segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Veja aqui a lista completa dos TOP 100 da Wine Spectator 2013!

E depois dos Top 10, saiu a lista completa dos Top 100 2013 da Wine Spectator. Veja abaixo (e se quiser fazer o download, clique aqui). Alguns vinhos manjados e frequentadores assíduos aparecem nela. O Vitor, do Louco por Vinhos, em seu comentário da postagem anterior, acertou alguns (Norton Reserva, Achaval etc).

Vinho
Ano
Pts
1
Cune Rioja Imperial Gran Reserva
2004
95
2
Château Canon-La Gaffelière St.-Emilion
2010
96
3
Domaine Serene Pinot Noir Willamette Valley Evenstad Reserve
2010
95
4
Hewitt Cabernet Sauvignon Rutherford
2010
95
5
Kongsgaard Chardonnay Napa Valley
2010
95
6
Giuseppe Mascarello & Figlio Barolo Monprivato
2008
95
7
Domaine du Pégaü Châteauneuf-du-Pape Cuvée Réservée
2010
97
8
Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape
2010
96
9
Lewis Cabernet Sauvignon Napa Valley Reserve
2010
96
10
Quilceda Creek Cabernet Sauvignon Columbia Valley
2010
95
11
Reynvaan Syrah Walla Walla Valley Stonessence
2010
98
12
Turley Zinfandel Paso Robles Dusi Vineyard
2011
95
13
Croft Vintage Port
2011
97
14
Bedrock The Bedrock Heritage Sonoma Valley
2011
95
15
Olivier Ravoire Gigondas
2011
94
16
G.D. Vajra Barolo Albe
2008
94
17
Alexana Pinot Noir Dundee Hills Revana Vineyard
2010
94
18
Poggerino Chianti Classico
2010
93
19
Hamilton Russell Chardonnay Hemel-en-Aarde Valley
2012
93
20
Chateau Dereszla Tokaji Aszú 5 Puttonyos
2007
95
21
Le Macchiole Bolgheri
2011
93
22
La Rioja Alta Rioja Viña Ardanza Reserva
2004
94
23
Seghesio Zinfandel Dry Creek Valley Cortina
2010
94
24
Livio Sassetti Brunello di Montalcino Pertimali
2008
94
25
Epoch Estate Blend Paderewski Vineyard Paso Robles
2010
93
26
Álvaro Palacios Priorat Les Terrasses Velles Vinyes
2011
93
27
Spring Valley Uriah Walla Walla Valley
2010
94
28
Domaine de l'A Castillon Côtes de Bordeaux
2010
93
29
R. López de Heredia Viña Tondonia Rioja White Viña Gravonia Crianza
2003
93
30
Lagier Meredith Syrah Mount Veeder
2010
94
31
Patz & Hall Pinot Noir Carneros Hyde Vineyard
2010
95
32
Bodegas Hidalgo Gitana Manzanilla Jerez La Gitana
NV
91
33
Ravines Riesling Finger Lakes Dry
2012
91
34
Bodegas Valdemar Rioja Inspiración Selección
2010
91
35
Château du Retout Haut-Médoc
2010
91
36
Bodega Norton Malbec Mendoza Reserva
2011
92
37
Quinta do Passadouro Douro
2010
91
38
Mollydooker Two Left Feet McLaren Vale
2011
92
39
Viña Herminia Rioja Excelsus
2009
93
40
Château de Haute-Serre Malbec Cahors White Label
2010
92
41
Red Heads Studio Shiraz McLaren Vale Barrel Monkeys
2011
91
42
Altos Las Hormigas Malbec Uco Valley Reserve
2011
91
43
Godelia Godello Bierzo Selección
2010
91
44
Viña Koyle Carmenère Colchagua Valley Royale
2010
91
45
Château Doisy Daëne Barsac
2010
94
46
Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley Reserve
2010
94
47
