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domingo, 4 de dezembro de 2011

Familia Deicas Prelúdio lote 81 2005, Ghemme 2003, Vallado 2008 e Quinta da Bacalhoa 2008 - Belos vinhos na casa de JP!

Sexta-feira à tarde, ao final de um dia bastante agitado e cansativo, fomos à casa do JP para uma happy, very happy hour. Chegando lá, já estavam bebendo um Vallado 2008, levado pelo amigo Rodrigo. Este já apreciado algumas vezes pelos confrades (veja aqui). É vinho com boa fruta, notas de violeta da Touriga Nacional e madeira presente. Tem que respirar um pouco para ficar melhor. E tomado daqui a algum tempo, ficará melhor ainda.
Eu levei um vinho que gostei bastante. Comprei no Free Shop de Puerto Iguazu, Argentina, e estava querendo experimentar faz tempo. Era o Prelúdio lote 81 2005, Uruguaio da Família Deicas. É vinho feito com uvas selecionadas e também selecionado em barricas. As barricas, geralmente umas 600, são mantidas em cavas subterrâneas e a cada 6 meses são selecionadas aquelas para continuar o processo. Ao final de 24-30 meses sobram cerca de 200, de onde são retirados os caldos para elaboração do blend. Este Lote 81 foi feito com 38% Tannat, 22% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 15% Merlot, 8% Petit Verdot e 7% Marselan. Um belo corte! O tempo total em barricas foi de 26 meses, e foi engarrafado sem filtragem. É um vinho muito complexo ao nariz, com notas de figo seco, ameixa em compota, chocolate, caramelo, baunilha e anis. Em boca, é encorpado mas muito elegante e sedoso, sem nada sobrando. É bom citar que tem apenas 12,5% de álcool. Um vinhão, que geralmente é servido nas embaixadas Uruguaias para mostrar a qualidade atual dos vinhos feitos naquele país. O JP considerou o melhor da noite, assim como o Rodrigo. O Caião, que deu uma "desprezada básica" nele ao ver o belo preço que paguei no Free Shop da Argentina, não sabe o que perdeu.
E ele só foi perdoado porque levou novamente um Ghemme 2003, da Cantina Dessilani, já comentado aqui no blog, por duas oportunidades, e que é uma beleza.
O João, irmão do Rodrigo, levou um Quinta da Bacalhoa 2008. Bem, este vinho é sempre bom, mas acho que ele precisa descansar bem mais, pois está fechado e a madeira ainda aparece bastante. O vinho tem notas mentoladas, de chocolate e frutas escuras. No entanto, a madeira as sobrepuja, o que deve ser resolvido com anos de garrafa. Em boca, é vinho potente, de presença, mas os taninos ainda pegam. Vamos dar-lhe tempo!
Bem, e foi isso! Mas uma happy hour na casa do amigo JP, com belas companhias e belos vinhos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Terça na casa do Tom - Chilenos e Argentinos em maioria

Ontem era para ser a nossa premium anual, mas adiamos para a próxima terça... No entanto, fomos à casa do amigo Tom apreciar uma boa picanha,carré de porco defumado, linguiça Cuibana e um Risoto de Funghi Secchi. Não combinamos, mas quase todos os vinhos foram 4 chilenos, 1 argentino e apenas um ibérico. Eu levei um Casa Marin Pinot Noir 2009 que não passa por madeira. É fruta pura, com notas de groselha e morango. O vinho é refrescante demais, doce, mas com boa acidez, e merece todos os elogios do Patricio Tapia, no Descorchados 2010, onde teve 91 pontos. Uma delicia para ser apreciada mais resfriado. 
Seguindo este, bebemos um Montes Alpha Pinot Noir 2008 levado pelo Caio. Este já tem mais complexidade, aportada pela madeira. É um vinho redondo, com notas de cereja e morango. A madeira, presente, lhe aporta um tostado gostoso. É só um pouco doce, como muitos Pinot chilenos. Bem, mas Montes Alpha é Montes Alpha, ou seja, sempre bom. Mas acho que não tem a qualidade dos Alpha Cabernet, Merlot ou o Syrah.
 O Paulão levou um Séptima Gran Reserva 2008, um argentino potente, musculoso, mas muito elegante. É um corte de Malbec, Cabernet e Tannat. A Malbec reina com a doçura e notas de ameixa, mas a Cabernet lhe aporta elegância e a Tannat os taninos, que são muito redondos. O vinho é perfeito para um churrasco e deve envelhecer muito bem. A meu ver ainda está novo. Excelente custo benefício. 
O amigo Rodrigo Ray levou o estranho no ninho, o português Vallado 2008. Já comentei sobre este vinho no blog, mas não sobre este 2008, que como o outros de anos anteriores, está muito bom. A touriga nacional se destaca, com as notas perfumadas de violeta.  A madeira geralmente pega um pouquinho quando o vinho é jovem, mas com o tempo, as coisas se equilibram. Vinho sempre bom. 
Aí chegou o João Paulo, um pouco atrasado (o que não é de seu costume...rs). Levou uma pérola, que é o Erasmo 2006. Bem, também já comentei bastante sobre este vinho no blog, mas não posso deixar de lembrar que foi a mescla do ano no Descorchados 2010, com elogios rasgados do Patricio Tapia. O último que havia bebido estava um pouco fechado, mas este do João Paulo já estava bem mais aberto. Depois de algum tempo na taça foi só alegria. Que vinho! Um Bordeaux! Melhor que muitos Bordeaux por ai, e muito mais barato. Feito no Chile por um Italiano. Que mescla! Bem, é um vinho elegante ao extremo e que recomendo fortemente. 
Para finalizar o Tom resolveu abrir uma magnum de um Tabali Syrah Reserva Especial 2007. É um vinho muito bom. Bem diferente da maioria dos vinhos do Limarí, que são mais minerais e menos doces. Este está na parte dos sobremaduros, com uma explosão de frutas. A cor é bem escura, e na boca é pleno. Um belo vinho dentro da familia dos super-maduros.