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terça-feira, 20 de março de 2012

A volta do amigo Paulo: Noite "Power" na Confraria do Ciao

E o Paolão voltou, definitivamente! E para comemorar, nada como uma noite especial, com boa comida e belos vinhos. E não foram poucos. Serei breve na descrição das 8 garrafas abatidas, sem seguir muito a ordem, mesmo por que, várias foram abertas simultaneamente. Vou pela ordem da foto.
Valbuena 2002, de Vega Sicilia - Levada pelo JP. Precisa dizer algo? Já é a terceira garrafa que bebo deste 2002, e todas estavam belíssimas (ver comentário sobre uma delas aqui). A finesse irretocável de um Vega Sicilia! Delicioso! Isso aí JP!
Brane-Cantenac 1995 (Grand Cru Classé, Margaux) - Esse foi levado por este que vos escreve. Um senhor de uma ótima safra! Mostrou as qualidades de um Bordeaux aberto na hora correta. Notas de cassis, cravo, tabaco e café. Taninos doces e perfeitos. Bom mesmo!
Clos Fourtet 2005 (Premier Grand Cru Classé de Saint Emilion) - Bordozão oferecido pelo amigo Tom, de uma safra histórica. Um bebezão nervoso! Fruta viva em meio a alcaçuz e café. Taninos ainda nervosos, mas já perfeitamente apreciável, de preferência após uma boa decantação. Vinhaço encorpado e cheio de camadas! Na minha opinião, ficou ali na ponta, junto com o Valbuena. E se tivesse sido decantado por no mínimo 2 horas, e fosse mais "velhinho", seria o primeirão.
Don Melchor 2006 - Levado pelo amigo Margarido. Esse é certeza de agradar. Já comentei sobre este de 2006 aqui no blog (clique aqui). Um vinho potente, carnudo, com toques balsâmicos, café e cacau. Uma beleza!
Chateau Tertre de La Mouleyre 2009 (St. Emilión) - Levado pelo amigo Paolão. Vinho de um produtor relativamente novo (iniciou em 1995) e que desde 2001 adotou o cultivo orgânico (não confundir com outros "Tertre"...). Supreendemente aberto para um da belíssima safra de 2009, com boa fruta e alcaçuz. De corpo leve para médio. Embora já apreciável, deve ganhar complexidade com os anos. Vinho muito agradável e diferente do que se esperaria de um Bordeaux tão novo.
Lindaflor 2006 - Levado pelo amigo Caio. Já comentei aqui sobre o Lindaflor 2002 e 2003. Sempre um ótimo vinho. Este acho que vai ganhar com o tempo, pois ainda tava meio nervoso. Mas já estava uma delícia, com notas de figo e ameixa bem integradas à madeira.
Cartuxa Reserva 2007 - Brinde do amigo Rodrigo, pela segunda vez (veja aqui os comentários sobre o primeiro levado por ele). Um vinho delicioso, com boa fruta, mas sem exagero, muito elegante e prazeiroso. Fica uns degraus acima de seu irmão menor, o Colheita. 
Barbaresco Produttori de Barbaresco 2006 - Levado pelo amigo Fernandinho. Um bom Barbaresco, também já comentado aqui. Tânico e que precisa respirar, como todo bom Barbaresco. Aliás, definitivamente: Barbarescos e Barolos não são recomendáveis para encontros rápidos e com muita gente. São vinhos para tomar devagar, após longo tempo em decanter. Ao contrário, entrarão em desvantagem contra vinhos mais prontos para beber.

Bem, a noite foi muito boa: "Power", como diz o titulo da postagem.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Barbaresco 2006 Produttori del Barbaresco - Floral e tânico

Na última quarta-feira o Fernandinho resolveu me homenagear pela titularidade, me convidando para jantar em seu restaurante Ciao Belo. Ofereceu então um delicioso Ravioli de Vitela com manteiga de Sálvia que estava demais. Para acompanhar, ainda abriu um Barbaresco Produttori del Barbaresco 2006 que casou perfeitamente com o prato. O vinho é produzido pela secular cooperativa Cantine Sociale Produttori del Barbaresco, fundada em 1894. A cooperativa teve suas atividades interrompidas pelo fascismo em 1920, mas voltou à atividade em 1958, como a única solução para a sobrevivência de pequenos produtores. Segundo o seu site, em bons anos são produzidos 40% de Barbarescos single vineyards, 40% de Barbarescos e 20% de Langhe Nebbiolo. O interessante é que são produzidos bons vinhos, a bons preços. 
Este Barbaresco 2006 ainda está jovem, mas mostra deliciosos aromas de groselha, amora silvestre e notas florais típicas da casta. Em boca, é amplo e com final longo. Os taninos ainda pegam um pouco, o que deve melhorar com algum tempo de adega. Obviamente, ele pede comida, como um bom italiano. Se for apreciá-lo não esqueça de abrir com bastante antecedência e de preferência decantar. A propósito, o vinho é comercializado pela Grand Cru. Valeu Fernandinho! Estava tudo perfeito. Obrigado pela homenagem.