segunda-feira, 10 de junho de 2013

Noite de Confraria com direito a um ótimo Quinta da Bacalhôa 2010 (e um vinho cozido)!

E na mesma noite que apreciamos o Pichon Baron 1995, bebemos também outros vinhos. Bem, já vou adiantando: os portugueses levaram a noite frente a dois espanhóis e um italiano. 
O primeiro é um que queria experimentar, que é o Quinta da Bacalhôa 2010. Já apreciei Bacalhoas de muitos anos, e mais recentemente, os 2008 e 2009. É um vinho certeiro, longevo e que melhora com os anos. Novo, costuma ter a madeira destacada. Mas esse 2010 foi uma grata surpresa por mostrar tudo já no devido lugar. A madeira não sobrepujava a fruta. As notas de cerejas e frutas silvestres se mesclavam a notas minerais e um fundinho de alcaçuz doce. Uma delícia de vinho! Já prontinho, mas que deve dar alegria por muitos anos. Quero beber novamente, sem dúvida! Ah, a WS lhe deu apenas 85 pontinhos. Sabem por que? Porque não tem excesso de extração, nem madeira aparente. E tampouco é pesado, meladão. A propósito, a WS não gosta de Bacalhôa: O vinho melhor pontuado lá obteve 89 pontos! Tá legal, vai... Estão de brincadeira... O vinho foi levado pelo João, irmão do confrade Rodrigo, que já fez bonito em sua primeira visita à confraria.
E já que estamos na família, continuo com o vinho levado pelo amigo Rodrigo. Foi o riojano Conde de Valdemar Reserva 2006. O vinho é feito majoritariamente com Tempranillo e uma pitadinha de Mazuello. Passa 18 meses em barricas de carvalho francês e americano. Ao nariz mostra notas de amoras e cerejas, com um fundo de chocolate amargo e minerais. Em boca faltou-lhe pegada. O Rodrigo mesmo disse que o vinho estava "frágil"... Foi uma maneira gentil de dizer que o vinho estava ralo. Acho que a safra fraca se manifestou aqui. Uma pena.
Eu levei um Quinta de Pancas Reserva 2009, que já havia apreciado anteriormente e esquecido de postar. É um vinho da Companhia das Quintas, da denominação Lisboa (ex-Extremadura). É feito com Merlot, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, e passa 20 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho denso, concentrado e com riqueza ao nariz e em boca. A fruta é madura, com destaque para a cereja preta e ameixa. Estão presentes também notas tostadas e especiadas, em meio a café e chocolate. Em boca tem boa acidez, que lhe aporta frescor, e taninos muito corretos. A madeira aparece, mas não incomoda e deve se integrar ainda mais com alguns anos em adega. Os vinhos da Quinta de Pancas me agradam sempre, e costumam ter bom preço pela qualidade. São vinhos longevos e que recompensam enófilos pacientes.
O Caião levou um italiano de bom produtor (Luigi Coppo). Era um Barbera D'Asti L'Avvocatta 2008. Ao bater o naso e dar as primeiras goladas já imaginei que não passasse por madeira. Mas depois vi que não passa por madeira nova, mas estagia 6-8 meses em grande botti de carvalho. Tem notas de cerejas e especiarias, e é leve em boca, com taninos muito sedosos. É fácil de beber e agradável - descompromissado. Sua rolhinha pequena e de cortiça prensada denunciam sua simplicidade. Seu irmão Camp du Rouss é um pouquinho mais caro, mas carrega mais complexidade.
E para finalizar, a decepção da noite: Viña Sastre Roble 2004. O roble é o vinho de entrada da vinícola de Ribera del Duero. Olha, gosto muito dos vinhos dessa bodega, mas esse foi uma decepção. Estava sem vida, cozido, sem graça. Parecia que o JP o tinha deixado na caçamba da camionete umas duas tardes quentes antes de levar. Eu disse ao JP que não perdoaria...rs. E nem vou mencionar aqui a nota boa que o próprio lhe deu no famigerado Vivino...rs.  Bem, mas o JP tem saldo positivo, pois quem leva Vega Sicilia tem direito a dar umas vaciladas... Mas não abusa, hein!
Isso aí, pessoal! Vou parar por aqui por que hoje estou pegando pesado demais...rs.

54 comentários:

  1. Grande Flavio!
    Olha só, tenho aqui um Sastre Roble 2007.
    Está bem cuidado.
    Logo, espero que esteja no máximo bem passado, mas não cozido (rs).
    Abraço!

