sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Clube Wine - Seleção de Dezembro 2010 - Esporão Resreva Branco 2009 e Esporão Reserva Tinto 2008

Esporão Reserva Branco 2009 (imagem retirada do site da Wine)


A Wine oferece aos seus clientes o Clube Wine, que é bastante interessante, principalmente para os iniciantes no mundo do vinho (mas também para quem já tem estrada, e pode contar com bons vinhos a bons preços). Todo mês o confrade recebe uma caixa impecável com 4 vinhos selecionados pelo competente Manuel Luz. Neste mês de dezembro os confrades receberam 2 garrafas de Esporão Reserva Tinto 2008 e 2 garrafas de Esporão Reserva Branco 2009. O Esporão Reserva foi um vinho a mim indicado (há muitos anos atrás...), pelo amigo Fernando Tinton, em uma mesa do Ciao Bello, em São Carlos. Ele me dizia que não havia melhor custo benefício. Eu diria que, pelo preço oferecido pela Wine, também é dificil bater. Acho que de uns anos para cá a adega resolveu se internacionalizar um pouco, perdendo um pouco da austeridade e ganhando as famosas notas de baunilha para agradar os consumidores do novo mundo. Mas a qualidade ainda é excelente. O branco está uma delícia, com um nariz muito gostoso, apresentando notas de maçã, leve abacaxi e um amendoado sutil. Na boca é bem consistente e com acidez que o torna excelente acompanhamento para carne de porco. Aliás, seu irmão tinto também acompanha uma leitoa a pururuca com maestria. Seus taninos são presentes e escoltam a gordura que é uma beleza. Devem arredondar com mais alguns anos de adega, mas o vinho já pode ser bebido. Uma decantação pode ajudar. A Cabernet Sauvignon aparece bastante, com suas notas de cassis e leve mentolado. O vinho tem também notas de groselha, baunilha e depois de um tempo na taça o chocolate começa a aparecer. É um vinho redondo, com final longo e muito agradável. Uma bela seleção da Wine para dezembro.

Esporão Reserva Tinto 2008 (imagem retirada do site da Wine)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Rutini Pinot Noir 1999! Isso mesmo, 1999!

Quem pensa que vinho Argentino e Chileno não envelhece bem (e nisso inclui-se a Wine Spectator, que sempre coloca limites curtos para eles...) está enganado! Aliás, quem pensa que vinho Brasileiro não envelhece bem, também está enganado. Já bebi recentemente Lote 43 de 1999 e Marco Luigi Reserva de Família 1999 que estavam uma maravilha. Sem contar os de 2002.
Bem, mas hoje tomei em Jaú, na companhia de meu cunhado Bu, um maravilhoso Pinot Noir de Rutini, do ano de 1999. Eu abri com medo, mas logo que cheirei a rolha vi que teria uma maravilhosa surpresa. Vinho para deixar borgonhinhas genéricos no chinelo, e arrepiar alguns de comunas. Uma beleza! Um senhor! Vinho com cor púrpura. levemente atijolada, e com um belo halo de evolução. Apesar da idade, as frutas ainda estava bem vivas, com predominância da cereja. Notas também de tabaco e baunilha. Na boca, extremamente redondo, com taninos doces, macios e redondos pelo tempo. Que maravilha de vinho! Para quem gosta de vinhos maturos e tem paciência de esperar. Acompanhou com maestria o Strognoff delicioso que minha querida Terumi fez. Bem, agora vou convencer meu cunhado a abrir a garrafa do 2002 que ele tem aqui...
Olha a bela cor do danado...

Leyda Reserva Sauvignon Blanc 2009

A Sauvignon Blanc (ou apenas Sauvignon, na França) é uma de minhas uvas preferidas. Mãe da Cabernet Sauvignon, junto com a Cabernet Franc, é uma uva maravilhosa e que rende grandes vinhos. O Chile tem se especializado nesta casta, principalmente em zonas frias e com influência marítima. Os Sauvignon Blanc do Leyda e Vale do Limarí são espetaculares. Eu gosto muito do Maycas, Amayna e daqueles da Viña Leyda. Ontem eu e meu cunhado Carlos (Bu, de Jaú, terra de Saul Galvão) apreciamos um vinho de excelente custo benefício da Viña Leyda, um Sauvignon Blanc Reserva 2009 que foi considerado um super preço pelo competentíssimo Patricio Tapia, no guia Descorchados, que lhe atribuiu 91 pontos. Aliás, a safra de 2009 rendeu excelentes Sauvignon Blanc. O vinho em questão é excelente para bebericar ou acompanhar queijo de cabra. Uma delícia! Notas cítricas, sem exagero de frutas (nem tampouco o famoso "xixi de gato", que nunca cheirei...). Notas ainda tradicionais de grama cortada e de giz (típicas dos vinhos do Leyda e Limarí). Excelente custo benefício que pode ser encontrado na Grand Cru e Wine, e em São Carlos na Gran Reserva (3375 2028).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Premium de Final de Ano! Barca Velha 2000, Castello di Brolio 2006, Clos Apalta 2007, Côte-Rotie Guigal 2004, Migliara 2006, Matallana 2004, Rieussec 2005 e Quarts de Chaume 2003


Entrada da cozinha do Tom, e o próprio se aquecendo no Pinball
 Como em todo final de ano, pela terceira vez, a Confraria do Ciao se reune para um grande jantar regado a grandes vinhos. Desta vez foi na casa do Tom, em uma bela mesa ao ar livre, em meio a grandes árvores. De entrada o Tom nos presenteou com Barquetes de Haddock... Uma delicia! Depois tivemos os Pernis de Cabrito que assei lentamente, por 8 horas, que sem modéstia alguma estavam muito bons; o Porquinho de Leite do Tom, também feito com o esmero de sempre e os Galetos defumados chegados na brasa. Hummmmm.... Tudo muito bom! Para a sobremesa fiz meu aclamado Creme Brullé, par acompanhar os brancos que citarei depois de falar dos tintos. Eu havia dito que nem comentaria sobre os vinhos, apenas citaria seus nomes, mas tenho que falar um pouquinho, pois não resisto.
A lista não foi fraca: Castello di Brolio 2006 - Uma maravilha do Barone Ricasoli que ficou em quinto lugar na lista dos melhores do mundo em 2009 da Wine Spectator, com 96 merecidos pontos. Um vinhaço, com notas de amora, alcaçuz e baunilha. Encorpado, superequilibrado, com taninos finíssimos e final longo. Eu sou suspeito, pois sou fã incondicional dos Italianos, mas este Chianti Clássico estava demais, e duas garrafas foram pouco. Foi a abertura da noite...
Continuamos com um que o Fernandinho adorou: Clos Apalta 2007. Vinho da Casa Lapostolle, a mais francesa no Chile, que ganhou 93 pontinhos da WS nestas safra. Só lembrando, o 2005 foi o primeirão dois anos atrás, feito inédito para um Chileno. É um vinho de primeira, raçudo mas sedoso. Fruta na medida certa (cassis e ameixa). Notas de cacau, baunilha e tabaco. O apimentado no final, aportado pela Carmenére é uma delícia. A Petit Verdot lhe dá taninos que ainda precisam de tempo para ficarem mais redondos. Apesar de já estar uma maravilha, achei uma criança. Deve ganhar muito com alguns anos na adega.
Em seguida veio o vinho que para mim foi o destaque da noite, o Migliara 2006 da Italiana Luigi D'Alessandro. Esta vinicola é especialista em Syrah, e é considerada por muitos a que melhor trabalha esta casta na Itália, no nível dos melhores Hermitages. Eu achei este vinho um grande injustiçado na lista dos Top 100 deste ano. Teve 98 pontos da WS e nem apareceu na lista. Uma maravilha de vinho. Bastante mineral e longe dos Syrah frutados e enjoativos do novo mundo. Notas florais e deliciosas de amora, framboesa, anis e pimenta preta. Taninos super finos e um final interminável. Ainda bem que ainda tenho uma garrafa dele, pois deve envelhecer maravilhosamente. João Paulo, Paulao e eu adoramos.
Na mesma linha, mas agora partindo para o Rhone, apreciamos um E. Guigal Côte Rotie 2004. Um belo vinho de um produtor grande destaque no Rhone.  Vinho floral e com boa fruta (groselha e cereja), em meio a alcaçuz. Também aparecem as notas características de carne e azeitona. Um vinho delicioso, claro. E a noite continuava...
Veio então um espanhol, do onipresente e competente Telmo Rodriguez, o  "enfante terrible". O vinho escolhido foi Ribeira del Duero, o Matallana 2004. Apesar de estar muito gostoso, notas de couro, caramelo e fruta na medida, deixou um pouco a desejar. Confesso que esperava mais para um vinho de Telmo Rodriguez, ainda mais pelo precinho salgado... Os vinhos que ele faz a região de Toro são melhores, sem dúvida.
Bem, para fechar tem uma Magnum de um ícone: Barca Velha 2000!  Vinho clássico português, da Casa Ferreirinha, e responsável por colocar o Douro na posição de destaque que hoje ocupa. O vinho só é lançado em safras excelentes e até hoje, desde o primeiro em 1952, não chegaram  a vinte. Este ficou 3 horas no decanter, quietinho, abrindo toda sua potencialidade. Por incrível que pareça, não tinha nada de precipitado. Não preciso nem dizer que é um belíssimo vinho. Rico, complexo e para ficar na memória. De encher a boca. Mas vou gerar a ira de meus confrades agora: Confeso que prefiro o Quinta do Vale Meão! Para mim é mais rico e o preço é bem melhor. Além disso, é feito com uvas de vinhas utilizadas pelo Barca Velha.

