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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
2015 First Meeting: Imperial Gran Reserva 2007, Aalto 2006, M.O.B. 2011, Don Maximiano 2008, Chateau La Monique 2005, Cuvelier de Los Andes Gran Vin 2008 e As Caborcas 2010!
domingo, 21 de setembro de 2014
Trio bão, no Paolão: Chateauneuf du Pape Bosquet des Papes 2011, Salanques 2010 e Don Maximiano 2008
JP, Fernandinho e eu fomos à casa de nosso amigo Paolão para bons papos, petiscos e ótimos vinhos. O primeiro deles, oferecido pelo JP, foi um (muito) jovem Chateauneuf du Pape Bosquet des Papes Cuvée Tradition 2011. O vinho é feito com 75% Grenache, 11% Syrah, 11% Mourvèdre e 3% de Vaccarèse, Counoise e Cinsault. Bem, o próprio produtor menciona que o vinho começa a atingir o seu melhor depois de 6-7 anos. E este, obviamente, com seus 3 aninhos, estava novíssimo. Um pecado, JP! Mas já que estava lá, tascamos o saca-rolhas e pronto. O vinho mostrava aromas de frutas silvestres, framboesas e amoras, em meio a especiarias, como alcaçuz e canela. Os aromas ficavam tímidos, como se quisessem dizer: "Ei, daqui a uns anos estaríamos maravilhosos"! rs. E em boca a mesma coisa: Timidez! Fechado e tânico, claro. Mas mesmo assim, deu para ver a sua grande qualidade e potencial. Vinho intenso e mineral. Um belo Chateauneuf, que em 2021 estaria ótimo!
O Paolão abriu um Salanques 2010, de Mas Doix, Priorato. O vinho é feito com Garnacha (65%), Cariñena (25%) e Syrah (10%). Só as videiras de Syrah são mais jovens. As outras têm mais de 80 anos. Todas, de rendimento baixíssimo (700 gramas de uva por planta). Este também estava novo, mas bem mais apreciável. Os aromas de cereja preta e ameixa se mesclavam a notas licorosas, de chocolate e minerais. Em boca mostrava ótima intensidade, fruta na medida certa, acidez correta e mineralidade. Mais uma confirmação de que vinhos do Priorato sempre são ponta firme. Muito bom! Sócios do Clube Wine, podem comprar que vale a pena.
E eu levei um Don Maximiano 2008, já comentado aqui no blog duas vezes. Por isso, só direi que estava ainda melhor que das outras vezes: sedoso e corretíssimo! Evaporou rapidinho da garrafa, claro...rs.
terça-feira, 30 de abril de 2013
E na noite do Sassicaia, ainda teve: Casa Ferreirinha Reserva Especial 2003, Don Maximiano 2008, Caballo Loco 12 e Foradori Sgarzon Teroldego 2010!
E a turma não brinca. Na noite em que levei o Sassicaia os amigos surgiram com grandes vinhos. Três deles foram replays, pelo menos para esse que vos escreve. Mas que replays! Pode repetir que fico feliz! Um foi novidade, bem distinta. Mas vamos a eles...
O primeiro foi o Casa Ferreira Reserva Especial 2003 levado pelo amigo João Paulo. Bem, todo mundo já sabe da história: Quando não sai Barca Velha, lançam o Ferreirinha. Alguns, chegam bem perto de seu irmão maior, como foi o caso do grande 1997, já comentado aqui no blog (clique aqui). Esse 2003 também já apreciamos tempos atrás (clique aqui). Dessa vez, parecia ainda melhor. É um vinho que trás a elegância da Casa Ferreirinha. Tem um carimbo! Um gosto peculiar. A sua marca são as frutas vermelhas maduras, sous-bois e o tabaco leve, com um fundo de alcaçuz muito gostoso. Elegância total. Não tem como não agradar.
Do lado dele, um outro replay, levado pelo amigo Caio. Aliás, foi comentado aqui na semana passada (clique aqui). Falo do Don Maximiano 2008. Nem gastarei muitas linhas com ele, por dispensar. Agradou a todos e acompanhou a comida com maestria.
E vizinho do Don Max, seu conterrâneo chileno, que traz aquela interrante história dos blends com vinho do ano anterior. Esse Caballo Loco 12 também já passou aqui no blog (clique aqui). Uma beleza de vinho feito com uvas da colheita de 2007 mescladas com o vinho do ano anterior. Potente, pegado, chilenão típico, mas que mostra grande riqueza e potencial de envelhecimento. Esse não envelhece mais, e ainda contribuiu para que envelhecessemos menos...rs. Beleza de vinho! Valeu Rodrigo! Gracias!
