quarta-feira, 17 de maio de 2017

Domaine Mourchon Tradition Séguret 2013: Côtes du Rhone muito interessante!

Dizem que quando se diz "interessante" é para consolar...rs. Mas não é o caso deste Domaine Mourchon Tradition Séguret 2013. O Domaine de Mourchon é relativamente novo, de 1988, e é propriedade do escocês Walter Mckinley. Os vinhedos, da denominação Séguret, têm média de 60 anos. O vinho é feito com Grenache (majoritária), Syrah e Carignan, e amadurece em tanques de concreto. É um vinho com aromas de amoras, framboesas, vegetais e ferrosos. Em boca, mostra ótimo frescor e clareza, com fruta viva, mineralidade, taninos finos e final especiado. É um vinho muito gostoso, com boa complexidade para sua classificação e preço. Compra certa. Se não me engano, quem o importa é a Magnum. 


domingo, 14 de maio de 2017

Contino Reserva 2004: Bom, mas...

Contino é uma das bodegas da Riojana CVNE, que foi iniciada em 1973. Bebi o 2007 tempos atrás e fiquei muito bem impressionado com o vinho. E resolvi abrir este Contino Reserva 2004 no almoço dos dias das Mães. Ele é feito com 85% Tempranillo, de vinhedos selecionados, cortada com pitadas de Garnacha, Graciano e Mazuelo. Matura por dois anos em barricas de carvalho usadas, 60% americanas e 40% francesas. Depois disso, é mantido em garrafa por mais dois anos antes de sair ao mercado. O vinho tem cor rubi bonita e aromas florais, de cereja, morango, cítricos e baunilha. Em boca, repete o nariz e mostra destacada acidez, mineralidade e taninos redondos. O final é longo e abaunilhado. Como havia bebido o 2007, esperava bastante deste da grande safra de 2004. Confesso que a expectativa me fez ficar um pouco decepcionado. Esperava mais equilíbrio dele. Uma coisa que me incomodou foi a acidez, que achei um pouco alta. E olha que sou fã de vinhos que tem boa acidez, pelo frescor que ela traz. No entanto, para mim, passou um pouco. Meu estômago deu uma reclamada. Mas tirando isso...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pulenta X Gran Malbec 2013, Campo Viejo Gran Reserva 2010 e Duorum Reserva Vinhas Velhas 2009

Noite com poucos confrades, Caio envolvido com a "Defensa y Justicia" e outros confrades dando o cano mesmo. Só JP, Tonzinho e eu para apreciar umas botellas no Bart. A primeira da foto, um Pulenta X Gran Malbec 2013, foi levado pelo JP. Vinho com 18 meses de barrica, que aparece no nariz e em boca, mas muito bem integrada. Tanto ao nariz, como em boca, às cegas poder-se-ia pensar que se tratava de um espanhol moderno. Notas de cereja preta, figo, florais e tostadas. Em boca, denso, mas com acidez equilibrando o dulçor típico de vinhos feitos com a casta. Os taninos são abundante e perfeitos para uma boa carne. Ótimo vinho, representante fiel da casta, mas com características modernas que o tornam muito gostoso. Para mim, foi o melhor da noite. Deve melhorar com adega.
O Campo Viejo Gran Reserva 2010 foi levado pelo Tonzinho. Vinho de safra excelente e muito equilibrado. Notas de cereja, cítricas, chocolate e de especiarias. Em boca, fácil de beber, médio corpo e taninos finos, mas acidez que deixou um pouco a desejar. É a única ressalva para um vinho bem feito e que costuma entregar boa qualidade pelo custo. Mas este ficou abaixo de outros que bebi.
Para terminar, um Duorum Reserva Vinhas Velhas 2009 levado por este que vos escreve. Vinho feito com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Sousão, com estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês 70% novas. Cor retinta, densa, e aromas florais, de amoras, kirsch, chocolate amargo e alcaçuz. Em boca é concentrado, mostra boa acidez, mineralidade e taninos redondos. O final é longo e especiado. Vinho potente, com uma pontinha de rusticidade, que teria ainda bons anos pela frente. Ótima qualidade. Só achei um pouco pegado. Atualmente estou mais inclinado a durienses mais frescos e menos pegados, como os Poeira, Niepoort etc.

domingo, 7 de maio de 2017

Julian Reynolds Alicante Bouschet 2007: Vinhão!

E depois de apreciar o 2006, chegou a hora de beber este Julian Reynolds Alicante Bouschet 2007. Alentejano tradicional, de estirpe, envelhecido em barricas de carvalho Seguin Moreau. Dez anos bem vividos, e teria outros por vir. Apenas 4050 garrafas produzidas. Cor granada, escura, e aromas de licor de ginja, chocolate, café e especiarias. Bem parecido com seu irmão de 2006, mas um pouco mais complexo e com notas de café mais presentes. Em boca, ótima concentração, fruta madura, frescor e taninos muito sedosos. O final é longo, com notas de café e uma pontinha austera. Um vinho de muita categoria! Muito bom! Uma pena que não seja mais disponível na Wine.


sábado, 6 de maio de 2017

Luis Pato Vinhas Velhas tinto 2005: Que bom tomar um vinho com gosto de vinho!

