quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Neil Ellis Groenekloof Sauvignon Blanc 2010

Geralmente o pessoal conhece mais a África do Sul pelos vinhos feitos com a Pinotage e cortes bordaleses. Mas quem explora seus brancos pode ter boas surpresas. Os Chardonnay acho um pouco amadeirados e pesados (para o meu paladar). Mas particularmente, gosto muito dos Semillon e Sauvignon Blanc de lá.  E este Neil Ellis Groenekloof Sauvignon Blanc 2010, que comprei há um bom tempo na Expand, me agradou bastante. Neil Ellis é uma vinícola tradicional e que produz uma bela gama de vinhos, entre eles um Syrah de responsa que bebi tempos atrás (logo escreverei sobre ele). Este Sauvignon blanc me lembrou muito o Montes Outer Limits que bebemos há algumas semanas (clique aqui). Mas ele tem mais mineralidade, o que me agrada. A cor é amarelo dourado, brilhante, bonita. O estágio sobre as lias por 3 meses lhe deram complexidade. Os aromas mesclam grapefruit, maracujá e grama cortada, em um fundo picante e mineral (giz). Em boca, acidez vibrante, cítrica, em um fundo herbáceo, picante e mineral muito legal. Oito anos e sem sinal de cansaço. Gostei!
Charl, Warren, Neil and Margot Ellis






terça-feira, 13 de novembro de 2018

Van Zellers Porto 10 Anos

Cristiano Van Zeller é mesmo um craque, seja nos vinhos chamados "tranquilos", seja nos vinhos generosos, como este Van Zellers Porto 10 Anos. Comprei há tempos várias garrafas deste vinho, em bela promoção da Cantu. Paguei preço de um Tawny simples. Este 10 Anos foi engarrafado em 2010. Portanto, está agora mais para um 20 Anos. É só olhar a cor do danado, que está mais clara. E o vinho também já está mais senhorío e elegante. Aromas de frutas secas, casca de laranja, tabaco, leve herbáceo e caramelo. Em boca, repete o nariz e mostra acidez que equilibra o dulçor. O final é longo, amendoado e com um leve herbáceo. Muito bom Porto. Fico feliz quando faço uma compra dessa. Perfeito para aquela tacinha depois de cada refeição, com um teco de chocolate.




domingo, 11 de novembro de 2018

Noite com Doda 2010, B-Crux 2009, Lindaflor 2008, Romaneira 2005, Brunello Cordella 2006 e Crasto Vinhas Velhas 2010

Já faz um tempinho que bebemos os vinhos a seguir, em noite no Barone. Foram belos vinhos, com destaque para o trio lusitano, que trazia entre eles um belo Doda 2010 ofertado pelo Paolão. O vinho é um projeto dos grandes Dirk Niepoort e Álvaro Castro, por isso o "Do" de Douro e o "Da" de Dão. O 2010 foi a nona edição do projeto, iniciado em 2000. Segundo Rolf Niepoort, pai de Dirk e impulsionador do projeto,  “o vinho Português ideal será aquele que consiga aliar a elegância, frescura e longevidade dos vinhos do Dão à estrutura e potência dos vinhos do Douro, que consiga conciliar a fruta dos solos de xisto do Douro com os aromas de caruma e mineralidade dos solos graníticos do Dão.” Até 2004 o Doda era chamado Dado. O 2010 foi feito com 60% de um lote de vinho do Douro, oriundo da Quinta de Nápoles, que possui vinhas muito antigas (uma delas com mais de 120 anos), e de 40% de um lote do Dão produzido na Quinta da Pellada. O corte leva Jaen, Tourigo, Alfrocheiro, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão. O vinho estagiou durante 21 meses em barricas de carvalho francês, onde foi realizada a fermentação maloláctica. Após a união dos lotes, o vinho foi engarrafado sem qualquer colagem ou filtragem. É um vinho com aromas de frutas silvestres, florais, pinho, especiarias e minerais. Em boca mostra muita finesse, frescor e taninos finos. É um vinho de muita classe, elegante e com grande potencial de guarda. Ótima pedida, Paolão!
Mas a noite teve ainda outros grandes vinhos, mostrados na foto abaixo.