E do lado direito do Caballo, o mais diferente da noite, levado pelo amigo Paolão. É um vinho do nordeste da Itália, mas precisamente, do Trentino-Alto Adige, feito pela vinícola Foradori. A vinícola foi estabelecida em 1901, mas o primeiro vinho foi lançado na década de 60. Quem comanda tudo atualmente é Elisabetta Foradori (foto). E o faz, de maneira muito especial. Não são utilizados pesticidas ou adubos químicos e o cultivo é biodinâmico. São apenas 23 hectares de vinhedos, em sua maioria, da uva Teroldego, uma uva que é irmã da Dureza, que por sua vez, é conhecida como sendo a mãe da conhecida Syrah. Esse Foradori Sgarzon Teroldego 2010 é feito com uvas do vinhedo Sgarzon, que com seus poucos 2.5 hectares, é conhecido por ter muita influência do clima frio e gerar vinhos muito frescos. Junto com o seu irmão Morei é considerado o que mais expressa a caraterística da casta.
O vinho não passa por madeira. A fermentação e maturação é feita com as cascas em ânforas espanholas (tinajas - foto) por 8 meses. Não são utilizadas leveduras industriais e pouquíssimo sulfito é adicionado, só ao final do processo. E o vinho é realmente distinto. Ao abrir e verter na taça senti um aroma diferente, talvez oriundo do estágio na ânfora. O aroma foi ficando mais integrado em pouco tempo em meio a notas de amora, cereja preta e toques minerais. Em boca o vinho era fresco, mineral, com taninos perfeitos e um leve amargor final, que de nada incomodava. Um vinho muito bom, mas para apreciadores mais vividos. Ainda bem que tenho um Morei e um Granato para apreciar logo. Só que esse último, já passa por madeira. A propósito, a fruta do rótulo, a romã, é a preferida de Elisabetta, que a considera a mais bela das frutas, por ser um mosaico espontâneo e surpreendente. Notem que gastei mais linhas com esse vinho, por dois motivos: Ele me atrai muito e os outros já haviam passado aqui pelo blog, dispensando maiores comentários.
Bem, e ao final, à direita, um Champagne levado pelo Fernandinho, que acabamos não abrindo na noite para não extrapolar.
Gracias, amigos!
Do lado dele, um outro replay, levado pelo amigo Caio. Aliás, foi comentado aqui na semana passada (clique aqui). Falo do Don Maximiano 2008. Nem gastarei muitas linhas com ele, por dispensar. Agradou a todos e acompanhou a comida com maestria.
E vizinho do Don Max, seu conterrâneo chileno, que traz aquela interrante história dos blends com vinho do ano anterior. Esse Caballo Loco 12 também já passou aqui no blog (clique aqui). Uma beleza de vinho feito com uvas da colheita de 2007 mescladas com o vinho do ano anterior. Potente, pegado, chilenão típico, mas que mostra grande riqueza e potencial de envelhecimento. Esse não envelhece mais, e ainda contribuiu para que envelhecessemos menos...rs. Beleza de vinho! Valeu Rodrigo! Gracias!
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| Elisabetta Foradori - Foto de http://www.winestories.it/eng/elisabetta-foradori/ |
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| Ânforas - Foto de http://www.winestories.it/eng/elisabetta-foradori/ |
Bem, e ao final, à direita, um Champagne levado pelo Fernandinho, que acabamos não abrindo na noite para não extrapolar.
Gracias, amigos!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Don Maximiano 2008 versus Don Melchor 2008: Briga Chilena!
Dois amigos da Universidade e esse que vos escreve resolvemos realizar um encontro acadêmico e é claro, regado a bons vinhos. Sendo a meu convite, resolvi entrar com as botellas.
Bem, a dupla era formada por dois chilenos badalados: Um Don Maximiano 2008 e o Don Melchor 2008. Esses vinhos fazem uma guerra particular entre os grandes vinhos chilenos. Ambos colecionam elogios da crítica especializada. O Don Maximiano, vinho top da chilena Errazuriz, surpreendeu o mundo ao vencer, em degustações às cegas, vinhos renomados de Bordeaux. O Don Melchor, que surgiu com um ótimo preço, logo em suas primeiras safras ganhou elogios rasgados da crítica e com isso, aumento de preço. Os dois situam-se na mesma faixa e têm em comum serem feitos majoritariamente com a Cabernet Sauvignon. Nesse nosso jantar, apreciamos um exemplar de Don Maximiano 2008 e um Don Melchor do mesmo ano, harmonizando com pratos elaborados pelo Chef Bart, do Chez Marcel.