Eu acaricando a magnum do danado...


Paulo e Fernandinho
Colocando o Barca no decanter, sob os olhares do Caio

Caio, João Paulo, Tom e Margarido, em frente ao porquinho

O amigo Rodrigo se deleitando...
Para fechar a noite, e acompanhando o Creme Brullé e queijo azul, tomamos um Quarts de Chaume 2003 de Baumard. Este produtor doVale do Loire faz vinhos brancos de cair o queixo, com a Chenin Blanc. Este, que teve 96 pontos da WS, é amendoado, com notas de mel e pessego. Tem excelente acidez e mineralidade que compensam o doce. Para competir com ele bebemos um Chateau Rieussec 2005, de Sauternes. Uma maravilha que justifica os 96 pontos da WS. Vinho pleno, com notas firmes de damasco e mel. Equilibrio perfeito e final interminável. Todos o adoraram.


O que dizer mais da noite? Comida maravilhosa, vinhos espetaculares e amigos sensacionais. Não tem palavras.
Tom, Fernandinho, Caio, Paolao, Rodrigo, João Paulo e Margarido: Obrigado pela noite e por mais um ano!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Terça na casa do Tom - Chilenos e Argentinos em maioria

Ontem era para ser a nossa premium anual, mas adiamos para a próxima terça... No entanto, fomos à casa do amigo Tom apreciar uma boa picanha,carré de porco defumado, linguiça Cuibana e um Risoto de Funghi Secchi. Não combinamos, mas quase todos os vinhos foram 4 chilenos, 1 argentino e apenas um ibérico. Eu levei um Casa Marin Pinot Noir 2009 que não passa por madeira. É fruta pura, com notas de groselha e morango. O vinho é refrescante demais, doce, mas com boa acidez, e merece todos os elogios do Patricio Tapia, no Descorchados 2010, onde teve 91 pontos. Uma delicia para ser apreciada mais resfriado. 
Seguindo este, bebemos um Montes Alpha Pinot Noir 2008 levado pelo Caio. Este já tem mais complexidade, aportada pela madeira. É um vinho redondo, com notas de cereja e morango. A madeira, presente, lhe aporta um tostado gostoso. É só um pouco doce, como muitos Pinot chilenos. Bem, mas Montes Alpha é Montes Alpha, ou seja, sempre bom. Mas acho que não tem a qualidade dos Alpha Cabernet, Merlot ou o Syrah.
 O Paulão levou um Séptima Gran Reserva 2008, um argentino potente, musculoso, mas muito elegante. É um corte de Malbec, Cabernet e Tannat. A Malbec reina com a doçura e notas de ameixa, mas a Cabernet lhe aporta elegância e a Tannat os taninos, que são muito redondos. O vinho é perfeito para um churrasco e deve envelhecer muito bem. A meu ver ainda está novo. Excelente custo benefício. 
O amigo Rodrigo Ray levou o estranho no ninho, o português Vallado 2008. Já comentei sobre este vinho no blog, mas não sobre este 2008, que como o outros de anos anteriores, está muito bom. A touriga nacional se destaca, com as notas perfumadas de violeta.  A madeira geralmente pega um pouquinho quando o vinho é jovem, mas com o tempo, as coisas se equilibram. Vinho sempre bom. 
Aí chegou o João Paulo, um pouco atrasado (o que não é de seu costume...rs). Levou uma pérola, que é o Erasmo 2006. Bem, também já comentei bastante sobre este vinho no blog, mas não posso deixar de lembrar que foi a mescla do ano no Descorchados 2010, com elogios rasgados do Patricio Tapia. O último que havia bebido estava um pouco fechado, mas este do João Paulo já estava bem mais aberto. Depois de algum tempo na taça foi só alegria. Que vinho! Um Bordeaux! Melhor que muitos Bordeaux por ai, e muito mais barato. Feito no Chile por um Italiano. Que mescla! Bem, é um vinho elegante ao extremo e que recomendo fortemente. 
Para finalizar o Tom resolveu abrir uma magnum de um Tabali Syrah Reserva Especial 2007. É um vinho muito bom. Bem diferente da maioria dos vinhos do Limarí, que são mais minerais e menos doces. Este está na parte dos sobremaduros, com uma explosão de frutas. A cor é bem escura, e na boca é pleno. Um belo vinho dentro da familia dos super-maduros.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Terça de Brancos na casa do Tom: Rutini Chardonnay, Era dos Ventos e Perenand-Vergelesses Champy 2002


Chegando em casa cansado, depois de aulas na tarde de terça, recebi um telefonema dos amigos Caio e João Paulo para falar que estavam na casa do amigo Tom e Rodrigo tomando uns brancos e apreciando camarões (gigantes, por sinal...) e outros frutos do mar com vinhos brancos. Cheguei um pouco tarde e perdi o primeiro vinho, um Mapu 2007, Chileno, magnum, de chardonnay e sauvignon blanc. Como não bebi, não posso comentar. Mas deve ser coisa boa, pois tem as mãos do Baron Philippe Rothschild. Dizem que é um vinho bem vivo. Cheguei em tempo de tomar uma taça do Rutini Chardonnay 2008. Bem, Rutini dispensa apresentação. Este vinho estava bem fresco, com boa acidez, e com aromas de abacaxi na medida. Muito bom vinho. Pena que era a última taça... Tomamos ainda uma garrafa do belo brasileiro Era dos Ventos 2008, já comentado aqui no blog (clique aqui). Pelas características próprias deste vinho, ficou meio perdido entre os outros. É um vinho particular e que eu gosto muito. Terminamos com um vinho que levei da Borgonha, um Pernand-Vergelesses 2002 da Maison Champy. Eu gostei muito do vinho. Prá começar, tomamos na temperatura certa (12-14 graus), pois não deu tempo de gelar. Isso permitiu que ele mostrasse todas as suas virtudes. O vinho tinha aromas já evoluidos, com notas de pera, leve abacaxi e côco, como destacado pelo Caio. Na boca, muito frescor e elegância. Uma delícia de vinho e que o amigo Tom adorou.

sábado, 27 de novembro de 2010

Señorio de San Vicente 1999, Quintas de Pancas Reserva Especial 2003 e Tokaji Disznoko 1993


