sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Confraria: Quinta do Carmo 2005 e LAN Reserva 2004

Ontem estávamos apenas em 3 na confraria: Fernandinho, João Paulo e eu. O João Paulo levou um excelente alentejano Quinta do Carmo 2005. Esta vinícola portuguesa era propriedade dos onipresentes Laffite Rothschild, mas foi recentemente comprada pela Bacalhoa Vinhos, tendo, no entanto, os Rothschild ficado com uma participação na Bacalhoa. A parceria é boa! O vinho em questão estava muito bom. Bem, começando pelo rótulo que lembra azulejos portugueses... É um corte de Aragonez, Alicante Bouschet, Trincadeira e Castelão, com pitadas de Cabernet Sauvignon e Syrah. É um vinho muito elegante, complexo, com taninos redondos e notas de cereja e baunilha. Pedida certa! Vendido pela Mistral.
Eu levei um Riojano, o LAN Reserva 2004. Este vinho foi o número 52 nos TOP 100 de 2008. É um vinho redondo, gostoso de beber, com notas de ameixa, cereja, tabaco e couro. Uma delícia, que como o Quinta do Carmo, acompanhou muito bem o maravilhoso Tagliarini com Ragu de Cordeiro feito pela nossa querida Neide. Os vinhos das Bodegas LAN podem ser encontrados na loja virtual da Boutique do Vinho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

25 de outubro- Aniversário do Paolão!!! Grandarella 2004, Crasto Vinhas Velhas 2007, Pétalos de Bierzo 2004, Quinta Vale D.Maria 2007 e Seghesio Zinfandel 2008

Um dia especial! O aniversário de nosso confrade Paolao é para comemorar. Ele e sua esposa Regina nos receberam em sua casa com muito carinho, bons queijos e petiscos, e um carré de cordeiro que há tempos não comia igual. No ponto exato, rosado, suculento, e com um sabor incrível. E o risoto de morango então! Uma maravilha!!! Bem, na chegada o Paulo já mandou um excelente Sonoma County Zinfandel 2008 de Seghesio. Um vinho suculento e cheio de corpo. Notas de cereja e frutas silvestres, com taninos que devem ainda se arredondar com os anos. É vinho para queijos duros e carne com molhos fortes. Os Zin de Seghesio sempre estão entre os melhores dos US. Logo em seguida o aniversariante abriu um Grandarella 2004 de Masi. É um vinho feito nos mesmos moldes do Amarone, com uvas passificadas. A surpresa é a presença da Carmenére, ao lado da Refosco e Corvina. É um vinho muito agradável, frutado e com ótima acidez. Também combina bem com queijos duros e fortes. No site da Mistral ele é recomendado para acompanhar feijoada. A se testar! Gostei bastante do vinho. Achei menos doce que os famosos Amarones. Em seguida o Paulo abriu o vinho que levei, um Quinta Vale D. Maria 2007. É um vinho top de Cristiano Van Zeller, um dos Douro Boys. Sandra Tavares  da Silva costumava também participar das safras antigas. Não sei se deste. Van Zeller é também responsável pelos vinhos da Quinta do Roriz e também ajudou na implantação da Quinta do Crasto. Boas referências, não? O vinho é delicioso. Eu havia tomado um 1999 há alguns anos atrás e achei um dos melhores portugueses que já tomei. Este 2007 está uma preciosidade. Notas de amora,  kirsh e framboesa. Um vinho muito complexo e elegante. Deve envelhecer muito bem. Em seguida o Paulo abriu o espanhol Pétalos de Bierzo 2004, de Álvaro Palácios. Este vinho é um excelente custo-beneficio. É feito com a uva Mencia, ou Jaen. Vinho macio e elegante, com notas de cereja e herbáceas. Muito bom vinho.  Finalmente, para acompanhar o carré de cordeiro o Paulo abriu o nosso nosso velho amigo Quinta do Crasto vinhas velhas 2007. Não cansamos de beber este vinho! E nem vamos cansar! É um vinho que se pode tomar sozinho mas que acompanha muito bem a comida. O tomamos acompanhando porquinho de leite na casa do Tom e ele, na minha opinião, bateu todos os outros. Agora, com o carré, ficou perfeito. É um vinho elegante, cremoso, com notas de cereja, ameixa, café com leite, dentre outras. Os vinhas velhas do Crasto são sempre certeza de agradar. Se tiver que dar um presente a um amigo, não hesite!
Bem Paulão, tudo estava uma maravilha! Parabéns meu amigo! A noite foi maravilhosa!