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    1. Grande Alexandre!
      Acho que seu Sastre Roble 2007 (ainda) não está cozido...rs. Mas acho que está na hora de ser abatido. Eu bebi alguns Sastres Crianza com 10 anos de idade, e estavam bons, mas no ápice. O Roble não tem a mesma estrutura, e acho que aguenta menos.
      Abração,
      Flavio

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  2. Flavio, meu caro, parabéns pelo "post" e pelos vinhos bebidos. Recentemente, provei, com um grupo de amigos, o citado Quinta da Bacalhoa 2010, gostei muito mesmo dele. O mais interessante, nele, a meu ver, é o fato de ser um vinho que destoa na linha clássica dos portugueses, pelo predomínio da cabernet sauvignon. No dia em que o provei, tomamos também um Cartuxa Colheita - vinho, como é notório, feita com uvas predominantes de Portugal, em especial as do Alentejo. A diferença é brutal: a força da cabernet se apresenta com tudo em relação ao Cartuxa, sem que isso, claro, diminua o último. São apenas vinhos bem diferentes. Outra coisa que torna o Quinta um vinho relevante, para mim, é o fato de ser produzido em Setúbal, de modo que, com isso, podemos fugir um tanto do binômio lusitano que predomina nas ofertas do mercado: alentejo-douro. O Quinta da Bacolhoa, vale frisar, é um vinho muito consumido aqui em Recife.

    Instigado pelo Quinta, adquiri, no Wine, o Palácio da Bacalhoa, um vinho de corte bordalês feito em Portugal. Já tivesses, por acaso, a oportunidade de prová-lo? O meu é um exemplar da safra de 2007, que, pelo que sei, foi excelente, não?

    Um dúvida: sabes dizer se na Quinta de Pancas o Reserva é mais importante do que o Colheita Selecionada, ou vice-versa? Vi os dois no Wine por um preço quase idêntico, na faixa de R$ 80,00 (que considero atrativo). No site da vinícola, não pude constatar se há hierarquia entre um e outro, percebi apenas que as composições de ambos são distintas, pois predomina no Reserva a merlot. Por não ter esta última como uma das minhas prediletas, comprei o Colheita Selecionada.

    Abraço forte,

    Roberto.

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    1. Caríssimo Roberto,
      Muito obrigado! O Quinta da Bacalhoa sempre agrada, né? E esse 2010 está particular, pois mostra-se pronto para beber ainda jovem. Geralmente, um Bacalhoa com 3 anos ainda pega um pouquinho. Quanto ao Palácio da Bacalhoa 2007, tive a oportunidade de apreciá-lo em 3 ocasiões (http://vinhobao.blogspot.com.br/2011/10/excursao-ao-novo-mundo-na-casa-do-amigo.html). É um vinhão de uma safra grandiosa! Tem muito anos pela frente. É intenso e elegante. Você gostará, sem dúvida. Minha sugestão é que decante por 1-2 horas. Pelo menos da última vez que bebi, ele demorou a mostrar as qualidades. E vai muito bem com uma comida mais pesada.
      Quanto aos Pancas (Reserva e Grande Escolha), eles se equivalem. A diferença é mesmo no corte. Além das proporções, no Grande Escolha a Merlot é substituida pela Petit Verdot. Ele deve ser mais austero e provavelmente mais tânico.
      Eu gostava muito do Pancas Reserva Especial, que parece não ser mais produzido pela vinícola. Era um grande vinho. Há não muito tempo, bebi um 2003 ofertado por um amigo (http://vinhobao.blogspot.com.br/2010/11/san-vicente-1999-quintas-das-pancas.html). Uma beleza! Como você pode notar, gosto dos vinhos deles, que oferecem boa qualidade por bom preço.
      Grande abraço!
      Flavio

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  3. Flavio, um pequeno equívoco da mensagem anterior: quando falei Quinta de Pancas Colheita Selecionada, quis dizer, na verdade, Grande Colheita.

    Abs.

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  4. Flávio,
    Sim, o Quinta de Pancas Grande Escolha é bem isso que vc falou: mais austero e mais tânico. Com tempo de guarda e decanter, fica ótimo, tal como estava o 2005 que provei no ano passado.
    Faz tempo que não tomo um Quinta da Bacalhoa. Vou atrás do 2010. O problema é que, na fronteira, a diferença entre ele e o Palácio é pequena. Da última vez em que vi, o Palácio estava entre 20 e 25% a mais, somente. Daí, sabe como é, o olho cresce logo no primo mais velho.
    E o meu Palácio 2007 é outro que tá perdidaço, em sono profundo, no escuro da adega...
    Abs.