Hoje à tarde, e entrando pela noite, tomamos 3 vinhos que me marcaram. Há tempos não tinhamos uma experiência tão bem sucedida. Bem, a comida estava boa: Cordeiro, Bife do Açougueiro, Picanha... e os vinhos, maravilhosos. As companhias agradabilíssimas: Paulão e João Paulo. Vamos aos vinhos. 
O primeiro deles foi um que eu trouxe de Campello, cidadezinha vizinha de Alicante, Espanha. Um Señorio de San Vicente 1999. Um estrondo. Tempranillo envelhecido, de Rioja, de cor atijolada, aromas de cereja e especiados. Em boca, elegante ao extremos e com taninos mais que redondos. O vinho foi ganhando muito depois que foi respirando. Difícil bater este danado - Primeira linha! Se for à Espanha, guarde um lugar na mala para um destes.
O segundo foi um trazido pelo Paulão, o Quinta de Pancas Reserva Especial 2003, de Estremadura (atual Lisboa). Os vinhos da Quinta de Pancas não seguem modernismos. São vinhos elegantes, de corpo médio e que agradam por seu equilibrio e boa fruta. Este estava sensacional. Apesar da idade ainda mostrava boa fruta, principalmente cereja. Depois de um tempo podia-se notar morango, como um borgonha. Complexidade sem igual. Sensacional! Esse não mais, mas outros 2003 devem ter ainda alguns anos de vida. 
E para fechar, abri um Tokaji 1993 5 Puttonyos, da Disznoko. Comprei este vinho também em Campello, sem saber que tinha sido o sexto vinho da WS em 1998. A cor do danado é diferente de todos os outros Tokaji que já bebi. Vejam a foto do vinho na taça ao lado da garrafa. Cor escura, como um bom tinto. Incrível! Parecia um néctar dos Deuses! O melhor Tokaji que já experimentei. No nariz, além do Botrytis, sentia-se uma complexidade incrível. O mais impressionante era o aroma de coco queimado, que combinou demais com o bolo de côco e ameixa que minha amada Terumi comprou. Realmente, uma experiência sem igual. Ainda bem que tenho outra garrafa...

Falesco 2006 - Sangiovese Umbria

Adquiri algumas garrafas do Falesco 2006 da Worldwine e tomei uma ontem acompanhando uma lasanha. Nada melhor que um bom vinho italiano acompanhando um prato da mesma procedência. Aliás, esta é uma maneira de acertar na harmonização: Combine pratos com vinhos da mesma região e nacionalidade. A Úmbria é a terra do Orvieto e da Sagrantino. Esta última gera vinhos bastante firmes. É também a terra do produtor Lungarotti, que faz um Rubesco de primeiríssima, utilizando a Sangiovese e a Canaiolo. A sangiovese é muito popular na Úmbria e faz vinhos perfeitos para acompanhar uma boa massa. Este Falesco 2006 é rubi escuro opaco. Na boca é seco, corpo médio para encorpado, com taninos presentes, mas bem integrados. Notas de amoras e um toque leve de baunilha. A WS lhe outorgou 90 pontos, que achei merecidos. Um belo vinho com um bom preço, para acompanhar almoços de domingo com a família.

Val de Flores 2005 - Paulão tá abusando...

O amigo Paulo levou nesta última quinta um Val de Flores 2005. É um vinho Top de Mendoza, talhado com a consultoria do onipresente Michel Rolland com vinhas de mais de 50 anos de idade da uva Malbec. O vinho foi envelhecido por 14 meses em barricas de carvalho francês novas e engarrafado sem filtragem. É um vinho escuro, tendendo ao roxo, muito perfumado, com notas de mirtilo, cereja e café. Na boca é muito elegante, sem o excesso de doce usual da Malbec. Os taninos são sedosos e o final é muito longo. Deve envelhecer que é uma beleza! Valeu Paulão!
O amigo João Paulo levou um sempre bom Duas Quintas 2007 que já foi comentado aqui neste blog. É uma pedida certa. O amigo Tom levou um Uruguayo que, segundo o João Paulo, lhe garantiu a renovação da carteirinha "Palo Alto"... Um  dia explico. O vinho é de Tannat e se chamava Estancias Antiguas, do ano de 2007. É um vinho com pouco álcool, o que me agrada, e a primeira vista parecia um vinho com bom nariz, lembrando estrebaria, couro... Mas com o tempo este aspecto foi se acentuando e também se apresentava na boca fortemente. Ou seja, troféu "Palo Alto" prá ele!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vinum Cellars, Anthony Dell e o número 9 do ano Carm Reserva 2007

Recebemos ontem em casa os amigos Carlos, Marcelo e Vanessa para uns petiscos e uns vinhos, claro. Os amigos Carlos e Marcelo levaram dois vinhos norte-americanos, o Vinum Cellars Cabernet Sauvignon 2006 e o Anthony Dell 2006.
Vinum Cellars é uma pequena e nova vinicola do Napa Valley, Califórnia, fundada em 1997, e que trabalha com uvas de áreas frias e costeiras. São vinhos feitos em pequenos lotes e de maneira artesanal. É um vinho robusto, escuro, e equilibrado para os seus 14,9% de álcool, com taninos bem ajustados. O nariz é muito bom, com notas de framboesa, chocolate, leve cereja e tostados. Lembra bons cabernets chilenos, mas sem a presença do mentol e/ou eucaliptol. Um belo vinho.
O Anthony Dell é da Anthony Dell Cellars, de  Mcminnville, Oregon, também uma pequena vinícola fundada em 2002, que utiliza tratamento natural para possíveis doenças nas plantas, além de corujas para evitar ataque de roedores. O que bebemos é um Red del Rio 2006, que é um corte de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot, quase que nas mesmas proporções. É um vinho equilibrado, com predominancia da Cabernet Sauvignon mas com notas apimentadas da Cabernet Franc aparecendo depois de um tempo de garrafa aberta. Eu gostei muito do vinho, que é um smart buy.
Eu ofereci aos amigos o Carm Reserva 2007, que foi o número 9 do ano da Wine Spectator este ano, levando 94 pontos da revista. É um vinho feito com Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e a pouco conhecida Tinta Francisca. O vinho estagiou 18 meses em barricas usadas de carvalho frances e americano, o que lhe aportou muita elegância e complexidade, sem deixar o exagero da madeira nova. As notas de baunilha aparecem muito sutilmente. É um vinho de cor vermelha forte, opaca, com aromas complexos de frutas vermelhas silvestres, kirsch e notas florais aportadas pela Touriga Nacional. Me lembrou muito o Vallado Reserva 2007, estando, no entanto, mais aberto que este. Na boca é encorpado, frutado, fresco e com final bem longo. Como citado na Wine Spectator, ainda é um bebê, e deve ganhar muito com alguns anos de adega. Um grande vinho a um preço bem melhor que outros de menos categoria. Aposta certa! Vendido pela Worldwine.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TOP 100 Wine Spectator 2010 - acertei alguns...

Saiu a lista dos TOP 100 da Wine Spectator, a qual coloco a seguir. Depois de ter falado sobre a presença forte dos Americanos (ver post http://vinhobao.blogspot.com/2010/11/contagem-regressiva-para-os-top-10-2010.html) e ter sugerido o Saxum e Flaccianello na lista, matei outros, como o Achaval, Colomé, De Martino Syrah, Dow Vintage 2007, Schrader Cellars, Quinta do Vallado Reserva 2007, LAN, Chianti Frescobaldi e outros 2007, Modus 2007 etc... Como boas surpresas o Veramonte Pinot Noir e o La Viña Syrah e o Trapiche Viña Fausto. Senti falta de uns brancos Chilenos que a meu ver mereciam. Bons Alemães aparecem, como Robert Weill. Os Australianos como sempre. Por outro lado, nomes como Catena, Hormigas e Montes, sempre presentes, não figuraram este ano. Vai a lista definitiva. Deixei os preços para ver o quanto pagamos aqui... Depois da colocação está a pontuação de cada vinho.