O título parece até um desabafo, não? Não digo que não bebo uns vinhos mais pesados, potentes, acompanhando uma boa carne gordurosa. O fato é que estes vinhos geralmente satisfazem com uma única taça, pelo peso. Aí, temos que beber em grupo, para aguentar o tranco. Mas eu gosto mesmo daqueles vinhos que, mesmo sendo melhores com comida, pedem sempre mais uma taça, e nos deixam tristes quando acaba. É o caso deste Luis Pato Vinhas Velhas tinto 2005. Já com seus 12 anos, este 100% Baga de vinhedos de até 80 anos de idade, maturado por 12 meses em pipas usadas de 650 litros, mostra-se em bela forma. Cor bonita, granada, e aromas que, às cegas, lembravam um bom Nebbiolo. Notas florais, frutas silvestres, funghi secchi e toques terrosos. Em boca, corpo médio, austeridade e complexidade, frescor e taninos presentes. O final era longo, mineral e com toque vegetal típico da casta. Bela evolução para este clássico de Luis Pato. Uma delícia! Vai solo, sem problemas, mas melhora muito com comida, como um risoto al funghi. De crítica, só o preço no Brasil. Pelo que custa em Portugal, daria para ser mais barato aqui. Se vir um desse em bota-fora, independentemente da idade, coloque na cesta sem medo!



terça-feira, 2 de maio de 2017

Los Vascos Le Dix 2012: Elegância francesa!

Tive algumas chances de comprar o Le Dix por bom preço, e não o fiz. Agora, após beber este Los Vascos Le Dix 2012, eu fiquei arrependido. Costumava beber o Los Vascos Grande Reserve, que já é um bom vinho (e de bom preço) mas o Le Dix é outro comprimento de onda. Este 2012 foi feito com 85% Cabernet Sauvignon de vinhedos de mais de 70 anos de idade, 10% Carmenére e 5% Syrah. Matura 18 meses em barricas feitas pela tanoaria Lafite. Ao nariz, mostra notas de cassis, cereja preta, alcaçuz, chocolate amargo, tabaco e pimenta-do-reino. Muito rico em aromas. A madeira aparece, muitíssimo bem integrada. Em boca, repete o nariz e destaca-se pela elegância. Mostra boa acidez (que lhe aporta frescor), mineralidade e taninos finos. É sedoso, com final longo e especiado.  É um vinho muito rico, de grande elegância, sem exageros apimentados e com grande potencial de guarda. Bordeaux na veia! Muito bom! Olha, apesar dele ter subido bem de preço, há vinhos chilenos famosões, que custam 2-3 vezes mais, e para os quais este Le Dix não perde a briga.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Achaval Ferrer Finca Mirador 2010: Vibrante!

Achaval Ferrer Finca Mirador 2010: Vinho feito com uvas de vinhedo único (Finca Mirador), de apenas 4 hectares, que se localiza em Medrano, a uma altitude de 700 m acima do nível do mar. É um vinhedo de baixo rendimento (14 hl/hectare), precisando de 3 plantas para fazer uma garrafa. O vinho matura por 15 meses em barricas de carvalho francês. Sua cor é bem viva, e os aromas de cassis e framboesa se destacam em meio a tabaco e notas amadeiradas. Em boca, grande vivacidade, acidez vibrante, mineralidade e taninos finos e envolventes. É persistente e com final longo. Nada de dulçor exagerado. É nervoso no começo e precisa de tempo em taça ou decanter (1-2 horas) para ficar mais macio. Teria muitos anos pela frente, sendo ainda jovem com 7 anos de vida. Se tiver um desse, pode guardar na adega sem medo. Malbec distinto, de primeira linha, com taninos que rogam por uma bela carne com gordura. Só por curiosidade: 94 WS.




quinta-feira, 27 de abril de 2017

Casas del Bosque Pequeñas Producciones Syrah 2009: Muito bom!

Casas del Bosque Pequeñas Producciones Syrah 2009: Regalo de mi hermano cubano Ariel, que ahora vive en Chile! Syrah feito com uvas de Casablanca e maturado por 14 meses em barricas de carvalho francês 70% novas (com duas trasfegas). Cor retinta, escura, e aromas de amoras maduras e cereja preta, em meio a chocolate amargo, tabaco e um mentolado gostoso. Em boca, repete o nariz e mostra ótimo frescor, taninos generosos e final picante. Um ótimo Syrah, que me lembra mais Rhone que Austrália. Poderia tranquilamente ser guardado por mais anos na adega. Ótima pedida, hermano!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Brunello di Montalcino Canalicchio di Sopra 2009: Tradição e elegância!