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    1. Oi Vitor,
      Bom saber sobre o Grande Escolha. Eu ainda não bebi, mas tem as características que eu gosto. E como disse, os Pancas me agradam bastante.
      Rapaz, achando o Bacalhôa 2010 a bom preço, manda ver. Bons tempos aqueles que era encontrado por 27 doletas no Free Shop. Agora, está a 39! Já valeu mais a pena. Por 25% a mais, a gente já fica tentado ao Palácio. O 2007 tem grande potencial de guarda. Com certeza daqui a uns tempos você postará sobre um grande vinho no Louco por Vinhos...
      Abração,
      Flavio

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  5. Aqui em Recife, em promoções compramos o Quinta por R$ 89,00, diretamente do importador, Licínio Dias. Por R$ 99,00, compra-se sem necessidade de promoção. Dentro do nosso mercado hiper-inflacionado, considero bons os preços.

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    1. Sem dúvida o preço é bom! Um pouquinho mais que o preço que se paga atualmente no Free Shop. Vale a pena!
      Abraços,
      Flavio

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  6. Blz Flávio

    Com relação ao Quinta da Bacalhôa tenho na minha adega o Tinto de Anfora 2007, pronto para ser abatido. Em comparação ao que vc menciona aqui o que vc pode dizer (se bem que não me lembro se vc já degustou o Tinto que mencionei)

    Abs
    Orlando

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    1. Oi Orlando,
      Eu nunca bebi o Tinto da Anfora, mas tenho curiosidade para fazê-lo, visto que dizem ser legal. Ele é diferente do Quinta, pois é um corte que inclui castas portuguesas. O Quinta é majoritariamente Cabernet Sauvignon, com uma pitadinha de Merlot.
      Dê uma olhada no blog do amigo Vitor, sobre o Anfora 2007:
      http://loucoporvinhos.blogspot.com.br/2013/01/quase-um-ano-depois-bacalhoa-tinto-da.html
      Abraços,
      Flavio

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  7. Blz Flávio

    Grato pelas informações. Já vi no blog dele

    Abs
    Orlando

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    1. Não há de quê, meu amigo!
      Abraços,
      Flavio

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  8. Caro Flavio, ainda sobre o Pancas. Vi na Wine que a Herdade da Farizoa é do mesmo grupo da Quinta de Pancas. Chamo-me à atenção o fato de ela ser uma vinícola alentejana que, fugindo um pouco a regra, trabalha, de forma majoritária com a Touriga Nacional. Comprei um reserva deles por um preço que, aparentemente, é justo: R$ 62,00. Você tem alguma experiência com vinhos dela?

    Outra coisa, sobre os bairrada, que me diz do Quinta da Dona, da Aliança?

    Abraço forte.

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    1. Caro Roberto,
      Vi que os cortes dos diferentes vinhos deles varia, né? E esse Farizoa Reserva não tem Alicante Bouschet. Deve ser interessante o vinho. Eu vi em alguns blogs portugueses boas referências sobre os Farizoa. Infelizmente, ainda não provei. Aliás, também não provei o Quinta da Dona. Esse que você se refere deve ser um 2004 da Wine, não? Como a Baga gera vinhos longevos, deve estar no ponto agora, hein? Quando beber passa aqui para deixar as impressões.
      Grande abraço,
      Flavio

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  9. Flavio,

    Percebi sim. Decidi começar pelo Reserva e, se for proveitoso (algo que acredito), passo para o Grande Escolha. Quanto ao Quinta da Dona, é sim o 2004 do Wine. Posto sim, pode deixar. Apenas não sei se o experimentarei logo.

    Você não é sócio do Clube Wine? Não vê vantagens?

    Abs.

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    1. Oi Roberto,
      Acho que ficará contente com o Reserva. O corte é legal e os enólogos fazem coisa boa. Quanto ao Quinta da Dona, a Baga geralmente recompensa enófilos pacientes...rs. Gosto de vinhos feitos com ela e mais evoluídos.
      Então, já fui sócio do Clube Wine, na época das 4 garrafas. Agora com a possibilidade de 2, talvez eu tenha que repensar. Tem surgido boas oportunidades de compras com descontos.
      Abraços,
      Flavio

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    2. Flavio, a meu ver, há ofertas muito boas. Por exemplo, comprei Muga Reserva por R$ 72,00; Crasto Vinhas Velhas, 2009, Etiqueta Negra, por R$ 140,00; Cabriz Reserva por R$ 49,00.