O primeiro da esquerda é um Lindaflor 2008, levado por não sei qual dos confrades, e que já pintou aqui no blog. Segue na foto o Doda 2010, já descrito, e o argentino B-Crux 2009, de O-Fournier, levado pelo Paulinho. Corte de 50% Malbec, 35% Tempranillo e o restante Touriga Nacional. Um corte um pouco inusitado para a Argentina, mas que vai bem. Ao nariz, notas de cerejas, ameixas, florais, tostadas e abaunilhadas. Em boca, boa acidez, notas de especiarias e taninos redondos. É um mini Alfa-Crux, em um estilo mais modernoso.
Depois do B-Crux, um belo Crasto Vinhas Velhas 2010, que já pintou por aqui. Mas é bom ressaltar: Grande vinho, sempre! Não me lembro quem levou.
Depois do Crasto, um ótimo Brunello di Montalcino Cordella 2006, levado pelo Joãozinho. Vinho de grande safra e em um estilo mais "amigável", com taninos não muito pegados. Cor bonita, rubi, e aromas de framboesas e cerejas, em meio à baunilha e um toque terroso interessante. Um bom Brunello, para agradar até mesmo quem acha o vinho nervoso. 
E para finalizar, um ótimo Quinta da Romaneira 2005, levado por este que vos escreve (pela segunda vez), coincidentemente, em outra noite que também pintou o Crasto Vinhas Velhas 2010 (clique aqui). 





terça-feira, 6 de novembro de 2018

Esporão Private Selection tinto 2011: Um vinhaço!

Sempre implico um pouco com a mudança do nome do Esporão Private Selection. Eu preferia quando se chamava Garrafeira. Tempos atrás um produtor português me explicou a razão, que não me convenceu (apesar de nem me lembrar mais por que foi). Mas apesar do nome ter mudado, o vinho continua grande. E este Esporão Private Selection 2011, de safra histórica, é daqueles vinhos que ficam na memória pela qualidade. É feito com Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah, com passagem em barricas de carvalho francês (30% novas) por 18 meses. Vinho muito aromático, com notas florais, de ameixa, azeitona preta, pimenta-do-reino, baunilha, tabaco e um mentolado elegante ao fundo. Em boca, repete o nariz e mostra uma bela estrutura, acidez correta e taninos firmes. A madeira é bem integrada e dá charme ao conjunto. Um belo vinho, sempre, com grande potencial de guarda. Em se tratando deste 2011, mais ainda. Grande vinho! Sou fã!





segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bela noite no Bart: La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010, Sassoalloro 2007, Georges Vernay Côte-Rôtie 2006, Paisajes Cecias 2007 e outros

Essa noite foi muito boa! Além de uns vinhos normalmente presentes na confraria, pintaram umas novidades que agradaram muuito, principalmente o sulafricano a seguir, que é feito à moda de Cote-Rotie, ou seja, a Shiraz é cofermentada com uma pitada de Viognier, que agrega notas florais ao vinho. 

La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010: Vinho sulafricano levado pelo Thiagão. Ótima surpresa! Ao estilo Côte-Rotie, com Shiraz majoritária mais uma pitadinha de Viognier fermentadas juntas. Ótimo vinho, com notas de cereja preta e pimenta-do-reino, com um fundo tostado bem agradável. Boa acidez e taninos finos. Facilmente confundível com um vinho do norte do Rhone. Gostei bastante!

Domaine Georges Vernay Côte-Rôtie Blonde du Seigneur 2006: Aqui o degrau sobe em relação ao vinho anterior (ainda que o sulafricano seja muito bom). Os vinhos do Domaine Georges Vernay são realmente excelentes! Este Côte-Rôtie mostrava notas de amoras, florais e especiarias. Ótimo frescor e taninos redondos e em camadas. Final longo e especiado. Uma delícia, como todos os vinhos do produtor (que infelizmente, não são mais encontrados no Brasil). Foi levado pelo Paolão. 

Paisajes VII Cecias 2007: Já pintou aqui no blog. Garnacha na veia, de vinhedos de mais de 80 anos. Vinho fresco e mineral, com notas florais. Taninos redondos e muito frescor. Muito bom, mesmo. Não lembro quem levou.