Viña Santa Rita Triple C Maipo Valley
2008
93
48
Greywacke Pinot Noir Marlborough
2011
93
49
Failla Chardonnay Sonoma Coast
2011
92
50
COS Cerasuolo di Vittoria Classico
2010
92
51
Charles Smith Riesling Columbia Valley Kung Fu Girl Evergreen
2012
90
52
Paringa Shiraz South Australia
2010
90
53
Domäne Wachau Riesling Federspiel Trocken Wachau Terrassen
2011
90
54
Honig Cabernet Sauvignon Napa Valley
2010
93
55
A to Z Wineworks Pinot Noir Oregon
2011
90
56
Robert Eymael (Mönchhof) Riesling QbA Mosel
2011
90
57
L'Ecole No. 41 Syrah Columbia Valley
2010
91
58
Avignonesi Vino Nobile di Montepulciano
2010
91
59
Donum Pinot Noir Carneros
2010
95
60
Astrolabe Pinot Noir Marlborough Province
2010
92
61
Produttori del Barbaresco Barbaresco
2007
92
62
Concha y Toro Syrah Buin Marqués de Casa Concha
2010
91
63
Hourglass Merlot Napa Valley Blueline Vineyard
2010
94
64
Rodney Strong Cabernet Sauvignon Alexander Valley Rockaway Single Vineyard
2010
94
65
Joh. Jos. Prüm Riesling Spätlese Mosel Graacher Himmelreich
2011
93
66
Macarico Aglianico del Vulture Macari'
2007
92
67
Natacha Chave Crozes-Hermitage Aléofane
2010
92
68
Chateau Ste. Michelle Sauvignon Blanc Horse Heaven Hills Horse Heaven Vineyard
2012
90
69
Boutari Naoussa
2009
90
70
Marcassin Pinot Noir Sonoma Coast Marcassin Vineyard
2007
96
71
Ashbourne Sandstone Hemel-en-Aarde Valley
2008
93
72
Shafer Relentless Napa Valley
2010
95
73
Achával-Ferrer Malbec Mendoza Finca Mirador
2011
96
74
Lucia Pinot Noir Santa Lucia Highlands Garys' Vineyard
2011
93
75
Domaine Overnoy-Crinquand Arbois Pupillin Vieilles Vignes
2009
93
76
M. Lapierre Morgon
2011
91
77
Dehlinger Syrah Russian River Valley Goldridge
2010
92
78
J.J. Vincent & Fils Pouilly-Fuissé Marie-Antoinette
2011
90
79
Ken Wright Pinot Noir Yamhill-Carlton District Savoya Vineyard
2010
93
80
Querciabella Maremma Toscana Mongrana
2010
90
81
Quinta do Crasto Douro Reserva Old Vines
2010
93
82
Mamete Prevostini Valtellina Superiore Sassella
2009
91
83
Caymus Cabernet Sauvignon Napa Valley Special Selection
2010
96
84
Jolie-Pitt & Perrin Côtes de Provence Rosé Miraval
2012
90
85
Wynns Coonawarra Estate Cabernet Sauvignon Coonawarra Black Label
2010
91
86
Fontanafredda Barolo La Rosa
2008
95
87
Graham Tawny Port 20 Year Old
NV
93
88
Pierre Paillard Brut Champagne
NV
92
89
Raymond Cabernet Sauvignon Napa Valley Generations
2009
95
90
Carlisle Zinfandel Napa Valley Hayne Vineyard
2011
93
91
Mastroberardino Taurasi Radici Riserva
2006
94
92
Château Larcis Ducasse St.-Emilion
2010
94
93
A.A. Badenhorst Family Swartland
2009
92
94
Schiavenza Barolo Prapò
2009
94
95
Bodegas Alto Moncayo Garnacha Campo de Borja
2010
92
96
Altesino Brunello di Montalcino Montosoli
2008
95
97
Louis Roederer Brut Champagne
2006
94
98
Château d'Yquem Bordeaux White Y
2011
94
99
Pierre-Yves Colin-Morey St.-Aubin La Chatenière
2011
92
100
Badia a Coltibuono Toscana Cancelli
2011
90