      Meu plano é de duas garrafas; acho desnecessário um maior.

      Abs.

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    3. Oi Roberto,
      Sem dúvida há boas ofertas. Eu adicionaria os Pancas e os Maycas del Limari, que têm bom preço. Ah, lembro de você ter me perguntado sobre a diferença entre o rótulo normal e o etiqueta negra, do vinhas velhas. Eu perguntei para o representante da Crasto no Wine Day Qualimpor e ele disse que não tem diferença. A etiqueta negra é feita exclusivamente para a Wine, mas o conteúdo, é o mesmo. Bom, né?
      Quanto ao plano, acho também que duas garrafas é um bom número. A não ser que você tenha uma turma fiel e disposta a ser regular.
      Abraços,
      Flavio

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    4. Sem dúvida, Flavio, são boas ofertas, comprei o Maycas, CS, Reserva Especial, numa promoção deles, por R$ 46,00. Valeu pela resposta sobre a série Etiqueta Negra. Isso demonstra que o Wine tem cacife, pois conseguir que uma vinícola conceituada e potente como a Quinta do Crasto faça uma série especial é algo para poucos.

      Abs.

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    5. Oi Roberto,
      Eu gosto muito do Maycas Reserva Especial Syrah, dos Sauvignon Blanc e do Chardonnay Quebrada Seca. Ou seja, quase todos...rs.
      Quanto à etiqueta negra, se for mesmo real a história, é mesmo uma demonstração de cacife da Wine. Acho legal (embora ache a outra mais bonita...rs).
      Abraços,
      Flavio

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    6. Flávio, meu caro, abir hoje o Herdade da Farizoa Reserva 2009, do qual falei aqui. Blend de Touriga Nacional, Alfrocheiro, Syrah e Trincadeira. Achei que os taninos ainda estão pegando um pouco, de modo que o final é um tanto amargo. Além disso, acho que exageraram um tanto na madeira (ele passa 18 meses em barricas). Um vinho, com certeza, bem bebível, agradável até certo ponto, diria. Mas pelo preço pago (R$ 62,00 no Clube Wine) pago um pouco mais aqui é compro um Esporão Reserva ou, pelo mesmo preço, compor um Passadouro.

      Abs.,

      Roberto.

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    7. Caríssimo Roberto,
      Bom ter suas impressões sobre o Farizoa Reserva. O excesso de madeira citado me preocupa. Talvez o tempo lhe faça bem, mas é uma incógnita. E como você disse, um Esporão Reserva nunca decepciona...
      Grande abraço,
      Flavio

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    8. Flavio, desculpe-me pelos erros da outra mensagem: escrevi do celular e com uma certa pressa. Hoje descorchei um dos dois Quinta da Dona, 2004, que tenho. O vinho estava divino. Aromas florais, taninos aveludados, acidez no ponto, pedindo comida, carne vermelha, de preferência. Prova viva do que a Bairrada e sua baga são capazes de fazer. Pelos pouco mais de R$ 110,00 que é vendido aqui em Recife é um excepcional custo-benefício. Um vinho, além disso, feito em baixa produção, pouco mais de 6.000 garrafas, topo da gama da Aliança. Olhe, tenho muito pouca experiência, mas na faixa de preço dele acho muito difícil encontrar um argentino ou chileno (muito menos nacional) no mesmo nível ou até mesmo próximo. Vale muito experimentar. Vou tentar adquirir mais duas garradas da dia safra. O Wine não tem mais, mas numa loja há ainda algumas.

      Abs.,

      Roberto.

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    9. Olá Roberto,
      Que boa notícia sobre o Quinta da Dona. Pelo que você descreve, tem características de um belo vinho. Tentarei encontrá-lo por aqui. Que pena que a Wine não o tenha mais. Mas vou fuçar por aqui para ver se acho.
      Valeu a dica!
      Abração,
      Flavio

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    10. Flavio, ainda falando dos bairrada, já experimentastes o Vadio e o Bussaco?

      Abs.,

      Roberto.