Meandro 2011. Uma magnum que foi levada pelo Joãozinho, que a comprou nos US pensando que era o grande Meão...rs. Lembro até hoje quando me mandou a foto do Meão 2011 e depois, quando estava passando no caixa da Total Wine, o Mendrão na cesta. Aliás, duas garrafonas! Deu uma enganada legal...rs. Mas não importa. Essse Meandro estava bom, como sempre (ainda que tenha perdido para anteriores). A outra garrafa já foi abatida tempos atrás (clique aqui). E do lado do Meandro, um EPU de Almaviva 2010. Também já pintou por aqui duas vezes. Nervoso no começo, mas foi se amansando e mostrando bom frescor e fruta viva. Também não lembro quem levou. Acho que foi o JP. O EPU é um vinho que bebo sem reclamar, mas que dificilmente coloco na cesta, pelo preço. Penso que dá para achar vinhos no mesmo nível, ou até superiores, por preços mais brandos.

Sassoalloro 2007, levado pelo Paulinho. Como fomos os primeiros a chegar, fomos os primeiros também a beber e ver que o vinho deixou a desejar. É um vinho que sempre agrada, mas logo este, de uma safra boa, não mostrou força. Aromas leves, de cereja e especiarias. Em boca, meio ralo e com taninos sem muita presença. Ruim, não tava, mas precisava de mais pegada. Melhorou um pouco com o tempo, mas não emplacou. Estão vendo à direita dele uma pontinha de garrafa? Era um grande: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Gran Reserva Referência 2008! Caramba, que nome grande! E o vinho, idem! Acho que foi levado pelo Caião. Ele já pintou por aqui. Perdi a foto dele... Vinhaço!








quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Catherine e Pierre Breton Clos Senechal 2008: Ótimo!

Catherine e Pierre Breton Clos Senechal 2008: Cabernet Franc de primeira! Como gosto desta uva! E como aprecio os vinhos dessa vinícola. Vinhos puros, sem exageros, aromas vivos de amoras, cacau, azeitona preta, cravo e pimenta-do-reino. Em boca, frescor e mineralidade que só um Cabernet Franc do Vale do Loire oferece. Tudo muito acertado. Ótimo vinho, sempre!





segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Zorzal Field Blend 2011, Quinta da Romaneira 2004, Castell de Falset 2004 e Quinta da Falorca 2008

Zorzal Field Blend 2011: Como o próprio nome diz, é feito com uvas de videiras plantadas juntas em Gualtallary, colhidas no mesmo dia e cofermentadas. Cerca de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, com envelhecimento de 22 meses em barricas de carvalho de segundo uso (70% francesas e 30% americanas). Aromas de framboesas e ameixas, em meio a leve baunilha e  notas apimentadas. Ótimo volume em boca, boa acidez e taninos redondos. Muito bom vinho dos irmãos Michellini. Obs.: No 2012 a proporção de Cabernet Sauvignon aumentou.

Quinta da Romaneira 2004: O Paulinho nos brindou com este vinho, que mesmo com mais de 10 anos, mostra força. Notas de frutas silvestres, cacau e minerais. Em boca mostra grande presença, boa acidez e taninos finos. Final longo, mineral, e com notas de cacau. Um ótimo vinho, pouco badalado, mas que figura entre os grande do Douro. Os Romaneira envelhecem muito bem, têm ótima qualidade e brigam fácil com vinhos bem mais caros.


Castell de Falset 2004: Não me canso deste vinho! Sempre que pinta em promoções da World Wine o coloco na cesta. Este 2004 está ainda melhor, pela bela safra. Fruta madura, toques licorosos, café e alcaçuz. Muito redondo e macio em boca, com final longo e frutado. Gosto muito!

Quinta da Falorca Tinto 2008: Já pintou por aqui e dispensa comentários. Com 10 anos e ainda bonzão. É a qualidade e longevidade do Dão!






sexta-feira, 19 de outubro de 2018

No Niver do Thiagão, só tinha vinho bão: Flor de Pingus, Alion, La Rioja Alta 904, Chateau Musar, Brunelão, Prelúdio, Callabriga e Barolão!