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

High Tide Chardonnay 2012: Bom e barato

Eu costumava beber os vinhos da pequena vinícola chilena Isla Negra, localizada a pouco mais de 100 km a sudoeste de Santiago, quando participava das degustações da Casa Fasano no Spazio 203, em São Carlos. Os vinhos da linha High Tide ("Maré Alta"), que eram de uma linha superior da vinícola, sempre agradavam. E dias atrás peguei umas garrafas deste High Tide Chardonnay 2012 na Mercearia 3M, do amigo Idinir, por ótimos 35 Reais (eles costumavam ser mais caros...). O vinho não passa por madeira, apenas matura em inox por alguns meses. Sua cor é clara, palha, e ao nariz mostra aromas que coincidem muito com a descrição do contra-rótulo: Notas cítricas, pêssego branco, minerais e herbáceas. Nada de abacaxizão, manteiga e mel. Em boca mostra muito frescor, aportado por uma acidez vibrante. O final é mineral e herbáceo. Quem é acostumado com o abacaxi, manteiga e mel pode até achar meio amarguinho. Mas para quem gosta de vinhos mais vivos, frescos, faz bem seu papel, principalmente nesses dias quentes. A diferença é simples: Uma taça de um vinho com maior frescor e sem o manteigão, não enjôa e pede outra. O vinho desce muito bem, tanto sozinho quanto com comida. É bem festivo. Peraí! Não estou falando de um Sol de Sol ou um Maycas Quebrada Seca. Estou falando de um vinho (bem) mais simples, mas com preço justo e que vai bem neste calor danado. Experimente e depois me diga o que achou.

Top 100 da Wine Spectator 2013: Milagre! O primeirão é um espanhol!

Bem, e chegou a hora da revelação do vencedor dos Top 100 da Wine Spectator em 2013. Depois de 6 americanos, "por absoluta coincidência", terem ocupado lugar entre os 10 primeiros, na companhia de 2 rodanienses e um italiano, chegou a hora do primeirão. E para surpresa geral, um espanhol, cujo produtor faz muito sucesso em nossa confraria e aqui no blog. É o riojano Imperial Gran Reserva 2004, da CVNE. Lembro-me de uma vez na confraria que o 1998 bateu de frente com grandes vinhos, entre eles um Lafite. Confesso que fiquei muito surpreso com a indicação, pois a meu ver, os vinhos espanhóis costumam ser injustiçados pela revista. Bem, mas antes tarde do que nunca. Eu nunca bebi o 2004, mas o 1998 estava maravilhoso, assim como o 1999 e o 2001, que apenas provei recentemente no Encontro da Vinci (clique aqui). Bem, à velha história batida de que o vinho é o preferido do Rei Juan Carlos, se somará o fato de ter faturado o primeiro lugar na lista dos Top 100. Ou seja, o marketing vai aumentar. Mas o fato é que ele realmente é um grande vinho. Ótima escolha da revista!!! A propósito, os vinhos da CVNE são importados pela Vinci (que mostra em seu site o da safra 2001).

Vejam abaixo os comentários da revista:


Over the past 20 years, Spain has experienced a dramatic upheaval in its deeply rooted wine industry. The epicenter of this revolution in style and character has been the country's most prestigious wine region, Rioja. 

Beginning in the 1990s, a vigorous debate pitted traditionalist bodegas against a new wave of vintners. Should Rioja maintain the supple, elegant style that had flourished since the early 20th century? Or adopt a richer, more structured approach more in harmony with the world's other great reds?

Though the polemics have been fierce, a few producers have found a middle ground that is rooted in history yet open to innovation. Among them, the benchmark bottling, for its pedigree and consistency, may be the Cune Imperial. "I feel Imperial falls in the middle of the traditional/modern divide," says Cune CEO Victor Urrutia, a member of the family that has owned Cune for five generations.

Cune (an acronym for Compañía Vinícola del Norte de España) was founded by brothers Eusebio and Raimundo Real de Asúa in 1879. Now one of Rioja's most important wineries, Cune was among the 19th century producers that helped define classic Rioja, growing several grape varieties (predominantly Tempranillo), fermenting and blending the wines in large wooden or concrete vats, and then maturing them in barrel for many years before release.

Cune was one of the first bodegas to bottle and export its wines, and one of its earliest labels, which gained renown in the 1920s, was called Imperial. It was intended for the English market, and bottled as an "Imperial pint," about 500ml.(There are actually two Imperial bottlings—Reserva and Gran Reserva. In general, Gran Reserva is made with fruit from older vines and spends extra time in barrel.) 

