quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Que trio sensacional: Pin Monferrato 2000, Flaccianello della Pieve 2009 e Dominique Laurent Chambolle Musigny 2007!

Mais um post que estava aqui engavetado... Trata-se de vinhos que bebemos ainda no ano passado, na celebração do aniversário do Carlão (feita em etapas...rs). E foi um trio de tirar o chapéu. 
O primeiro deles continua a saga dos vinhos italianos que o Akira encontrou em um lugar misterioso de São Paulo, e era um maravilhoso Pin Monferrato 2000, de La Spinetta. Safra excelente no Piemonte e produtor de primeira, que a cada dia fico mais fã. Não podia dar outra: Vinhaço! E como os 14 anos lhe fizeram bem... É um corte de Nebbiolo e Barbera, com maturação de 16-18 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho de riqueza impressionante. Eu havia provado um mais novo em evento da Vinci, que se mostrou "briguento", "nervoso", pedindo adega. E este 2000 confirmou que é vinho para se beber com uma certa idade. Ao nariz mostrava notas de framboesa e algo lembrando tamarindo, em meio a especiarias. Em boca, uma belíssima acidez, que o deixava vibrante e com muita vivacidade. Impressionante para seus 14 anos. Os taninos já estavam devidamente arredondados e o final de novo lembrava tamarindo. Uma delícia! Perfeito com comida ou sozinho. Fiquei fã do vinho. Só como curiosidade: A Wine Spectator lhe deu míseros 87 pontos, apesar de elogiá-lo bastante... Estão loucos!!! Queria eu beber sempre um vinho de 87 pontos deste nível...rs.
O segundo vinho foi levado por este que vos escreve, e é um também de tirar o chapéu. Já apareceu aqui no blog em outras ocasiões. Este Flaccianello della Pieve 2009 já nos foi brindado pelo confrade JP tempos atrás (clique aqui), e é uma beleza de vinho. Não sei qual é melhor, se ele ou seu irmão de 2006, que ganhou 99 pontos da Wine Spectator. Eu fico em dúvidas... O 2006 é um pouco mais "tostado" que o 2009. Ambos precisam de um tempo descansando para ir mostrando suas qualidades. Este 2009 mostrava notas de cereja preta e cassis, em meio a um tostado elegante e alcaçuz. Em boca era amplo e sedoso, com um final longuíssimo e especiado. De mastigar... Uma delícia de vinho, que foi ganhando a cada minuto na taça. Riquíssimo. A Sangiovese em sua plenitude. Vinho com estilo moderno, mas muitíssimo atraente. Quando for beber um desses, me chame!
E para finalizar o trio de excelentes vinhos, um Borgonha de primeira linha ofertado pelo Carlão: Dominique Laurent Chambolle Musigny 2007! Na verdade, ele foi o primeiro vinho a ser apreciado. E que vinhão! O produtor é excelente e o vinho ficou à altura. Era um vinho floral e com notas de frutas silvestres, em meio àqueles toques de folhagem e terrosos. Em boca mostrava-se vibrante, mineral e com taninos finíssimos. O final era longo e delicioso. Ah, os borgonhas... Outro vinhaço, que completou o trio de primeiríssima apreciado. Não dá para eleger este ou aquele na noite. Como sempre digo, em briga de cachorro grande o melhor é ficar quieto e apreciar o momento. Trio sensacional!















quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Realmente, a vida é curta para ficar bebendo zurrapa: Cobos Malbec 2007, Mas La Plana Cabernet Sauvignon 2009, Carm Grande Reserva 2008 e La Massa 2009!

