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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Noitada com: Sassoalloro Oro 2006, Duckhorn Cabernet Sauvignon Napa Valley 2014, Tokaji Oremus 6 Puttonyos 2000 e outros vinhões

Noite na casa do Cássio, regada a muito vinho, comida e companhias da melhor qualidade. O Paul, Rei dos Portugueses, está diversificando. Levou um Sassoalloro Oro 2006, de Jcopo Biondi Santi. Já bebemos o Sassoalloro 2006 normal, da mesma (ótima) safra. Inclusive, em uma das oportunidades, ele foi levado pelo próprio Paul. Mas este Oro se mostrou bem melhor que o outro. Parece que a diferença em relação ao outro é apenas mais tempo de repouso nas caves do Castello de Montepò. E pelo visto, isso fez bem. O vinho tem aromas de cereja e especiarias doces, e em boca mostrou grande maciez e taninos finos. Muito elegante! Eu esperava até um pouco mais de pegada, mas pelo jeito, a proposta dele é outra. Evaporou logo nas taças, mostrando que foi o que mais agradou. 
Outro que me agradou foi o levado pelo Thiago. Ele estava um pouco dele, pensando que se trataria de um vinho extraidão, repleto de baunilha e madeira. Mas não! O Duckhorn Cabernet Sauvignon Napa Valley 2014 tinha muitas qualidades. Aromas de cassis e apimentados (sem exageros) se mesclavam a notas de cedro e alcaçuz. Em boca, a juventude era evidente, mas com o tempo em taça ganhava equilíbrio. Boa acidez e taninos firmes, aguardando alguns anos para ficarem mais redondos. Final longo e picante. Muito bom vinho, que iria ganhar com alguns anos de adega. 
O Tonzinho levou o chileno Siegel Unique Selection 2013. O vinho é feito com Cabernet Sauvignon, Carménère e Syrah. Tem aromas que, obviamente, entregam sua nacionalidade e composição. As notas de cassis e cereja se mesclam a notas apimentadas e de chocolate amargo. Em boca é picante, com taninos presentes e final especiado. Precisava ter sido decantado para que se acalmasse um pouco. Para mim, tem complexidade e qualidades que indicam bom potencial de guarda. Agora, ainda está muito jovem. Se for beber, duas horas de decanter no mínimo. Ah, e não é para se beber solo... Precisa de uma boa carne. 
Os outros vinhos da noite, quase todos já pintaram por aqui e estão na foto a seguir:
Greywacke Pinot Noir 2011 (levado por mim e que já pintou aqui no blog); Um branco que não bebi; Sassoalloro Oro 2006, Tokaji Oremus 6 Puttonyos 2000, Beronia Gran Reserva 2008 (ofertado pelo Cássio, e que também já pintou aqui no blog), Siegel, Altos las Hormigas Paraje Altamira 2011 (levado pelo Caião e por diversas vezes aqui no blog) e Duckhorn CS 2014
Mas é claro que eu não poderia deixar de mencionar aquele que fechou a noite com total maestria, ofertado pelo Cássio: Tokaji Oremus 6 Puttonyos 2000! Já bebemos um desse anos atrás e ele deixou lembranças belíssimas! Um grande vinho com o carimbo da Vega Sicilia. Bela cor dourada, aromas de frutas secas, doce de casca de laranja, mel e gengibre. Em boca, untuoso, com a acidez equilibrando o dulçor. Final interminável! Uma beleza de vinho!!!






terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lembranças da Confraria na casa do JP: Imperial Gran Reserva, Tondonia Reserva Branco, Gaja Sperss, Chateau Lafite, Alion, Chateau Rieussec e Tokaji Oremus 6 Puttonyos

