar que é muito caro para um vinho chileno etc, etc. Mas o vinho é grande. Uma elegância incrível! Feito com Cabernet Sauvignon, Carmenére, Cabernet Franc e Merlot. Aromas de cassis, cereja preta, caixa de charuto e alcaçuz. Em boca, de grande intensidade, mineralidade, acidez perfeita e taninos finíssimos. O final era longo e especiado. Outra beleza de vinho! 
Outro que o Paulinho levou foi o Chateauneuf du Pape La Fiole du Pape 2008 (foto abaixo). O vinho vem naquelas garrafas tradicionais, tortas, bem legal. Era meio fraquinho de nariz, bem tímido. Em boca idem. Não tinha exageros de frutas, que era discreta, em meio a toques terrosos, chocolate amargo e grafite. Um bom vinho, mas bem atrás do Almaviva.
O Rodrigo levou um Don Maximiano 2009 (foto abaixo). Este vinho sempre agrada. É um que sempre está brigando com Bordeaux em degustações às cegas. Este 2009 é feito majoritariamente com Cabernet Sauvignon, temperado com pequenas quantidades de Carmenére, Cabernet Franc e Petit Verdot.  Tinha notas de frutas maduras, com destaque para framboesas e amoras, em meio alcaçuz e notas da madeira tostada. A mim, pareceu mais maduro e compotado que aqueles de safras anteriores.  
E para finalizar, o JP levou um Tokaji Oremus 5 Puttonyos 2003 (foto abaixo). Este já apareceu por aqui tempos atrás (clique aqui). É outro que sempre agrada. Notas de damasco em meio a gengibre, frutas secas e mel. Delicioso para acompanhar os pêssegos assados com liquor que o Tonzinho mandou ao final.
Que bela reunião, hein confrades? Uma daquelas Premium, que adiantamos do final de ano. Para celebrar a vida e grandes amizades! Que venham muitas dessas!
A turma reunida... E que turma!


terça-feira, 12 de agosto de 2014

No dia dos pais, camarõezinhos com Planeta Chardonnay 2009

Faz muito tempo que não bebia um Chardonnay Planeta. A vinícola siciliana faz um ótimo exemplar com esta casta, que sempre ganha elogios da crítica. E no dia dos pais saí com a família e resolvi visitar o Chez Marcel com um Planeta Chardonnay 2009 debaixo do braço. O cardápio era convidativo para este vinho, que acompanhou maravilhosamente a entrada com Vieiras e Camarões gratinados, assim como os "Camarõezinhos" a la Provençale... Fiquei até com medo quando o Bart chegou com os bichões...rs.  Mas fazer o quê? Tive que abatê-los! E o vinho acompanhou à altura. O danado é fermentado e maturado em barricas de carvalho Allier (50% novas) de 225 litros. O vinho tem uma cor dourada belíssima e aromas de pêssegos, leve abacaxi e amêndoas. Em boca, repete o nariz e mostra mineralidade e frescor. As notas amendoadas, bem legais, são destaque. O vinho não tem aqueles exageros amanteigados que tornam muitos Chardonnays enjoativos. É vivo e par perfeito para queijos, peixes e frutos do mar. Uma ótima pedida!

Os "camarõezinhos" do Bart...rs

Cuidado! Essas tais notas podem te fazer passar carão!

Olha, esse negócio de notas é traiçoeiro. O que tem de vinho meia boca com notaça não é brincadeira. Temos que desconfiar muito de notas, medalhinhas e concursos. Estes últimos então, difícil algum que me convença. Depois daquela do Toro Loco, o negócio degringolou. 
No último domingo fiz um papelão imperdoável. Havia comprado um Santa Rita Reserva Syrah 2009 após ler em algum lugar que ele tinha recebido enormes 92 pontos e muitos elogios da Wine Spectator, que inclusive, lhe deu vida até 2020. Muito para um vinho de 50 e poucas pilas. Pensei ter encontrado uma barbada. E não foi só a WS que o elogiou. Ele recebeu elogios de vários blogueiros e sites especializados em vinhos. Por outro lado, teve um cara, acho que inglês, que meteu o sarrafo no danado, mencionando que foi uma das piores coisas que ele já bebeu e perguntando de onde a WS tirou aquela nota. Bem, infelizmente o inglês estava coberto de razão. Levei o vinho para beber com amigos e quase os perco. Há muito tempo não bebia algo tão estranho. Até esperava um Syrah mais quente, extraído, mas nem assim estava. Tinha uns aromas esquisitos, de remédio e um herbáceo estranho, passando por cima da fruta discreta. Em boca, para nossa tristeza, repetia o nariz e deixava um gosto estranho ao final. Não estava estragado. Era o gosto do danado mesmo! Fiquei de escrever este post para me penitenciar com os amigos e também prometer que da próxima vez levo algo bebível. Vejam abaixo o que a WS disse dele. Ou eles, ou nós, bebemos outro vinho. Na verdade, nós não bebemos. Ninguém conseguiu finalizar uma tacinha sequer.