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    11. Oi Roberto,
      O Vadio ainda não experimentei, mas no ano passado um confrade nosso brindou-nos com um Buçaco tinto 2004. Uma beleza! Um vinho singular! Acho que para quem gosta de bons portugueses, é prova obrigatória (veja aqui a postagem: http://vinhobao.blogspot.com.br/2012/07/e-no-segundo-aniversario-do-vinhobao-so.html). Você já o provou?
      Outro que é incrível é o Quinta de Foz de Arouce Vinha Velhas de Santa Maria. Também já apareceu aqui no blog: http://vinhobao.blogspot.com.br/2011/09/no-bota-fora-do-paulao-so-teve-vinhobao.html?q=arouce. É outro que vale a pena ser provado. Um vinhaço!
      Você sabe quem importa o Vinho Vadio?
      Abraços,
      Flavio

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    12. Flavio,

      A Wine está com uma promoção do vinho Quinta de São João, da Pinhal da Torre, região do Tejo. O 2004 está por R$ 51,00 e o 2007 por R$ 46,75. Tive boas referências de ambos e decidi comprar duas garrafas, uma de cada safra. Já tivestes a oportunidade de prová-lo?

      Abs.,

      Roberto.

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    13. Oi Roberto,
      Lembro de ter bebido, há alguns anos, um Quinta de São João Batista que me agradou muito. Mas acho que são coisas distintas, não? Vou dar uma olhada no site da Wine.
      Valeu a dica!
      Abraços,
      Flavio

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    14. Flavio, creio que são diversos mesmo. Sobre o Quinta de São João 2004, colhi boas referências sobre ele neste interessante blog de uma pernambucana: http://www.escrivinhos.com/2011/06/quinta-de-sao-joao-ribatejo-doc-2004.html.

      Outra coisa, estarei viajando na próxima sexta-feira para a Itália (Toscana e Piemonte) e a França (Borgonha). Pretendo trazer alguns vinhos. Já tenho definidos os toscanos (dois brunellos, Salvioni e Argiano, e dois supertoscanos, Tignanello e Sassicaia) e os piemonteses (um barolo e um barbaresco, muito provavelmente os de Pio Cesare). Gostaria, se possível, de dicas sobre amarones e bons borgonheses (ambos tintos). Neste último caso, pretendo adquirir dois, sendo um na faixa de até 120,00 euros. Ainda tenho muita dificuldade com os vinhos da borgonha. Quero comprar para guardar. Sobre os amarones, sei que os do produtor Masi são bons, não?

      Abs.,

      Roberto.

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    15. Oi Roberto,
      Vou olhar no Escrivinhos sobre o vinho que você citou.
      Que beleza de viagem, hein?
      Permita-me fazer uma sugestão quanto aos Brunellos. Eu não conheço o Salvioni, mas sim o Argiano. É um Brunello bom, claro, mas é mais no estilo moderno. Se você for nos mais tradicionais, sugeriria o Capanna e o Canalicchio di Sopra. Outros que gosto muito são aqueles de Siro Pacenti. São belíssimos! Quanto aos supertoscanos, Tignanello e Sassicaia não há o que falar... Maravilhas! Migrando para aos Amarones, Masi é sempre uma referência. Zenato também é muito bom, assim como Roberto Mazzi, Michele Castellani e Tommaso Bussola. Mas se quiser chutar o balde mesmo, Quintarelli e Romano Dal Forno. No caso de Barolos e Barbarescos, a oferta é grande. Os de Pio Cesare são excelentes. Eu gostei demais dos Barbarescos La Spinetta que provei no Decanter Wine Show. São incríveis! Quanto aos Barolos, Aldo Conterno, Bruno Giacosa, Clerico, Paolo Scavino e Luciano Sandrone devem te alegrar muito...rs. Sem contar as maravilhas de Gaja...rs.
      No caso dos Borgonhas, a oferta é maior ainda. Opções são: Phipippe Pacalet, Montille, Comte Georges de Vogue, Ponsot, Faiveley, Serafin, e aí vai...rs. Se sobrar lugar na mala e você gostar de Sauvignon Blanc, tem que trazer um Didier Dagueneau, do Loire. Os seus Silex e Pur Sang são preciosidades.
      Abraços,
      Flavio

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    16. Flavio, meu caro, muito obrigado pelas dicas. Realmente, a viagem é boa, estou na expectativa. Sobre os brunellos, realmente gostaria de trazer dos dois estilos. O Salvioni, pelo que li, é bem afamado e de estilo tradicional. Vou pensar nas suas dicas relativas a eles. Esse de Siro Panceti, pelo que li, é excepcional. Ainda há o grande Biondi Santi, mas não quero muito chutar o balde aqui, pelo fato de querer comprar uns vinhos mais caros, como o Sassicaia.