#      pts      U$                                Vinho
-------------------------------------------------------------------------
1      98      $67      Saxum!James Berry Vineyard Paso Robles 2007

2      94      $55      Two Hands!Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2008

3      97      $85      Peter Michael!Chardonnay Sonoma County Ma Belle-Fille 2008

4      97      $125     Revana!Cabernet Sauvignon St. Helena 2007

5      96      $85      Altamura!Cabernet Sauvignon Napa Valley 2007

6      94      $45      Paul Hobbs!Pinot Noir Russian River Valley 2008

7      94      $20      Schild!Shiraz Barossa 2008

8      95      $110      Fontodi!Colli della Toscana Centrale Flaccianello 2007

9      94      $27      CARM!Douro Reserva 2007

10    95      $100      Clos des Papes!Châteauneuf-du-Pape White 2009

11      96      $48      Mount Eden Vineyards!Chardonnay Santa Cruz Mountains 2006

12      94      $52      Kosta Browne!Pinot Noir Russian River Valley 2008

13      97      $74      Alban!Syrah Edna Valley Alban Estate Reva 2006

14      100      $80      Dow!Vintage Port 2007

15      100      $150      Schrader Cellars!Cabernet Sauvignon Napa Valley CCS Beckstoffer To Kalon Vineyard 2007

16      98      $175      Staglin!Cabernet Sauvignon Rutherford 25th Anniversary Selection 2007

17      95      $38      Tensley!Syrah Santa Barbara County Colson Canyon Vineyard 2008

18      94      $40      Hall!Cabernet Sauvignon Napa Valley 2006

19      95      $40      Coho!Headwaters Napa Valley 2007

20      96      $40      Carlisle!Zinfandel Russian River Valley Papera Ranch 2007

21      95      $60      Ridge!Chardonnay Santa Cruz Mountains Monte Bello 2006

22      96      $65      Quinta do Vallado!Douro Reserva 2007

23      97      $45      Owen Roe!Syrah Yakima Valley Red Willow Vineyard Chapel Block 2008

24      98      $125      Maybach!Cabernet Sauvignon Oakville Materium Weitz Vineyard 2007

25      96      $35      Ruffino!Toscana Modus 2007

26      94      $35      Bodegas Resalte de Peñafiel!Ribera del Duero Crianza 2005

27      96      $80      Aubert!Chardonnay Sonoma Coast Ritchie Vineyard 2008

28      94      $39      The Royal Tokaji Wine Co.!Tokaji Aszú 5 Puttonyos Red Label 2006 (500ml)

29      93      $22      Zaca Mesa!Syrah Santa Ynez Valley 2006

30      95      $85      Ramey!Cabernet Sauvignon Napa Valley Annum 2007

31      96      $95      Terralsole!Brunello di Montalcino Riserva 2004

32      96      $65      Evening Land!Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 2008

33      94      $50      Tablas Creek!Esprit de Beaucastel Paso Robles 2007

34      94      $56      Pride!Merlot Sonoma-Napa Counties 2007

35      99      $535 Château de Beaucastel!Châteauneuf-du- Pape Hommage à Jacques Perrin Grande Cuvée 2007

36      94      $70      Zenato!Amarone della Valpolicella Classico 2006

37      95      $35      Bedrock!The Bedrock Heirloom Sonoma Valley 2008

38      93      $25      Hijos de Antonio Barceló!Ribera del Duero Viña Mayor Reserva 2004

39      92      $24      Domaine Le Colombier!Vacqueyras Cuvée G. 2007

40      93      $30      Viticcio!Chianti Classico Riserva 2007

41      93      $25      Goose Ridge!Vireo Columbia Valley 2006

42      93      $39      Craggy Range!Pinot Noir Martinborough Te Muna Road Vineyard 2008

43      91      $15      Columbia Crest!Merlot Horse Heaven Hills H3 2007

44      90      $12      Bodegas LAN!Rioja Crianza 2006

45      91      $16      Yealands!Pinot Noir Marlborough 2008

46      92      $22      Waterbrook!Merlot Columbia Valley Reserve 2007

47      90      $17      Castello d’Albola!Chianti Classico 2007

48      90      $20      Mumm Napa!Brut Napa Valley Prestige NV

49      90      $16      Tamarack!Firehouse Red Columbia Valley 2008

50      91      $17      Château de Flaugergues!Coteaux du Languedoc La Méjanelle Cuvée Sommelière 2007

51      91      $19      Attems!Pinot Grigio Venezia-Giulia 2008

52      91      $19      Bodegas Beronia!Rioja Reserva 2005

53      93      $52      Godmé Père & Fils!Brut Champagne Réserve NV

54      95      $82      Doubleback!Cabernet Sauvignon Walla Walla Valley 2007

55      94      $90      Mollydooker!Shiraz McLaren Vale Carnival of Love 2009

56      91      $21      Concha y Toro!Cabernet Sauvignon Puente Alto Marqués de Casa Concha 2007

57      92      $19      St.-Urbans-Hof!Riesling Kabinett Mosel Ockfen Bockstein 2009

58      91      $18      Bodegas Ondarre!Rioja Reserva 2004

59      95      $75      Christian Moreau Père & Fils!Chablis Les Clos 2008

60      94      $125      Didier Dagueneau!Pouilly-Fumé Silex 2007

61      91      $22      Fetish!Shiraz Barossa Valley The Watcher 2008

62      92      $25      Trimbach!Riesling Alsace Réserve 2008

63      90      $11      d’Arenberg!The Stump Jump Red South Australia 2008

64      90      $13      Bouza do Rei!Albariño Rias Baixas Lagar 2009

65      91      $20      Marchesi de’ Frescobaldi!Chianti Rufina Castello di Nipozzano Riserva 2007

66      91      $25      Bodega Colomé!Malbec Calchaquí Valley 2008

67      92      $28      Domaine Les Pallières!Gigondas Terrasse du Diable 2007

68      91      $25      Achával-Ferrer!Malbec Mendoza 2009

69      91      $28      Orin Swift!Zinfandel California Saldo 2008

70      91      $20      Schloss Vollrads!Riesling Kabinett Rheingau 2008

71      92      $30      Roco!Pinot Noir Willamette Valley 2008

72      91      $24      Knoll!Grüner Veltliner Federspiel Trocken Wachau Loibner 2008

73      92      $32      Dominio de Atauta!Ribera del Duero 2006

74      90      $15      Durigutti!Malbec Mendoza 2008

75      90      $20      A to Z Wineworks!Pinot Noir Oregon 2008

76      90      $16      J.-C. Pichot!Vouvray Domaine Le Peu de la Moriette 2008

77      90      $16      Peter Lehmann!Clancy’s Barossa 2007

78      92      $35      Perrin & Fils!Gigondas La Gille 2007

79      90      $19      Elk Cove!Pinot Gris Willamette Valley 2009

80      90      $18      Viña Nora!Rias Baixas 2008

81      93      $48      Robert Weil!Riesling Qualitätswein Trocken Rheingau Kiedrich Turmberg 2009

82      93      $48      Trapiche!Malbec Mendoza Viña Fausto Orellana de Escobar 2007

83      90      $25      Avignonesi!Vino Nobile di Montepulciano 2007

84      91      $16      Pagos de Familia Marqués de Griñon!Syrah- Petit Verdot Dominio de Valdepusa Caliza 2006

85      91      $16      Château de Lascaux!Coteaux du Languedoc 2008

86      91      $19      Koutsoyiannopoulos!Santorini 2009

87      90      $20      Veramonte!Pinot Noir Casablanca Valley Ritual 2008

88      90      $18      St.-Cosme!Côtes du Rhône 2009

89      91      $23      Agricola La Viña!Syrah Colchagua Valley Polkura 2008

90      90      $20      Bodega Norton!Malbec Mendoza Reserva 2007

91      94      $145      Domaine Leflaive!Puligny-Montrachet Clavoillon 2007

92      90      $15      De Martino!Syrah Choapa Valley Legado Reserva 2007

93      90      $16      Stadt Krems!Grüner Veltliner Qualitätswein Trocken Kremstal 2008

94      90      $18      Louis Jadot!Moulin-à-Vent Château des Jacques 2009

95      90      $18      Château de la Greffière!Mâcon-La Roche Vineuse Vieilles Vignes 2008

96      90      $30      Château Rollan de By!Médoc 2008

97      91      $23      Hermann J. Wiemer!Riesling Finger Lakes Dry Reserve 2008