O aniversão do Thiagão contou com vinhos de primeira linha! Descreverei da esquerda para a direita, na foto.
O primeiro é o uruguaio Familia Deicas Preludio 2009. Um blend feito com seleção das melhores barricas da vinícola. Denso, com aromas de fruta madura, amoras e ameixa em calda, escoltadas por chocolate, tostado e alcaçuz. Denso e muito redondo em boca, com final longo e tostado. Vinhão, que está entrando em sua melhor fase graças aos anos de adega. Levado pelo Paulinho.
O Alion 2007 dispensa comentários. Estava delicioso e bem pronto. Eu acho que já atingiu o seu topo e penso que não deve evoluir mais. Cereja preta, toffe, café e especiarias. Com o tempo, um mentolado gostoso. Em boca, repete o nariz e mostra grande estrutura. Carimbo da Vega Sicilia! Muito bom! Levado pelo JP. 
Seguindo, um Brunello di Montalcino Pian delle Vigne 2012, de Antinori. Muito melhor que anteriores que bebi dele! Muita riqueza aromática, com notas de cereja, framboesa, tabaco e notas minerais. Em boca, bela acidez e taninos firmes. O final é muito longo e mineral. Uma beleza de Brunello, que deve seguir evoluindo por muito anos. Levado pelo Joãozinho.
Do lado dele, um monstro chamado La Rioja Alta Gran Reserva 904 2007. Esse já pintou por aqui e dispensa qualquer tipo de comentário. Não lembro quem levou... Mas por exclusão, deve ter sido o Rodrigo. Parabéns então!
O aniversariante levou um belo Flor de Pingus 2013. Esse também tem pedigree. Novinho, cheio de vida e doido para ficar mais uns bons anos na adega. Mas dançou! Saca-rolhas nele! Um Ribera del Duero de primeira, com aromas de amoras, especiarias, defumado e minerais. Em boca, intenso, mas com ótimo frescor e mineralidade. Taninos firmes e em camadas. Nervoso! Vai premiar quem tiver paciência. Este, agradou demais! Vinhaço!
Eu levei um Barolo Luigi Einaudi Terlo 2006, que já pintou aqui no blog. E quatro anos depois, o vinho está uma beleza! Notas florais, framboesa, minerais e de funghi secchi. Muito macio e com taninos ainda bem vivões e que dão estrutura ao vinho. Barolo delicioso, devidamente agraciado com o benefício do tempo.
O Paolão levou um vinho Libanês, de grande qualidade: Chateau Musar 2009! Um grande vinho feito com Cabernet Sauvignon, Carignan e Cinsault, em proporções iguais. Aromas incríveis de amoras, cacau, muitas especiarias e ervas frescas, azeitona preta e notas minerais. Em boca, também riquíssimo, mais seco, com ótima acidez, taninos finos, abundantes, e boa mineralidade. Nota mentolada bem legal. Final longo e especiado. Uma delícia de vinho, para paladares velho mundo. Teria anos e anos pela frente. Gostei demais!
E para finalizar, o vinho levado pelo Caião: Callabriga Douro 2014. Belo vinho das Casas Ferreirinha. Parece que nesse ano foi feito majoritariamente com Touriga Franca, cortada com Touriga Nacional e Tinta Roriz. Bem apreciável para um 2014! Pode beber agora, sem problemas! Aromas de kirsch, amoras, caixa de charutos e alcaçuz. Em boca, boa fruta, acidez correta e taninos finos. Muito bom vinho!
That's all!






quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Benanti Passito di Pantelleria Coste di mueggen 2004: Para fechar um jantar com muita classe!

Benanti Passito di Pantelleria Coste di mueggen 2004: Vinho de sobremesa Siciliano, feito com a Muscat di Alexandria. Cor mais escura, quase âmbar e notas de frutas secas,  doce de laranja-da-terra e tabaco. Aromas muito atraentes. Em boca é intenso, com acidez equilibrando o dulçor e final longo e com toques de frutas secas e tabaco. Vinho delicioso, que pode ser bebido sozinho, ou acompanhando um Saint Agür. Um Cheesecake de damasco seria bom par também. Sempre digo que um bom vinho de sobremesa mascara a maioria daqueles servidos durante a refeição, deixando uma ótima impressão. Esse é um deles!




terça-feira, 16 de outubro de 2018

Na cozinha do Tonzinho: La Rioja Alta 2001, Gran Enemigo, Montchenot, Prado Enea etc

Postagem atrasada... De novo! Mas aos poucos, vou colocando tudo em dia. Esta foi na cozinha do Tonzinho, com muita carne boa, como sempre. 

