sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cune Reserva 2000 na Confraria

Ontem vários confrades deram o cano. Serão multados, sem dúvida, e condenados a beber uma garrafa inteira de "Chateau Margoso".
Eu levei um Cune Reserva 2000, da CVNE (Companhia Vinicola do Norte da Espanha - A mesma que produz o Imperial Gran Reserva, o vinho preferido do Rei Juan Carlos). Gosto muito dos vinhos deste produtor, que prima pela tipicidade Riojana e também pela elegância. Quando abri esta garrafa fiquei receoso de ter perdido o vinho, pois a rolha estava molhada e se desintegrou. Mas o vinho estava excelente. Uma cor rubi belíssima e aromas tipicos de um bom Rioja, com fruta na medida certa, com destaque para a cereja, notas sutis de casca de laranja e a madeira bem integrada. Em boca é muito elegante, com tudo muito bem integrado, e final longo. Bem, todos adoraram.
Depois disso, bebemos um que também foi unanimidade, mas infelizmente, pelo lado negativo. Nem queria comentar muito sobre isso, pois podem pensar que é preconceito meu com vinhos nacionais, o que não tenho. Mas o problema é simples: Não gostamos. Tanto que sobrou meia garrafa, o que é raro. Foi um Lidio Carraro Quórum 2005, do qual já ouvi comentários muito bons. Mas não deu. Todos acharam muito herbáceo, alcoólico, agressivo e carente de elegância, embora seja um vinho com complexidade. Há notas de folhas secas que incomodam, além de notas exageradas de sumo de laranja (notada por uma amiga da mesa ao lado). Espero que tenha sido apenas uma garrafa ruim, ou uma hora ruim para ele. Quem sabe outro dia...
Terminamos a noite com um leve Eugênio de Almeida 2008, carregado em notas de cereja.

4 comentários:

  1. É Flavio,acho que depois desta garrafa,ninguêm tira mais o troféu "Palo Alto 2011" do Tom.
    Com certeza vai levar o troféu para casa depois do "Bicampeonato".
    Perdi o CUNE mas escapei do Lidio!
    Abs, JP

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  2. Pois é João Paulo, vamos já providenciar a gravação do nome no troféu...
    abração, Flavio

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  3. Flávio,

    Dá uma raiva quando agente leva um grande vinho para um encontro e o pessoal não comparece né?

    Quanto a ter preconceito com vinho brasileiro tenho certeza que você não tem, essa garrafa é que não agradou, e isso também acontece com vinho importado.

    Abraço,

    Eugênio

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  4. Sem dúvida Eugênio! O bom é ter todo mundo apreciando para tornar um bom vinho ainda melhor. O duro é que quando a gente leva um vinho ruim todo mundo vai (rsrs...).
    E concordo com você: Não importa de onde o vinho é, ele tem é que agradar.
    Grande abraço, Flavio

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