Já havia ouvido que os Brunello Canalicchio di Sopra eram do estilo tradicional, o que é raro hoje em dia, visto que muitos Brunello têm se modernizado bastante. Eu tenho preferência pelos tradicionais. Bebi então este Brunello di Montalcino Canalicchio di Sopra 2009 para me certificar. O vinho é feito com uvas dos Cru Canalicchio e Montosoli, com afinamento em botti da Eslavônia de 2500 e 5000 litros por 3 anos. Sua cor é rubi, brilhante, límpida, muito bonita (veja foto). Ao nariz, mostra notas de cereja seca, tabaco, couro e especiarias, em um fundo tostado e terroso. Em boca, bela acidez, mineralidade e camadas de taninos surpreendentemente já domados para um Brunello de apenas 8 anos. O final é longo, com toque tostado e de especiarias. Um belo Brunello, elegante, que apesar de ser no estilo tradicional, tem um toque moderno que lhe permite ser apreciado desde já. Gostei muito! É importado pela Grand Cru.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Churchill Cabernet Franc 2012

Vinho feito com uma de minhas castas preferidas, por um americano (Nathan Churchill) em parceria com a Valmarino. Nathan é um empresário que comercializa barricas americanas e francesas no Brasil. Como pode ser visto no rótulo, a produção é pequena (apenas 5 barricas). O vinho tem aromas de ameixas pretas, tostados, azeitona preta, chocolate e café. Em boca mostra acidez média, taninos redondos e final com notas amadeiradas e de café. A madeira é bem presente, podendo ou não incomodar, de acordo com o gosto do freguês. Mas é bem integrada ao conjunto. O produtor sugere bebe-lo a 21-22 graus. Não sabia disso e bebi a uns 18... Testarei na próxima. Bom vinho, que tem ainda a seu favor o baixo álcool (12,5%).  

domingo, 23 de abril de 2017

Undurraga Sibaris Gran Reserva 2014, Montes Alpha Syrah 2010 e Los Haroldos Estate Blend 2014: Trio bom para churrasco!

Um bom trio que levei para acompanhar um churrascão na casa de amigos. O primeiro da foto é um Undurraga Sibaris Gran Reserva 2014. Este eu havia provado em uma degustação e comprei para beber com mais tranqulidade. Foi legal a comparação com o vinho do lado. O Sibaris mostra aromas de amoras, chocolate amargo e minerais. Em boca mostra boa acidez e mais frescor que seu vizinho, taninos redondos e final mineral. Boa pegada e excelente com a carne. O Montes Alpha Syrah 2010 já foi comentado aqui. Foi o preferido dos outros que beberam (não para este que vos escreve). Acharam-no mais fácil. Também achei, por isso, gostei mais do Sibaris. E para finalizar um argentino: Los Haroldos Estate Blend 2014. Este eu queria beber há um tempo, pois ganhou elogios rasgados da revista inglesa Decanter, que lhe concedeu a medalha de ouro no ano passado e gordos 96 pontos! Um grande feito para um vinho em sua faixa de preço. O corte do vinho está no rótulo, sendo a Malbec majoritária. Ao nariz, notas de ameixas, figo e cacau e minerais. Em boca, boa acidez, mineralidade, taninos volumosos e final mineral. O pessoal notou logo os taninos evidentes e bem apropriados para cortar a gordura da carne. Mais um tempo e devem ficar bem domados. É um bom vinho, principalmente considerando o seu preço (ao redor de 70 Reais). Boa estrutura e potencial de envelhecimento. Mas a pergunta que fica é: 96 pontos, Decanter???

sexta-feira, 21 de abril de 2017

DiamAndes de Uco Grande Reserve 2009: Prepara o assado!

Do projeto Clos de los Siete, este DiamAndes de Uco Grande Reserve 2009 é um vinho feito com 75% Malbec cortada com 25% Cabernet Sauvignon. A maturação deste 2009 foi realizada por 24 meses em barricas de carvalho francês 70% novas. Ao nariz o vinho mostra notas de amoras maduras, framboesa e figo, em meio a notas tostadas e de alcaçuz. A madeira aparece, mas é bem integrada. Os 14,5% de álcool também se fazem sentir logo que o vinho é aberto, mas com uma boa decantação tudo se resolve. Em boca é amplo, intenso, mas com acidez que lhe dá frescor. Os taninos são sedosos e o final longo. É par perfeito para carnes gordurosas. Aliás, é vinho que sempre prefiro beber com uma boa carne assada, não solo. É denso, mas refinado, e já perfeitamente bebível (decantação recomendada). Mas quem quiser guardar, faça sem medo. Recomendação, aquisição e gentileza de meu amigo Vitor, que sabe das coisas.



Quinta do Noval Tawny 10 Anos: Delícia de Porto!

A Quinta do Noval é uma das mais tradicionais produtoras de vinho do Porto, tendo mais de 300 anos de história. Seu Quinta do Noval Vintage Nacional é um dos mais renomados (e caros) em Portugal. Mas todos são ótimos, incluindo os tranquilos, como o belo Quinta do Noval, já comentado aqui no blog (clique aqui). Este Quinta do Noval Tawny 10 Anos, que foi engarrafado em 2015, não fugiu a regra: Belo vinho! Cor âmbar, bonita, aromas ricos de frutas secas, avelãs, amêndoas, em meio a casca de laranja, damasco, cravo e canela. Em boca, repete o nariz, é macio e tem o dulçor equilibrado com boa acidez. O final é muito longo e especiado. Ótimo para ser apreciado solo, depois de um bom almoço, mas cresce na companhia de sobremesas. Delicioso!