The grapes for the wine have always come primarily from a 50-acre parcel in Villalba in Rioja Alta. Yet, Imperial has evolved. The vineyards, once traditionally head-pruned, are now trained in rows on wires, as in Bordeaux. The percentage of Tempranillo in the blend has increased, from around 75 percent to 85 percent, while the white grape Viura has been abandoned as a component. Through most of the 1900s, all the barrels were made of American oak, and maturation extended 10 or 12 years. Today, about 30 percent of the barrels are French oak, and the wine is bottled after about three years. The wines are fermented with native yeasts.

The wine itself has maintained a consistent character. Imperial is rarely aggressive or musclebound, but it doesn't lack structure or grip. New oak never protrudes, nor the oxidation that can result from excessive barrel aging. There is ripe fruit, but it is framed by spice and mineral notes. The wine never seems too young or too old. 

"I think Rioja reaches full maturity much quicker than Bordeaux," observes Urrutia, "but has the virtue of staying on its plateau for a very long time." The 2004 Gran Reserva, aged in bottle at the winery, was released in the U.S. market in 2013 and, at $63, it is a remarkable value.

For its ability to balance past and future in such delicious harmony, the Cune Imperial Rioja Gran Reserva 2004 is Wine Spectator's 2013 Wine of the Year.

Tasting Note: Firm and a bit austere, this red shows depth and drive, with chewy tannins supporting plum, tobacco, licorice and mineral flavors. The structure is solid but the wine remains fresh. Maturing now, this has a long life ahead. Drink now through 2024. –Thomas Matthews

Special Designation: Highly Recommended
Region: Rioja, Spain
Issue Date: Sept. 30, 2013

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Top 100 Wine Spectator 2013: Veja o 4o, 3o e 2o da lista! E toma americano...rs

E a WS revelou os vinhos que ficaram em quarto, terceiro e segundo lugares em sua lista dos Top 100 2013. Depois de 3 americanos, 2 franceses e 1 italiano, pintam mais dois americanos e um francês. O número 4 é o Hewitt Cabernet Sauvignon Rutherford 2010, do Napa Valley. O número 3 é um Pinot Noir do Oregon (legal!), o Domaine Serene Evenstad Reserve 2010, do Willamette Valley. E finalmente, o segundão foi um bordozão dos bons, cujos 2008 e 2009 também já estiveram na lista. Desta vez foi o Chateau Canon-La Gaffelière 2010, um St. Emilion de respeito. 



Amanhã sai o primeirão, bem no meio de um feriadão. Aí, dá tempo de quem vende o danado dar aquela "ajeitada básica" no preço, etc. Lembro-me bem de um fato ocorrido há alguns anos, quando a lista foi liberada justamente em um feriado. Liguei na importadora para comprar duas garrafas do primeirão. Depois de me darem um chá de telefone, dizerem que o preço ainda não estava no sistema etc., fizeram o que eu temia: Na semana seguinte ele apareceu em "cestas de natal", em meio a vários vinhos encalhados. Não vendiam ele separadamente. Ou seja, venda casada. Uma pena. Não bebi o vinho nem nunca mais comprei da tal importadora. E sabe qual a diferença isso fez na minha vida? Nenhuma!!! rs.
Que vinho virá amanhã? Um americano que nunca veremos aqui? Eu estava torcendo para um Chateauneuf 2010 ou mesmo um Porto Vintage 2011. Recentemente o Dow 2007 quase beliscou. Bem, mas tem o negócio da disponibilidade etc (principalmente o "etc"...rs).  E se for o grande (e caro) Grange 2008, da Penfolds? Mas do jeito que o preço, que já era alto, subiu depois de ganhar 100 pontos da WS e Mr. Parker, acho difícil...
Vamos ver o que surgirá na lista.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Top 100 da Wine Spectator em 2013: Sexto e quinto colocados

E depois de dois americanos pintarem como décimo e nono, e dois Chateauneuf como oitavo e sétimo colocados, a Wine Spectator revela os nomes do sexto e quinto colocados de sua lista dos Top 100 2013. O sexto é um Barolão  de produtor tradicional (o que me deixa muito feliz), o Barolo Monprivato 2008 de Giuseppe Mascarello e Figlio.  O quinto colocado é um americano (mais um...rs). No entanto, agora é um branco (de rótulo muito bonito, diga-se de passagem). É o Kongsgaard Chardonnay 2010. Vejam abaixo as fotos e o texto original da revista, sobre os vinhos.
Amanhã serão divulgados o quarto, terceiro e segundo colocados, e no dia 15, o primeirão.
Nota: Os Barolo Monprivato é importado para o Brasil pela Decanter (vi que têm o da safra 2006). Não encontrei quem importa o Kongsgaard para o Brasil. 