      Valeu pelas considerações sobre os piemonteses. Aqui não quero comprar algo muito caro (acima de 100 euros), como os Gajas. Isso foi uma opção para poder trazer o Sassicaia, um bom borgonhês e, quem sabe, um Ornellaia (que no Free Shop do Aeroporto de Frankfurt, de onde regressarei, está por 130 euros).

      Com certeza, no que se refere a amarones, borgonhas e piemonteses, vou ficar com suas dicas. Veja só, nos de Pio Cesare, a seu ver, os barbarescos se destacam mais do que os barolos? Li coisas fabulosas sobre o Barolo Ornatto dele.

      Abs.,

      Roberto.

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    17. Não há de quê, Roberto! Acho que se o Brunello Salvioni for no estilo mais tradicional, será boa a comparação. Suas opções são excelentes. Um Sassicaia é sempre bem-vindo na mala...rs.
      Quanto ao Pio Cesare, tanto o Barolo quanto o Barbaresco são muito bons. Ainda não bebi o Ornatto, que dizem ser realmente fabuloso. No entanto, recentemente bebi um Barbaresco Il Bricco dele que me deixou de queixo caído, mesmo sendo um jovenzinho de 2007.
      Abraços,
      Flavio

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    18. Caro Flávio, estou aqui próximo a Montalcino. Você, por acaso, já ouviu falar nos Brunellos: Fanti e Cerbaiona. São muito comentados aqui. O primeiro, riserva, é compravável por volta de 50 euros, o segundo por volta de 70 euros, e o pessoal, alguns vendedores, dizem ser melhor que o Salvioni La CErbaiola.

      Abs,

      Roberto.

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    19. Grande Roberto!
      Que maravilha! Espero que esteja aproveitando a viagem. Bem, conheço os dois produtores que você cita apenas de nome. Ainda não os bebi. Vi que os Fanti têm sido mais elogiados pela crítica... Mas até aí, os Biondi-Santi só recentemente têm sido. De qualquer forma, seria bom tentar pegar safras como a de 1997, 2001, 2004 e 2006 (embora estas últimas ainda vão te demandar paciência).
      Grande abraço e bom proveito em sua bela viagem!
      Flavio

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    20. Valeu Flavio. Quanto ao Cerbaiona, tens alguma referência? Aqui, pelo que percebi, o Salvioni é bem valorizado, chegando a ser mais caro que o Biondi Santi, não o riserva deste, claro. Em Recife, o BS é quase o dobro do Salvioni. Pergunto do Cerbaiona porque acho que consigo comprar dois por, no máximo, 110 euros.

      Valeu mesmo mais uma vez.

      Abs.,

      Roberto.

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    21. Oi Roberto,
      Pelo que vi, o Cerbaiona é queridinho do Robert Parker, inclusive, o 2004 ficou em primeiro em um painel de 50 vinhos. O 2001 também ficou entre os primeiros. Li algo sobre o Cerbaiona ser de um perfil mais moderno. Mas não sei... O Fanti é mais cotado pela Wine Spectator.
      Acho que dois Cerbaiona por 110 é uma boa. No entanto, eu pegaria um dele e tentaria um outro como o Capanna e o Canalicchio di Sopra.
      Grande abraço!
      Flavio

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    22. Flavio, acabo de efetuar a compra. Vim cedo pois vou hoje a Firenze. Resultado final da compra por 540 euros comprei: Solaia 2010, Sassicaia 2010, Biondi Santi 2007, dois Cerbaiona, 2003 e 2007, Fanti RIserva 2007 e, de quebra, levei um Castelgiocondo 2007 e Brunello Barbi, riserva, 2006. Achei bom, principalmente, porque em Roma, em varios lugares, os três primeiros estavam muito caros. Muito mesmo. Não consegui achar as safras que você indicou, infelizmente.

      Que achou da compra?

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    23. Grande Roberto!
      Que compra, hein! E com o preço de um Sassicaia aqui no Brasil, e mais um pouco, já paga todas as garrafas. Fizeste uma excelente compra. A safra de 2007 também originou belos Brunellos. Só terá que ter um pouquinho mais de paciência para guardá-los na adega um pouquinho antes de se deliciar. Compraste uma tropa de elite! Parabéns!
      Grande abraço,
      Flavio

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    24. Flavio, em termos de borgonha, que achas dos produtores Louis Lator, Louis Jadot e Joseph Drouhin?