domingo, 16 de abril de 2017

Monte do Castanheiro 2011: Bom vinho de entrada da Quinta do Zambujeiro

Sempre quis beber vinhos da vinícola alentejana Quinta do Zambujeiro. Nunca tive a oportunidade ou criei coragem de pagar o preço salgado que custa o seu Zambujeiro. Mas agora, tive a oportunidade de beber seu vinho de entrada, o Monte do Castanheiro 2011
Monte do Castanheiro 2011: Alentejano feito com Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira e Tinta Caiada, e maturado por 12 meses em barricas de carvalho francês. Cor escura, retinta, nariz floral e com notas de frutas maduras (ameixa e cereja preta) em fundo balsâmico e levemente abaunilhado. O álcool é um pouquinho saliente no início, mas logo as coisas se equilibram. Em boca, boa estrutura para um vinho de entrada e que custa cerca de 10 Euros em Portugal. Boa acidez, sedosidade, taninos redondos, aquele toque de dulçor alentejano e final balsâmico. Um vinho de muito boa qualidade para a sua faixa, e que me deixou entusiasmado para beber o topo de gama Zambujeiro. 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Cloudy Bay Chardonnay 2010: Equilibrio!


Cloudy Bay Chardonnay 2010
: Neozelandês equilibrado, bela cor dourada, brilhante, e aromas florais, tangerina, pêssego e tostado do estágio em madeira. Em boca é fresco, macio, cremoso e com final longo. Ótimo equilibrio. Madeira muito bem dosada. Sete anos e vivão. Ficou melhor com o preço que paguei por ele: 40 e poucas pilas em uma promoção da Casa Deliza em São Carlos. Pechincha!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Obrigado, Confrades: Roda Reserva 2011, Mouchão 2011, Pintia 2007, Incógnito 2011, Barolo Enrico Serafino 2012, Imperial Gran Reserva 2007, Brunello di Montalcino Castelgiocondo 2008, Stonewell 2009 e Royal Tokaji 5 Puttonyos 2007!

Perto do meu aniversário, e os confrades resolveram me brindar com uma bela noite, regada a grandes vinhos e os assados do Tonzinho, que sempre deixam boas lembranças. E o negócio foi bom, aliás, excelente! 

A turma caprichou. Só vinhos de primeira. Vejam a seguir:
Levado pelo Thiago: Roda Reserva 2011. Acredito que junto com o de sobremesa, era o único vinho que podia ser bebido sem comida, de forma descompromissada. Os outros já cresciam muito na presença das carnes. Este Roda tinha notas de cereja madura, tabaco e animais. Muito redondo em boca, sedoso, toque cítrico, harmonioso. Bem aberto para um Rioja 2011, e bem gostoso!.
Levado por este que vos escreve: Peter Lehmann Stonewell 2009. Vinho top do produtor australiano. Shirazão de respeito, muito vivo, com 9 anos de idade (apesar de já mostrar bastante precipitado aderido na garrafa). Nariz frutado (amoras), mas sem exagero de extração, leve toque alcoólico no começo, que com o tempo, se equilibrou. Notas florais e minerais. Em boca, boa acidez e taninos firmes. Ficou redondo com o tempo. Prima pela clareza e frescor, mais que pela concentração. Precisa de decanter (~2 horas). Tem anos pela frente. Gostei!
Pintia 2007, levado pelo JP. Aqui o negócio pega. Qualidade incontestável, com o carimbo Vega Sicilia. Já "pintou" por aqui (clique). Notas de cereja preta e chocolate amargo. Muito parecido com o que bebemos tempos atrás. Pegado, nervoso, tânico. Um Pintia para muitos anos de adega. Vinhão! Um Toro!
Incógnito 2011, levado pelo Rodrigo. Já havíamos bebido um levado pelo Paulinho, o Rei dos Portugueses, mas ainda não publiquei. Aqui também o negócio pega. Vinho floral, notas de amoras, minerais e chocolate amargo. Primeira linha! Cresceu absurdamente com a picanha assada pelo Tonzinho. Um vinho para muitos anos de adega. Dos grandes!
Mouchão 2011, levado pelo Paulinho, Rei dos Portugueses. Um super vinho! Mr. Parker gostou dele, atribuindo 95 pontos. E com razão. O vinho é excelente! Ao nariz, notas florais, de frutas silvestres (morangos e amoras) e minerais. Em boca, muito frescor e mineralidade. Final longo e terroso. Uma delícia! Outro que tem anos e anos pela frente. Um Mouchão muito fresco e vivo. Muitos disseram se tratar do melhor da noite.
Brunello di Montalcino Castelgiocondo 2008, de Marchesi di Frescobaldi, ofertado pelo Tonzinho. Brunello maduro, com notas de cereja e ameixas, em fundo terroso. Em boca mostrava acidez vibrante e taninos firmes, que ainda anseiam por uns anos de adega. Ótimo Brunello, companhia perfeita para as carnes assadas pelo Tonzinho.
Barolo Enrico Serafino 2012, levado pelo Joãozinho. Um bebê! Ao ser aberto, completamente fechado, reticente em mostrar a que veio. Mas depois de umas horas, mostrou notas de pétalas de rosas, morangos e framboesas, em meio a notas minerais. Em boca, boa acidez e taninos presentes, como esperado. Precisa de tempo. Algumas horas de decanter já ajudam, mas anos de adega lhe fariam ainda melhor. Barolão! 