sábado, 23 de outubro de 2010

Nuits-Saint-Georges David Duband 2005

Ontem minha Mãe Madalena e meu irmão André vieram nos visitar, o que é sempre muito bom. Na mala minha Mãe sempre traz delícias de Minas: queijos, massa de pão-de-queijo prontinha para assar e desta vez, a meu pedido, frango caipira de verdade. Pode-se encontrar por aí, até mesmo em supermercados, os "falsos frangos caipiras". Digo falsos porque, além de não serem os famosos índios e carijós, são criados no máximo com milho. As vezes criam os danados soltos para que a carne fique mais firme, diferente da carne branca e sem-graça dos frangos de granja. Os legítimos frangos caipiras têm raça e são criados soltos, comendo de tudo que vêem pela frente. A carne, embora em menor quantidade, é mais firme, amarelo forte e com sabor que não dá para comparar com os frangos de granja. Bem, minha Mãe preparou com esmero, pingando água, como deve ser. Uma delícia! Para acompanhá-lo abri um Nuits Saint Georges 2005 de David Duband. Quem conhece sabe que os Nuits Saint Georges representam o máximo da expressão da Pinot Noir. São vinhos fortes, expressivos, e com maior longevidade. Este 2005 estava uma delícia. O vinho tinha notas terrosas e de framboesa, amora e um tostado bem gostoso. O final era longo e persistente, com um final de boa com predominância da amora. É vinho para aguentar ainda uns bons anos. Ótima companhia para o legítimo frango caipira de Minas, feito pelas mãos mágicas de uma mineira! Maravilha!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Confraria do Ciao - Vallado Touriga 2007, Artazuri 2008, Lote 43 2005, Pujanza 2005 e La Vicalanda Reserva 2004

Hoje os vinhos estavam bons (aliás, como sempre...). João Paulo levou o colega aqui do lado, o Vallado Touriga Nacional 2007. Um vinhaço. Faturou 94 pontos da WS e não é a toa. Vinho potente, concentrado, mas elegante e cheio de fruta. A madeira aparece um pouco demais para o meu gosto, mas não compromete. As notas de violeta, da Touriga Nacional estão mescladas a notas balsâmicas, de tabaco e chocolate. Uma beleza de vinho, mas que pode envelhecer bem mais para ficar mais redondo. O Paolão levou um vinho que há muito tempo eu não bebia, o Artazuri 2008.  O vinho é da Bodega Artazu, de Navarra, e é elaborado com 100 % Garnacha, pelos mesmos proprietários da grande Artadi. As vinhas tem de 80 a 100 anos! O vinho é fruta pura, muito vivo e refrescante. Tem uma boa acidez que chama comida. Agradou a todos. É um belo custo benefício. O Rodrigo levou um vinho embrulhado, para adivinharmos. Ninguém acertou. Apenas acertamos que era aqui de perto, mas todos chutaram Argentina ou Chile. E era um belo brasileiro, o Miolo Lote 43 2005. A cor já estava vermelho rubi, e o vinho muito vivo e sem dúvida deve envelhecer muito bem. Aliás, esta é uma característica dos bons vinhos brasileiros. Este estava muito bom, elegante, longo e taninos redondos (mas que devem arredondar ainda mais). Notas de groselha e para mim, de ameixa, que me levaram inclusive a chutar que o vinho tinha Malbec em sua composição. A avaliação na WS cita notas de ameixa... Continuando, o amigo Tom está se especializando em levar coisas boas. Desta vez levou um Pujanza 2005. Esta vinicola riojana produz poucos vinhos, mas de videiras antigas, cultivadas em áreas pequenas e com muita qualidade. O top Cisma é feito com uvas de um área de apena 0,7 hectares. O vinho é limpo, com notas de amora e cereja e algum tostado. É um vinho equilibrado e com final bem gostoso. Eu levei um Espanhol, de novo... Um La Vicalanda Reserva 2004, das bodegas Bilbainas, em Rioja. Este vinho está mais para o campo dos leves que para os tradicionais riojas. É elegante e com taninos nem um pouco agressivos. Notas de cereja, café, alcaçuz e tabaco. Gostoso.