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    25. Oi Roberto,
      São todos muito bons (Latour e Drouhin são negociants e produtores tradicionais - Jadot, produtor tradicionalíssimo). Se eu fosse escolher, faria na ordem: Louis Jadot, Louis Latour e Joseph Drouhin.
      Abraços,
      Flavio

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    26. Valeu, Flavio, estive ontem em Beaune, e adquiri três, um de cada. Borgonha é muito complexo e tive muita dificuldade, muito mais do que na Itália. Dos dois primeiros, adquiri Grand Crus (Clos de Vogeout e Corton Clos de la Vignd au Saint), do último um 1pr Cru. O preço girou em torno de 220 euros. Sim, todos da safra 2009, que, pelo que sei, foi das melhores.

      Abs. e muito obrigado mais uma vez pelas dicas.,

      Roberto.

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    27. É um prazer, meu Amigo!
      Realmente a Borgonha é complexa em todos os sentidos...rs. Mas pelo jeito você adquiriu excelentes exemplares! Dizem mesmo que a safra de 2009 foi uma beleza. Quero ver é você resistir a não bebê-los logo...rs.
      Grande abraço,
      Flavio

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    28. Caro Flávio, vou tentar guardá-los por um bom tempo. Venho, mais uma vez, lhe aporrinhar. Estou na última etapa da viagem, na Alemanha, quero comprar um último vinho frances, um bordeaux, encontrei, na Galeria Kaufhoff, de Colonia, um segundo vinho do Chateau Latour por 149 euros, numa promoção. No free shop de Frankfurt o segundo vinho do Chteau Palmer está por 95 euros. Qual deles você acha melhor? Os preços estão bons?

      Abs. e agradecendo mais uma vez,

      Roberto.

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    29. Oi Roberto,
      Eu acho que o preço do Alter Ego está um pouco salgado. Nos EUA custa cerca de 80 doletas o da safra de 2010. O outro, do Latour, custa uns 2.000 aqui (dependendo da safra, pois o 2000 custa por volta de 3.000 pilas). Os mais atuais custam cerca de 350 dolares nos EUA. Assim, por 149 Euros parece uma boa pedida (dependendo da safra...). Eu ficaria com o Les Forts de Latour.
      Abraços,
      Flavio

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    30. Flavio, meu caro, valeu mais uma vez. Comprarei o Latour, acho que a safra é a 2009. Outra coisa, você viu a promoção da Wine até o fim do mês, 25% de desconto. Crasto Reserva Etiqueta Negra por 90 reais. Comprei três. Sem querer incomodar, mas já incomodando, que achas do Chateu Beychevelle, St. Julien, está por 89 euros no free de Frankfurt?

      Abs.,

      Roberto.

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    31. Oi Roberto,
      Desculpe a demora na resposta. Estava em viagem e só voltei hoje. Eu vi a promoção da Wine e já comprei algumas coisas, inclusive o Vinhas Velhas Etiqueta Negra. Aliás, depois farei uma postagem sobre ele, que segundo o produtor me informou recentemente, é diferente do Vinhas Velhas tradicional.
      Quanto ao Beychevelle, é um bom vinho. Mas o preço poderia ser um pouquinho mais baixo, pois custa por volta de 90 dólares nos EUA.
      Abração,
      Flavio

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    32. Flavio, sem problema. Pelo contrário, eu que tenho de pedir desculpas por ter lhe importunado tanto. Você me deu uma imensa ajuda. Sou-lhe muito grato, de verdade. Acabei comprando o Beychevelle, a safra é a 2009. Vi que no site vinhosmillesime ele está por R$ 1.100,00.

      Quer dizer então que são diferentes. Trata-se de um vinho inferior? Podes me adiantar isso?

      Abs.,

      Roberto.

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  10. Flavio,

    Com toda sinceridade, não obstante às vantagens do modo antigo, prefiro o site no modelo reformulado. Você tem acesso fácil, via barra lateral, de todos os vinhos comentados.

    De volta ao Brasil, deparo-me com uma promoção de um supermercado daqui, conhecido por vender vinhos a preços bons e tendo vários rótulos, em especial portugueses, tops. O Grous Reserva, 2008, está por R$ 156,00, o Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa por R$ 100,00, o Quinta das Tecedeiras Reserva, 2007, por R$ 98,00. Há dois, mais caros, que estou pensando em comprar: um é o Pintas, 2009, por R$ 260,00, o outro é o Scala Coeli, 2007 (feito com Touriga Nacional), por R$ 250,00. Já provastes algum deles? Sei que o Pintas é o vinho top da vinícola da casal de enólogos portugueses de cujos vinhos você gosta, não?

    Abs.,

    Roberto.