terça-feira, 12 de novembro de 2013

TOP 100 da Wine Spectator - 2013: Oitavo e Sétimo colocados - Dois Rodanienses

E continuando a contagem regressiva para o Top 100 2013 da Wine Spectator, a revista divulgou o oitavo e o sétimo colocado da lista. E foram dois Chateauneuf du Pape da grandiosa safra de 2010. Em oitavo lugar ficou o Chateau de Beaucastel 2010 e em sétimo, o Chateauneuf du Pape Domaine du Pégaü Cuvée Réservée 2010 (veja aqui no blog postagem sobre seu irmão Cuvée Laurence do ano de 2005). 
Dois grandes produtores, grande safra, não deu outra. Acho que na lista completa ainda aparecerão outros vinhos do Rhone de 2010, merecidamente. Quem sabe uns branquinhos?
Nota: O Chateau de Beaucastel é importado para o Brasil pela Viavini (vi no site disponível o da safra 2009). O Domaine du Pégaü era importado pela Grand Cru, mas parece que não mais. Não sei quem é o importador agora.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Começou a contagem regressiva para os TOP 100 da Wine Spectator - 2013: Nono e décimo são americanos

Este ano a revista Wine Spectator comemora o 25th aniversário da lista dos TOP 100. E a contagem regressiva para a lista final já começou, com a divulgação do nono e décimo vinho. Até o dia 15 será divulgado o primeirão, e no dia 18, a lista completa dos Top 100. Bem, e lá vem representante americano...rs. Vejam abaixo as imagens.







domingo, 10 de novembro de 2013

Catena Alta 2002: A elegância adquirida em 11 anos de vida!

O danado... Com o Paolão ao fundo, 10 min...
Quando em 2004, nas saudosas megadegustações da Revista Gula, vi o Catena Alta Malbec 2002 ganhando como vinho do ano, resolvi comprar uma garrafa e guardar na adega para apreciar depois de um tempo. E o tempo foi longo. Só nessa última sexta-feira, 9 anos depois, e com o vinho já com os seus 11 anos de vida, resolvi abrir a danada para beber com meu amigo Paolão. Deitei uma picanha na churrasqueira e trocando muita prosa, bebemos o bitelo. Confesso que estava um pouco apreensivo, pois havia lido no blog de meu amigo Silvestre Tavares, o Vivendo a Vida, sobre uma vertical de Catena Alta, na qual ele mencionava que os vinhos não haviam lhe encantado. Bem, eu torci para que o problema fosse com as garrafas dele...rs. E eu acho que era, por que este, da grande safra de 2002, estava belíssimo. Obviamente, pelos anos, o vinho já não era explosivo e floral como costumam ser os Catena Alta novos. A potência deu lugar à elegância. O vinho, que passou 12 meses em barricas de carvalho francês 50% novas, mostrava-se um senhor com tudo no lugar. A fruta estava lá, menos doce que o usual (aliás, bem menos doce...), com notas de ameixa fresca e pitanga, em meio a alcaçuz, ervas frescas e um toque de cedro. Em boca, repetia o nariz, era mais seco que Malbecs usuais e mesmo depois de mais de 10 anos, mostrava uma ótima acidez, acima do que eu esperava. Valeu a pena esperar esses anos todos. Pena que a garrafa era filha única... No entanto, acho que o vinho está em seu ápice e não deve ganhar mais na adega. Se você tiver um desses, abra logo e se delicie.

sábado, 9 de novembro de 2013

RJ Distinto 2004: Ótimo blend argentino de Joffré & Hijas!