domingo, 17 de outubro de 2010

Kracher Eiswein 2006

Neste domingo o casal de cunhados Miyoko e Bu veio nos brindar com sua agradável visita. O dia estava quente e o Bu queria mesmo é uma cerveja com o churrasco que eu já estava preparando. Mas ao final não teve jeito: Para acompanhar a bela torta mesclada da GlassArt (que é uma delícia!) tive que abrir um Kracher Eiswein 2006. Kracher é um especialista em brancos doces, da Austria. Este vinho é um Icewine, ou seja, vinho de gelo. É feito com uvas colhidas no inverno abaixo de 7 graus negativos. O rendimento é portanto, muito limitado. O corte é curioso: Chardonnay e Welschriesling (50% cada). A Welschriesling é uma uva de origem incerta e discutida, e não tem a ver com a tradicional Riesling. Em alemão, a tradução seria "Riesling Romana", e por isso ela é conhecida como Riesling Itálica. Geralmente dá bons vinhos quando utilizada jovem, mas quando bem madura dá origem a vinhos de doçura impar. Este Eiswein, em particular, é muito bom. Vinho de bela cor dourada escura, com notas de pessego e manga, além de mel. Uma delícia para acompanhar sobremesas e também um bom queijo azul. Um belo vinho por um preço muito justo para um Eiswein. Mas confesso a vocês que gosto mais do Cuvée Beerenauslese, do mesmo produtor. Para mim é mais leve e com uma acidez mais agradável. Neste último, há uma maior proporção de Chardonnay em relação à Welschriesling (80% e 20% , respectivamente). A propósito, os vinhos de Alois Kracher são importados pela Mistral.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A volta do cara! Como diria o Caião... Aalto e outros mais...

Ontem foi minha volta à Confraria do Ciao, depois de faltar por duas semanas seguidas. A saudade era grande e a recepção não poderia ser melhor. Todos estavam lá, com o carinho de sempre. A noite foi muito boa e os vinhos estavam todos muito bons. Paolao levou um embrulhado, para descobrirmos. Sinto muito mas tive que matar, depois de duas semanas na Espanha não foi dificil. Mas o produtor não deu... Até pensei em arriscar um Marques de Riscal Gran Reserva 2000, mas acabei ficando só no Espanhol, com 8 a 10 anos de idade. Cheguei perto. Era um excelente Marques de Cáceres Reserva 2000. Vinho já de boa idade, ainda com boa fruta (cereja) mas com notas de couro e tabaco tipicas de um bom senhor. Os taninos redondinhos, redondinhos. Uma beleza! Caprichou, hein Paolao? O amigo João Paulo nos brindou com o patagônico Chacra cincuenta y cinco de 2006. Um belo vinho, redondo, elegante, boa fruta, tostado gostoso, mas que a meu ver não traz consigo a tipicidade da Pinot Noir. Mas é muito bom. O amigo Rodrigo levou o sempre bom Quinta do Vallado, já do ano de 2008. Tomei alguns do 2007, que estão excelentes, mas este 2008 não fica atrás. Aliás, a madeira aparece menos que no 2007. Um vinho redondo, com bom corpo e boa fruta. O Caio, Papai recente, levou um belo Pombal do Vesúvio 2007. Belo vinho de um grande ano, com notas de cereja e amora madura. A madeira aparece mas é bem integrada.  Ao fundo notas de especiarias e café. Caprichou Caião! Nosso querido Tom levou um Portuga sempre bom, o Esporão Reserva 2007. Vinho de um grande ano e que sempre agrada pela boa fruta e bom corpo. Notas de amora madura e baunilha. Gostoso mesmo. Pode ser guardado por bons anos da adega que será recompensa certa.
Eu levei um Aalto 2006. É um vinhaço, suculento, de encher a boca, com taninos redondos e com tudo muito bem integrado. Tem notas de amoras, ameixa, café, chocolate e alcaçuz. É um vinho sedoso e com final longo. Já está excelente agora, mas deve crescer muito nos próximos anos. Vamos ver como ficará a garrafa que guardei na adega. Bem amigos, a noite foi muito boa. Obrigado pela recepção!

