segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Esporão Verdelho Branco 2014: Confira!

Esse Esporão Verdelho Branco 2014 foi considerado o melhor do ano no concurso de vinhos de Portugal, em 2015. Também ficou com o posto de melhor vinho monocasta no mesmo concurso. Foi a primeira vez que um branco conseguiu essa façanha. E não eram só 30 garrafas competindo, como se vê em muitos desses concursos...rs. Eram 1156! O número de jurados era grande, com 81 jurados portugueses (maioria enólogos de casas produtoras) e mais 22 de outros 8 paises. Ou seja, é um concurso que inspira mais confiança. E a proeza do vinho fica ainda maior quando consideramos que custa meros 8 Euritos em Portugal... Aqui, custa perto de 80 Reais, mas mesmo assim, é uma bela compra perto do que temos nessa faixa de preço. O vinho tem uma cor citrina bonita, brilhante e bem transparente, e aromas de maçã gold e pêra, com toques cítricos e minerais. Em boca é macio, "cremoso", mostra boa acidez, corpo médio e mineralidade. O final tem um toque de abacaxi e especiarias. Ótimo vinho elaborado pelos enólogos David Baverstock e Sandra Alves. Acompanhou com perfeição a Lula Recheada e as Postas de Bacalhau Empanadas do Duarte, no Tablado dos Sabores.


Veja aqui a postagem sobre o exemplar de 2011.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

E saiu o nome do grande Campeão da lista dos Top 100 da Wine Spectator 2015!

Finalmente, depois da divulgação decrescente dos Top 10-2 melhores vinhos segundo a revista norte-americana Wine Spectator, saiu o nome do grande campeão! Os candidatos eram muitos, claro, mas quem levou a taça foi um californiano, do Napa Valley, e do ano de 2012... Eu havia previsto que os americanos desse ano iam se dar bem (aqui). Bem, não conheço vinhos deste produtor (quem quiser ler mais sobre ele acesse aqui). No entanto, acho um pouco incoerente a escolha. A WS usa vários critérios para classificar os vinhos nessa lista, e além de sua qualidade (e o prazer que dá), considera o preço, disponibilidade no mercado americano etc. Este vinho é caro (e deve ficar mais...rs). Custa 195 doletas e dele foram produzidas 1.785 caixas. Sua pontuação pela revista é 96. Só como exemplo, comparem com o número 3, um Pinozão do Oregon, que custa 70 doletas, com produção de 1.176 caixas e 98 pontos da WS. Por que o Peter Michael ficou na frente? Bem, sei lá...rs. Na segunda pinta a lista completa dos Top 100.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Top 100 da Wine Spectator em 2015: Saiu o Quarto, Terceiro e Segundo!

E tá quase! Falta pouco para a gente saber quem será o primeirão na lista dos Top 100 da Wine Spectator. Acabou de sair o quarto, terceiro e segundo colocados na lista. Bem, eu já previa a presença deles. Dois americanos da grande safra de 2012 e um belíssimo Brunello da esplendorosa safra 2010! Bem, um americano é famoso, de Washington, o outro, um belíssimo Pinot Noir do Oregon, que eu tenho na adega...rs, e por último, outro também que já tenho guardado: Brunello di Montalcino Il Poggione 2012. Este faturou também 98 pontos do Mr. Parker.




Dois amigões, dois vinhões: Newton Chardonnay 2011 e Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2005!

O Paolão ligou chamando para comermos algo em sua casa e obviamente, mandar ver em uns vinhões, por que ninguém é de ferro. Terça-feira brava e lá fui eu, carregando um espanhol de estirpe debaixo do braço. Chegando lá, o Paolão já havia aberto um Newton Chardonnay 2011 para iniciarmos os serviços. O californiando fez sucesso. Do início ao fim da noite foi mudando, ganhando novas nuances, o que mostra que o danado é um vinho de primeira. O vinho tem bela cor amarelo brilhante, bem transparente, e aromas de pera, maçã verde, abacaxi, baunilha e leve mel. Tudo isso em um fundo mineral que se acentuou com o tempo, lembrando aqueles toques de gás de isqueiro, frequentemente encontrados em Rieslings. Em boca, mostrou grande pureza, mineralidade, ótima acidez, e grande persistência. Tem o carimbo americano, mas é mais seco que muito de seus conterrâneos e sem grande influência da madeira ou fruta em excesso. É um vinho de muita presença.
Bem, e partindo para o tinto espanhol que levei, tratava-se de um grande Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2005, da Marquês de Murrieta. Esse riojano dispensa apresentações. Eu havia prometido beber com o Paolão, em comemoração ao seu aniversário de 70 anos, que ocorreu recentemente. E acho que o cara gostou...rs. Bem, é vinho para mais de metro. Rioja mais modernoso. Cor escura, aromas ricos de ameixa, cereja preta, casca de laranja, alcaçuz, chocolate e caixa de charuto. Em boca era amplo, intenso, mas ao mesmo tempo, muito elegante e sedoso. Por outro lado, a bela acidez lhe aportava ótimo frescor. O final era interminável. Tem um tostado característico, tanto ao nariz quanto em boca, que, no entanto, era mais evidente no seu irmão de 2004. Gostei (demais) dos dois, claro, mas achei o 2005 mais fresco. Na trilogia das safras (2001, 2004 e 2005), ainda fico com o 2001 (adorei os vinhos dessa safra...). Uma definição para este 2005? Maravilha! É daqueles vinhos que deixam marcas. Primeiro time! Top 100 da WS em 2014, com 94 pontos e a designação de "highly recommended".
Paolão mirando o Ygay...