La Rioja Alta Gran Reserva 904: Já pintou no blog (clique aqui), mas sempre bom elogiar, pois é um vinho que nunca passa em branco. Grande vinho! E da safra que adoro na Espanha.

Montchenot Gran Reserva 2003: Grande vinho das Bodegas Lopez. Adoro este vinho. Acho que foi levado pelo JP. Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, com maturação por 10 anos em grandes tonéis de 5.000/20.000 litros. Tem cor mais clara, rubi brilhante, e aromas muito finos de cassis e framboesa, em meio a leve couro e tabaco. Em boca mostrou ótimo frescor e taninos devidamente amaciados pelo tempo e maturação feita com esmero. Vinho sem exageros, que não enjoa e pede sempre uma taça a mais. Um belo vinho, sempre!

Olha que turma boa: O primeiro da foto é um Gran Enemigo 2009, das Bodegas Aleanna, de Alejandro Vigil e Adrianna Catena. Vinhão feito com Cabernet Franc majoritária (75%) e completado com Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec. Vinho concentrado na cor e no sabor! Aromas de amoras maduras, cacau, azeitona preta e pimenta-do-reino. Intenso em boca, com taninos vigorosos e final longo. Cabernet Franc à moda Bordeaux, com mais peso.  Um vinhão! Também na foto um Prado Enea Gran Reserva 2004, das Bodegas Muga. Este é impossível não agradar. Aromas de cereja preta, tostado gostoso e toque cítrico. Em boca, repete o nariz e tem final longo e prazeiroso. Uma delícia de vinho, que já pintou por aqui, e que espero pinte outras vezes. O último na foto é outro vinhaço: Quinta do Vale D. Maria 2010, do craque Cristiano Van Zeller. Este também já apareceu aqui no blog e dispensa comentários. Vinhão!

E nesta foto ainda dá para ver 3 vinhos ainda não descritos. O primeiro é o espanhol Vizar Selección Especial 2008, das Bodegas Vizar, levado por este que vos escreve. Comprei ele na Wine, e tinha bom preço. Vinha com a fama de que seu irmão, o Syrah El Redondal, era o vinho preferido do Rei da Espanha (não era o Imperial Gran Reserva?). Mas o Syrah é realmente bom (clique aqui). Mas este Vizar Selección Especial 2008 é um corte de 50% Tempranillo e 50% Syrah, com maturação por 14 meses em barricas. É um vinho diferente, com a fruta silvestre envolta em um fundo mineral e com notas de cacau e couro. Em boca mostrou boa acidez e mineralidade, com taninos vivos e um toque de ervas frescas interessante. O final é longo e com notas de alcaçuz. Eu gostei bastante dele, pois tinha bom nervo e saía do trivial.
Ainda na foto um Bila-Haut Occultum Lapidem 2012, levado por não sei quem. Mas esse alguém, acertou, pois este vinho é sempre bem-vindo! Obra de M. Chapoutier, com a Syrah majoritária, é um dos melhores representantes do Languedoc-Roussillon. Só metade do vinho matura em madeira, que não deixa marcas. Vinho com fruta viva, grande frescor e mineralidade. É daqueles que  evaporam logo da taça, e que vai bem sozinho ou acompanhando comida.
E para finalizar, um Chateau La Croix de Marbuzet 2007, um Bordeaux de Saint-Estephe. O vinho é uma mescla de Merlot (majoritária) e Cabernet Sauvignon. Boa fruta, notas de alcaçuz e couro. Em boca, repetia o nariz e mostrava bons taninos. Bom, mas não empolgou. 








segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Morgado de Santa Catherina Reserva 2013