Imperial Gran Reserva 2007, outro vinho ofertado pelo Tonzinho. Aqui é certeza de agradar. O Caio já havia nos brindado com duas garrafas deste (Clique aqui e alí). E com 10 anos, o vinho ainda parece jovem. Notas de cerejas e ameixas, em meio a tostados, baunilha e notas cítricas. Em boca, ótima acidez, notas amadeiradas e taninos redondos. Ainda está crescendo. Um belo vinho, sempre. Delicioso!

E para finalizar, um delicioso Royal Tokaji 5 Puttonyos 2007, levado pelo Caião. Estava delicioso!!! Cor já escurecendo, tendendo ao âmbar, aromas de damasco, gengibre, mel e aquelas notas de Botrytis que a gente não sabe descrever. Em boca, um néctar! Como os 10 anos lhe fizeram bem! Muito sedoso, dulçor equilibrado por ótima acidez, toques de gengibre e mel. Excelente! Só faltou o meu Creme Brulee para acompanhar...rs. Falha minha!

Obrigado, confrades! Noite belíssima para celebrar mais um aniversário deste que vos escreve!


domingo, 2 de abril de 2017

Naoussa Boutari Grande Reserve 2003: Este não é presente de Grego!

Este Naoussa Boutari Grande Reserve 2003 estava em minha adega há alguns anos. Vinho feito com a uva autóctone grega Xinomavro, com envelhecimento de 2 anos em madeira e 2 em garrafa (o Naoussa normal estagia 12 meses). A uva é uma das emblemáticas do país, que tem tradição milenar na produção de vinhos. Aliás, não entendo por que seus vinhos sejam tão pouco apreciados no Brasil. Ainda mais, por que eles têm boa relação qualidade/preço. Os vinhos feitos com a Xinomavro têm fama de ser em longevos e parecidos com aqueles feitos com a Nebbiolo, pela acidez e taninos firmes. Mas confesso a vocês que este vinho me lembrou mais um bom Pinot Noir borgonhês que um Nebbiolo Piemontês. Talvez uma mistura entre eles, não sei. O fato é que, com 14 anos mostrava uma elegância ímpar. Sua cor é muito bonita, cereja, brilhante, lembrando mesmo os vinhos feitos com as uvas supracitadas. Ao nariz, notas de cereja, canela e sous bois, em um fundo terroso e amadeirado muito agradável. Em boca, muito macio, elegante, com taninos sedosos e final especiado. Muitos falam que a uva tem notas de azeitonas e tomate seco, mas não notei muito. Talvez seja uma característica de sua juventude. De qualquer forma, impressões à parte, é um ótimo vinho. E o melhor, pode ser encontrado a bom preço. Não este Grande Reserva, que não tenho visto mais, mas o normal, que tem preço muito justo. Inclusive, o 2009 foi top 100 da Wine Spectator em 2013. Vale a pena experimentar. A propósito, ficou ótimo com um Risoto al Funghi Porcini.

Foto da vinícola - retirada do site http://www.boutari.gr/en/main.php
Foto da vinícola - retirada do site http://www.boutari.gr/en/main.php



sábado, 1 de abril de 2017

Nesta o JP foi bem: Carm Reserva 2011, Marquesa de Alorna Reserva branco 2012, H.Stagnari Dinastia 2012, Raiza Reserva 2010 e Calda Bordaleza 2006

Em reunião da confraria semanas atrás apreciamos bons vinhos, começando pelo ótimo Marquesa de Alorna Reserva branco 2012, levado pelo Paul, Rei dos Portugueses. Não é a primeira vez que ele nos brinda com este vinho (clique aqui). E obviamente, nos agradou novamente. Um belo vinho, fresco, mineral, com ótima presença de fruta, boa cremosidade, de primeira. Não gosto de fazer comparações, mas ele custa a metade do Pera-Manca branco, e para mim, bate de frente fácil.
Nos tintos, o JP levou o mais complexo da noite: Carm Reserva 2011. Este é querido da turma, e nesta safra também fez bonito (como havia feito o 2007). Nariz floral e mineral, em meio às notas de amoras, chocolate amargo e defumadas. Em boca mostrava potência, mas ótimo frescor e mineralidade. Persistente e com taninos redondos. Mais um ótimo vinho desta vinícola que nunca decepciona. Ainda bem que peguei umas garrafinhas na última promoção da World Wine.
Eu levei um Raiza Reserva 2010, riojano da centenária bodega Vicente Gandía. O vinho tem aromas de cereja, cítricos e terrosos, em um fundo abaunilhado. Em boca, ótimo frescor, toques cítricos e final abaunilhado. Os taninos são presentes e fazem do vinho par certo para uma carne gordurosa. Gostei dele também! A repetir.
O Paulão levou um top uruguaio, da Bodega Stagnari: Dinastia 2012. Esta era a garrafa 427 de apenas 1.700 produzidas. O vinho tem cor retinta, forte, e aromas de ameixas pretas e uva passa, em meio a tostados e leve baunilha. Em boca é denso, com toque terroso e taninos firmes. Eu gostei dele, embora esperasse mais. O pessoal, inclusive o Paolão, que o levou, não ficou surpreso. Acho que também esperavam mais do danado. Será que o bebemos da forma correta? Talvez uma boa decantação, uma carne para acompanhar, fizesse toda a diferença.
E para finalizar, o vinho levado pelo Thiago: Calda Bordaleza 2006, bairradino de Carlos Campolargo. O vinho é feito com Merlot (70%), Petit Verdot (25%) e Cabernet Sauvignon (5%), com estágio de 12 meses em barricas francesas. Este eu tinha muita curiosidade para beber, e dei com os burros n'água. Esperava bastante dele, depois de ler muitos elogios e ser fã incondicional dos vinhos do produtor. Mas algo deu errado. Talvez seja a garrafa... Mas o fato é que tinha um aroma de curral exagerado, Brett saltando da taça, que incomodou muito. E não adiantou respirar, o aroma tava lá, marcante. Não deu, infelizmente. Espero um dia beber outro para mudar minha opinião.



sexta-feira, 31 de março de 2017

Provoquei o Caião, e ele se destacou na noite: Carm Maria de Lourdes 2011 - Um belo vinho!


