quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Chateau de Beaucastel 2007: Um Chateauneuf du Pape maravilhoso!

A família Perrin é pioneira em cultivo orgânico desde 1950 e biodinâmico desde 1974. A consciência em manter o equilíbrio da natureza vem de décadas. Por outro lado, ressaltam que a Grenache não deve dominar seus Chateauneufs, que devem trazer o equilíbrio de todas as 13 uvas permitidas pela denominação. Com isso, buscam um vinho potente, estruturado, mas elegante e fresco. As 13 castas são vinificadas separadamente para depois formarem o blend. Dentre elas, a Grenache e Cinsault dão calor, cor e volume ao vinho; Além de paladar peculiar, a Mourvédre, Syrah, Muscardin e Vaccarese dão estrutura e capacidade de envelhecimento; Counoise e Picpoul dão corpo, frescor e aromas particulares; e assim vai... Neste Chateau de Beaucastel 2007 as proporções foram Cinsault 5%, Grenache 30%, Mourvèdre 30%, Vaccarèse, Terret noir, Muscardin, Clairette, Picpoul, Picardan, Bourboulenc, Roussanne: 15%, Counoise 10% e Syrah 10%. A maturação é por um ano em foudres de carvalho. É também preocupação dos produtores que a madeira não predomine. O vinho é extremamente aromático, principalmente depois de um tempo de decanter. Tem notas florais em meio a amoras, coulis de framboesa, figo, alcaçuz e baunilha. Depois de um tempo surgiram notas de tabaco, café e chocolate. Parece muito, né? Exagero? Não! O vinho vai se transformando. É um camaleão! Característica de grandes vinhos. Em boca, apesar de intenso, mostrava grande frescor, taninos finíssimos e um final especiado interminável. Uma maravilha! Esse é grande, mesmo. Só por referência, a Wine Spectator também achou, lhe outorgando 96 pontinhos.  
Foi oferta do Carlão em seu aniversário, ainda em 2014. Valeu!




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Grand Estates 2012

Rapidinho: A vinícola americana Columbia Crest chamou a atenção do mundo do vinho quando seu Cabernet Sauvignon Reserva 2005 faturou o primeiro lugar na lista dos Top 100 da Wine Spectator em 2009. Um feito gigante para um vinho que custava na época 27 doletas. Bem, eu apreciei alguns vinhos deles, que sempre se mostraram "doces" para o meu gosto. Este Columbia Crest Cabernet Sauvignon Columbia Valley Grand Estates 2012 (êta nomão!) não fugiu muito à regra. Comprei o danado em um supermercado em Orlando por 8,5 doletas para conferir se os 90 pontos outorgados pela Wine Spectator se justificavam. Bem, o vinho tem aromas de ameixas em compota, cassis, chocolate e especiarias. A baunilha tá lá... firme. Em boca tem uma entrada doce, equilibrada por uma boa acidez e taninos redondos. Tem boa estrutura para um vinho deste preço e é prato cheio para novomundistas de carteirinha. A fruta compotada e a baunilha dão o tom. Não é o meu vinho, mas tem seus fãs, claro. E por este preço...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Georges Duboeuf Fleurie 2011: Ótimo Cru de Beaujolais!

Já comentei aqui no blog, mas vale lembrar que os dez Cru de Beaujolais (Morgon, Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Fleurie, Juliénas, Moulin à Vent, Régnié, Chénas, Saint-Amour) originam vinhos ricos e longevos, diferentes dos leves e imediatos Beaujolais (incluindo o "famoso" Noveau). Quem até hoje só experimentou os simples Beaujolais Villages ou Noveau, precisa beber um Cru de Beaujolais para saber do que estou falando. E o incrível é que não pagará muito a mais. Aliás, eu paguei menos nesta garrafa de Georges Duboeuf Fleurie 2011, que o pessoal estava pagando por um conhecido Beaujolais Noveau anunciado com pompas todo mês de novembro. O Cru Fleurie origina vinhos mais leves que seus vizinhos Moulin-à-vent e Morgon. São vinhos florais e com grande aptidão gastronômica. Georges Duboeuf é um produtor tradicional, e este seu Fleurie estava uma beleza. Vinho floral, aromático, com notas de frutas silvestres e um fundo de funghi secchi. Em boca mostra acidez vibrante, mineralidade, taninos finos e muita vivacidade. É leve e seco, com final floral e de funghi secchi. É bom sozinho, mas melhor ainda com comida. Não precisa de decantação. Curta na taça e pronto. Vi em um site francês que fica ótimo com comida condimentada, a base de curry, particularmente. Esqueça os Beaujolais "engana iniciante". Experimente um Cru! Veja abaixo um mapa com as apelações de Beaujolais, incluindo os 10 Cru.

Nota do esquadrão anti-bomba: Não é vinho para amantes de geleionas, madeirona, baunilhão, tostadão etc. 

As apelações de Beaujolais (mapa de www.discoverbeaujolais.com)


sábado, 31 de janeiro de 2015

Brunello di Montalcino Banfi 2009 e Rubesco Lungarotti 2011: Boa dupla italiana!

O Brunello di Montalcino Banfi 2009 tinha cor escura, aromas de cereja preta, tostado, tabaco e alcaçuz. Em boca, embora novo, já se mostrava apreciável. A cereja preta, tostado e alcaçuz se mostram no paladar. Os taninos ainda estão lá, claro, mas nada que incomode. Estilo moderno. Não surpreende, mas não decepciona. Mas eu espero mais de Brunellos. 
E saindo da Toscana, para a Umbria, o Rubesco Lungarotti 2011. Nesse ano o vinho foi feito com 90% Sangiovese
e 10% Colorino (alguns anteriores tinham também a Canaiolo,  em corte parecido com Chianti). É maturado por um ano em botte e um ano em garrafa antes de ir ao mercado. Tem cor escura e aromas de frutas maduras, florais, tabaco e especiarias. Em boca o tabaco se destaca juntamente com aromas herbáceos. Tem médio corpo, acidez que lhe aporta frescor, mineralidade e um final levemente herbáceo, que lhe dá charme. É um vinho próprio para comida, seja uma boa carne grelhada ou uma massa com molho vermelho. Para aqueles acostumados com vinhos italianos. Gostei! É importado pela Mistral (safra 2008).