domingo, 10 de outubro de 2010

Cochinillo em Segóvia com PAGOS VIEJOS 2000 de Artadi


Escolhendo o prato... bem,  não foi dificil
Bem meus amigos, hoje o negócio foi dificil... Fui a Segóvia, que fica a 60 km de Madrid, para visitar a bela cidade e obviamente apreciar o maravilhoso Cochinillo Assado, na Mason Candido. Bem, este restaurante é famosíssimo e conhecido pelo "porquinho dourado". Aliás, o Rei Juan Carlos III costuma ir lá apreciar a iguaria. A cidade de Segóvia é linda, e o cochinillo, algo dificil de explicar. Vejam as fotos. Tem um gosto todo especial, e a pele, fica crocante e dourada. Uma maravilha!!! Para acompanhar, pedi um Rioja de primeira:

Pagos Viejos 2000, de Artadi. Este vinho é considerado um dos melhores da Espanha. É um vinho poderoso, vermelho rubi, de encher a boca, feito com uvas provenientes de videiras de mais de 75 anos de idade. Possui notas de ameixa, café e um tostado no ponto. Tem também notas de casca de laranja, lembrando os Tondonia. É um vinho com uma excelente mineralidade, e já com uma idade que lhe aportou muita elegância, apesar da potência. Este tinha menos álcool que os atuais, e os taninos já estavam redondos que é uma beleza... Preciso dizer que ficou uma maravilha com o cochonillo??? Ah, na terça-feira vou ao restaurante mais antigo do mundo, o Botin, aqui de Madrid... Aguardem a postagem. O negócio vai pegar!

Olha o danadinho do cochinillo
É de dar água na boca, não?
Como disse a Camarera, a sobremesa se chama surpresa. Na
verdade,é parecida com um Tiramissu coberto com claras e
flambado na mesa com rum. Um delicia!
Tive que agradecer o Cândido!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Emilio Moro 2006 em Granada

Fui almoçar com os amigos do Workshop de Metagenômica no conhecido La Cueva, de Granada. É uma rede tradicional de restaurantes, especializadas em jamon. Comemos um Flamenquin (qualquer semelhança com "flamenguinho" é mera coincidência...) e para acompanhar mandamos ver em um Emilio Moro 2006, de Ribera del Duero. É um vinho que  figurou entre os top 100 da WS no último ano, com merecidos 91 pontos. Notas de cereja madura, figo, baunilha e especiarias.É um vinho de cor vermelha, bem viva, brilhante e bastante limpido e elegante.  Um belo vinho e a bom preço.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Syrah Rubaiyat y Restaurante Azafran en Granada


Confrades, hoje fomos ao Restaurante Ruta del Azafran, em frente ao Passeo del Pueblo Triste, em Granada. Bem, de triste lá não tem nada, afinal, ficasse admirando uma bela paisagem, aos pés da Alhambra. Ah propósito, todos em Granada choram pelo fato do Cristo Redentor ter ganhado da Alhambra a disputa para ser maravilha do mundo... Olha, sendo sincero, a Alhambra é linda demais... Bem, mais voltando ao Azafran, é um restaurante de comida internacional mas com clara vocação espanhola. O legal de lá é também o atendimento, nota dez, e os vinhos que levam prá gente provar, muitos deles regionais e biodinâmicos. De comida iniciei com um Foie con pimientos confitados, que estava muito bom, e que foi acompanhado por um branco doce Monastrel L'Ermita, muito bom e servido como cortesia. Para o prato principal, que foi um Cuscuz de cordeiro, pedi um vinho biodinâmico chamado Rubaiyat, que é um 100% Syrah, de 2006. A vinicola é da região de Granada e se chama Barranco Oscuro. Esta vinícola elabora vinhos nos vinhedos mais altos da Europa, na Sierra de la Contraviesa-Alpujarra de Granada. Belíssimo vinho! O garçon decantou porque o vinho não era filtrado e tinha muitos sedimentos. Além disso, foi ganhando vida após a decantação. Não é um vinho para iniciantes. Tem corpo e muita personalidade, além de pedir comida. É um vinho complexo e untuoso. Com o tempo na taça começam a aparecer os aromas de caramelo queimado, notas terrosas, amora bem madura, ameixa preta e compotas. É um vinho bastante mineral, e com notas de especiarias. Na boca apresenta ainda um toque balsâmico, aportado pelos 16 meses em barricas novas francesas, da Borgonha. Combinou perfeitamente com o Cuscuz de cordeiro. Pena que ainda não tenha no Brasil. Ah, antes de servi-lo o garçon me ofereceu uma taça de um tinto jovem (6 meses de barrica) da mesma vinicola, o BO2 Barranco Oscuro 2008. É um tempranillo de meio corpo, bastante mineral e que trás as características do produtor. Um bom vinho de entrada. Ainda novo, mas já apreciável. E no final ainda fomos brindados com um vinho de laranja para acompanhar a sobremesa... Que beleza!
Foie con pimiento confitado e berries
Cuscuz de cordeiro