Morgado de Santa Catherina Reserva 2013: Vinho branco Português da região de Bucelas, feito pela Quinta da Romeira. Um Arinto 100% com passagem por 10 meses em madeira. Há tempos queria beber este vinho, que sempre é elogiado, pela qualidade a baixo preço. A cor é forte, amarelo dourado, como mostra a foto. Ao nariz é bem aromático e mostra notas de frutas cítricas, abacaxi, pontinha de maracujá, baunilha e minerais. Em boca, acidez vibrante, cítrica, com toque amadeirado e final mineral. É um bom vinho, que entrega boa qualidade pelo seu preço. Não é daqueles para bebericar e sim, para escoltar comida. Acompanharia muito bem uma bacalhoada ou pratos com peixes mais gordurosos. Eu peguei um queijo da Canastra um pouquinho mais curado para escoltá-lo, e deu certo. Como crítica, achei a madeira um pouco saliente para o meu gosto. Mas tem gente que aprecia assim. Particularmente, se tivesse que comprar novamente, pegaria seus irmãos Prova Régia, que são mais delicados neste sentido. É vendido pela Wine, que atualmente está sem estoque da última safra que vendiam (2015). 







domingo, 14 de outubro de 2018

Noite com surpresa no final: Tonzinho pegou pesado!

Essa reunião da turma também foi há algum tempo. E trata-se de mais uma noite no Restaurante Cabanha, com predominância de vinhos argentinos (para combinar com as carnes do local). Mas teve dois "intrusos" italianos na parada.
Promis Ca'Marcanda 2010: Obra de Angelo Gaja, com Merlot majoritária, cortada com Syrah e Sangiovese. Sempre um bom vinho. Esperava mais deste 2010, pela safra, mas estava muito bom. Aromas de cereja preta e amora, em meio a toques de chocolate e apimentados. Bom frescor em boca, sedosidade e taninos redondos. Apesar do corte e jeitão internacional, ainda mantém a identidade italiana, principalmente pela acidez. Difícil não agradar. Só o preço, que é meio salgado... Levado pelo Caião.


Bressia Profundo 2007: Argentino feito com Malbec (50%) e o restante Cabernet Sauvignon (30%), Syrah (10%) e Merlot. Aromas de figo, framboesa, baunilha e canela. Em boca, intenso e sedoso, com final longo e frutado. Bom e saboroso blend argentino. Não me lembro quem levou. O Tonzinho já nos brindou com um desses anos atrás (clique aqui). 


Zorzal Terroir Único Malbec 2011: Levado por este que vos escreve. Malbec que não passa por madeira. Aromas de frutas silvestres e minerais, que se repetem em boca, em um vinho fresco, mineral e nem um pouco enjoativo. Na mão contrária dos Malbecs pesadões. Gostei!

Almanegra: Não sei que ano, nem o corte, nem quem levou... O fato: Não sou fã desse vinho, que acho doce.

Tikal Natural Malbec 2011: Vinho orgânico de Ernesto Catena, mesmo produtor do Almanegra. Apesar de ser menos doce que o Almanegra, ainda traz esta característica. Fruta muito viva e especiarias. Saboroso em boca, mas com o dulçor que eu, particularmente, não sou muito fã.

Pulenta X Gran Malbec 2009: Levado pelo JP. Um Malbec clássico, mas muitíssimo bem feito. Aromas de framboesa, cereja preta, baunilha e madeira bem dosada. Em boca, muito sedoso, mas com boa acidez equilibrando o dulçor da casta. Vinho intenso e com final muito longo. A madeira aparece, mas está bem integrada. Perfeito para um bife de chorizo!
E eis que chega o Tonzinho com com um vinho embrulhado, com uma baita interrogação. A dúvida era grande. De vez em quando o Tonzinho costuma pregar umas peças na gente. Mas desta vez...



Flaccianello Della Pieve 2006! Um vinho top, que arrebatou 99 pontos da Wine Spectator! Já pintou por aqui. Assim, não preciso escrever muito sobre ele, que é um vinho grandioso! Aromas de cereja preta, tostados, baunilha, especiarias e café. Em boca, um monstro: intenso, sedoso, taninos em camadas e final interminável. Uma crítica? Tinha que ter respirado mais, sem dúvida! Merecia decanter.






sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Rapidinho: Cono Sur Reserva Especial Syrah 2012, Altos las Hormigas Reserva 2007 e Tormentas PN Piratini 2013

Rapidinho: 

Cono Sur Reserva Especial Syrah 2012: Amora madura, café, chocolate, baunilha e pimenta-do-reino. Syrah novomundista. Mas justo pelo preço, que não é alto.
Tormentas Garagem Pinot Noir Piratini 2013: Destaque em questão de Pinot Noir brasileiro. Ponto fora da curva. Bom também este Piratini 2013, mas confesso que ainda prefiro os mais antigos.