Contra perfeito!

Confraria do Ciao: Obelisco CS Red Mountain 2010, Valmarino Reserva de Familia 2008, Val de Flores 2007 e outros mais

Em noite quente, com presença maciça de confrades, apreciamos um branco e vários tintos, mostrados na foto e descritos a seguir.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Quinta da Mimosa 2011: compra certa

Rapidinho: Não faz muito tempo que conheci o Quinta da Mimosa, da Casa Ermelinda Freitas. Mas desde que experimentei, fiquei fã do vinho. E este Quinta da Mimosa 2011 está muito bom. Aliás, sendo da bela safra de 2011, era de se esperar coisa boa, É um vinho feito com uvas Castelão (Periquita) de vinhas de mais de 50 anos de idade. Matura por um ano em meias-pipas de carvalho. Tem cor escura, concentrada, e ao nariz mostra notas de ameixas secas e amoras maduras, em meio a tabaco, cacau e especiarias. Em boca, repete o nariz, mostra um toque balsâmico, boa acidez, mineralidade e taninos firmes. Tem uma secura que me agrada. É um vinho que deve ganhar em adega. Já foi mais barato, mas ainda pode ser encontrado ao redor de 70 Reais, que o faz um ótimo custo benefício. Compra certa! Sirva para amigos em um jantar, com uma boa carne, e agradará, sem dúvida!
Veja aqui um post com o 2009.

Principal Rosé 2010, Abadia Retuerta Selección Especial 2010, Brunello di Montalcino Renieri 2008, Achaval Ferrer Finca Altamira 2009, Raka Quinary 2007, Primeira Estrada Syrah 2010 e Royal Tokaji 5 Puttonyos 2007... Ufa!

Estou meio atrasado com este post (na verdade, muito...rs)... Foi uma noite de recepção aos irmãos Joãozinho e Rodrigo, que voltavam de viagem. E é claro, merecedora de bons vinhos. Vamos a eles.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sagrantino di Montefalco Antonelli 2000: Temperamental

Embora com uma história centenária, L'Azienda Antonelli começou a produzir e comercializar vinhos só em 1979, no coração da DOCG Montefalco (Umbria). As uvas são produzidas de forma orgânica. As principais uvas plantadas na Azienda são a Sagrantino e Sangiovese, mas também plantam algumas de origem francesa, como a Merlot e Cabernet Sauvignon, e as brancas Grechetto e Trebbiano Spoletino.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Galatrona 2004: Um Petrus italiano?

Bem, o título é provocante, mas não sou eu quem disse isso. Aliás, na verdade, este Galatrona 2004 é comparado a um Le Pin na revista Wine Spectator. O que é comparado ao Petrus 1989, na mesma revista, é o 2007. De qualquer forma, a comparação se faz, obviamente, pelo fato de ser um grande Merlot. E bota grande nisso! Este vinho foi gentilmente ofertado pelo amigo Akira, que adquiriu grandes italianos em 2014 e levou este para bebermos em casa. 

sábado, 3 de janeiro de 2015

Quanta Terra Grande Reserva Branco 2009: Branco duriense de peso!

Em degustação que participei no ano passado, em Campinas, encontrei com o Eng. Celso Pereira, produtor dos famosos (e excelentes) espumantes portugueses Vértice. Na ocasião, apreciei obviamente os espumantes e também os vinhos tintos da Quanta Terra, por ele produzidos. Gostei bastante. Mas ele, muito entusiasmado, disse-me que pelo jeito eu gostaria mesmo é de seu Grande Reserva Branco, que ele achava excelente. No entanto, ele disse que ninguém estava trazendo para o Brasil. Eu fiquei triste na hora, mas no dia seguinte saí à procura.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Quinta do Noval 2008:Grandioso!

Para muitos, o nome Quinta do Noval remete imediatamente aos seus estupendos vinhos do Porto. Mas a Quinta produz também vinhos de mesa de muita categoria. Um exemplo é o Cedro do Noval, que possui ótima relação custo/benefício e que, para mim, briga fácil com Meandro, Vertente e outros portugueses que também são compra certa. E o Cedro tem a vantagem de custar um pouco menos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Na hora da virada: Champagne Fleury Brut

Estamos em 2015! Espero mesmo que este ano seja melhor para todos. Eu comemorei bastante o final do anterior, que não achei legal. E nossa passagem de ano foi brindada com um Champagne Fleury Brut. Já pintou por aqui seu irmão safrado, de 1999. Este é um não safrado, de preço mais em conta, mas de muito boa qualidade. A cor é amarelo claro e o vinho tem notas de panificação mais presentes que seu irmão. As borbulhas são menos numerosas e um pouquinho maiores. Ao nariz, mostra notas de maçã, abacaxi e florais, em meio às citadas notas de panificação. É um Champagne com bom corpo e estrutura. Seu irmão safrado me agradou mais, o qual achei mais refinado. Mas este NV é um ótimo Champagne e seu (bom) preço é 2/3 do outro. Assim, torna-se uma boa compra. E ele tem estrutura para ser guardado por mais uns anos. Foi perfeito para celebrar a passagem de ano! O vinho é importado pela Delacroix.