Duas semanas atrás, em reunião da confraria esvaziada, fomos apenas 5 confrades. Mas os vinhos foram daqueles... 
Eu vou começar por um que ainda não havia bebido e que tinha grande curiosidade para conhecer: Cobos Malbec 2007! Seu irmão "menor" (que não é tão menor assim....rs) Bramare Marchiori 2006, já foi levado pelo JP anos atrás, e agradado demais (clique aqui). Esse levado pelo Tonzinho, que chegou despretensioso na mesa, sem mostrar muito o que trazia, é o grandão...rs. E olha, atingiu todas nossas expectativas. O vinho também é feito com uvas do vinhedo Marchiori, com mais de 80 anos de idade. Passa 18 meses em barricas novas de carvalho francês e é engarrafado sem clarificação ou filtração. Ao nariz mostra uma riqueza impressionante, com notas de figos, ameixas, chocolate, baunilha, em meio a um toque floral, mineral (grafite), especiado e de café. Em boca é opulento, musculoso, cheio de intensidade, mas ao mesmo tempo, elegante ao extremo. Tem ótima fruta mas tudo equilibrado com perfeita acidez e taninos mais que sedosos. É uma explosão! Um soco com uma luva de pelica. Ele acaricia o palato, mostrando uma bela cremosidade. Delícia, delícia, delícia! Paul Hobbs é mesmo um craque. É vinho para competir com grandes do mundo. Bem, também em preço, que é bem (mesmo) salgado.  Mas só como informação, seu irmão de 2011 andou ganhando 100 pontos por aí... E este de 2007, faturou 95 da WS. O 2006 ficou em primeiro em uma lista dos 50 vinhos argentinos, segundo Mr. Parker (junto com o Achaval Altamira 2009). Mas independente das notas, trata-se mesmo de um vinho grandioso... E com muitos anos pela frente. Isso aí, Tonzinho!
O nosso amigo Rodrigo, que fechou a noite com histórias maravilhosas, também levou um vinhaço, que há tempos queria experimentar. Era uma grande falha no Curriculum que eu tinha. Mas graças ao Rodrigo, já a preenchi com este belo Mas La Plana Cabernet Sauvignon 2009, do grande Miguel Torres. Este vinho é feito há mais de 30 anos e segundo o próprio site da vinícola, muita gente desconfiava se seria bem sucedido. Um vinho feito com Cabernet Sauvignon na terra da Tempranillo e Garnacha; A garrafa estilo borgonhês e até o rótulo preto causavam desconfiança. Até o exemplar de 1970 se dar bem em uma degustação às cegas em Paris (inclusive frente a um Latour...). A partir daí, o danado foi ficando cada vez mais respeitado. Dizem que mudou um pouco de lá prá cá, mas continua muito respeitado. O vinho é feito com uvas de um vinhedo de 29 hectares em Penedès. É um Single Vineyard, que vai das margens de um rio até as encostas de uma colina. Segundo o próprio produtor, eles têm mais sucesso com as uvas de plantas próximas à colina. O vinho matura 18 meses em barricas de carvalho francês. Tem cor escura e aromas de cereja preta, cassis, pimenta do reino na dose certa, grafite e cacau. Em boca, repete o nariz e muito intenso, mineral, com taninos firmes e um final longuíssimo. Um Cabernet Sauvignon refinadíssimo, perfeitamente apreciável agora, mas com longa vida pela frente. Satisfez todas as minhas expectativas. Gracias, Doc, por tirar esta falha de meu CV...rs. 
Eu levei um vinho da vinícola duriense Carm, dos quais sou apreciador. Era um Carm Grande Reserva 2008. Eu gosto do produtor. Sempre fiquei feliz com seus vinhos. Este Grande Reserva é um de seus vinhos topo de gama, e é feito com Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Segundo o produtor, procuraram agregar os taninos firmes da Tinta Roriz com as notas de esteva e taninos suaves da Touriga Franca e as notas de frutos silvestres e florais marcadas da Touriga Nacional. Passa 12 meses em barricas novas de carvalho francês. No início ele se mostrou meio discreto, mas depois de pouco tempo começou a mostrar toda a sua riqueza. Ao nariz mostra notas de cereja preta, framboesa, florais e de chocolate. Dá a impressão que se trata de um vinho tendendo ao doce, mas em boca muda a conversa. É amplo, redondo, com fruta madura e acidez na medida certa. Os taninos são muito sedosos e o final é muito longo e especiado, com alcaçuz, canela e noz moscada. Foi conquistando o pessoal a cada taça. Todos gostamos. Destaque para a sua intensidade e equilíbrio. Um ótimo vinho! 
O Caião levou um La Massa 2009, já descrito aqui no blog (clique aqui). Dois anos atrás, quando bebemos, estava fechado. Mas agora já está bem melhor. Como o tempo ajuda bons vinhos... Está ótimo agora! Fruta madura, tostado, tabaco e alcaçuz em nariz e boca. Acidez correta e taninos já redondos. Beleza!
Ih, estava esquecendo o vinho que o JP levou. Bem, melhor esquecer mesmo... Não é Doc? Este ano não tem prá ninguém: JP vai faturar o troféu Yellow Tail!




