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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Palácio da Bacalhôa 2007 e Marques de Casa Concha 2005

Nesse final de semana o Akira nos brindou com um belo Palácio da Bacalhôa 2007, o irmão maior do sempre bom Quinta da Bacalhôa. O Palácio é um corte de Cabernet Sauvignon (70%), Merlot (25%) e Petit Verdot (5%), envelhecido por 18 meses em barricas de carvalho Allier e que descansa 12 meses em garrafa antes da comercialização. Este, da bela safra de 2007, tinha belos aromas de café, ameixa, menta, leve apimentado, chocolate amargo e depois de um tempo liberava notas gostosas de amora. Em boca, mostrava juventude, mas já dá grande prazer. É vinho de bom corpo, denso, e com taninos finos. Um belo vinho, e que deve ficar muito gostoso com algum tempo de adega. De qualquer forma, se você não resistir, não deixe de decantá-lo antes de beber. O amigo Carlos André nos levou um Merlot americano que estava bastante fechado, principalmente no começo, quando as notas herbáceas roubavam a cena. Mudou um pouco com o tempo, liberando um pouco de fruta, lembrando groselha, mas a madeira era muito presente. Bem, não fez muito minha cabeça não... Tanto que esqueci o nome! (rs). Qual era Carlão? Saint Andrews ou algo parecido.
Mas o Carlos levou um outro Merlot, o conhecido Marques de Casa Concha 2005, que estava muito bom. Bem, os vinhos desta linha costumam agradar, e o Merlot, em minha opinião, é o melhor deles. Este, de uma bela safra, ainda estava vivão, e o tempo lhe amaciou os taninos de maneira bem correta. Logo que foi aberto já mostrou notas de ameixa e amora, mescladas com notas de café e um tostado na medida, que se mantinha em boca. Mas foi melhorando na taça. Um vinho bem gostoso, redondo e com tudo correto. Para mim, bem melhor que o americano (sorry Carlão!).
Eu levei um que já comentei aqui, o espanhol Emina Prestigio 2006, de Ribeira del Duero. Vinho bom, mas que nesta safra não repetiu o sucesso do 2003, por exemplo, que era mais redondo. Mas depois de um bom tempo aberto mostrou boas qualidades, com notas de cereja e tabaco típicas. Mas eu esperava que ele tivesse melhorado desde o ano passado, quando apareciam notas herbáceas que incomodavam um pouquinho. Elas ainda aparecem.
Bem, a meu ver, a noite foi mesmo do Bacalhôa...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Confraria do Ciao em 30 de julho: Anwilka 2006, Baron de Magaña e Emina Prestigio 2006

A turma estava um pouco cansada ontem... Apreciamos apenas 3 vinhos. Os 3 bons. Paulão nos brindou com um Anwilka 2006, sulafricano - Stellenbosch (para lembrar a copa... rsrs). O vinho é um corte de 66% Cab. Sauvignon 29% Shiraz 5% Merlot e que estagiou 10 meses em barricas de carvalho francês. A vinicola é uma Joint Venture de três grandes estrelas do mundo do vinho: Bruno Prats, ex-proprietário do Cos d´Estournel, Hubert de Bouard de Laforest, do Château Ângelus e Lowel Joostte do Klein Constantia (famosa pelo branco de sobremesa). Vinho muito bom, moderno, muito equilibrado e fácil de beber. Notas de framboesa, groselha, café e baunilha. Nada de excesso de tostado comum em alguns vinhos sulafricanos (mas ele estava lá...rs). A meu ver Paulão, o destaque da noite... O vinho pode ser encontrado na Grand Cru (http://www.grandcru.com.br/) e Estação do Vinho (http://www.estacaodovinho.com.br/).
O outro vinho foi levado pelo amigo João Paulo e é um espanhol de Navarra, o Baron de Magaña. Esta vinícola é conhecida pelos bons Merlots. No entanto, este vinho é um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon e Tempranillo (as proporções são meio controversas...). É um vinho tranquilo, com notas de couro, café e fumo. Gosto destas características. O João Paulo não gostou muito. Penso que é um vinho que pede comida. O vinho pode ser encontrado na Vinci Vinhos (http://www.vincivinhos.com.br/).
O terceiro vinho é um vinho que gosto bastante, e que agradou a todos (principalmente o Fernando Tinton) - Emina Prestígio 2006. Tempos atrás tomamos o 2003, que a meu ver estava um pouco melhor. Acho que o 2006 vai melhorar com um ou dois anos na adega. Mas já está muito bom. Emina é um dos grandes projetos do Grupo Matarromera, do baixo Duero, parte histórica e privilegiada na produção de vinhos. É um tempranillo puro, moderno e equilibrado. Notas florais e de cereja e amora, com taninos bem integrados (mas que vão arredondar com um pouco de tempo). O tostado do carvalho aparece, mas é adequado. O vinho pode ser encontrado na World Wine (http://www.worldwine.com.br/) e está em uma promoção excelente: Pague um e leve dois! Imperdível! 

Bem, por hoje é só...