Trocamos mensagens no grupo e nelas provoquei o Caião, que não resistiu e chegou em nossa reunião com um Carm Maria de Lourdes tinto 2011. E foi o melhor da noite, fácil. O vinho é feito com 70% Touriga Nacional e 30% Touriga Franca, com estágio de 24 meses em barricas francesas. O vinho já dá o cartão de visitas ao nariz, mostrando notas de amoras silvestres, chocolate amargo e um herbáceo muito agradável, que foi se transformando ao longo da noite. Com o tempo, surgiam notas de alecrim, mentoladas e tantas outras. Um camaleão! Em boca, destaque para o seu frescor e mineralidade. Os taninos eram finos e o final longo, mineral e com notas de chocolate amargo. Uma delícia de vinho, que pedia sempre outra taça. Para mim, foi o primeirão na noite, fácil. A ser repetido, quantas vezes possível...rs.

O Paulinho, que tem colecionado primeiros lugares nas noites, levou um Tiago Cabaço Vinhas Velhas tinto 2012. Também é vinho de categoria. A enóloga é a Susana Esteban, que sempre produz ótimos vinhos. É feito Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira, com pisa a pé e maturado em barricas de carvalho francês 50% novas e 50% de segundo uso. Apenas 6.666 garrafas foram produzidas. Ao nariz mostrava notas de frutos maduros, ameixas e framboesas, em meio a notas minerais e amadeiradas. Em boca mostrou maciez e bom frescor, com taninos finos, sedosos, e final terroso. Um vinho muito bom, que manteve a posição de destaque do Paul.
Eu levei um vinho embrulhado, para desafiar a turma. Por incrível que pareça, ninguém acertou! E era um Malbecão típico, concentrado, fruta livre leve e solta, taninos pegados etc: Kaiken Ultra Malbec 2008. Inclusive, eu já havia comentado aqui no blog sobre ele (clique aqui). Esta garrafa parecia melhor que a anterior que bebi... Tinha menos tabaco e o vinho parecia menos pesado. Mas ainda carregava características que não me pegam mais tanto. O pessoal gostou. Como eu mencionei na outra oportunidade, já gostei mais dele...
E para finalizar, um Marques de Vargas 2008 levado pelo JP. Riojano que mostrou muita madeira, exagerada. Não me agradou, e acho que nem aos outros confrades. Troféu para o JP!



terça-feira, 28 de março de 2017

Famille Perrin Gigondas La Gille 2010 lidera noite na confraria

Noite cheia na confraria. A foto mostra os vinhos apreciados. Para mim, o primeiro da noite foi o vinho levado pelo JP (finalmente!). Era um Famille Perrin Gigondas La Gille 2010. O vinho é feito com Grenache e Syrah, com envelhecimento em foudres e barricas. É um vinho com aromas de framboesas e cassis, em meio a especiarias, notas florais e minerais. Em boca é mais seco, e mostra clareza e frescor. Os taninos são evidentes e finos, e o vinho mostra boa mineralidade. O vinho, de grande safra no Rhone, se destacou frente aos outros, quase todos com notas mais doces. Muito bom! 
Seguindo com os demais, o Rodrigo levou um Las Ocho 2013, espanhol da Chozas Carrascal. Eu já comentei aqui sobre o 2010, que gostei bastante e achei um bom custo benefício. O vinho vem da região de Valência e como o próprio nome diz, é feito com 8 uvas, as quais são vinificadas separadamente. É vinho com bom corpo, fruta madura (ameixas e amoras) entre notas balsâmicas e tostadas. Em boca toques de chocolate amargo e um fundo de café. Achei um pouco mais doce que seu antecessor, mas a qualidade se mantém. 
Do lado dele, um Beronia Gran Reserva 2008, levado pelo Little John. Este também já havia bebido e gostado, até mais que seu antecessor de 2006. O vinho está bem redondo, madeira doce, presente, mas nada que incomodasse, cereja preta e tostado. Vinho muito gostoso e que mantém a regularidade. 
No centro da foto, o vinho levado pelo Paul, Rei dos portugueses, mas que desta vez levou um vinhão argentino: D.V. Catena Cabernet Sauvignon La Piramide 2011. O Paul comprou este vinho por minha recomendação, e fez a gentileza de levá-lo. Gracias, amigo! Esta é uma linha que fica acima da linha D.V. normal. É irmão do D.V. Malbec Adrianna e D.V. Nicasia. O vinhedo Piramide tem seu nome em homenagem ao formato da vinícola e é plantado em altitude de 950 m. A produção é limitada a 50 barricas. O vinho tem notas de cassis e abaunilhadas, que com o tempo foram se mesclando a notas de especiarias, principalmente pimentas. Em boca é muito macio, sedoso, com acidez média e taninos redondos. Tem um dulçor característico, lembrando alguns Cabernet americanos, mas bem mais comedido. Eu acho que bebemos muito rapidamente. Ele merecia ter sido decantado, pois com o tempo ele foi se equilibrando mais. Um bom Cabernet Sauvignon, mas que não considerei muito superior a um D.V. Cabernet-Cabernet normal. Alguns anos em adega lhe fariam bem.
O penúltimo vinho da foto, levado por este que vos escreve, é um Soffocone di Vinciguata 2007, produzido pelo artista plástico italiano Bibi Graetz (do famoso, e caro, "Testamatta"). O vinho é feito com Sangiovese (80%), Colorino (10%) e Canaiolo (10%), e maturado 12 meses em barricas de carvalho. Meu amigo Vitor, fã e entendedor de vinhos italianos (e outros tantos), havia me dito que bebeu um tempos atrás e achou um pouco pesado. Eu decidi então deixar o meu mais tempo na adega, para beber com 10 aninhos. E me parece que o tempo lhe fez bem. O vinho tinha aromas de cereja preta, chá, tostados e um toque de couro. Em boca mostrou boa acidez e taninos redondos. O final era longo e com um toque de chá preto. Paul e eu gostamos do danado. Considerei o segundo da noite (empatado com o Beronia), só atrás do Gigondas.
E para finalizar, um bordeaux levado pelo Thiago: Chateau Saint-Louis Vieux Galvesse 2011. O nome é grande, mas o vinho não. E é só...rs.