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2010

Rapidinho: Para quem gosta de um clássico Cabernet chileno, este Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2010 é prato cheio. Os aromas firmes de cassis, amoras, herbáceos, chocolate e apimentados estão lá... A pitadinha de Cabernet Franc dá um charme especial. Em boca mostra nervo, ótima acidez e taninos firmes, que deixam o vinho vibrante e com paladar marcante. A madeira aparece, claro, mas nada que incomode um apreciador de vinhos chilenos (para mim poderia ser mais discreta). Fica bem mais macio depois de um tempo aberto. Particularmente, eu gostei dos vinhos chilenos da safra de 2010, pois os achei com bom frescor. Este Medalla Real pede uma boa carne na brasa. Ele já foi mais caro, mas andou baixando de preço. Eu peguei em uma boa oferta, que deixou o preço mais que justo. Aquele que eu acho ele deveria custar por aqui. Só por curiosidade, parece que este 2010 foi eleito pela revista inglesa Drink Business como sendo o melhor Cabernet Sauvignon chileno em uma degustação às cegas com 200 Cabernet Sauvignon de 9 diferentes países. E ficou entre os melhores da prova, em quarto lugar, atrás de um belo Torres Mas La Plana 2010... Bem, depois do evento Toro Loco, fico sempre desconfiado dessas provas.  

Ps. Dois anos depois abri outra garrafa para ver como ele se comportou nesse tempo. E o danado estava muito bom! Incrível que o bebi durante a semana, na tacinha diária, e o bichão aguentou firmão até a última taça, indicando que aguentaria ainda um bom tempo de adega. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Acabou o Carnaval: Tondonia Reserva Branco 1999, Chateau Montelena Chardonnay 2012, Pesquera Reserva 2008 e Castello di Ama Chianti Clássico Ama 2010!

Terça-feira de carnaval e recebo uma mensagem do JP no Whatsapp com uma foto do Chateau Montelena 2012... O convite estava feito: O Caião faria uma Paella e íamos matar uns vinhões, claro. Obviamente, demorou no máximo uns 5 minutos para que eu pegasse um vinho na adega e saísse ligeiro para participar da reunião na casa do JP. E o nogoso foi bom, como sempre.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Chateau de La Rivière 2009, Julian Reynolds Grande Reserva 2005, Chateauneuf du Pape Ferraton e Fils Le Parvis 2009 e Coelheira 2010


O Carlão nos convidou para uns vinhos em sua casa. E matamos quatro bons exemplares: Dois portugueses e dois franceses. 
Eu levei embrulhado um Julian Reynolds Grande Reserva 2005. Bem, apenas o Carlão aventou a possibilidade de ser um português, até citando o Alentejo. Eu, particularmente, gosto muito dos vinhos da vinícola, que acho uma das apostas mais acertadas da Wine. Este Julian Reynolds é feito com Alicante Bouschet, Trincadeira e Syrah, e passa 24 meses em barricas de carvalho. Tem aromas deliciosos, de ameixas compotadas, chocolate, baunilha e outras especiarias. Em boca é muito redondo, sedoso, com boa acidez e final longo e especiado. Uma beleza de alentejano, com muita riqueza e prazeiroso de beber. No auge de seus 10 anos! Compra certa e ótimo valor.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Maycas del Limari Reserva Especial Pinot Noir 2013

Rapidinho: Gosto dos vinhos da Maycas del Limarí. Seu Syrah Reserva Especial é muito bom (ou pelo menos era), com frutas silvestres, frescor e boa mineralidade. Os Sauvignon Blanc também, assim como os Chardonnay, principalmente o Quebrada Seca. Mas este é o primeiro Pinot Noir que aprecio desta vinícola do grupo Concha y Toro. E não me decepcionei. Este Maycas del Limarí Pinot Noir 2013 tem aromas de fruta madura, com destaque para framboesa e groselha, em meio a um tostadinho de fundo. Em boca tem entrada doce e frutada, principalmente logo que a garrafa é aberta. Mas depois de um tempo, melhora bastante, adquirindo um toque terroso interessante. Eu esperava um Pinot um pouquinho mais seco. Mas é agradável e traz as características dos PN chilenos. E o preço é justo. No entanto, ainda me agradam mais o Syrah e o Chardonnay da vinícola. Em São Carlos pode ser encontrado na Mercearia 3M.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bela noite com 4 vinhos espanhóis e um argentinão de responsa: Destaque para um Pago de Carraovejas Crianza

Na última reunião da Confraria, no restaurante Barone, não combinamos nada, mas a turma foi aparecendo com espanhóis debaixo do braço. Só nosso amigo Joãozinho que surgiu com um ótimo argentino, já descrito aqui no blog: Trapiche Single Vineyard Viña Jorge Miralles 2008. Como já o descrevi, vou apenas referenciar a postagem (clique aqui). Mas quero só ressaltar que foi um dos melhores da noite e que é um vinhão! Tudo na medida certa, muita elegância e intensidade. Malbec de primeira e que não pode deixar de ser conhecido.
Todos os restantes foram espanhóis, e apenas dois deles, da mesma região. Vamos a eles.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Las Ocho 2010: Espanhol com 8 uvas?

