Vai mais uma postagem atrasada...
JP, Paolão e este que vos escreve, em noite no Barone, apreciamos duas ótimas garrafas. A primeira delas, levada por este que vos escreve, era de um alentejano de primeira linha, o Gloria Reynolds 2005. O vinho leva o nome da mãe do atual proprietário da vinicola, Julian Reynolds (sexta geração dos Reynolds). Ele é o top da vinícola, e é feito com uvas dos vinhedos Figueira de Cima, que circundam a vinícola. É um corte de Alicante Bouschet e Trincadeira, que foram fermentadas em grandes cubas de carvalho francês Seguin Moreau, sendo o vinho posteriormente maturado por 24 meses em barricas de carvalho da mesma procedência. O vinho descansa ainda por um ano e meio em garrafa antes de ser comercializado. É um vinho de bela cor e aromas muito refinados, com notas de amoras, balsâmicas, chocolate amargo e alcaçuz. Em boca, repete o nariz e apresenta uma acidez acima da média para um alentejano, que lhe aporta um ótimo frescor (destaque no vinho). O final é muito longo. Uma beleza de vinho! Costuma ser (bem) caro, mas comprei a um preço muito bom pela sua qualidade. Muito recomendado!
Além dele, apreciamos um vinhão levado pelo JP, e já comentado aqui no blog, o Cheval des Andes 2007. Assim, nem preciso comentar muito sobre ele, que é para mim um dos melhores vinhos argentinos (e sulamericanos). Agora este 2007 começa a mostrar suas qualidades. Muita classe. É vinho para boa guarda. Ainda espero a hora de beber um com no mínimo 10 anos.