Caio, JP, eu, Tonzinho, Cláudio, Rodrigo, Paolão e Fernandinho
Que saudades! Antes do blog existir nós tivemos muitas e muitas reuniões da Confraria do Ciao. Algumas delas, as chamadas especiais, eram na casa do JP. E esta, em particular, para comemorar o final do ano de 2009, foi espetacular. Prá começar, teve até filminho do Claude Troisgros enviado por ele e trazido pelo Cláudio (que também trouxe uma receita de um Boeuf Bourguignon do próprio, e executou prá gente - Uma beleza!). E os vinhos? Ah, os vinhos... Se esta não foi a melhor reunião da confraria, foi uma das melhores, sem sombra de dúvida. É só olhar a foto dos vinhos apreciados.
Bem, a foto seguinte mostra os vinhos em mais detalhes. Só cachorro grande. 


Da esquerda para a direita, Imperial Gran Reserva 1998, da CVNE. Uma beleza de vinho, escolhido na época por este que vos escreve para brigar com o Chateau Lafite 2002 escolhido pelo Tonzinho e JP. Olha, o Imperial deu o show. Sua untuosidade e sedosidade encantou a todos. E digo mais, brigou mesmo com o Lafite. À direita do Imperial, outro espanhol de produtor tradicional de Rioja (também sugestão deste que vos escreve). Este Tondonia Reserva Branco 1990 estava uma beleza. Aquelas notas amendoadas e levemente oxidadas (que desavisados pensam ser defeito) fizeram sucesso. Ah, e eu, com minha memória de elefante, lembro bem que alguns da turma (que na época ainda não conhecia os vinhos de Lopez de Heredia), não mostraram muito entusiasmo. Pois é... morderam a língua...rsrs. Chegamos então em outra sugestão minha, uma magnum do Gaja Sperss 2001. Falar o que de um Nebbiolo (com uma pitadinha de Barbera) do grande Angelo Gaja? E ainda da grandiosa safra de 2001... Maravilha engarrafada! O pecado aqui foi o pouco tempo de decantação. Além disso, vou dizer uma coisa: Era vinho para ser bebido solo, com um pernil de cabrito, um risotinho al funghi e devagar, curtindo. 
Bem, à direita do Gaja o Chateau Lafite 2002 sugerido pelo Tonzinho e JP. Esse também tem pouco o que falar. Potência e sedosidade a toda prova. O problema era a idade. Abrir um bordozão destem com apenas 7 anos é uma dó. Agora seria outra coisa. Bem, mas não ficamos tristes, não...rsrs.
Do ladinho do Lafite um Alion 2004 que já apareceu aqui no blog em outra oportunidade (mais recente, aliás). O vinho na época tinha 5 aninhos e estava pegado, concentrado, nervoso. Tomado no ano passado o do mesmo ano, foi outra coisa. É vinho para beber com bons anos de garrafa. Uma beleza com o carimbo Vega Sicilia. 
E para a sobremesa, dois belos exemplares. O primeiro, para deleite da turma, foi um grande Tokaji Oremus 6 Puttonyos 2000. Mais um com o carimbo Vega Sicilia e com a finesse característica. Quando abri, lembro-me que a rolha estava molhada, até já saindo vinho por cima. Fiquei com receio, mas depois... Quando sorvemos o danado nas taças, foi aquela exclamação geral: Vinhaço!!! Um néctar dos deuses! Inesquecível. Digo sem nenhuma sombra de dúvida que foi um dos melhores vinhos de sobremesa que bebemos, rivalizando fácil com Chateau D'Yquem. Ah, e já que passei para um Sauternes, teve um também na noite. e não era dos fracos: Chateau Rieussec 2005. As notas de damasco do vinho ainda estão na minha lembrança. Vinho cremoso, delicioso, de primeira.
Bem, pessoal. Foi isso. Resolvi escrever sobre esta noite por sugestão dos confrades, que têm saudades daquela noite espetacular. Como na época eu ainda não tinha o blog, não dava para dividir com ninguém o prazer que tivemos. Tá aí, confrades! Para lembrar... Logo escreverei sobre um aniversário do JP, também antigo, com ótimos vinhos servidos às cegas.