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terça-feira, 23 de julho de 2019

Titular Reserva 2013: Dão, e pronto!


Titular ou Reserva? No meu time, joga fácil. É Titular Reserva 2013, vinho do Dão feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. O nariz do Dão, com aromas florais comedidos, sem exageros da Touriga Nacional de outros locais, fruta acertada, notas de banana da Alfrocheiro, chocolate e algum vegetal. Em boca macio e ao mesmo tempo, com boa presença, frescor e mineralidade. Taninos finos e final médio, com toque de cacau e vegetal. Vinho que agrada, só ou com comida (principalmente com essa). Boa compra! Adquirido no Emporio Festval. Preço condizente com terra brasilis.








quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Dão Porta dos Cavaleiros 1980: Grande vinho!

Tem vinho que dispensa comentário. Esse Porta dos Cavaleiros Reserva Selecionada 1980 é um deles. Mas como omitir elogios a um vinho desse? Trinta e oito anos e cheio de vida! Cor ainda escura, muita riqueza ao nariz, com a fruta já sendo dominada por outros aromas, mais ainda lá. Notas de especiarias, tabaco, madeira velha e ervas secas formavam o conjunto muito equilibrado. Muito prazeiroso em boca, mais seco, notas de ervas secas e minerais. Taninos presentes e muito finos. O Dão em sua melhor forma e tradição, obra prima das Caves São João. Para beber solo ou com comida boa. Mas nunca sozinho, pois beber algo assim e não ter com quem comentar, dividir, é um desperdício. Por isso o amigo Akira resolver compartilhar com este que vos escreve. Aliás, o Akira sempre aparece com umas raridades, muito bem vindas. E este entra nesta classe, das raridades que deixam lembranças. Bão demais!



Ps. Como dizem que o Dão é a Borgonha de Portugal, sempre bebo os grandes vinhos de lá em taças de Borgonha. E sempre dá certo!





sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Quinta da Fata Reserva 2009: Muito bom!

 A Quinta da Fata foi construída no final do século XIX e é uma propriedade muito bonita, arborizada e que possui quartos disponíveis para turismo. Localiza-se entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo, à direita do Rio Dão. Este Quinta da Fata Reserva 2009 compõe o portifólio enxuto da Quinta, que além de 4 tintos, produz um Encruzado. O Reserva é feito com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. A cor é granada, escura, e os aromas de amoras e ameixa preta, em meio a notas herbáceas, de folhas secas, balsâmicas e tabaco. Em boca, repete o nariz, é seco e mostra boa acidez e final herbáceo. Com o tempo vai mudando, principalmente em boca, onde vai ficando cada vez mais redondo. É um vinho com bom frescor e taninos finos. Gastronômico por natureza. Dão típico, muito agradável e de bom preço. Digo e repito: Sou fã dos vinhos do Dão! Paguei ótimo preço no Super Nosso, de BH. Mas acho que agora eles só têm o Clássico. Se encontrar este reserva, não hesite. Ele é a prova de que, para ser bom e complexo, o vinho não precisa, necessariamente, ser caro.






terça-feira, 17 de junho de 2014

Quinta da Falorca Colheita Selecionada 2005: Dão, muito bão!

O Dão é uma região que oferece belos vinhos, a preços justos, e que continua pouco explorada pelos paus d'água. Eu gosto muito da clareza e vivacidade de seus vinhos, que costumam também ganhar com anos em adega. A Quinta da Falorca (Quinta Vale das Escadinhas) é conduzida pela família Figueiredo, com tradição de 5 gerações na produção de vinhos. Suas vinhas, que ocupam apenas 13 hectares, ficam no coração do Dão, na sub-região de Silgueiros. Este Quinta da Falorca Colheita Selecionada 2005 é feito com Touriga Nacional, Jaen, Rufete e Alfrocheiro, com passagem breve pela madeira. O vinho tinha granada, com bordas avermelhadas. Ao nariz, abre com notas animais e de framboesas, amoras, alcaçuz e chocolate. Em boca, fruta madura, tabaco, couro e alcaçuz, em meio a taninos maduros e acidez correta. Um vinho daqueles que evaporam da taça rapidamente, pedindo outra. Vai bem sozinho, mas melhora com comida. Um ótimo exemplar do Dão. Delicioso! Se encontrar uma destas, não perca tempo. Eu tive sorte de pegar em promoção da World Wine.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quinta do Corujão Garrafeira 2005: Delicioso!

Uma coisa que prometi fazer mais esse ano é apreciar mais vinhos do Dão. São vinhos que me agradam muito. Esse Quinta do Corujão Garrafeira 2005, do produtor Antonio Batista, por exemplo, alegrou minha noite. É feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Amarela. Pelo que vi, passa apenas 6 meses em barricas de carvalho francês. Ao nariz, mostra notas de frutos silvestres, sous bois, alcaçuz e couro. Em boca, repete o nariz, mostra ótima acidez e taninos finíssimos. O vinho já está devidamente amaciado pelo tempo, mas ainda está vivo e pode ser guardado. Mas eu não resistiria se tivesse outra garrafa dessas. É um vinho com gosto de vinho, tudo no lugar certo, sem exageros. Vai ganhando complexidade com o tempo. Pode ser bebido sozinho, mas fica melhor ainda com comida, como um bom Dão. Uma das melhores compras que fiz nessa última promoção da Vinci. Uma pechincha! Ainda bem que peguei outros vinhos da vinícola para me deliciar. Aliás, parece que a pequena vinícola, com pouco mais de 10 hectares de vinhedos, foi arrendada por 10 anos pelos enólogos Jorge Serôdio Borges, Francisco Olazabal (o filho) e Jorge Moreira. No entanto, acredito que esse Garrafeira 2005 ainda foi feito sob a batuta do enólogo Pedro Nuno Pereira (também enólogo da Casa de Darei). Bem, todos do primeiro escalão!
Alerta: Se você gosta de bombas, acha que vinho tem que manchar os dentes e descer rasgando, não é o seu vinho!

Ps. Dei aquela rasgadinha básica no rótulo, mas deu prá remendar...rs