98      92      $61      Bouchard Père & Fils!Volnay Caillerets Ancienne Cuvée Carnot Domaine 2008

99      91      $35      Domaine Tempier!Bandol Rosé 2009

100      91      $35      Kanonkop!Pinotage Simonsberg-Stellenbosch 2008

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Le Beaujolais Noveau est arrivé à São Carlos

Amigo Paulo chegando com a caixa de Beajolais 2010
Hoje a noite tomamos o Beaujolais Noveau 2010 de Joseph Drouhin na casa do Tom, acompanhando o seu já famoso Galeto Braseado com polenta. Nosso amigo Paulo, dono do Hotel San Ciro em São Carlos foi o único na cidade a receber o vinho no mesmo dia da chegada na Mistral. O Beaujolais de Drouhin é considerado um dos melhores, e este de 2010 estava bem legal, pois foi um ano de baixíssimo rendimento. Beber o Beaujolais na terceira quinta do mês de novembro é uma tradição mundial, iniciada na França no início do século passado. É um momento alegre e festivo, que tivemos o prazer de celebrar na confraria. O vinho fresco, vivo, com uma cor vermelho púrpura bonita, e notas de framboeza, cassis, cereja e um fundinho de jaboticaba. Gostoso sozinho e mais ainda com o maravilhoso Galeto Braseado do Tom. Uma noite inesquecível!
Caio (esquerda) apreciando a habilidade do Tom (direita) com os Galetos
A turma (Fernando, Paulo e ao fundo Rodrigo e João Paulo) apreciando o danado.
Beajoulais Noveau 2010 de Joseph Drouhin

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

SAXUM 2007 - O number one da Wine Spectator em 2010

Como eu havia previsto, os americanos estariam fortes na lista dos TOP 10. Este ano a presença foi massiva, diferente dos anos anteriores. Apesar de considerar que os vinhos são bons e têm bom preço, fiquei decepcionado, pois outros grandes vinhos ficaram de fora. Espero que apareçam no restante da lista. Bem, mas vai a seguir o grande campeão, o Saxum James Berry Vineyard Paso Robles 2007, citado por mim em minha postagem do dia 15 como um forte candidato, mas não pensava que seria o primeiro ("Os americanos devem estar fortemente presentes na lista, como sempre. Vou arriscar Schrader Cellars 2007, Saxum e um Caymus Special Selection 2007" - http://vinhobao.blogspot.com/2010/11/contagem-regressiva-para-os-top-10-2010.html). O vinho deve ser no velho estilo americano, que combina potência e elegância. É um corte de Grenache, Mourvèdre and Syrah. Bem, bateu os Cabs!


--------------------------------------------------------------------

VINHO DO ANO - SAXUM 2007


Saxum - James Berry Vineyard Paso Robles 2007 - 98 points

In 1998, when 28-year-old Justin Smith started Saxum, Paso Robles was a sleepy Central Coast area. Now the wine region is one of California’s fastest-growing. West Paso has a magical combination of rocky limestone soils, rolling hillsides and a not-too-cool climate that gives red Rhône varieties a firm structure to frame their rich, dark berry flavors.
Smith, who owns the 3,000-case winery with his wife, Heather, creates wines of distinctive character, depth and personality. In 2007, a near-perfect vintage, Saxum’s wines reached new heights. The 2007 James Berry Vineyard Paso Robles is a blend of Grenache, Mourvèdre and Syrah from a vineyard named after Smith’s father. The three varieties are aged 20 months in new and used barriques and large puncheons, to emphasize fruit purity. With its classic quality and reasonable price, this wine is a testament that Paso Robles has earned its place on the world stage.

Comentário da Wine Spectator sobre o vinho, destacando que é um vinho incrível, denso, rico e cheio de camadas, oferecendo uma mistura de potência e finesse:

An amazing wine, dense, rich and layered, offering a mix of power and finesse, with concentrated dark berry fruit, mineral, sage, herb and cedar notes that are pure, intense, focused and persistent. Grenache, Mourvèdre and Syrah. Drink now through 2018. – JL

Mais um americano nos TOP 10 - 3th e 2nd

Como eu havia previsto, os americanos estariam em peso na lista. Mais um aqui, também da Califórnia, mas agora um branco, o Peter Michael Chardonnay Sonoma County Ma Belle-Fille 2008. Em segundo ficou o Two hands Shiraz Bella's Garden 2008, Australiano vendido pela Mistral. O da safra de 2005 já havia faturado o quinto lugar na lista de 2007. Fica também na classe de vinhos concentrados.

Na próxima postagem vem o number one! Será que é americano???

----------------------------------------------------------------------
3 - Peter Michael Chardonnay Sonoma County Ma Belle-Fille 2008

97 points

Ma Belle-Fille is the youngest vineyard on the winery’s Knights Valley estate, as well as the highest, reaching an elevation of 1,900 feet, and is quickly becoming the winery’s best source for Chardonnay. It’s a cool location but situated above the summer fog line, allowing for excellent sun exposure. Winemaker Nick Morlet uses native yeast; the wine is 100 percent barrel-fermented in French oak.

 
 
 
 
 
-----------------------------------------------------------------------
2 - Two Hands Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2008

94 points



Managing partner Michael Twelftree and winemaker Matt Wenk have found a winning formula with their Garden Series, an umbrella of six different Shiraz wines, each sourced from vineyards located in subappellations of South Australia. The Barossa bottling, Bella’s Garden, has reached the Top 100 a total of six times since its first release (the 2001 vintage). Wenk used 18 percent new French oak hogsheads, minimal fining and no filtration to produce this fresh-tasting, complex wine.

TOP 10 da WS: Vinhos 5 e 4

A Winespectator acabou de divulgar o 5th e o 4th vinho da lista dos TOP 10, os quais, posto a seguir transcrevendo por completo os comentários da revista. Como eu previa, os americanos estariam fortes... Já são 3 californianos nos TOP 10. Será que vem mais?

-----------------------------------------------------------------

5 - Altamura Cabernet Sauvignon Napa Valley 2007

96 points

Altamura comes from one of the least-known corners of Napa, a small, remote area called Wooden Valley. Northeast of the city of Napa, this area is distinguished by a dramatic fog bank and cooler climate, and subsequently a longer growing season; temperatures here can be as many as 10 degrees lower than the Napa Valley average. Frank and Karen Altamura started planting grapes on their 400-acre family ranch in 1985. They also make Sangiovese and Sauvignon Blanc.

------------------------------------------------------------------
6- Revana Cabernet Sauvignon St. Helena 2007

97 points

Houston cardiologist Madaiah Revana grew up in rural India, immigrated to America and caught the wine bug. In 1998, he planted 9 acres of grapes north of St. Helena, across Highway 29 from Grace Family. This 2007 is Revana’s best effort to date. Winemaker Heidi Peterson Barrett ferments small lots and ages them separately for 20 months in French oak (40 percent new) before making the final blend of 92 percent Cabernet Sauvignon, with Petit Verdot and Cabernet Franc.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Schild Shiraz e Paul Hobbs Pinot - 7th e 6th dos TOP 10

Saiu agora há pouco o número 7 e número 6 da lista dos TOP 10. O número 7 é um vinho de entrada da vínicola Australiana Schild. Vinho de bom preço. Os vinhos da vinícola são vendidos no Brasil pela importadora Decanter. Só não estou certo se tem o 2008. Outro detalhe: A Decanter tem um excelente portfólio, mas seu site deixa muito a desejar.
----------------------------------------------------------
7 - Schild Shiraz Barossa 2008

94 points

Schild’s entry-level Shiraz has all of the stuffing of a blue-chip bottling, but sells for a fraction of the price of other brands. The winery is able to achieve this because it’s one of the largest independent growers in the Barossa, with more than 400 acres under vine. Winemakers Jo Irvine and Scott Hazeldine used grapes from the cooler southern Barossa to produce this polished and complex red that was aged in both new and used American oak.