A Finca Chozas Carrascal, produtora deste Las Ocho 2010, fica entre os povoados de Utiel e Requena, província de Valência, Espanha. Só para lembrar, é a região de onde vem o famigerado Toro Loco. Mas não tem nada a ver com ele, hein! É bem melhor. No início, fiquei meio cabreiro quando cheguei lá na 3M e os confrades Caio e JP estavam já com o danado na taça. Principalmente, porque é feito com 8 uvas (claro, daí vem o nome). Tirando os vinhos portugueses de vinhas velhas, sempre me parece um exagero um excesso de castas em um vinho. A foto abaixo mostra quais são. Acontece é que para mim, isso descaracteriza um pouco o vinho e ficou difícil identificá-lo como sendo espanhol. Ao ver que era, tentei identificar a região e até pensei se tratar de algo vindo da região central ou de Penedés. Bem, a denominação se
chama D.O de Pago. 
Mas vamos ao vinho. As 8 castas são vinificadas separadamente e depois mescladas. Setenta e cinco por cento dele matura em barricas de carvalho francês por 12 meses, e o blend descansa ainda um ano em garrafa antes de ser comercializado. Ao nariz mostra notas de mirtilo e amoras, em meio a um toque balsâmico, defumado e tostado. Em boca, mantém o lado balsâmico em meio a café e chocolate amargo. Tem boa acidez, tende para o seco e seus taninos são marcantes (o que eu gosto). Tem aptidão gastronômica. Não é um super vinho, mas é bem feito e destaca-se na sua faixa de preço. O Guia Penin lhe tascou 93 pontos. Em São Carlos é encontrado na Mercearia 3M.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Montiano 2000 e Coma Vella 2002: Dois vinhões devidamente amansados pelo tempo!

O Akira comprou um monte de vinhos italianos já mais evoluídos, e de ótimos produtores. De vez em quando ele abre um para nos fazer felizes. E desta vez foi um ótimo Montiano 2001. O vinho é feito pela vinícola Falesco, fundada pelos irmão Renzo e Riccardo Cottarella em 1979, em Lazio. O primeiro Montiano, hoje um destaque e vinho emblemático da vinícola, foi lançado em 1990. É um Merlot 100% feito com uvas de videiras de baixo rendimento. A maturação é feita em barricas de carvalho francês por 12 meses. É um vinho com aromas de amoras maduras, chocolate amargo, baunilha e alcaçuz. Depois de um tempo foi surgindo um mentolado muito legal. Em boca é sedoso, com taninos muito redondos e um final longo e especiado. Um belo Merlot, que mostra grande potencial de envelhecimento. Eu havia provado tempos atrás um mais novo e gostado muito. Este mais "velhinho" está ótimo!
E na noite que o Akira ofertou este Montiano, levei um Priorato, o Coma Vella 2002, da Mas d'en Gil. É o "irmão menor" do grande Clos Fontà. A vinícola é familar e o vinho é feito pelas mãos da enóloga Marta Roveri, utilizando preceitos biodinâmicos. Segundo a enóloga, mais que cuidar das plantas, eles cuidam de seu substrato, a terra.   Como esperado para o Priorato, utiliza vinhas velhas e de baixo rendimento. Este Coma Vella é feito com Garnacha País 20%, Garnacha Peluda 15%, Cabernet Sauvignon 30%, Cariñena 20%, Syrah 10% e Merlot 5%. Já com 12 anos, se mostrou evoluído, com notas de ameixas e cassis, em meio a notas minerais, balsâmicas, cacau e especiarias, como canela e alcaçuz. Em boca mostrou complexidade, mineralidade e taninos devidamente arredondados pelo tempo. O final era longo e balsâmico. Bem, eu gosto muito de vinhos do Priorato e este não fugiu à regra. Gostei também! Foi bom parceiro para o Montiano.




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Chateau de Beaucastel 2007: Um Chateauneuf du Pape maravilhoso!

