Mostrando postagens com marcador Lindaflor 2006. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lindaflor 2006. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Volta do Rodrigão e Aniversário do Vinhobão: Brunello de Montalcino Vasco Sassetti 2005, Lindaflor em dose dupla, Chateau Suduiraut 1er Cru de Sauternes 1988 e mais um vinho cozido do JP!

Nessa última semana nosso amigo Rodrigo retornou de viagem e resolvemos ir ao Chez Marcel celebrar, claro. Além disso, foi mês de aniversário do Vinhobão. Apesar dos confrades não terem se lembrado dos cumpleaños do blog, levaram vinho bão. Bem, nem todos...rs. O JP continua a saga dos vinhos espanhóis cozidos. O cara não desiste! rsrs. Levou a sério quando falei que quem leva Vega Sicilia pode fazer o que quiser no resto do ano. Mas a intenção foi boa. Era um belo Tondonia Reserva 1999, que tinha tudo para ser bom, se não tivesse sido comprado na mesma estufa, quero dizer, loja (rs) que ele comprou outras 17 garrafas...kkkk. É rir prá não chorar. Os Tondonias são longevos por natureza, e esse 1999 tinha tudo para estar uma beleza (mesmo que a safra de 1999 não tenha sido lá essas coisas em Rioja). Mas novamente, o JP deu azar. O coitado (o vinho...rs), estava cozido e exalando aromas cetônicos. Uma pena...
Mas mudando de assunto, nosso confrade Rodrigo levou um belo Brunello de Montalcino Vasco Sassetti 2005. Ai o negócio mudou de figura. Um bom Brunello sempre me agrada, e este, estava excelente. Apesar da safra ter ficado engavetada entre duas safras estupendas (2004 e 2006), gerou bons vinhos e com uma vantagem: bebíveis mais cedo. E isso, no caso de Brunellos, ajuda. Esse Vasco Sassetti já começa a agradar pelo nome...rs. Vasco Sassetti é irmão de Livio Sassetti, produtor dos grandes Pertimali. No entanto, dizem que seus vinhos são mais leves. Esse 2005 estava uma beleza. Ao nariz mostrava notas florais, terrosas e de frutas como cereja e tamarindo. Em boca, repetia o nariz, mostrava acidez vibrante e muita clareza. Apesar de ser novo para um Brunello, os taninos estavam sedosos e o vinho perfeitamente apreciável. Brunello mais ao estilo antigo, com muito frescor e toques terrosos. Delicioso!


Tonzinho e eu não combinamos, mas levamos uma vertical de dois degraus (rs), com um degrau quebrado no meio. Eu levei um Lindaflor 2006, já extensivamente comentado aqui no blog. O Tonzinho, levou um Lindaflor 2004, que pela primeira vez aparece por aqui. Foi bem legal apreciar os dois em paralelo, para sentir a diferença entre eles. Eu tenho que ser imparcial, independente de qual vinho levei. Devo dizer o seguinte: De todas as safras de Lindaflor que eu bebi, o 2006 foi o campeão, batendo até mesmo aquele da grande safra de 2002. Por que? É menos extraído, menos maduro, com melhor acidez e taninos mais acertados. Tudo muito equilibrado. Além disso, aponta para alguns anos adicionais de guarda. O 2004 vem de uma safra que perde em qualidade para a excelente 2006. O vinho se mostrava mais maduro, com menos acidez e taninos um pouco inexpressivos. A meu ver, atingiu o platô e não ganhará mais com guarda. Estava ruim? Claro que não! Só que tinha do lado um irmão mais vivo e mais equilibrado. 
E para finalizar a noite, o vinho de nosso amigo Cássio, que frequentou pela segunda vez a confraria e mandou bem nas duas. Dessa vez, teve a ótima idéia de levar um vinho de sobremesa, e não deixou por pouco: Chateau Suduiraut 1988! Pois é, o que falar de um Sauternes Premier Cru Classé, de um grande produtor e com 25 anos de idade? E não era garrafa pequena, não! Bebemos à vontade um Sauternes belíssimo, de cor dourada, com notas de pêssego, papaia, frutas secas, favo de mel e um fundinho de gengibre. Uma delícia! Excelente! Valeu, Cássio!
Isso aí, pessoal! Outra bela noite.

Estragado... Que pena!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Pesquera Crianza 2000, Trapiche Domingo Sarmiento 2007, Robert Mondavi Napa Valley CS 2006 e Lindaflor 2006!