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Abadia Retuerta Selección Especial 2007 - de Granada

Pois é, este é para deixar o Fernandinho de água na boca. Hoje fomos ver shows de dança flamenca aqui em Granada, Espanha, e depois, ao chegar no maravilhoso Hotel Carmen de La Victoria, resolvi abrir uma garrafa do Abadia Retuerta Selección Especial 2007 para beber com amigos do Workshop, acompanhado, claro, com Queso Manchego e Chourizo de pata-negra. O vinho estava delicioso. Notas de cereja, tostado, bacon e baunilha na medida. É um vinho equilibrado e concentrado, embora não seja muito potente (o que eu gosto). É corte de Tempranillo, Cabernet Sauvignon e Merlot. Está muito bom agora, mas deve melhorar nos próximos anos. Bem, não vou dizer onde comprei, nem quanto paguei, para não deixar todos com raiva. Para relaxarem, amanhã colocarei uma foto do show de flamenco (com "C", por favor!!!).

domingo, 3 de outubro de 2010

El Linze 2007 - En Alicante

Caros Amigos,
Estou aqui em Alicante, sul da Espanha, região turística e com praias belíssimas. Além disso, a comida Alicantina é uma maravilha, com destaque para seus pescados e arroces. Obviamente, a maioria dos pratos convidam a bons brancos e rosés. Já abati uns Albariños e várias cavas, que aqui são uma verdadeira pechincha. Mas hoje, após passar o dia na Ilha de La Barca (passeio proporcionado pelo amigo Francisco Rodriguez-Valera) tive que fugir da comida Alicatina e partir para um Confit de Pato com geléias diversas.... Uma maravilha! Para acompanhar, fiquei entre uma Mauro 2005 e um San Roman, também 2005. Até que o garçom me ofereceu uma novidade espanhola, o El Linze 2007.  A Bodegas El Linze é uma vinícola bem jovem, de 2006. O enólogo é Federico Lucero, que tem grande prestígio na enologia espanhola. O El Linze 2007 é um 100% Syrah, da denominação Vino de la Tierra de Castilla, que utiliza uvas de videiras pré-filoxéricas. O vinho é, além de novo, um vinho bem moderno. Acabou de ganhar o prêmio de melhor vinho espanhol outorgado por La Asociación Española de Periodistas y Escritores del Vino. Possui uma cor vermelho cereja com violeta, tendendo para roxo na camada alta. O nariz é limpo, aromático e bastante complexo. O carvalho moderado (7 meses apenas em carvalho francês), lhe aporta notas de baunilha, especiarias e cedro. Sente-se ainda, já nos primeiros momentos, aromas intensos de frutas negras e vermelhas (amora, cassis e cereja) e notas florais (violeta, como nos tourigas). O café e chocolate também aparecem. O paladar é muito agradável, com muita personalidade e taninos muito refinados. E um vinho que está excelente agora, mas que deve melhorar muito daqui a uns 2-3 anos. Ainda não vi o vinho no Brasil, mas quando chegar, será sucesso certo! A propósito, acompanhou maravilhosamente o Confit de Pato...