Raúl Joffré e suas 4 filhas produzem vinhos no Vale do Uco desde 1998. São 60 hectares dedicados à plantação de diferentes castas. O RJ é da linha Family Wine, o top da vinícola. São dois tipos produzidos, o RJ Distinto e o RJ Malbec. Esse RJ Distinto 2004, ofertado pelo meu amigo Paolão, foi produzido com Malbec, Cabernet e Merlot, e passou 18 meses em barricas de carvalho francês. O vinho descansou ainda dois anos em garrafa antes de ir ao mercado. A produção é relativamente pequena. Esta garrafa era a número 341 de 6.000. O vinho tem aromas de cassis, ameixa, chocolate e leve apimentado. Em boca é amplo, denso, mas muito elegante e sedoso. Acidez correta e taninos redondinhos. Vinho sem excessos, principalmente no que tange ao dulçor típico dos vinhos argentinos. Muito bom! Mais uma mostra da qualidade e boa longevidade dos blends argentinos.

Ps1. Nem o vinho, nem seu preço, são doces. Bem, mas aí o problema já passa para o Paolão...rs.
Ps2. Às vezes o nome Joffré é grafado com um "f". Mas Raúl assina com dois. Assim, preferi grafar como ele assina.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Marqués de Cáceres Gran Reserva 2001: Bela evolução!

Dias atrás passei na casa de meu amigo Paolão para levar-lhe umas garrafas de vinho. E para não perder o costume, o Paolão abriu um vinhão para apreciarmos com bons queijos. Era o Riojano Marqués de Cáceres Gran Reserva 2001. Já comentei aqui no blog sobre o 2004, levado pelo JP, e que estava uma beleza. Bem, os dois são de safras excelentes. Esse 2001 aberto pelo Paolão não fugiu à regra. O vinho é feito com Tempranillo (85%) e 15% de Graciano e Garnacha. A maturação é feita em barricas de carvalhos francês por 26 meses, com adicionais 3 anos em garrafa antes de sair ao mercado. Ao nariz mostrava notas de cereja preta, café, alcaçuz e tabaco. Em boca, repetia o nariz e mostrava uma elegância que o tempo lhe aportou. A madeira bem integrada, acidez correta e taninos devidamente arredondados pelo tempo. O vinho era intenso e o final longo e delicioso. Uma beleza de Rioja! Valeu Paolão!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mas Martinet Menut 2009: Priorato a bom preço

Todos sabemos que comprar um bom vinho do Priorato exige desprendimento. Mas dá para encontrar coisa boa a um preço razoável. O exemplo é este Mas Martinet Menut 2009. O vinho é feito com Garnacha (50%), Cariñena (15%), Syrah (15%), Cabernet Sauvigon (10%) e Merlot (10%). A maturação é feita por 18 meses em barricas de carvalho francês. O vinho é muito agradável ao nariz, com notas de ameixa e kirsch, em meio a alcaçuz, chocolate e um toque balsâmico. A mineralidade também se mostra ao nariz, mas é em boca que se manifesta, mostrando esta característica presente em bons vinhos do Priorato. A acidez é vibrante e deixa o vinho com um frescor muito bom. Os taninos são firmes e devem arredondar com o tempo. O final é um pouco curto, infelizmente. Outra coisa: É para beber no dia. Sobrou metade na garrafa e mesmo eu tenho utilizado o Vacuvin, o vinho perdeu bastante de um dia para o outro. Mas ele tem boa qualidade, e pelo preço, vale a pena ser conhecido. Quero ver o que acontece com outra garrafa que deixei na adega. Eu comprei na Wine por bons 70 Reais. Na Grand Cru está um pouquinho mais caro, mas o 2006 já esteve em oferta lá por cerca de cinquentinha. Subiu bem de uns tempos para cá. Bem, mas Priorato bom, a este preço, é difícil hein!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Comenge 2006, Marques de Riscal 2006, Emilio Moro 2005 e Fattoria Le Terrazze Rosso Conero 2005: Noite boa na confraria!

