Raramente repito postagem de vinhos. A não ser, para mostrar a sua (boa) evolução em alguns anos, informação que acho importante. Mas no caso deste Cheval des Andes 2010, há um motivo a mais. Foi um presente do amigo Vitor, que atentou-se a desejo que já manifestei em relação ao Cheval des Andes, que é o de bebe-lo já com alguns anos nas costas, já que os que apreciei sempre foram jovens. Eu queria saber sobre a sua evolução, já que os próprios produtores dizem que o vinho é de longa guarda. Bem, a maioria já sabe que a Cheval des Andes nasceu após uma viagem de Pierre Lurton, Presidente do Cheval Blanc, a Argentina em 1998. Na ocasião ele ficou encantado com a beleza do vinhedo Las Compuertas, da Terraza de los Andes. E já em 1999 foi fundada a Cheval des Andes, uma joint venture do grande Cheval Blanc com a Terrazas de los Andes. Em 2001 foi lançado o primeiro Cheval des Andes, tendo já feito muito sucesso, que se arrasta nesses anos. O vinho é feito com Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, que nesse 2010 foram na proporção de 50/30/20, respectivamente. A Petit Verdot teve uma participação maior nesta safra. É um vinho de cor escura, densa, e aromas florais, de cereja preta, ameixa, chocolate, café e minerais. Em boca, repete o nariz e é denso, sedoso, com um toque levemente austero, talvez oriundo da Petit Verdot e/ou da barrica. Os taninos já estão devidamente arredondados pelo tempo e o final é longo e com notas de café e alcaçuz. Com o tempo, o vinho vai ficando cada vez mais equilibrado e agradável. Estilo muito bordalês. Foi ganhando ainda mais qualidade com a aeração. Um belo vinho, que mostrou o se potencial nesses mais de 9 anos. Atendeu as minhas expectativas em relação à guarda. Se tem um desse, pode guardar sem medo de ser feliz. Para melhorar, foi um presente muito gentil de meu amigo Vitor, que sabe apreciar belos vinhos e os conhece muito bem. Vale, grande Vitor!
