Mostrando postagens com marcador Nipozzano 2007. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nipozzano 2007. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

SYNTHESIS THE BLEND 2007 e NIPOZZANO RISERVA 2007, em noite esvaziada da confraria...

No final de ano a coisa começa a complicar. O pessoal arruma um monte de compromissos e dá o calote na reunião semanal da confraria. Na última semana apareceram apenas 3 confrades: O Caião, Fernandinho (claro...rs) e esse que vos escreve. 
O Caião levou um argentinão de primeira, que eu estava querendo experimentar há algum tempo, o Synthesis The Blend 2007, da Finca Sophenia. A vinícola é relativamente nova, formada em 1997, ou seja, tem apenas 15 anos. O nome Sophenia é uma combinação dos nomes das filhas dos dois fundadores. Uma se chama Sophia e a outra Eugenia. Bem, o nome já diz que é um corte, no caso, de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot, oriundas de vinhedos de altitude e baixo rendimento. A maturação é feita em barricas francesas, por 14 meses. O enólogo é Rogelio Rabino (mas tem a consultoria do onipresente Michel Rolland). Bem, é um típico novo mundo. É potente, muscular, com notas de ameixa, figo e cassis, em meio a café com leite e anis. Em boca é denso, com a doçura comum da maioria dos vinhos argentinos, e taninos bem sedosos. A acidez equilibra a doçura. É prato cheio para amantes dos vinhos do novo mundo. Na verdade, blend por blend, eu fico mais com o A-Crux, que é mais "light". Mas é um vinho muito correto e fácil de beber.
Eu levei um italiano bem conhecido, que é o Nipozzano Riserva 2007, de Frescobaldi. Esse é sempre figurinha batida entre os top 100 da WS. Esse, coincidentemente, além de também ser um 2007, tem 91 pontos da revista, assim como o Synthesis. Mas as coincidências param por aí. O vinho é completamente diferente. O nariz mostra a Sangiovese (majoritária) em ótima forma, com notas de cerejas secas, amoras silvestres, tabaco e especiarias. Em boca,  repete o nariz, mostra boa mineralidade e acidez vibrante, que torna o vinho excelente para acompanhar comida. Um Chianti típico, para fãs de bons vinhos italianos, como eu... Passando no Duty Free, é obrigatório colocar uma garrafa dele na cesta.
Bem, a noite foi esvaziada e os 3 que presentes estavam devagar. Mas os vinhos estavam bons.