Nota pós-postagem: Veja postagem sobre a apreciação deste vinho (clique aqui)

---------------------------------------------------------

O sexto vinho é do famoso Paul Hobbs. Aqui aparece o primeiro americano. Tive o prazer de degustá-lo no último encontro Mistral, representante da vinicola. É um excelente Pinot.

6 - Paul Hobbs Pinot Noir Russian River Valley 2008

94 points

Paul Hobbs made this exceptional Pinot Noir in a tricky year and made it in considerable volume, a challenge to most vintners. Hobbs founded his own label in 1991, but also consults for dozens of clients in California, Argentina, Chile and Hungary. This bottling is one of six different 2008 California Pinot Noirs from Hobbs; the grapes for this one come from six vineyards in Russian River Valley, including the Lindsey Estate, Valdez and Walker Station.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Contagem regressiva para os TOP 10 2010 da WineSpectator

Como faz todo ano, a WineSpectator está fazendo a contagem regressiva para os TOP 10 do ano. Vou divulgar nesta postagem os números 10, 9 e 8. Amanhã postarei mais. Este ano estava certo que algum Douro 2007 teria boa colocação entre os 10. Eu apostava minhas fichas nos Vallado. Também estou apostando fichas nos vinhos italianos da D'Alessandro, que faz excelentes syrah, como os Il Bosco. O Migliara 2006 é um candidato forte. Boto ainda fé no Ruffino Modus 2007, que pode ser uma grande e bela surpresa. Está mesmo é dificil achar o danado no Brasil. Bem, entre os 100 algumas figurinhas carimbadas devem figurar. Clos des Papes é sempre candidato forte. Do novo mundo, aqui pertinho, algum Catena sempre emplaca (os Malbecs de vinhedos únicos são concorrentes fortes), assim como Achaval e Las Hormigas Reserva. Eu apostaria no Luca Malbec e também em um Alta Vista. No campo de bom custo benefício os Colomé e La Posta. Do Chile, a Casa Lapostolle e Montes aparecem com frequência, mas eu ficaria feliz em ver este ano alguma novidade, como Maycas de Limarí, De Martino e Casa Marin, principalmente se forem Syrah, Sauvignon Blanc ou Chardonnay. Seria legal ver um La Joya Syrah pegando um bom lugar... Dos espanhois, gostaria muito de ver um Tondonia branco na lista, ou um tinto, como o Bosconia. Ainda nos espanhois, Bodegas Muga, LAN e Numanthia podem constar na lista. Eu arriscaria também um Castro Ventosa e Pago de Capellanes. Dos italianos aposto nos Chianti 2007. Nestes, os candidatos devem ser Viticcio, Ricasoli, Fontodi e Frescobaldi. A Toscana deve ainda emplacar alguns de 2008, como o Oreno.  Os americanos devem estar fortemente presentes na lista, como sempre. Vou arriscar Schrader Cellars 2007, Saxum e um Caymus Special Selection 2007. E como não ter um Porto Vintage 2007 na lista? Eu arrisco um Dow´s Vintage Port 2007 e um Vesúvio Capela. Para mim, os portugueses 2007 poderão vir forte na lista. Quanto aos alemães, fica difícil arriscar, mesmo porque, seria dificil escrever os nomes. Mas não há como não ter alguns na lista, pois seus brancos são os mais bem pontuados e melhor custo benefício não há. Vamos ver no que dá!
Abaixo vai o décimo deste ano, o Clos des Papes branco 2009. Esta vinicola, que está acostumada a faturar prêmios com seus tintos, pega agora o décimo lugar com seu Chateauneuf branco. Eu, infelizmente, não tive muita sorte quando tentei comprar o Clos des Papes 2005 tinto da Premium Wines, de Belo Horizonte. Depois de saber que ele havia faturado o primeiro lugar, no dia seguinte encomendei duas garrafas. Passei o endereço de entrega e tudo mais e quando fui pagar disseram que só poderiam vender em uma cesta com outros vinhos... Pois é... Triste, né? Transcrevo em inglês os comentários da WS sobre o décimo, nono e oitavo colocados deste ano:


10 - Clos des Papes


Châteauneuf-du-Pape White 2009

95 points

France

Clos des Papes is widely recognized for its red cuvée (its 2005 earned Wine of the Year in 2007), but this estate also produces one of the appellation’s best whites. From the Southern Rhône’s excellent 2009 vintage, this wine blends equal parts Grenache Blanc, Clairette, Roussanne, Picpoul and Bourboulenc. To retain freshness, Vincent Avril fermented the wine in stainless steel tanks and avoided malolactic conversion. This white will benefit from a few years in the cellar.

--------------------------------------------------------------
O nono colocado procurei como um louco para comprar meses atrás e não encontrei no Brasil. A Worldwine, representante da Carm, já o recebeu. Inclusive, tem uma opção para presente muito interessante e a bom preço. 


9 - CARM Douro Reserva 2007

94 points

Portugal

CARM stands for Casa Agrícola Roboredo Madeira. The Madeira family has owned vineyards in the Douro Valley since the 1600s, but until a decade ago, they were more focused on olive trees than their 150 acres of vines. Energetic Rui Roboredo Madeira has been the winemaker since 1999, farming seven vineyards at the extremely dry upper end of the Douro. The reserva is a blend of mostly Touriga Nacional, with some Touriga Franca and Tinta Roriz, aged in French and American.

--------------------------------------------------------------------
O oitavo colocado é de uma vinicola que sempre está entre os 100: A Fontodi, produtora do famoso Flaccianello. Só para recordar, o Flaccianello 2006 obteve 99 pontos da WS e foi também o oitavo no ano passado! Que coincidência... Quando eu beber uma das garrafas que tenho na adega postarei aqui. Flaccianello é sempre vinho de respeito, e que deve descansar em adega antes de ser apreciado. O oitavo este ano foi o Flaccianello 2007. Bem, a safra de 2007 na Toscana foi tão boa quanto à de 2006, e este puro Sangiovese deve estar uma beleza! A propósito, os vinhos da Fontodi são encontrados na Vinci, e podem, obviamente, ser adquiridos individualmente...

8 - Fontodi - Colli della Toscana Centrale - Flaccianello 2007

95 points

Italy

The area around Fontodi’s property in Panzano is known as the Conca d’Oro, or Golden Shell, for its heat-trapping amphitheater shape, excellent for ripening grapes. Flaccianello, 100 percent Sangiovese, is a selection of the estate’s best grapes. The 2007 was fermented in stainless steel, transferred to oak barrels for malolactic fermentation and aged in new French oak for 18 months. This is the third Top 10 appearance for Flaccianello and owner Giovanni Manetti this decade.

--------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Confraria: Amancaya, Cuvee Alexandre Merlot e Mitolo

Bons vinhos ontem na confraria. Só o que eu levei que estava bem ruinzinho, a meu ver... Então nem comentarei sobre ele. O João Paulo levou um vinho que gosto muito e que tem uma relação custo-benefício invejável: O Amancaya. Este argentino de sangue francês é das Bodegas Caro, uma parceria entre a Catena Zapata e Chateau Lafite Rothschild. É o irmão mais novo do Caro, um excelente vinho e que não é tão caro assim. Este Amancaya 2009 estava uma delícia. Caminha em direção ao seu irmão mais velho. Apesar de novo apresentava muita elegância e frutas na medida. Outros que bebi, de safras anteriores, tinham uma presença muito forte da Cabernet e madeira, além de uma acidez um pouco alta. Este estava no ponto. Equilibrio perfeito entre a fruta da Malbec (50%) e a elegância da Cabernet Sauvignon (50%). Vinho sedoso, redondo, equilibrado, com notas de cassis, ameixa e cereja. E como casou bem com aquela polenta frita do Ciao Bello...
O Paulão levou um vinho de um produtor que gosto muito: Casa Lapostolle. É o produtor mais francês no Chile. Seus vinhos são páreo para muitos franceses bem mais caros. Aliás, um dos melhores cabernet sauvignon que bebi do Chile foi um Cuvee Alexandre 2001, bebido em 2008. São vinhos que envelhecem muito bem. O vinho levado pelo Paulão era um Cuvée Alexandre Merlot, de 2007. O vinho conta com 85% de Merlot e 15% de Carmenére de vinhedos de Apalta de mais de 60 anos de idade. Estava ótimo. Vinho encorpado e com personalidade. No entanto, penso que está muito novo. A carmenére lhe aporta notas clássicas de pimenta que ainda estão sobrepujando a fruta. E os taninos ainda pegam um pouco. É vinho para decantar e o melhor seria esperar um tempinho na adega. Mas em pouco tempo deve arredondar os taninos e alcançar um equilibrio que o deixará muito melhor que muitos franceses que chegam aqui pelo dobro do preço.
O Rodrigo e Tom fizeram um doblé! Pela primeira vez na confraria dois confrades levaram o mesmo vinho! Era um vinho bom, aliás. Um Mitolo Jester Shiraz 2004. É um vinho típico Australiano, denso e com muita fruta. Este estava bem sedoso, frutado (ameixa e amora) mas confesso que o achei um pouco doce para o meu gosto. Prefiro um pouco mais de taninos e acidez, como os do Rhone. É um vinho que deve envelhecer bem.

