
Uma coisa que prometi fazer mais esse ano é apreciar mais vinhos do Dão. São vinhos que me agradam muito. Esse Quinta do Corujão Garrafeira 2005, do produtor Antonio Batista, por exemplo, alegrou minha noite. É feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Amarela. Pelo que vi, passa apenas 6 meses em barricas de carvalho francês. Ao nariz, mostra notas de frutos silvestres, sous bois, alcaçuz e couro. Em boca, repete o nariz, mostra ótima acidez e taninos finíssimos. O vinho já está devidamente amaciado pelo tempo, mas ainda está vivo e pode ser guardado. Mas eu não resistiria se tivesse outra garrafa dessas. É um vinho com gosto de vinho, tudo no lugar certo, sem exageros. Vai ganhando complexidade com o tempo. Pode ser bebido sozinho, mas fica melhor ainda com comida, como um bom Dão. Uma das melhores compras que fiz nessa última promoção da Vinci. Uma pechincha! Ainda bem que peguei outros vinhos da vinícola para me deliciar. Aliás, parece que a pequena vinícola, com pouco mais de 10 hectares de vinhedos, foi arrendada por 10 anos pelos enólogos Jorge Serôdio Borges, Francisco Olazabal (o filho) e Jorge Moreira. No entanto, acredito que esse Garrafeira 2005 ainda foi feito sob a batuta do enólogo Pedro Nuno Pereira (também enólogo da Casa de Darei). Bem, todos do primeiro escalão!
Alerta: Se você gosta de bombas, acha que vinho tem que manchar os dentes e descer rasgando, não é o seu vinho!
Ps. Dei aquela rasgadinha básica no rótulo, mas deu prá remendar...rs