domingo, 26 de março de 2017

Jantar na Mercearia 3M, com vinhos da Qualimpor: Esporão Reserva branco 2015, Esporão Reserva tinto 2013, Quinta dos Murças 2010 e outros...

Nesse último sábado fui a um jantar na Mercearia 3M, organizado pelo Idinir, equipe e importadora Qualimpor. Tudo estava ótimo, a companhia, comida e vinhos. Estes últimos foram apresentados pelo Antonio Bravo, da Esporão, que fez uma bela exposição, não apenas dos vinhos, mas de história. 
Nos vinhos, alguns bons de entrada, da linha Pé Tinto (o branco foi meu preferido - leve e fácil de beber) e o best buy Monte Velho (também o branco me chamou mais a atenção, pela boa mineralidade). Subindo um bom degrau, um ótimo Esporão Reserva Branco 2015. Este é sempre uma compra garantida. Vinho com muita presença, fresco, cítrico, mineral e levemente cremoso. Companhia certa para um bom peixe e ótima introdução para o Private. É difícil de ser batido em sua faixa de preço.
Seu irmão Esporão Reserva tinto 2013, o da foto, também fez bonito. Outro que não pode faltar na adega de bebedores de bom gosto. Denso, fruta madura, ameixa, defumado, cacau e baunilha. Já pode ser bebido agora, tranquilamente, mas o tempo deve dar uma amansada na baunilha, que ainda está saliente. Se for beber agora, uma boa decantação é recomendada. Ótimo vinho, como sempre.
Passando para os durienses, um ótimo Assobio 2014. Este eu bebo desde o seu lançamento, e ele está mantendo a qualidade. Este 2014 me chamou a atenção pelo bom frescor e mineralidade. Tem notas de framboesa, especiarias e chocolate. Em boca é fresco, mineral, taninos finos e final especiado. Foi o que melhor harmonizou com o filet com molho mostarda. Muito bom! Confesso que gostei ainda mais que o badalado 2011, que ganhou 94 pontos da Wine Enthusiast e ficou em quarto lugar entre os 100 da lista de melhores compras de 2014.
E para finalizar, um ótimo Quinta dos Murças 2010. Já havia bebido o 2008 bom tempo atrás, que apesar da riqueza e complexidade, na época pedia tempo para amaciar. Este 2010, com 7 anos, ainda está crescendo. Vinho com aromas de amoras silvestres, chocolate amargo, azeitona preta, leve tabaco e especiarias. Em boca, ótima acidez e taninos firmes. O final é longo e mineral. Um ótimo duriense, típico, que deve ganhar ainda com adega, mas já pode ser bebido agora.  

Evento muito agradável! Ao final, vinhos com desconto e parte do valor do convite (que já era bem justo) ainda podia ser abatido de compras. 


domingo, 19 de março de 2017

Noite boa no Paolão, com vinho bão: Pascal Jolivet Exception 2004, Shea Wine Cellars 2011 e Beronia Reserva 2012

O Paolão nos convidou para uns vinhos em sua casa e lá mandamos coisa boa. Abaixo as fotos dos danados:

Oferta do Paolão: Pascal Jolivet Exception 2004. Um belo Sancerre feito por produtor reconhecido no Loire. É produzido com uvas de 3 diferentes vinhedos especiais. As uvas são misturadas e fermentadas juntas em tanques de inox, com suas próprias leveduras. É a mais pura expressão da Sauvignon Blanc! Cor belíssima, jovial para um vinho de 13 anos. Aromas de pera e frutas cítricas, em um belo fundo mineral. Em boca, ótima fruta, frescor e mineralidade. Um belo Sancerre, do andar de cima. Lição de como deve ser um belo Sauvignon Blanc.Isso aí, Paolão!