Altos Las Hormigas Reserva 2007: Esse não decepciona. Foi um dos responsáveis pela visibilidade da Malbec argentina. Sempre bem feito, sem exageros e com boa capacidade de envelhecimento. 





quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa 2009, Sophenia Roberto L 2009, Achaval Ferrer Malbec 2011, El Enemigo Bonarda 2009 e Goulart Petit Grand Vin 2009

Outra noite no Cabanha, regada a vinho bão e muita carne. Destaque total para o vinho abaixo.
Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa 2009: Pouco mais de 5000 garrafas produzidas, pelo craque Paulo Laureano. Vinho com aromas de frutas silvestres, mirtilo, ervas frescas, azeitona e minerais. Em boca, ótimo frescort, aninos firmes e em camadas. Final longo e mineral. Vinho no estilo que eu gosto, até com uma pequena rusticidade que lhe tira da normalidade. Eu gostei demais. O melhor da noite, fácil. Levado pelo Rei dos Portugueses, Paulinho!


Sophenia Roberto L 2009: Levado pelo JP. Roberto Luka (Roberto L) foi, em 1997, um dos primeiros a plantar Malbec em altitudes no Tupungato. O vinho é um blend, com Malbec majoritária. Ameixa em calda forte, baunilha e bastante tostado. Muito concentrado. Para os fãs do estilo.

Achaval Ferrer Malbec 2011: Levado pelo Thiagão. Muita fruta! Framboesa e cereja, bem vivas em fundo abaunilhado. Agradável, apesar do toque doce característico. 

El Enemigo Bonarda 2009: Levado pelo Tonzinho. Mirtilo, cacau e toques florais. Concentrado, mas com boa acidez e mineralidade. Um novo conceito e patamar para a Bonarda. 

Goulart Petit Grand Vin 2009: Levado por este que vos escreve. Malbec típico, frutado e com notas amadeiradas. Bem feito, agradável e sem exageros. Bom com a carne, claro. 

A turma reunida...






terça-feira, 9 de outubro de 2018

Carpineto Nobile di Montepulciano Riserva 2013: Ainda novo, mas muito bom!

A Carpineto foi fundada em 1967 e produz uma grande gama de vinhos, exportando para mais de 70 países ao redor do mundo. Seus vinhos são importados e comercializados pela Wine, e possuem, além de ótima qualidade, bom preço. Já bebi algumas vezes o Nobile Riserva, que aprecio muito. Aliás, o Nobile sempre arrebata altas notas, principalmente, da Wine Spectator, que parece gostar dos vinhos do produtor. Este Carpineto Nobile di Montepulciano Riserva 2013, por exemplo, faturou 95 pontos da revista. Ele é feito com 70% Prugnolo Gentile (como a Sangiovese é chamada na DOCG) e 30% de Canaiolo e outras variedades permitidas. O envelhecimento é feito por 24 meses em grandes barris ovais de carvalho da Eslavônia (não Esloveno!) de 5.500 litros, e uma pequena parte em barricas de carvalho francês. O vinho permanece ainda um ano em garrafa antes de sair ao mercado. Diferentemente do 2008, que bebi tempos atrás e está no ponto, este 2013 ainda está novo (para o meu gosto). Ao nariz mostra notas claras de cereja preta, leve couro, amadeiradas, baunilha, tostados e especiarias doces. Em boca, a baunilha e tostado ainda sobressaem (também para o meu gosto - Tem gente que aprecia assim), mas o vinho mostra ótima acidez e ótimos taninos. O final é longo e tem leve tabaco e notas minerais. Vinho muito complexo e com grande potencial para adega. No dia seguinte estava melhor, para o meu paladar, o que corrobora seu potencial de envelhecimento. Perfeito para uma boa carne assada ou massa com molho vermelho. Vai premiar quem tiver paciência e segurar na adega por uns anos. Eu guardarei as outras garrafas por um bom tempo (ou se não resistir, deixarei decantando um bom tempo). Quem comprou, a um ótimo preço, pode ficar feliz que fez um bom negócio.