quarta-feira, 17 de maio de 2017

Domaine Mourchon Tradition Séguret 2013: Côtes du Rhone muito interessante!

Dizem que quando se diz "interessante" é para consolar...rs. Mas não é o caso deste Domaine Mourchon Tradition Séguret 2013. O Domaine de Mourchon é relativamente novo, de 1988, e é propriedade do escocês Walter Mckinley. Os vinhedos, da denominação Séguret, têm média de 60 anos. O vinho é feito com Grenache (majoritária), Syrah e Carignan, e amadurece em tanques de concreto. É um vinho com aromas de amoras, framboesas, vegetais e ferrosos. Em boca, mostra ótimo frescor e clareza, com fruta viva, mineralidade, taninos finos e final especiado. É um vinho muito gostoso, com boa complexidade para sua classificação e preço. Compra certa. Se não me engano, quem o importa é a Magnum. 


domingo, 14 de maio de 2017

Contino Reserva 2004: Bom, mas...

Contino é uma das bodegas da Riojana CVNE, que foi iniciada em 1973. Bebi o 2007 tempos atrás e fiquei muito bem impressionado com o vinho. E resolvi abrir este Contino Reserva 2004 no almoço dos dias das Mães. Ele é feito com 85% Tempranillo, de vinhedos selecionados, cortada com pitadas de Garnacha, Graciano e Mazuelo. Matura por dois anos em barricas de carvalho usadas, 60% americanas e 40% francesas. Depois disso, é mantido em garrafa por mais dois anos antes de sair ao mercado. O vinho tem cor rubi bonita e aromas florais, de cereja, morango, cítricos e baunilha. Em boca, repete o nariz e mostra destacada acidez, mineralidade e taninos redondos. O final é longo e abaunilhado. Como havia bebido o 2007, esperava bastante deste da grande safra de 2004. Confesso que a expectativa me fez ficar um pouco decepcionado. Esperava mais equilíbrio dele. Uma coisa que me incomodou foi a acidez, que achei um pouco alta. E olha que sou fã de vinhos que tem boa acidez, pelo frescor que ela traz. No entanto, para mim, passou um pouco. Meu estômago deu uma reclamada. Mas tirando isso...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pulenta X Gran Malbec 2013, Campo Viejo Gran Reserva 2010 e Duorum Reserva Vinhas Velhas 2009

Noite com poucos confrades, Caio envolvido com a "Defensa y Justicia" e outros confrades dando o cano mesmo. Só JP, Tonzinho e eu para apreciar umas botellas no Bart. A primeira da foto, um Pulenta X Gran Malbec 2013, foi levado pelo JP. Vinho com 18 meses de barrica, que aparece no nariz e em boca, mas muito bem integrada. Tanto ao nariz, como em boca, às cegas poder-se-ia pensar que se tratava de um espanhol moderno. Notas de cereja preta, figo, florais e tostadas. Em boca, denso, mas com acidez equilibrando o dulçor típico de vinhos feitos com a casta. Os taninos são abundante e perfeitos para uma boa carne. Ótimo vinho, representante fiel da casta, mas com características modernas que o tornam muito gostoso. Para mim, foi o melhor da noite. Deve melhorar com adega.
O Campo Viejo Gran Reserva 2010 foi levado pelo Tonzinho. Vinho de safra excelente e muito equilibrado. Notas de cereja, cítricas, chocolate e de especiarias. Em boca, fácil de beber, médio corpo e taninos finos, mas acidez que deixou um pouco a desejar. É a única ressalva para um vinho bem feito e que costuma entregar boa qualidade pelo custo. Mas este ficou abaixo de outros que bebi.
Para terminar, um Duorum Reserva Vinhas Velhas 2009 levado por este que vos escreve. Vinho feito com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Sousão, com estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês 70% novas. Cor retinta, densa, e aromas florais, de amoras, kirsch, chocolate amargo e alcaçuz. Em boca é concentrado, mostra boa acidez, mineralidade e taninos redondos. O final é longo e especiado. Vinho potente, com uma pontinha de rusticidade, que teria ainda bons anos pela frente. Ótima qualidade. Só achei um pouco pegado. Atualmente estou mais inclinado a durienses mais frescos e menos pegados, como os Poeira, Niepoort etc.

domingo, 7 de maio de 2017

Julian Reynolds Alicante Bouschet 2007: Vinhão!