Outra postagem que estava mofando aqui na lista de rascunhos... Mais uma referente a uma boa reunião da Confraria do Ciao.
Naquela noite, o Caião levou um Pesquera Crianza 2000. Como o cara gosta dos vinhos dessa vinícola! rs. Bem, que continue assim. Esse 2000 já estava bem evoluído, com halo de evolução e aromas de couro, tabaco e menta, em meio à cereja madura. Em boca estava muito sedoso, com taninos perfeitamente arredondados pelo tempo. Não sei se o Caio adquiriu no mesmo local que comprou o Pesquera Reserva 2003, comentado aqui no blog (clique aqui), mas este Crianza estava em melhor estado que o seu irmão maior. Embora já no ápice, mostrou toda a qualidade de um bom Pesquera. 
Eu levei um Trapiche Single Vineyards Viña Doming Sarmiento 2007. Já é a terceira garrafa desse vinho que bebemos. Em uma das ocasiões, foi levado pelo Caio (clique aqui). Nem preciso comentar muito sobre ele. É um vinhão! Notas de framboesa e figo se mesclam a chocolate ao leite em um vinho muito sedoso, amplo, com boa acidez e nada, nada, enjoativo. Um Malbec de primeiríssima. Compra certa.
O JP levou outro vinhão, de grande pedigree, o americano Robert Mondavi Napa Valley Cabernet Sauvignon 2006. Não confundir com aquela linha Private Selection (que acho horrorosa). Este é outro comprimento de onda. É um vinho muito sedoso, elegante, com notas de cassis, chocolate, anis e grafite. Muito gostoso, mesmo! Embora o rótulo marque apenas Cabernet Sauvignon, ela participa com 85% e divide o corte com pitadas de Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot e Malbec. Ele já foi vendido por quase o dobro do que é encontrado na importadora atual ( safra 2009, Interfood - Todovino). Coisa difícil de acontecer (baixar o preço). O preço atual, considerando o custo Brasil, é justo. Um vinho a ser experimentado. Difícil achar um chileno na mesma faixa com a mesma elegância.
E para fechar a noite, o nosso confrade Rodrigo ofertou uma figurinha carimbada aqui no blog: Lindaflor 2006. Não vou (e nem preciso) comentar sobre esse vinhão. É só acessar aqui. 
Isso aí, pessoal! Acho que é a última postagem atrasada.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

San Vicente 2006, Barolo Beni di Batasiolo 2006 e Lindaflor 2006: 3 belos vinhos em noite esvaziada na Confraria do Ciao!

E como faltei nessa última quinta-feira à reunião da confraria (infelizmente, pois abateram belos vinhos...rs), postarei sobre uma reunião de semanas atrás. Aliás, os confrades já estam reclamando por eu estar atrasando postagens e até mesmo esquecendo algumas... Com razão! Tentarei não atrasar mais. Mesmo por que, esta em questão trata de 3 belos vinhos (bem, tinha um quarto, que infelizmente, estava bouchonné). 
Aos vinhos!
O primeiro deles foi levado por este que vos escreve. Era o riojano San Vicente 2006. Já postei aqui sobre os belíssimos 1999 (clique aqui) e 2004 (clique aqui). Este vinho é tiro certo! Como já citei anteriormente, se você for à Espanha, tem que guardar um lugar na mala para trazer ao menos uma garrafa dele. Ele é feito pela família Eguren, que produz grandes vinhos além dele. O curioso aqui é a uva utilizada. Embora seja 100% Tempranillo, é de uma variedade local, quase extinta, chamada Tempranillo Peludo (rs). O vinho é maturado por 20 meses em barricas novas de carvalho (90% francês e 10% americano) com trasfegas a cada 4 meses. É um vinho muito complexo. Este 2006 tinha aromas de cereja, notas florais e alcaçuz. Com o tempo foram surgindo notas especiadas bem gostosas. Aliás, o vinho precisa ser decantado com antecedência para mostrar todas as suas qualidades, que são muitas. Em boca, repetia o nariz e mostrava ótima acidez. Mais uma vez, o destaque foi para as notas especiadas. Um vinho excelente! Sua importadora é a Peninsula. 
Depois dele, seguindo a lista do título, o vinho levado pelo amigo Rodrigo: Um Barolo Beni di Batasiolo 2006. Já postei aqui no blog sobre o 2004 e 2005. Este 2006 foi considerado o melhor Barolo DOCG feito pela vinícola (excetuando-se os de vinhedos únicos). Eu estava mesmo querendo apreciá-lo. E correspondeu totalmente às expectativas. Um vinho com notas de cereja, groselha, alcaçuz e um fundinho mentolado gostoso. Em boca, excelente acidez e tanicidade típica de um bom Barolo, claro. Estaria ainda melhor se tivesse sido decantado por algumas horas, mas estava muito bom já com pouco tempo após aberto. Um dos melhores Barolos que já apreciei deste produtor. Quem tiver uma garrafa dele guarde que apreciará um belo vinho no futuro.
E para fechar a noite, uma figurinha carimbada em nossa confraria, levado pelo JP: Lindaflor 2006! Eu já citei aqui e repito, o Lindaflor é um dos Malbecs mais estruturados e consistentes que já apreciei. Todos os que bebi estavam muito bons e não é qualquer Malbec que pode peitá-lo. O 2006 já foi comentado aqui (clique aqui), assim como o 2002 e 2003. É um vinho cheio, untuoso, com notas de ameixa, amora e figo, em meio a toques florais e notas de alcaçuz. É daqueles de encher a boca (sem ser enjoativo), que pode ser bebido sozinho, mas que fica bem melhor com um bife de chorizo. Ou com uma Rabada com Polenta Gratinada feita no Ciao Bello (foto abaixo).
Bem, é isso aí pessoal! Só vinhobão!