Mais uma postagem atrasada, de uma reunião de nossa confraria, ocorrida no restaurante Chez Marcel, onde apreciamos bons vinhos, dois de 2005 e dois de 2006. 
O primeiro foi um que levei, o Comenge 2006. A vinícola, de Ribera del Duero, é relativamente nova, tendo sido fundada em 1999. O nome é em homenagem ao pai do proprietário, Don Miguel Comenge Gerpe. A bodega tem a filosofia de fugir a modismos e fazer poucos, mas bons vinhos. Este Comenge 2006 é feito com 100% Tempranillo e maturou 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Ao nariz mostra boa fruta, com destaque para ameixa e cereja madura, em meio a especiarias, como alcaçuz e canela. Em boca é denso, com fruta doce mas equilibrada por boa acidez. Os taninos são bem redondos e o final bem gostoso. Um bom vinho.
Nosso confrade Rodrigo levou um Marques de Riscal Reserva 2006. O Riscal da safra 2005 apareceu por aqui algumas vezes e, embora tenha sido oriundo de uma bela safra, eu preferi este 2006. No entanto, ainda perde para as versões mais antigas deste vinho, que me agradavam mais. Eu estou achando os novos exemplares um pouco ralos. O vinho tinha as notas típicas de cereja, cítricas, de tabaco e cedro. Em boca, repetia o nariz, mostrava boa acidez e taninos finos. Mais uma vez senti falta de um pouco mais de peso. Mas é um bom vinho, claro.
O Caio levou o melhor vinho da noite, o Emilio Moro 2005. Já havia postado aqui no blog sobre o 2006. Mas aqui, a safra falou mais alto e o 2005 ditou a regra, sendo melhor que o subsequente. O vinho, de Ribera del Duero, é feito com Tempranillo e passa 12 meses em barricas de carvalho Americano e Francês. Era bem aromático, com notas de ameixa, cereja, baunilha e alcaçuz. Em boca mostrava boa acidez, era intenso e com taninos muito sedosos. Muito gostoso, mesmo! Compra certa e a bom preço. Sem erro.
E para finalizar, o vinho levado por nosso amigo Paolão, o Fattoria Le Terrazze Rosso Conero 2005. O vinho é feito com a uva Montepulciano, de vinhedos plantados no Monte Conero, a 1 km da costa, na região de Marche. A maturação é feita por 12-15 meses em barricas de carvalho. O vinho é concentrado, denso, com notas de fruta madura, com destaque para a amora, em meio a azeitona preta, café, alcaçuz e (muito) tabaco. O problema do vinho foi o excesso deste último. Embora eu goste da característica, em excesso ela incomoda (como qualquer excesso). Sufocou a fruta, que ficou muito discreta na forma de amora bem madura. Mas é um vinho que deve ter seus fãs.
Isso aí! Abaixo deixo fotos de alguns dos pratos elaborados pelo Bart e que fizeram companhia aos vinhos...
Risoto de Camarão - Iria melhor com branco ou rosé, mas...
Bisteca de porco com molho de amoras sobre puré de batata barôa... Delícia!


domingo, 3 de novembro de 2013

Clos de Tue-Boeuf Le Buisson Pouilleux 2006: Branco Natural e Particular!

Os irmãos Jean-Marie e Thierry Puzelat pertecem a uma família muito tradicional e produzem vinhos no Vale do Loire em um terreno de apenas 10 hectares em Cheverny, além de arrendar 6 hectares em Touraine. Os irmãos são adeptos da agricultura orgânica e também não utilizam SO2 durante a vinificação, apenas no engarrafamento (mas não mais que 15 mg). Para produção dos brancos, as uvas são prensadas diretamente nos cascos e o mosto fica sobre as lias até o engarrafamento, que é feito sem filtragem. Este Le Buisson Pouilleux 2006 é um Sauvignon Blanc bem diferente do que se conhece desta uva em outros locais e até mesmo no Loire. O vinho, de uma cor dourada bem bonita (com toques alaranjados), tem notas oxidativas, de levedura e maçã. Em boca repete o nariz e mostra-se levemente adocicado. O final tem o toque de levedura, um fundinho amendoado e leve amanteigado. Acredito que o tempo lhe aportou algumas das características supracitadas. Ele já não tem muito frescor, que talvez possuísse quando era mais jovem. É um vinho diferente, particular, que me agrada bastante. Vale a pena experimentar. Deve acompanhar bem uma truta. Eu tentei com uma bacalhoada, mas dei com os burros n'água...rs. Bem, à noite abro um Chardonnay com mais peso ou um tinto leve português para matar o que sobrou (que curtido, fica ainda melhor...rs).