A família Perrin é pioneira em cultivo orgânico desde 1950 e biodinâmico desde 1974. A consciência em manter o equilíbrio da natureza vem de décadas. Por outro lado, ressaltam que a Grenache não deve dominar seus Chateauneufs, que devem trazer o equilíbrio de todas as 13 uvas permitidas pela apelação. Com isso, buscam um vinho potente, estruturado, mas elegante e fresco. As 13 castas são vinificadas separadamente para depois formarem o blend. Dentre elas, a Grenache e Cinsault dão calor, cor e volume ao vinho; Além de paladar peculiar, a Mourvédre, Syrah, Muscardin e Vaccarese dão estrutura e capacidade de envelhecimento; Counoise e Picpoul dão corpo, frescor e aromas particulares; e assim vai... Neste Chateau de Beaucastel 2007 as proporções foram Cinsault 5%, Grenache 30%, Mourvèdre 30%, Vaccarèse, Terret noir, Muscardin, Clairette, Picpoul, Picardan, Bourboulenc, Roussanne: 15%, Counoise 10% e Syrah 10%. A maturação é por um ano em foudres de carvalho. É também preocupação dos produtores que a madeira não predomine. O vinho é extremamente aromático, principalmente depois de um tempo de decanter. Tem notas florais em meio a amoras, coulis de framboesa, figo, alcaçuz e baunilha. Depois de um tempo surgiram notas de tabaco, café e chocolate. Parece muito, né? Exagero? Não! O vinho vai se transformando. É um camaleão! Característica de grandes vinhos. Em boca, apesar de intenso, mostrava grande frescor, taninos finíssimos e um final especiado interminável. Uma maravilha! Esse é grande, mesmo. Só por referência, a Wine Spectator também achou, lhe outorgando 96 pontinhos.  
Foi oferta do Carlão em seu aniversário, ainda em 2014. Valeu!




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Grand Estates 2012

Rapidinho: A vinícola americana Columbia Crest chamou a atenção do mundo do vinho quando seu Cabernet Sauvignon Reserva 2005 faturou o primeiro lugar na lista dos Top 100 da Wine Spectator em 2009. Um feito gigante para um vinho que custava na época 27 doletas. Bem, eu apreciei alguns vinhos deles, que sempre se mostraram "doces" para o meu gosto. Este Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Grand Estates 2012 (êta nomão!) não fugiu muito à regra. Comprei o danado em um supermercado em Orlando por 8,5 doletas para conferir se os 90 pontos outorgados pela Wine Spectator se justificavam. Bem, o vinho tem aromas de ameixas em compota, cassis, chocolate e especiarias. A baunilha tá lá... firme. Em boca tem uma entrada doce, equilibrada por uma boa acidez e taninos redondos. Tem boa estrutura para um vinho deste preço e é prato cheio para novomundistas de carteirinha. A fruta compotada e a baunilha dão o tom. Não é o meu vinho, mas tem seus fãs, claro. E por este preço...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Georges Duboeuf Fleurie 2011: Ótimo Cru de Beaujolais!

Já comentei aqui no blog, mas vale lembrar que os dez Cru de Beaujolais (Morgon, Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Fleurie, Juliénas, Moulin à Vent, Régnié, Chénas, Saint-Amour) originam vinhos ricos e longevos, diferentes dos leves e imediatos Beaujolais (incluindo o "famoso" Noveau). Quem até hoje só experimentou os simples Beaujolais Villages ou Noveau, precisa beber um Cru de Beaujolais para saber do que estou falando. E o incrível é que não pagará muito a mais. Aliás, eu paguei menos nesta garrafa de Georges Duboeuf Fleurie 2011, que o pessoal estava pagando por um conhecido Beaujolais Noveau anunciado com pompas todo mês de novembro. O Cru Fleurie origina vinhos mais leves que seus vizinhos Moulin-à-vent e Morgon. São vinhos florais e com grande aptidão gastronômica. Georges Duboeuf é um produtor tradicional, e este seu Fleurie estava uma beleza. Vinho floral, aromático, com notas de frutas silvestres e um fundo de funghi secchi. Em boca mostra acidez vibrante, mineralidade, taninos finos e muita vivacidade. É leve e seco, com final floral e de funghi secchi. É bom sozinho, mas melhor ainda com comida. Não precisa de decantação. Curta na taça e pronto. Vi em um site francês que fica ótimo com comida condimentada, a base de curry, particularmente. Esqueça os Beaujolais "engana iniciante". Experimente um Cru! Veja abaixo um mapa com as apelações de Beaujolais, incluindo os 10 Cru.

Nota do esquadrão anti-bomba: Não é vinho para amantes de geleionas, madeirona, baunilhão, tostadão etc. 

As apelações de Beaujolais (mapa de www.discoverbeaujolais.com)