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    1. Olá Roberto,

      Que bom que está de volta. Então, eu também gosto do modelo de visualizações dinâmicas. É ele que não gosta da gente! rs. É dificil comentar. Você consegue fácil?
      Então, quanto aos vinhos que você cita, todos estão com excelentes preços. O Grous Reserva é um vinhaço, e custa mais de 200. Bebi o 2005 e experimentei o 2008 recentemente. O Tinta Grossa do Paulo Laureano ainda não bebi, mas quero fazê-lo logo, assim como o Quinta das Tecedeiras. O Pintas é do casal Jorge Serôdio Borges e Sandra Tavares da Silva, dois craques. É um vinhaço. Já bebi de outras safras. Este 2009 foi muito bem avaliado pela crítica e está também com ótimo preço. O Scala Coeli vi hoje mesmo por quase o dobro do preço que você cita. Ou seja, ficará feliz com qualquer um deles...rs.

      Abraços,

      Flavio

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    2. Flavio, como te disse, prefiro esse formato. Tinha uma certa dificuldade, que se agravou muito na Europa, de comentar no seu site.

      Reparei, apenas a pouco, que numa de nossas conversas aqui, você me perguntou sobre o Vadio. Bem, ele é vendido aqui em vários lugares, e custa em torno de R$ 75,00. Sexta-feira, abri um 2006, logo após ter bebido outro exemplar do Quinta da Dona, 2004 (consegui adquirir mais quatro garrafas dele). Fi-lo para comparar, já que ambos são baga 100%. Bem, o Dona está muito melhor, bem mais arrendondado, taninos suavizados e acidez no ponto. Um vinhaço, penso. Já o Vadio se mostrou, a meu ver, muito tânico. Talvez seja a safra não muito boa. Mas é um bom vinho, ainda mais pelo preço.

      Pois bem, da lista acima, comprei dois Grous Reserva e um Tecedeiras Reserva. Estou para comprar o Pintas, daí ter lhe perguntado. Meu pai deve adquirir o Scala Coeli (como eu te disse, divido vários vinhos e compras com ele).

      Soube o Scala Coeli, ele é o vinho mais novo da FEA. É um varietal, com a uva variando a cada ano. O 2007 é feito com a TN. O 2008, de quem ouvi bons comentários, com AB. Preferiria poder adquirir este último, pois acho que a AB é a uva do Alentejo; a TN, como você sabe como ninguém, é enorme (em quantidade e qualidade) noutros lugares, como o Dão e o Douro. Que achas dos vinhos feitos com ela no Alentejo?

      Quando vais escrever sobre o QC Reserva Etiqueta Negra? Estou muito curioso.

      Abs.,

      Roberto.

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    3. Oi Roberto,
      Ah bom, pensei que você preferisse aquele formato difícil de comentar. Talvez eu mude um pouco o fundo desse, sei lá... Mas estou inclinado a mantê-lo. Valeu pelas impressões sobre o Vadio e o Quinta da Dona. A Baga é temperamental, mesmo...rs. Mas quando chega no ponto, hummm. Você precisa beber o Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria. Tenho certeza de que vai gostar.
      Rapaz, fizestes boas compras, hein? E se seu pai comprar o Scala Coeli, vai fechar uma compra de primeira. Concordo plenamente com você em relação à TN. Eu prefiro aquelas plantadas no Dão e Douro, em comparação com as que vem do Alentejo, de onde prefiro a Alicante Bouchet. Concordamos!
      Logo escreverei sobre o o Etiqueta Negra. Bem lembrado!
      Abraços,
      Flavio

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    4. Flavio,

      Vou ver se adquiro o tão falado Foz de Arouce Vinhas Velhas. De fato, a compra foi muito boa. Meu pai vai comprar sim o Scala Coeli, muito embora, como já dito, é feito com TN. Se fosse o 2008, aí eu mesmo teria comprado.

      Estou querendo muito saber sobre o EN. Eu tomei o 2009, muito bom. O rótulo dele indica ser idêntico com o tradicional. Já o 2010, do qual comprei três na promoção da Wine, tem um rótulo diferente, como, por exemplo, indicar que é feito com treze castas, e não com trinta como o é tradicionalmente.

      Abs.,

      Roberto.

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    5. Oi Roberto,
      Eu escrevi para o Tomas Roquette, que gentilmente me respondeu dizendo que são vinhos diferentes. Mas que o Etiqueta Negra também é feito com vinhas velhas, mas que tem umas diferenças na vinificação e maturação.
      Abraços,
      Flavio

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