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sábado, 12 de março de 2011

Chryseia 2006 - Grande vinho!

Nessa última quinta na confraria a brincadeira era levar Cabernet Sauvignon barato, até no máximo 50 reais... Neste sentido, dava prá pensar em Montes, Lapostolle, Carmen Reserva, Tarapacá Gran Reserva, Cousiño Macul Antiguas Reservas, o Australiano Diamond, o Sul-Africano Porcupine Ridge, Catena, Tahuantinsuyu, bons brasileiros, como o Vallontano Reserva e assim vai... Mas o Tom esqueceu e apelou: Chegou sorrateiramente com um Chryseia 2006, que nem é cabernet, nem tampouco custa 50 pilas... Mas ficamos felizes demais! O duriense Chryseia é feito por parceria entre o francês Bruno Prats, antigo proprietário do Chateau Cos d'Estournel e a familia Symington, dos deliciosos portos Graham's. A palavra Chryseia significa "de ouro" em grego antigo, ou seja, remete ao Douro. Seu primeiro exemplar foi lançado em 2000, e desde então, figura entre os melhores vinhos portugueses. O vinho é feio majoritariamente com as uvas Touriga Nacional e Touriga Franca, mas tem também pitadas de Tinta Roriz e Tinto Cão. É potencia pura, marcante, untuoso. A madeira é presente, mas não incomoda e lhe aporta muita complexidade. Notas florais, balsâmicas, alcaçuz, chocolate, azeitona preta e frutas vermelha maduras. Na boca é redondo, sedoso, cremoso e com grande presença. Os taninos são finos e devem arredondar nos próximos anos. Vinho na linha do Xisto, para mastigar. Eu fico imaginando como estará com alguns anos de adega. É vinho para longa guarda. Uma beleza Tom! Matou a pau!
O Paulão levou um negócio embrulhado que não dá nem prá definir. Fico com a definição do próprio: É o pior vinho da face da Terra! Mas foi uma brincadeira. Sua maleta portava nosso amigo de sempre Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2005. Esse vinho, que custa mais que 50 pilas, é sempre muito bem-vindo. O 2005 já foi tomado em outras ocasiões na confraria e ainda é potencia pura, como são os Montes Alpha. Notas de grafite e apimentadas se misturavam à fruta. Na boca estava redondo e muito agradável, como sempre. Aposta sempre certeira.
O amigo JP levou um Septimo Dia Cabernet Sauvignon 2006, da vinicola argentina Séptima. O vinho é simples, mas eu gostei bastante. Não tem exageros e desce muito bem. Nota de cassis, café e leve baunilha. Na boca é levemente doce, equilibrado e com taninos macios. Bom vinho na faixa dos cinquentinha.
Bem, eu levei um vinho que não vale a pena mencionar. Até que no começo estava bom, mas depois de algum tempo simplesmente "sumiu", ficou com gosto de nada. Tô devendo!