sábado, 6 de novembro de 2010

Segunda na Casa do João Paulo: Esporão Garrafeira 1999 e Alma Negra 2007

Na última segunda, dia 01 de novembro, fomos a casa do João Paulo dar uma "estudada" nos vinhos que comporão nosso jantar de final de ano. O negócio estará bom, como todos os anos. Este ano o Vega, Canon La Gaffeliere, Lafite etc., darão lugar a outros... A lista inclui Pera Manca, Telmo Rodriguez, Rieussec, Baumard, dentre outros... Não estragarei a surpresa... O único que estava disponível para a reunião era o Caio, que aliás, só foi depois de saber que abriríamos o Esporão Garrafeira 1999 que o João Paulo me deu... Acompanhando uma bela picanha, uns espetinhos de cordeiro, Queijo da Mó... Bem, o Esporão é certeza de felicidade. Este, que é um corte de Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Trincadeira e Aragonês, estava já na sua maturidade, com uma bela cor de tijolo e um halo de evolução de um senhor. A borra era espessa no fundo da garrafa. Ou seja, tudo de bom! A fruta, claro, já não era tão presente, mas ainda se notava a cereja e amora maduras. Notas de tabaco, couro, folhas secas (chá) e alcaçuz. Um vinho maduro e elegante. Belo presente João Paulo!
Bem, mas como nem tudo são flores, e o Caio reclamou que só falo bem dos vinhos... Terei que descer a lenha em um que o querido João Paulo abriu prá gente. O Alma Negra 2007 do simpático Ernesto Catena foi decepção geral. O corte é um mistério, mas a Malbec não deve faltar, assim como a Bonarda, a qual aparece pela fruta muito forte. Não que eu seja contra a Bonarda. Aliás, já bebi bons vinhos feitos com ela (Colonia las liebres, de Altos las hormigas e Nieto Senetiner). Este Alma Negra é doce tanto no nariz quanto na boca. Xarope puro! Vinho para novo-mundista que se encanta com vinhos potentes, bombas de fruta e madeira... Bem amigo João Paulo, este não teve jeito. Tive que quebrar meu protocolo, que é não comentar sobre vinhos que não gostei... Mas foi a pedido do Caio, o qual disse que eu estou muito bonzinho! Bem, mas você tem um saldo mais que positivo. E ainda bem que também não gostou... É aquele negócio: Você pode levar flores prá esposa todos os dias, mas se esquecer um... tá ferrado!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Confraria: Quinta do Carmo 2005 e LAN Reserva 2004

Ontem estávamos apenas em 3 na confraria: Fernandinho, João Paulo e eu. O João Paulo levou um excelente alentejano Quinta do Carmo 2005. Esta vinícola portuguesa era propriedade dos onipresentes Laffite Rothschild, mas foi recentemente comprada pela Bacalhoa Vinhos, tendo, no entanto, os Rothschild ficado com uma participação na Bacalhoa. A parceria é boa! O vinho em questão estava muito bom. Bem, começando pelo rótulo que lembra azulejos portugueses... É um corte de Aragonez, Alicante Bouschet, Trincadeira e Castelão, com pitadas de Cabernet Sauvignon e Syrah. É um vinho muito elegante, complexo, com taninos redondos e notas de cereja e baunilha. Pedida certa! Vendido pela Mistral.
Eu levei um Riojano, o LAN Reserva 2004. Este vinho foi o número 52 nos TOP 100 de 2008. É um vinho redondo, gostoso de beber, com notas de ameixa, cereja, tabaco e couro. Uma delícia, que como o Quinta do Carmo, acompanhou muito bem o maravilhoso Tagliarini com Ragu de Cordeiro feito pela nossa querida Neide. Os vinhos das Bodegas LAN podem ser encontrados na loja virtual da Boutique do Vinho.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

25 de outubro- Aniversário do Paolão!!! Grandarella 2004, Crasto Vinhas Velhas 2007, Pétalos de Bierzo 2004, Quinta Vale D.Maria 2007 e Seghesio Zinfandel 2008

Um dia especial! O aniversário de nosso confrade Paolao é para comemorar. Ele e sua esposa Regina nos receberam em sua casa com muito carinho, bons queijos e petiscos, e um carré de cordeiro que há tempos não comia igual. No ponto exato, rosado, suculento, e com um sabor incrível. E o risoto de morango então! Uma maravilha!!! Bem, na chegada o Paulo já mandou um excelente Sonoma County Zinfandel 2008 de Seghesio. Um vinho suculento e cheio de corpo. Notas de cereja e frutas silvestres, com taninos que devem ainda se arredondar com os anos. É vinho para queijos duros e carne com molhos fortes. Os Zin de Seghesio sempre estão entre os melhores dos US. Logo em seguida o aniversariante abriu um Grandarella 2004 de Masi. É um vinho feito nos mesmos moldes do Amarone, com uvas passificadas. A surpresa é a presença da Carmenére, ao lado da Refosco e Corvina. É um vinho muito agradável, frutado e com ótima acidez. Também combina bem com queijos duros e fortes. No site da Mistral ele é recomendado para acompanhar feijoada. A se testar! Gostei bastante do vinho. Achei menos doce que os famosos Amarones. Em seguida o Paulo abriu o vinho que levei, um Quinta Vale D. Maria 2007. É um vinho top de Cristiano Van Zeller, um dos Douro Boys. Sandra Tavares  da Silva costumava também participar das safras antigas. Não sei se deste. Van Zeller é também responsável pelos vinhos da Quinta do Roriz e também ajudou na implantação da Quinta do Crasto. Boas referências, não? O vinho é delicioso. Eu havia tomado um 1999 há alguns anos atrás e achei um dos melhores portugueses que já tomei. Este 2007 está uma preciosidade. Notas de amora,  kirsh e framboesa. Um vinho muito complexo e elegante. Deve envelhecer muito bem. Em seguida o Paulo abriu o espanhol Pétalos de Bierzo 2004, de Álvaro Palácios. Este vinho é um excelente custo-beneficio. É feito com a uva Mencia, ou Jaen. Vinho macio e elegante, com notas de cereja e herbáceas. Muito bom vinho.  Finalmente, para acompanhar o carré de cordeiro o Paulo abriu o nosso nosso velho amigo Quinta do Crasto vinhas velhas 2007. Não cansamos de beber este vinho! E nem vamos cansar! É um vinho que se pode tomar sozinho mas que acompanha muito bem a comida. O tomamos acompanhando porquinho de leite na casa do Tom e ele, na minha opinião, bateu todos os outros. Agora, com o carré, ficou perfeito. É um vinho elegante, cremoso, com notas de cereja, ameixa, café com leite, dentre outras. Os vinhas velhas do Crasto são sempre certeza de agradar. Se tiver que dar um presente a um amigo, não hesite!
Bem Paulão, tudo estava uma maravilha! Parabéns meu amigo! A noite foi maravilhosa!