An elegant and complex red, offering rich and concentrated flavors of dark cherry, damson plum, raspberry and chocolate that show a creamy intensity. Presents pepper and allspice notes midpalate, with a finish of huckleberry and flan.


domingo, 10 de agosto de 2014

No aniversário do JP: Vega Sicilia Único 1998, Valbuena 2006, Clos Mogador 2007 e muito mais!

Outro artigo atrasado... Desta vez, do aniversário do nosso querido amigo JP. Mas vamos lá...
O negócio não foi brincadeira! O JP pegou pesado e chegou com um Vega Sicilia Único 1998 debaixo do braço. Não sei porque, mas o cara adora este vinho...rs. E nós agradecemos! Falar o que de um vinho desses? Quando vejo gente chamando de ícone vinhos de qualidade duvidosa, fico pensando com os meus botões sobre como chamariam um Vega Sicilia. Este 1998 estava uma delícia. Vinho com aromas de cerejas, ameixa, tabaco, café, terrosos e um fundinho de cedro. Em boca mostrava grande riqueza e elegância, típico dos vinhos desta bodega. Os taninos era sedosos e o final interminável, com notas especiadas e terrosas. Se transformava com o tempo em taça. Vinhaço, claro! Isso aí, JP! Matou a pau. 
E nosso amigo Rodrigo fez um desafio ao JP, que com esta, já cumpriu duas vezes (veja aqui): Toda vez que o JP levar um Vega, ele levará um Valbuena, seu irmão "menor"! Que beleza! Ficamos tristes com o desafio, mas fazer o que? E desta vez o Rodrigo levou um Valbuena 2006. O vinho tinha características muito parecidas com a de seu irmão "maior" de 1998, mas com mais jovialidade. As notas terrosas do Vega não eram tão sentidas no Valbuena, que tinha mais frescor e mineralidade. Um vinhaço, que fica alí, pertinho de seu irmão maior. Valeu, Doc! Aguardamos o próximo desafio! rs. A propósito, os vinhos da Vega Sicilia eram importados pela Mistral, mas parece que agora migrarão para a Grand Cru.
E para continuar nos espanhóis, eu levei um Clos Mogador 2007, vinho top de René Barbier, o mago do Priorato. René é descendente de uma família de viticultores franceses que produzem vinhos desde 1200. Tive a oportunidade de conversar algumas vezes com ele em Encontros Mistral. É um cara sensacional, muito gentil e entusiasmado com seus vinhos. Este Clos Mogador 2007 é feito com uvas de baixo rendimento, sendo Garnacha 40%, Cariñena 22%, Cabernet Sauvignon 20% e Syrah 18%. A maturação é feita em barricas de carvalho de 300 litros (70% novas) por 18 meses. Eu abri o danado em casa e deixei 2 horas decantando antes de levar ao restaurante. E na hora, já senti seu poder. Os aromas invadiram a adega e ficaram lá por tempos. Notas florais, de cassis e framboesa, em meio à baunilha e outras especiarias, como cravo e canela. Com o tempo surgiram notas de chocolate amargo. Em boca era potente, balsâmico, com muito frescor e taninos presentes, mas muito corretos e que davam muita estrutura ao vinho. O final era daqueles intermináveis. Vinhão que teria ainda muitos anos pela frente. É importado pela Mistral
Bem, eu vou passar reto pelo vinho levado pelo nosso querido Tom. Era um que a DOCG de Barolo deveria processar por usar o seu nome. Sorry, Tonzinho, mas o tal de La Marchesina não pode ser chamado de Barolo. Aliás, nem de vinho...rs. Como não foi você quem fez, posso malhar (como diria nosso amigo Fernandinho...rs). Mas semanas depois, o Tonzinho apareceu com um Flaccianello 2006, que nos fez esquecer fácil este Marchesina...rs.
O Caião, que está cada vez mais fã de italianos, levou um Rosso di Montalcino Siro Pacenti 2010. Eu "cansei" de beber Rosso 2001 do produtor, comprado em saudosos botas-foras da Mistral. É um ótimo Rosso que briga com muitos Brunellos da praça (inclusive no preço...rs). Este 2010 é bastante frutado, com notas de cerejas e ameixas, em meio a tabaco, baunilha e cravo. Em boca é fresco e bem frutado, com final abaunilhado. Uma delícia! Muito jovial! Importado pela World Wine.
E finalizo com o vinho que na verdade começou a noite, pois era um branco de estirpe levado por nosso amigo Paolão. Era o californiano Paul Hobbs Chardonnay Russian River Valley 2010. Este vinho é um Chardonnay top do produtor e é fermentado em barricas com leveduras indígenas. A maturação é por 12 meses, sur lies, com battonages, em barricas 52% novas. Não é submetido a clareamento nem filtração. O vinho tinha cor amarelo dourada, bem brilhante, e com aromas riquíssimos, de flores, melão príncipe, mexerica, baunilha e mel. Em boca, repetia o nariz, era mineral e com final longo e frutado. Uma beleza de vinho! Chardonnay riquíssimo. Importado pela Mistral. 
Bem, e foi isso. O aniversário do JP é sempre muito bem comemorado! Merece!
Vejam abaixo a comprovação que decantei direitinho o Mogador...rs