Levado por mim, a pedido do Paolão, que queria um Pinot Noir do Oregon: Shea Wine Cellars 2011. Eu queria ver a evolução deste depois da última vez que bebi (clique aqui). Está indo muito bem, ganhando complexidade, com a fruta sendo equilibrada com toques de tabaco e terrosos. A baunilha deu uma acalmada... Belo vinho!

Beronia Reserva 2012, levado pelo JP. Este nunca decepciona (o vinho, não o JP...rs). Sempre mostra-se uma excelente compra, principalmente se feita no exterior. Tem aromas de cereja preta, tostados, leve tabaco e madeira doce. Em boca, repete o nariz e mostra um final amadeirado, levemente adocicado. Bom vinho, como sempre, mas achei um pouco mais doce que seus antecessores. Mas nada que incomode e deprecie o vinho.

Quinta do Portal Grande Reserva 2009

A Quinta do Portal gaba-se por ser a primeira vinícola duriense a rotular um vinho como Grande Reserva, o que foi aplicado em sua safra de 1996. Este Quinta do Portal Grande Reserva 2009 foi feito com Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (30) e Touriga Franca (10%), e maturou 12 meses em cascos novos de carvalho francês. O floral da Touriga Nacional já está devidamente amaciado pelo tempo, sem exageros, e a fruta madura reina, com notas de cereja preta e ameixa, com um fundo tostado. Em boca é muito macio, boa persistência, acidez média e taninos muito redondos. Um belo vinho do Douro, sem exageros e muito elegante. Embora digam que sua guarda é de mais de 12 anos, acho que não ganhará mais com adega. Seu irmão de 2011 foi muito premiado, inclusive, ganhando como melhor vinho no concurso de vinhos de Portugal em 2016. 




segunda-feira, 13 de março de 2017

Marquesa de Alorna Grande Reserva 2011, Dominique Laurent Cuvée n. 1 2011, Amayna Pinot Noir 2011, Pulenta VIII Chardonnay 2015, De Lucca Marsanne Reserve 2013 e Chateau D'Esclans Rosé 2013

Bons vinhos na reunião da confraria. Vejam a turma abaixo.


De Lucca Marsanne Reserve 2013: Levado por mim. 50% do vinho passa 2 meses em madeira. Branco de bela cor citrina, aromas de damasco, florais e minerais. Em boca, seco, ótima acidez e mineralidade. O Caião preferiu o Chardonnay Pulenta, pois achou este Marsanne muito "macho". Eu achei muito bom o vinho, principalmente por ser mais seco.

Levado pelo Joãozinho, este Pulenta VIII Chardonnay 2015 estava bem agradável. Cor clara, aromas florais, pera, abacaxi e toques minerais. Em boca, repetia o nariz e mostrava bom frescor. Só queria que fosse mais seco.

Chateau D'Esclans 2013, um Rosé de Provence levado pelo Thiago. Famosa cor de casca de cebola, aromas de morango e framboesa. Em boca, um pouco mais de peso que eu espero para um rosé da provence. Leve amargor ao final. Faltou-lhe um pouco mais de frescor. 

Amayna Pinot Noir 2011, chileno levado pelo Rodrigo. Eu achei bem melhor que o 2010 que bebemos recentemente. Sempre critico os Amayna PN por excesso de goiaba, seja no aroma, seja em boca. Este estava mais equilibrado. A mirtacea estava lá, mas bem mais comedida. O vinho tinha notas tostadas da madeira e aromas de cereja preta, com a goiaba alí, acompanhando... Em boca, bem sedoso, toques minerais e taninos finos. Gostoso. Só que tinha um Borgonha ao lado...

Dominique Laurent Cuvée Numero 1 2011. Este foi legal: Duas garrafas! Uma levada pelo Caião e outra pelo JP. Ambas ótimas! Só um detalhe: As duas rolhas não estavam legais, indicando que o vinho talvez tivesse problemas daqui a um tempo. Mas os vinhos estavam ótimos! O rei da madeira, Dominique Laurent, dosou muito bem a danada neste vinho. Ela aparece, mas está bem integrada com boa fruta e toques minerais. Vinho aromático e muito macio em boca, com final longo e especiado. Quem comprou no Bota-Fora da World Wine, se deu bem. Mas eu beberia logo, com medo de outras rolhas estarem do mesmo jeito.

Marquesa de Alorna Grande Reserva 2011! Vinhão levado pelo Paulinho, o Rei dos Portugueses. Ele, que havia nos brindado com um branco 2012, da mesma linha, levou esta preciosidade. Vinho potente, madeira presente, mas de ótima qualidade, notas de amoras, cacau e grafite. Em boca, acidez vibrante, amplo, denso, mineral e com final longo. Os taninos ainda estão jovens. Um grande vinho que tem que ser acompanhado de uma bela carne gordurosa. Tem muitos anos pela frente. Mais um grande vinho levado pelo Paul. Foi o Rei da noite, sem dúvida. Briga fácil com outros bem mais caros e famosos em Portugal. O branco dele também é excelente. Ah, o azeite também...rs.