E depois de apreciar o 2006, chegou a hora de beber este Julian Reynolds Alicante Bouschet 2007. Alentejano tradicional, de estirpe, envelhecido em barricas de carvalho Seguin Moreau. Dez anos bem vividos, e teria outros por vir. Apenas 4050 garrafas produzidas. Cor granada, escura, e aromas de licor de ginja, chocolate, café e especiarias. Bem parecido com seu irmão de 2006, mas um pouco mais complexo e com notas de café mais presentes. Em boca, ótima concentração, fruta madura, frescor e taninos muito sedosos. O final é longo, com notas de café e uma pontinha austera. Um vinho de muita categoria! Muito bom! Uma pena que não seja mais disponível na Wine.


sábado, 6 de maio de 2017

Luis Pato Vinhas Velhas tinto 2005: Que bom tomar um vinho com gosto de vinho!

O título parece até um desabafo, não? Não digo que não bebo uns vinhos mais pesados, potentes, acompanhando uma boa carne gordurosa. O fato é que estes vinhos geralmente satisfazem com uma única taça, pelo peso. Aí, temos que beber em grupo, para aguentar o tranco. Mas eu gosto mesmo daqueles vinhos que, mesmo sendo melhores com comida, pedem sempre mais uma taça, e nos deixam tristes quando acaba. É o caso deste Luis Pato Vinhas Velhas tinto 2005. Já com seus 12 anos, este 100% Baga de vinhedos de até 80 anos de idade, maturado por 12 meses em pipas usadas de 650 litros, mostra-se em bela forma. Cor bonita, granada, e aromas que, às cegas, lembravam um bom Nebbiolo. Notas florais, frutas silvestres, funghi secchi e toques terrosos. Em boca, corpo médio, austeridade e complexidade, frescor e taninos presentes. O final era longo, mineral e com toque vegetal típico da casta. Bela evolução para este clássico de Luis Pato. Uma delícia! Vai solo, sem problemas, mas melhora muito com comida, como um risoto al funghi. De crítica, só o preço no Brasil. Pelo que custa em Portugal, daria para ser mais barato aqui. Se vir um desse em bota-fora, independentemente da idade, coloque na cesta sem medo!



terça-feira, 2 de maio de 2017

Los Vascos Le Dix 2012: Elegância francesa!

Tive algumas chances de comprar o Le Dix por bom preço, e não o fiz. Agora, após beber este Los Vascos Le Dix 2012, eu fiquei arrependido. Costumava beber o Los Vascos Grande Reserve, que já é um bom vinho (e de bom preço) mas o Le Dix é outro comprimento de onda. Este 2012 foi feito com 85% Cabernet Sauvignon de vinhedos de mais de 70 anos de idade, 10% Carmenére e 5% Syrah. Matura 18 meses em barricas feitas pela tanoaria Lafite. Ao nariz, mostra notas de cassis, cereja preta, alcaçuz, chocolate amargo, tabaco e pimenta-do-reino. Muito rico em aromas. A madeira aparece, muitíssimo bem integrada. Em boca, repete o nariz e destaca-se pela elegância. Mostra boa acidez (que lhe aporta frescor), mineralidade e taninos finos. É sedoso, com final longo e especiado.  É um vinho muito rico, de grande elegância, sem exageros apimentados e com grande potencial de guarda. Bordeaux na veia! Muito bom! Olha, apesar dele ter subido bem de preço, há vinhos chilenos famosões, que custam 2-3 vezes mais, e para os quais este Le Dix não perde a briga.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Achaval Ferrer Finca Mirador 2010: Vibrante!

Achaval Ferrer Finca Mirador 2010: Vinho feito com uvas de vinhedo único (Finca Mirador), de apenas 4 hectares, que se localiza em Medrano, a uma altitude de 700 m acima do nível do mar. É um vinhedo de baixo rendimento (14 hl/hectare), precisando de 3 plantas para fazer uma garrafa. O vinho matura por 15 meses em barricas de carvalho francês. Sua cor é bem viva, e os aromas de cassis e framboesa se destacam em meio a tabaco e notas amadeiradas. Em boca, grande vivacidade, acidez vibrante, mineralidade e taninos finos e envolventes. É persistente e com final longo. Nada de dulçor exagerado. É nervoso no começo e precisa de tempo em taça ou decanter (1-2 horas) para ficar mais macio. Teria muitos anos pela frente, sendo ainda jovem com 7 anos de vida. Se tiver um desse, pode guardar na adega sem medo. Malbec distinto, de primeira linha, com taninos que rogam por uma bela carne com gordura. Só por curiosidade: 94 WS.