Sou fã dos vinhos da vinícola piemontesa La Spinetta. Seus Barberas e Barbarescos são de uma clareza incrível. Mas a vinícola também produz vinhos na Toscana, e este Il Nero di Casanova 2009 é um ótimo exemplo de que não é só no Piemonte que os La Spinetta são bons. Em sua ficha técnica é relato que é um 100% Sangiovese, mas parece que tem 5% de Colorino, que o torna mais escuro. Passa 9 meses em barricas de carvalho frances. É Sangiovese na veia! Ao nariz mostra notas de cereja preta, tabaco e alcaçuz. Com o tempo vai surgindo um mentolado delicioso. Em boca, repete o nariz, mostra ótima acidez, mineralidade e taninos redondos. O final é fresco e especiado. Uma delícia de vinho, que mostra como deve se manifestar a Sangiovese. É uma bela lição em um monte de Brunello sem-vergonha que surge no mercado, e que por causa do nome, muita gente pensa que é bom. Custa pouco mais de 100 pilas e considerando o custo Brasil, é uma boa pedida. Foi uma oferta do Akira.
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quarta-feira, 3 de junho de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
La Spinetta Barbera D'Alba Gallina 2000: Que beleza!
Tem produtor que a gente fica sempre esperando a chance de apreciar outro vinho... La Spinetta é um deles. Eu nunca bebi um vinho da vinícola que não tenha me deixado com os olhos brilhando. E este Barbera foi mais um deles. Após beber seu irmão seu irmão D'Asti Superiore tempos atrás (logo vem a descrição), foi a vez deste La Spinetta Barbera D'Alba Gallina 2000, ofertado pelo Akira. O Barbera Gallina foi produzido pela primeira vez em 1996, a partir de uvas de um vinhedo de apenas 4 hectares. O vinho é maturado em barricas novas de carvalho francês, de tosta média, por 18 meses. Não é filtrado e clarificado, o que pode ser notado pelo precipitado já bem presente neste 2000. O vinho tem aromas de cereja preta, chocolate e pimenta, com toques de couro e tabaco ao fundo. Em boca, repete o nariz e é amplo, sedoso e com final especiado. Uma delícia de vinho! Os 15 anos lhe fizeram muito bem. E ainda poderia ser guardado. Só por curiosidade, a Wine Spectator lhe elogiou e mandou 88 pontos... Tá bom. Faz-me rir... Parece que gostam mesmo é de dar 92 para geléias alcoólicas. A propósito, os vinhos La Spinetta são importados pela Vinci.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Que trio sensacional: Pin Monferrato 2000, Flaccianello della Pieve 2009 e Dominique Laurent Chambolle Musigny 2007!
Mais um post que estava aqui engavetado... Trata-se de vinhos que bebemos ainda no ano passado, na celebração do aniversário do Carlão (feita em etapas...rs). E foi um trio de tirar o chapéu.
O primeiro deles continua a saga dos vinhos italianos que o Akira encontrou em um lugar misterioso de São Paulo, e era um maravilhoso Pin Monferrato 2000, de La Spinetta. Safra excelente no Piemonte e produtor de primeira, que a cada dia fico mais fã. Não podia dar outra: Vinhaço! E como os 14 anos lhe fizeram bem... É um corte de Nebbiolo e Barbera, com maturação de 16-18 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho de riqueza impressionante. Eu havia provado um mais novo em evento da Vinci, que se mostrou "briguento", "nervoso", pedindo adega. E este 2000 confirmou que é vinho para se beber com uma certa idade. Ao nariz mostrava notas de framboesa e algo lembrando tamarindo, em meio a especiarias. Em boca, uma belíssima acidez, que o deixava vibrante e com muita vivacidade. Impressionante para seus 14 anos. Os taninos já estavam devidamente arredondados e o final de novo lembrava tamarindo. Uma delícia! Perfeito com comida ou sozinho. Fiquei fã do vinho. Só como curiosidade: A Wine Spectator lhe deu míseros 87 pontos, apesar de elogiá-lo bastante... Estão loucos!!! Queria eu beber sempre um vinho de 87 pontos deste nível...rs.
O segundo vinho foi levado por este que vos escreve, e é um também de tirar o chapéu. Já apareceu aqui no blog em outras ocasiões. Este Flaccianello della Pieve 2009 já nos foi brindado pelo confrade JP tempos atrás (clique aqui), e é uma beleza de vinho. Não sei qual é melhor, se ele ou seu irmão de 2006, que ganhou 99 pontos da Wine Spectator. Eu fico em dúvidas... O 2006 é um pouco mais "tostado" que o 2009. Ambos precisam de um tempo descansando para ir mostrando suas qualidades. Este 2009 mostrava notas de cereja preta e cassis, em meio a um tostado elegante e alcaçuz. Em boca era amplo e sedoso, com um final longuíssimo e especiado. De mastigar... Uma delícia de vinho, que foi ganhando a cada minuto na taça. Riquíssimo. A Sangiovese em sua plenitude. Vinho com estilo moderno, mas muitíssimo atraente. Quando for beber um desses, me chame!
E para finalizar o trio de excelentes vinhos, um Borgonha de primeira linha ofertado pelo Carlão: Dominique Laurent Chambolle Musigny 2007! Na verdade, ele foi o primeiro vinho a ser apreciado. E que vinhão! O produtor é excelente e o vinho ficou à altura. Era um vinho floral e com notas de frutas silvestres, em meio àqueles toques de folhagem e terrosos. Em boca mostrava-se vibrante, mineral e com taninos finíssimos. O final era longo e delicioso. Ah, os borgonhas... Outro vinhaço, que completou o trio de primeiríssima apreciado. Não dá para eleger este ou aquele na noite. Como sempre digo, em briga de cachorro grande o melhor é ficar quieto e apreciar o momento. Trio sensacional!
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