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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

VOSNE-ROMANÉE 2006, de David Duband

Já apreciei alguns vinhos de David Duband. É um produtor relativamente jovem e seus vinhos ainda pouco conhecidos. Apreciando alguns deles, o que notei foi certa falta de regularidade. Alguns eram muito bons, outros nem tanto. Uma característica comum a todos eles é a possibilidade de se beber mais jovem. Este David Duband Vosne-Romanée 2006 que apreciei tinha notas de frutas silvestres, framboesa, sous-bois e especiarias, como canela e alcaçuz (evidente depois de tempo em taça). Em boca, mostra certa rusticidade, taninos secos e evidentes. A acidez vibrante é daquelas de dar inveja a Pinots sulamericanos. Um vinho muito bom, com aptidão gastronômica e que ainda teria alguns anos pela frente. Os vinhos de David Duband eram importados pela Vinci, mas atualmente, não sei quem os importa. Veja os postagens sobre vinhos do produtor aqui no blog (clique).
Cor típica, bonita!

sábado, 23 de outubro de 2010

Nuits-Saint-Georges David Duband 2005

Ontem minha Mãe Madalena e meu irmão André vieram nos visitar, o que é sempre muito bom. Na mala minha Mãe sempre traz delícias de Minas: queijos, massa de pão-de-queijo prontinha para assar e desta vez, a meu pedido, frango caipira de verdade. Pode-se encontrar por aí, até mesmo em supermercados, os "falsos frangos caipiras". Digo falsos porque, além de não serem os famosos índios e carijós, são criados no máximo com milho. As vezes criam os danados soltos para que a carne fique mais firme, diferente da carne branca e sem-graça dos frangos de granja. Os legítimos frangos caipiras têm raça e são criados soltos, comendo de tudo que vêem pela frente. A carne, embora em menor quantidade, é mais firme, amarelo forte e com sabor que não dá para comparar com os frangos de granja. Bem, minha Mãe preparou com esmero, pingando água, como deve ser. Uma delícia! Para acompanhá-lo abri um Nuits Saint Georges 2005 de David Duband. Quem conhece sabe que os Nuits Saint Georges representam o máximo da expressão da Pinot Noir. São vinhos fortes, expressivos, e com maior longevidade. Este 2005 estava uma delícia. O vinho tinha notas terrosas e de framboesa, amora e um tostado bem gostoso. O final era longo e persistente, com um final de boa com predominância da amora. É vinho para aguentar ainda uns bons anos. Ótima companhia para o legítimo frango caipira de Minas, feito pelas mãos mágicas de uma mineira! Maravilha!