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Pintas Character 2009: Vinhão!

Abri este Pintas Character 2009 para beber com amigos na casa do JP. Ele é o segundo vinho do grande Pintas, que tem se consagrado com um dos grandes vinhos portugueses. Aliás, o seu irmão Pintas 2009 já pintou aqui no blog (clique aqui). Bem, o vinho é obra do casal Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva, na vinícola duriense Wine and Soul. Bem, todos já devem conhecer, mas o nome Pintas vem do cão do casal, da raça Pointer. O casal produz também o excelente branco Guru. O Pintas Character é produzido com mais de 20 uvas diferentes, de vinhas velhas, entre elas a Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. A maturação é feita em barricas de carvalho francês 50% novas, por 18 meses. Este 2009 tinha cor escura e aromas riquíssimos de flores, amoras, cerejas pretas, alcaçuz, chocolate e minerais. Em boca é denso, bem intenso, com notas balsâmicas e minerais e final muito longo. Apesar da densidade, é muito equilibrado e mantém o frescor. É um segundo vinho com pinta de primeiro! Muito bom, mesmo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Imperial Gran Reserva 2007: Bão demais!


E já que acabou de pintar um Imperial Gran Reserva 2005 aqui no blog, logo depois do premiado 2004, vai um Imperial Gran Reserva 2007 para manter o ritmo. E que ritmo! Estávamos fazendo um Ragú de Cordeiro na casa do JP e o Caião aparece despretencioso, com esta belezinha debaixo do braço. E é claro que foi o protagonista da tarde. Este 2007 está bem no estilo do 2005. Cor mais clara, aromas de cerejas secas, tabaco, cítricos, terrosos e alcaçuz. Em boca repete o nariz e mostra corpo médio, taninos redondos e final especiado e levemente cítrico. Uma delícia! É o tipo de vinho que não tem muito o que falar. É bom, aliás, excelente, e pronto! É claro que não é só o (ex) Rei Juan Carlos que gosta dele. Nós também! Valeu, Caião! A propósito, os vinhos da CVNE são importados pela Vinci.
Caião já mandando ver no molhinho...rs

Depois de umas horinhas ficou uma beleza...

domingo, 3 de agosto de 2014

Atrasadão - Confraria nos meus cumpleaños: Só vinho bão, claro! Imperial Gran Reserva 2005, San Martin Corullón 2001 e muitos outros...