O Don Maximiano 2008 é feito com 84% Cabernet Sauvignon, 8% Carménère, 5% Syrah e 3% Petit Verdot, do Aconcágua. A colheita e seleção das melhores uvas são feitas manualmente. A fermentação é feita em pequenos tanques de inox e a maturação em barricas novas de carvalho francês por 20 meses. É um vinho aromático, com notas de cassis, cereja preta, tabaco, canela e alcaçuz. Um fundo tostado também se fazia presente, sem exagero. Em boca, repetia o nariz e mostrava grande equilíbrio. Tudo no lugar: fruta, álcool, acidez e a madeira. Os taninos são corretíssimos e muito sedosos. Um vinho muito gostoso. Gostei mais que outros de safras anteriores que bebi. Elegância prá dar e vender (principalmente para vender...rs).
Junto com o Don Max, apreciamos um Don Melchor 2008. Esse com boas diferenças em relação ao anterior. O vinho é feito com 97% Cabernet Sauvignon com 3% de Cabernet Franc e passa 15 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho com mais pegada, nervoso, com notas de cassis, tabaco, café, tostado e chocolate. Um fundo balsâmico também estava presente e a madeira aparece, mais do que eu desejaria. Talvez (espero) melhore com o tempo. Os taninos são mais presentes que no Don Max, assim como a acidez. É um bom vinho, com maior potencial de envelhecimento que seu colega da Errazuriz. Mas a madeira me incomodou.
Uma curiosidade: A Wine Spectator deu apenas 89 pontos para o Don Maximiano e 94 pontos para o Don Melchor. Uma diferença que nem eu, nem meus dois amigos concordamos. A nosso ver, o Don Max era mais rico e elegante enquanto o Don Melchor estava um pouco áspero (talvez evolua com tempo de adega). Esse Don Max 2008, talvez por não ter tanta potência, não agradou muito a WS. E eu acho isso bom. Ambos, são vinhos internacionais, feitos para agradar. Eles me agradam? Claro! Não sou bobo nem nada... Mas já me entusiasmaram mais. Atualmente, meus olhos já não brilham tanto ao mirá-los. E além disso, os dois são caros no Brasil. Pelo preço de cada um eu faço a festa com belos portugas, espanhóis, italianos e franceses, que me deixariam mais feliz. E não precisa procurar muito, hein!
Mas o fato é que a comida estava boa, a companhia dos amigos maravilhosa e os vinhos, enriqueceram muito o momento.
Até a próxima!
Junto com o Don Max, apreciamos um Don Melchor 2008. Esse com boas diferenças em relação ao anterior. O vinho é feito com 97% Cabernet Sauvignon com 3% de Cabernet Franc e passa 15 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho com mais pegada, nervoso, com notas de cassis, tabaco, café, tostado e chocolate. Um fundo balsâmico também estava presente e a madeira aparece, mais do que eu desejaria. Talvez (espero) melhore com o tempo. Os taninos são mais presentes que no Don Max, assim como a acidez. É um bom vinho, com maior potencial de envelhecimento que seu colega da Errazuriz. Mas a madeira me incomodou.
Uma curiosidade: A Wine Spectator deu apenas 89 pontos para o Don Maximiano e 94 pontos para o Don Melchor. Uma diferença que nem eu, nem meus dois amigos concordamos. A nosso ver, o Don Max era mais rico e elegante enquanto o Don Melchor estava um pouco áspero (talvez evolua com tempo de adega). Esse Don Max 2008, talvez por não ter tanta potência, não agradou muito a WS. E eu acho isso bom. Ambos, são vinhos internacionais, feitos para agradar. Eles me agradam? Claro! Não sou bobo nem nada... Mas já me entusiasmaram mais. Atualmente, meus olhos já não brilham tanto ao mirá-los. E além disso, os dois são caros no Brasil. Pelo preço de cada um eu faço a festa com belos portugas, espanhóis, italianos e franceses, que me deixariam mais feliz. E não precisa procurar muito, hein!
Mas o fato é que a comida estava boa, a companhia dos amigos maravilhosa e os vinhos, enriqueceram muito o momento.
Até a próxima!
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