Nessa última quinta-feira começamos a noite com um vinho português produzido pelo Douro Boy Cristiano Van Zeller, o Van Zellers 2007. O vinho é feito com Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Sousão. Chamou-me a atençao sua cor rubi brilhante muito bonita. Ao nariz, notas de framboesa, amora e romã. Em boca, repete o nariz e possui taninos sedosos, e boa acidez. Foi a segunda vez que apreciei este vinho, que achei muito refinado para sua faixa de preço. Infelizmente ele foi relegado a segundo plano pelos confrades, que estão com uma tendência muito novo-mundista (infelizmente...).
O Caio levou um vinho excelente, o italiano Buriano 2003, de Rocca di Castagnoli. É um vinho top da vinícola, feito com Cabernet Sauvignon (100%) de videiras de baixo rendimento. Ao nariz, notas de cassis, cereja, alcaçuz, couro e café. Em boca, bela acidez e taninos pegados, levemente arenosos. Para mim, uma beleza de vinho. Do tipo que eu gosto.
O Tom levou um vinho que eu ainda não havia bebido com calma. Só havia degustado em um evento da Mistral tempos atrás. Mas para mim, tomar um pouquinho só é insuficiente. O bom mesmo é curtir bastante, deixar o vinhão ganhar vida na taça, encher a boca. E desta vez pude fazer isso com o argentino Tikal Júbilo 2007, de Ernesto Catena. Bem, nem preciso dizer que é novo-mundo típico, né? Vinho estilo internacional. Este 2007 foi feito com Cabernet Sauvignon e Malbec (50/50). No site da Mistral está como sendo 90% Cab e 10% Merlot, mas está equivocado. As safras de 2006 e 2007 foram Cab/Malbec (50/50). A de 2005 tinha mais Cabernet (75%). O nariz deste 2007 é muito gostoso, com notas de frutas maduras, como a ameixa e figo, mas sem exageros. Também notas de alcaçuz, café com leite e baunilha. Em boca, muito sedoso e bastante amplo. Para o meu gosto, faltou só um pouquinho de acidez e taninos mais presentes. Aí ficaria um estouro. Mas este é o meu gosto. O vinho é muito bom, gostoso mesmo, fácil de agradar. Acredito que deve ganhar em complexidade com anos de adega.