Rabada com polenta do Ciao Bello: Que beleza!

terça-feira, 20 de março de 2012

A volta do amigo Paulo: Noite "Power" na Confraria do Ciao

E o Paolão voltou, definitivamente! E para comemorar, nada como uma noite especial, com boa comida e belos vinhos. E não foram poucos. Serei breve na descrição das 8 garrafas abatidas, sem seguir muito a ordem, mesmo por que, várias foram abertas simultaneamente. Vou pela ordem da foto.
Valbuena 2002, de Vega Sicilia - Levada pelo JP. Precisa dizer algo? Já é a terceira garrafa que bebo deste 2002, e todas estavam belíssimas (ver comentário sobre uma delas aqui). A finesse irretocável de um Vega Sicilia! Delicioso! Isso aí JP!
Brane-Cantenac 1995 (Grand Cru Classé, Margaux) - Esse foi levado por este que vos escreve. Um senhor de uma ótima safra! Mostrou as qualidades de um Bordeaux aberto na hora correta. Notas de cassis, cravo, tabaco e café. Taninos doces e perfeitos. Bom mesmo!
Clos Fourtet 2005 (Premier Grand Cru Classé de Saint Emilion) - Bordozão oferecido pelo amigo Tom, de uma safra histórica. Um bebezão nervoso! Fruta viva em meio a alcaçuz e café. Taninos ainda nervosos, mas já perfeitamente apreciável, de preferência após uma boa decantação. Vinhaço encorpado e cheio de camadas! Na minha opinião, ficou ali na ponta, junto com o Valbuena. E se tivesse sido decantado por no mínimo 2 horas, e fosse mais "velhinho", seria o primeirão.
Don Melchor 2006 - Levado pelo amigo Margarido. Esse é certeza de agradar. Já comentei sobre este de 2006 aqui no blog (clique aqui). Um vinho potente, carnudo, com toques balsâmicos, café e cacau. Uma beleza!
Chateau Tertre de La Mouleyre 2009 (St. Emilión) - Levado pelo amigo Paolão. Vinho de um produtor relativamente novo (iniciou em 1995) e que desde 2001 adotou o cultivo orgânico (não confundir com outros "Tertre"...). Supreendemente aberto para um da belíssima safra de 2009, com boa fruta e alcaçuz. De corpo leve para médio. Embora já apreciável, deve ganhar complexidade com os anos. Vinho muito agradável e diferente do que se esperaria de um Bordeaux tão novo.
Lindaflor 2006 - Levado pelo amigo Caio. Já comentei aqui sobre o Lindaflor 2002 e 2003. Sempre um ótimo vinho. Este acho que vai ganhar com o tempo, pois ainda tava meio nervoso. Mas já estava uma delícia, com notas de figo e ameixa bem integradas à madeira.
Cartuxa Reserva 2007 - Brinde do amigo Rodrigo, pela segunda vez (veja aqui os comentários sobre o primeiro levado por ele). Um vinho delicioso, com boa fruta, mas sem exagero, muito elegante e prazeiroso. Fica uns degraus acima de seu irmão menor, o Colheita. 
Barbaresco Produttori de Barbaresco 2006 - Levado pelo amigo Fernandinho. Um bom Barbaresco, também já comentado aqui. Tânico e que precisa respirar, como todo bom Barbaresco. Aliás, definitivamente: Barbarescos e Barolos não são recomendáveis para encontros rápidos e com muita gente. São vinhos para tomar devagar, após longo tempo em decanter. Ao contrário, entrarão em desvantagem contra vinhos mais prontos para beber.

Bem, a noite foi muito boa: "Power", como diz o titulo da postagem.