Tempos atrás postei aqui no VB sobre um Pinot Noir americano, do Oregon, que gostei muito. O vinho era feito com uvas orgânicas e seguindo os preceitos da biodinâmica, pela vinícola Cooper Mountain (clique aqui). Dessa vez, apreciei um outro da mesma vinícola, também orgânico, mas abaixo na hierarquia. Confesso que estava temeroso quanto à integridade desse Cooper Hill Pinot Noir 2004. Não tinha muita certeza quanto à qualidade de seu armazenamento na loja que o adquiri e, além disso, tratava-se de um vinho mais simples que o Five Elements, e portanto, que não deve suportar tanta guarda. Inclusive, em seu contra-rótulo está escrito que era um vinho para ser apreciado logo. Bem, mas como diz meu Pai, quem tem medo não sai de casa. Comprei o danado por um belo preço e mandei ver nesse final de semana. E que ótima surpresa! Não sei se o fato de ter apreciado um PN chileno mais potente no dia anterior me influenciou, mas esse estava do jeito que eu gosto: Leve, pouco álcool (12,5%) e transbordando sous-bois. O vinho tinha cor mais clara e aromas de frutas silvestres em meio a sous-bois, e com o tempo, alcaçuz. Em boca, era leve, seco, com ótima acidez e um fundinho lembrando folhas secas, um pouco amargo que, ao contrário de incomodar, dava um charme especial. Um vinho muito agradável, nada enjoativo e que confirma mais uma vez a qualidade dos vinhos feitos no Oregon.
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segunda-feira, 11 de março de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Five Elements Pinot Noir 2001: Americano orgânico e biodinâmico!
Vai aí uma postagem para poucos acessos, seguindo o raciocínio bem coerente do amigo Vitor, do Louco por Vinhos. Descobertas e/ou vinhos raros não dão tanta audiência quanto vinhos comerciais. Nem o preço (e tampouco a categoria) do vinho garantem visitas. Eu também tenho feito essas constatações. A "coitada" da recente postagem sobre os 3 Syrazões só despertou a curiosidade dos meus leitores fiéis e dos dez moleques que eu pago para ficar clicando no meu blog diariamente...(rs... brincadeira, hein!).
Bem, mas para aqueles que gostam de boas descobertas, vamos lá para esse vinho americano...
O Oregon é reconhecidamente o local onde são produzidos alguns dos melhores Pinot Noir norteamericanos. A vinícola Cooper Mountain vendia uvas para principais vinícolas do Oregon desde o final da década de 70. Só em 1987 lançou o seu primeiro vinho. Atualmente, possui mais de 100 acres plantados, de cultivo orgânico e biodinâmico, buscando vinhos autênticos. As uvas são fermentadas pelas próprias leveduras que com ela convivem (quer chamar de indígena? Chame), mínima adição de sulfito e, quando utilizadas, as barricas de carvalho francês não são novas.
Bem, mas para aqueles que gostam de boas descobertas, vamos lá para esse vinho americano...
O Oregon é reconhecidamente o local onde são produzidos alguns dos melhores Pinot Noir norteamericanos. A vinícola Cooper Mountain vendia uvas para principais vinícolas do Oregon desde o final da década de 70. Só em 1987 lançou o seu primeiro vinho. Atualmente, possui mais de 100 acres plantados, de cultivo orgânico e biodinâmico, buscando vinhos autênticos. As uvas são fermentadas pelas próprias leveduras que com ela convivem (quer chamar de indígena? Chame), mínima adição de sulfito e, quando utilizadas, as barricas de carvalho francês não são novas.
Esse Five Elements Pinot Noir 2001 parece que nem está mais no portfólio da vinícola. Eu tinha lá minhas dúvidas quanto à sua integridade, considerando já ter bons 11 anos. Mas que boa surpresa. Estava inteiraço! A cor, como mostra a figura abaixo, denunciou um pouco sua idade. O halo de evolução já era bem evidente. No entanto, o vinho estava perfeito, tanto ao nariz, quanto em boca. É um Pinot de estilo leve e com bons 12,5% de álcool (Isso sim!). Ao nariz, notas de frutas silvestres, sous bois, minerais e especiarias. Em boca é leve, seco, equilibrado e com notas terrosas em meio às frutas silvestres. Uma delícia! Do jeito que eu gosto. Nada de muita extração e doçura excessiva. Um achado! Para tirar o preconceito contra vinhos americanos. Aliás, duvido que alguém bebesse às cegas e não afirmasse se tratar de um bom borgonha.
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