As coisas estão corridas e está difícil manter o blog atualizado. E esta postagem está bem atrasada... Mas vamos lá.
Era uma reunião da Confraria para celebrar o meu aniversário. Abrimos a noite com um Champagne Delamotte levado por este que vos escreve. Este já apareceu por aqui e quem não conhece, deve experimentar em vez de ficar bebendo aqueles amarelinhos que ficam nas prateleiras de supermercados. É um Champagne muito bom e que costuma estar nas listas de bota-fora da World Wine no começo do ano. Sempre que posso pego umas garrafas. Bem, e aí começaram os tintos. Descreverei na sequência das fotos.
O primeiro deles é um vinhão levado pelo amigo Rodrigo: Cune Imperial Gran Reserva 2005. Bem, este dispensa apresentações. Seu irmão de 2004, que já pintou por aqui, foi o vinho do ano passado pela WS. Mas não é por isso: É porque é bom mesmo! Um Rioja de primeira linha. Este 2005 está diferente do 2004. Mostra-se mais leve, mais cítrico e até com cor mais clara que seu irmão recentemente afamado. Não mostra o tostado e toques balsâmicos de seu irmão. Apresenta notas de cereja e tabaco, em um fundo  cítrico e mineral. Vinho delicioso! Valeu, Doc!
Ao lado dele, outro vinhaço, também espanhol, mas agora, de Bierzo, o San Martin Corullón 2001. O vinhão, levado pelo Paolão, é obra da vinícola Descendientes de J. Palácios. É o top da vinícola e irmão maior de um conhecido bom valor, o Pétalos de Bierzo. Para se ter uma idéia da grandiosidade deste vinho, apenas 6 barricas foram produzidas, ou seja, menos de 2.000 garrafas. É feito com Mencía de videiras centenárias e baixíssimo rendimento. Lembro-me de ser um dos vinhos preferidos do saudoso Saul Galvão, que comemorava seus aniversários em Jaú com o danado. E Saul sabia das coisas. É um vinho grandioso. E este é ainda de uma safra maravilhosa. Vinho de aromas de frutas maduras em meio a especiarias. Em boca mostra sedosidade e equilibrio impressionantes. Como defino? Maravilhoso! Raridade.
O Joãozinho levou um ótimo Amarone della Valpolicella Giacomo Montresor Fondatore 2009. O produtor tem um grande portfólio de vinhos, não apenas no Vêneto. Produz 4 Amarones, sendo este Fondatore o de entrada da linha. É o que passa menos tempo em barrica e isso se faz sentir no vinho. Ao nariz mostra notas de amoras, funghi, de ervas (sálvia e outras) e chocolate amargo. Em boca, repete o nariz e mostra acidez destacada e taninos corretos. É austero, não tem dulçor exagerado e mostra muita riqueza. Está novo e carente de bons anos de adega, mas já é apreciável. Pede comida com molho forte. Um Amarone distinto.
E à direita do Amarone o vinho levado pelo amigo Paulinho, que é apreciador de ótimos vinhos portugueses. E desta vez ele levou o alentejano Vale de Ancho 2006, que também já pintou aqui no blog (clique). Assim, nem vou comentar muito sobre ele. Só preciso reforçar que é um vinhão! Rico, intenso, mas elegante e muito sedoso. O final é longo e agradabilíssimo. Uma delícia! De primeira.
O Thiago nos brindou com um dos melhores Pinotage que já bebi, o Beyerskloof Diesel Pinotage 2011. É um vinho de produção pequena, que passou 21 meses em barricas de carvalho francês. É intenso, com notas de cereja preta e ameixas, em meio a um tostadinho gostoso, anis e grafite. Em boca destaca-se pela sedosidade e final longo. Realmente, um Pinotage diferenciado. Aqui não é só a garrafa que é imponente, o vinho também.  
O JP levou um Brane-Cantenac 2004. Bem, o ano não ajudou muito e o vinho sentiu. Apesar de bom, ele não empolgou. Tinha notas de cassis, amoras, tabaco e herbáceas. Em boca era seco, taninos macios e final herbáceo. Como disse, é bom, mas linear.
Ah, mas vocês pensam que acabou? Não! Ainda tem o vinhão levado pelo amigo Caio, um ótimo Brunello di Montalcino Col D'Orcia 2006. Já escrevi aqui sobre o 2005. Bem, mas este 2006 está ainda melhor. A safra foi grandiosa e o vinho respondeu. Cor belíssima e notas de cereja madura, groselha, couro, tabaco e alcaçuz. Em boca mostra muita intensidade e taninos presentes (claro), mas já corretos. O final é longuíssimo e delicioso. Está novo? Sim! E com longos anos pela frente. Mas já perfeitamente apreciável. Valeu, Caião!
E para finalizar, o Paulinho ainda ofereceu uma caixa de belos pães de mel acompanhados de um ótimo Porto Taylor's 10 Anos. Combinação perfeita! 
Bem, a noite foi maravilhosa! Gracias, amigos!