sábado, 23 de outubro de 2010

Nuits-Saint-Georges David Duband 2005

Ontem minha Mãe Madalena e meu irmão André vieram nos visitar, o que é sempre muito bom. Na mala minha Mãe sempre traz delícias de Minas: queijos, massa de pão-de-queijo prontinha para assar e desta vez, a meu pedido, frango caipira de verdade. Pode-se encontrar por aí, até mesmo em supermercados, os "falsos frangos caipiras". Digo falsos porque, além de não serem os famosos índios e carijós, são criados no máximo com milho. As vezes criam os danados soltos para que a carne fique mais firme, diferente da carne branca e sem-graça dos frangos de granja. Os legítimos frangos caipiras têm raça e são criados soltos, comendo de tudo que vêem pela frente. A carne, embora em menor quantidade, é mais firme, amarelo forte e com sabor que não dá para comparar com os frangos de granja. Bem, minha Mãe preparou com esmero, pingando água, como deve ser. Uma delícia! Para acompanhá-lo abri um Nuits Saint Georges 2005 de David Duband. Quem conhece sabe que os Nuits Saint Georges representam o máximo da expressão da Pinot Noir. São vinhos fortes, expressivos, e com maior longevidade. Este 2005 estava uma delícia. O vinho tinha notas terrosas e de framboesa, amora e um tostado bem gostoso. O final era longo e persistente, com um final de boa com predominância da amora. É vinho para aguentar ainda uns bons anos. Ótima companhia para o legítimo frango caipira de Minas, feito pelas mãos mágicas de uma mineira! Maravilha!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Confraria do Ciao - Vallado Touriga 2007, Artazuri 2008, Lote 43 2005, Pujanza 2005 e La Vicalanda Reserva 2004

Hoje os vinhos estavam bons (aliás, como sempre...). João Paulo levou o colega aqui do lado, o Vallado Touriga Nacional 2007. Um vinhaço. Faturou 94 pontos da WS e não é a toa. Vinho potente, concentrado, mas elegante e cheio de fruta. A madeira aparece um pouco demais para o meu gosto, mas não compromete. As notas de violeta, da Touriga Nacional estão mescladas a notas balsâmicas, de tabaco e chocolate. Uma beleza de vinho, mas que pode envelhecer bem mais para ficar mais redondo. O Paolão levou um vinho que há muito tempo eu não bebia, o Artazuri 2008.  O vinho é da Bodega Artazu, de Navarra, e é elaborado com 100 % Garnacha, pelos mesmos proprietários da grande Artadi. As vinhas tem de 80 a 100 anos! O vinho é fruta pura, muito vivo e refrescante. Tem uma boa acidez que chama comida. Agradou a todos. É um belo custo benefício. O Rodrigo levou um vinho embrulhado, para adivinharmos. Ninguém acertou. Apenas acertamos que era aqui de perto, mas todos chutaram Argentina ou Chile. E era um belo brasileiro, o Miolo Lote 43 2005. A cor já estava vermelho rubi, e o vinho muito vivo e sem dúvida deve envelhecer muito bem. Aliás, esta é uma característica dos bons vinhos brasileiros. Este estava muito bom, elegante, longo e taninos redondos (mas que devem arredondar ainda mais). Notas de groselha e para mim, de ameixa, que me levaram inclusive a chutar que o vinho tinha Malbec em sua composição. A avaliação na WS cita notas de ameixa... Continuando, o amigo Tom está se especializando em levar coisas boas. Desta vez levou um Pujanza 2005. Esta vinicola riojana produz poucos vinhos, mas de videiras antigas, cultivadas em áreas pequenas e com muita qualidade. O top Cisma é feito com uvas de um área de apena 0,7 hectares. O vinho é limpo, com notas de amora e cereja e algum tostado. É um vinho equilibrado e com final bem gostoso. Eu levei um Espanhol, de novo... Um La Vicalanda Reserva 2004, das bodegas Bilbainas, em Rioja. Este vinho está mais para o campo dos leves que para os tradicionais riojas. É elegante e com taninos nem um pouco agressivos. Notas de cereja, café, alcaçuz e tabaco. Gostoso.

domingo, 17 de outubro de 2010

Kracher Eiswein 2006

Neste domingo o casal de cunhados Miyoko e Bu veio nos brindar com sua agradável visita. O dia estava quente e o Bu queria mesmo é uma cerveja com o churrasco que eu já estava preparando. Mas ao final não teve jeito: Para acompanhar a bela torta mesclada da GlassArt (que é uma delícia!) tive que abrir um Kracher Eiswein 2006. Kracher é um especialista em brancos doces, da Austria. Este vinho é um Icewine, ou seja, vinho de gelo. É feito com uvas colhidas no inverno abaixo de 7 graus negativos. O rendimento é portanto, muito limitado. O corte é curioso: Chardonnay e Welschriesling (50% cada). A Welschriesling é uma uva de origem incerta e discutida, e não tem a ver com a tradicional Riesling. Em alemão, a tradução seria "Riesling Romana", e por isso ela é conhecida como Riesling Itálica. Geralmente dá bons vinhos quando utilizada jovem, mas quando bem madura dá origem a vinhos de doçura impar. Este Eiswein, em particular, é muito bom. Vinho de bela cor dourada escura, com notas de pessego e manga, além de mel. Uma delícia para acompanhar sobremesas e também um bom queijo azul. Um belo vinho por um preço muito justo para um Eiswein. Mas confesso a vocês que gosto mais do Cuvée Beerenauslese, do mesmo produtor. Para mim é mais leve e com uma acidez mais agradável. Neste último, há uma maior proporção de Chardonnay em relação à Welschriesling (80% e 20% , respectivamente). A propósito, os vinhos de Alois Kracher são importados pela Mistral.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A volta do cara! Como diria o Caião... Aalto e outros mais...

Ontem foi minha volta à Confraria do Ciao, depois de faltar por duas semanas seguidas. A saudade era grande e a recepção não poderia ser melhor. Todos estavam lá, com o carinho de sempre. A noite foi muito boa e os vinhos estavam todos muito bons. Paolao levou um embrulhado, para descobrirmos. Sinto muito mas tive que matar, depois de duas semanas na Espanha não foi dificil. Mas o produtor não deu... Até pensei em arriscar um Marques de Riscal Gran Reserva 2000, mas acabei ficando só no Espanhol, com 8 a 10 anos de idade. Cheguei perto. Era um excelente Marques de Cáceres Reserva 2000. Vinho já de boa idade, ainda com boa fruta (cereja) mas com notas de couro e tabaco tipicas de um bom senhor. Os taninos redondinhos, redondinhos. Uma beleza! Caprichou, hein Paolao? O amigo João Paulo nos brindou com o patagônico Chacra cincuenta y cinco de 2006. Um belo vinho, redondo, elegante, boa fruta, tostado gostoso, mas que a meu ver não traz consigo a tipicidade da Pinot Noir. Mas é muito bom. O amigo Rodrigo levou o sempre bom Quinta do Vallado, já do ano de 2008. Tomei alguns do 2007, que estão excelentes, mas este 2008 não fica atrás. Aliás, a madeira aparece menos que no 2007. Um vinho redondo, com bom corpo e boa fruta. O Caio, Papai recente, levou um belo Pombal do Vesúvio 2007. Belo vinho de um grande ano, com notas de cereja e amora madura. A madeira aparece mas é bem integrada.  Ao fundo notas de especiarias e café. Caprichou Caião! Nosso querido Tom levou um Portuga sempre bom, o Esporão Reserva 2007. Vinho de um grande ano e que sempre agrada pela boa fruta e bom corpo. Notas de amora madura e baunilha. Gostoso mesmo. Pode ser guardado por bons anos da adega que será recompensa certa.
Eu levei um Aalto 2006. É um vinhaço, suculento, de encher a boca, com taninos redondos e com tudo muito bem integrado. Tem notas de amoras, ameixa, café, chocolate e alcaçuz. É um vinho sedoso e com final longo. Já está excelente agora, mas deve crescer muito nos próximos anos. Vamos ver como ficará a garrafa que guardei na adega. Bem amigos, a noite foi muito boa. Obrigado pela recepção!