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Top 100 da Wine Spectator em 2015: Sexto e Quinto!

Hoje a Wine Spectator divulgou mais dois vinhos dos Top 10 de 2015. Saíram o sexto e o quinto vinhos. O sexto da lista é um que gosto demais, e que é também querido de nossa confraria: Aalto 2012. Este espanhol de Ribera del Duero é excelente. Aguardem logo aqui uma postagem sobre seu irmão maior, PS, de 2009. O quinto é um californiano, do ano de 2012 (como eu previa...). Um Chardonnay de Santa Cruz Moutains, da vinícola Mount Eden Vineyards. O pior é que tive um desses nas mãos no início do ano em uma loja nos EUA... E não coloquei na cesta. Ontem meu confrade Paolão e eu matamos um Chardonnay californiano que estava uma beleza. E provavelmente, esse Mount Eden deve ser ainda melhor.
Este certamente meu confrade Caio já tomou vários...rs (só ele e JP entenderão o que digo...rs)



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Top 100 2015 da Wine Spectator: Sétimo e Oitavo!

E continua a contagem regressiva até o número 1 da Wine Spectator para o ano de 2015... Ontem, a revista apresentou o décimo e nono colocados na lista dos Top 100 2015 (veja aqui). Era um sulafricano (Klein Constantia) e um Bordeaux 2012 (Clos Fourtet), respectivamente. E o que será que vem por aí? Eu estou esperando Brunello e Barolo 2010 na lista final (Barolo 2011 também tá bem na fita...). Oregon e Califórnia de 2012? Portugueses do mesmo ano? Deve ter também. Hoje, saiu o sétimo e o oitavo. Um Amarone (8o), que apesar de não ser dos meus vinhos prediletos, me deixa feliz por ser italiano, e um Pinot Noir da Nova Zelândia (7o), onde são produzidos PN que sou fã! Vejam as figuras:




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Começou a contagem regressiva para os Top 100 2015 da Wine Spectator! Veja o décimo e o nono!

Todo final de ano a Wine Spectator lança a sua lista dos Top 100. É claro que é uma posição da revista e seus avaliadores, e não deve ser levada como verdade absoluta. Mas eu acho divertido, apesar de ter muitas reservas. Só não gosto é do aumento de preços dos vinhos premiados que vem logo em seguida ao anúncio. Isso se conseguirmos achar alguns no mercado... Bem, mas acabou de sair o décimo e nono colocados. Aí vai:

Sulafricano de sobremesa... Famoso, que andou esquecido, mas que voltou aos holofotes.

Bordozão de 2012 (que pelo jeito gerou bons vinhos...)





Assados na cozinha do Tom, com grandes vinhos: Almaviva 2009, Marchesi di Barolo Cannubi 2004, Pago de Capellanes Crianza 2009, Altos Las Hormigas Paraje Altamira 2011, Callejon del Crimen Gran Reserva 2010 e Castelo D'Alba Grande Reserva 2012


Fazia já um tempo que o Tonzinho não esbanjava suas habilidades nas grelhas de sua cozinha... Mas nesse domingo ele mandou ver, e não deixou barato. Carnes maravilhosas de Wagyu, Black Angus e Porco Preto, que escoltaram com maestria os vinhos levados pelo pessoal. 
O primeiro da esquerda foi ofertado pelo Tonzinho, e era um Altos Las Hormigas Paraje Altamira 2011. Bem, se o normal da vinícola já é legal, e o Reserva muito bom, imagine esse de um vinhedo único? O vinho é fermentado por leveduras da própria uva e passa 24 meses em barricas de carvalho francês. Tem aromas de framboesas, carnosos e de cacau. Em boca é sedoso, com boa acidez, taninos finos e final longo e especiado. Uma beleza de Malbec. Não é daqueles doces demais e carregadões de ameixa. Tem longa vida pela frente, ou melhor, teria...rs. Perfeito para as carnes do Tom.
O segundo vinho da foto, levado pelo Thiago, é um conterrâneo do primeiro, mas em um estilo um pouco diferente. É um Callejon del Crimen Gran Reserva 2010. Seus 12 meses de barrica não deixam marcas e o vinho é bem fresco. Tem aromas de framboesa, carne e couro. Em boca é mais seco que os tradicionais Malbecs e mostra ótima acidez e mineralidade. Eu gostei dele, justamente por fugir ao padrão. Vale a pena conhecer.
O terceiro vinho foi levado pelo Caião. Bem, esse dispensa apresentações. Aliás, já foi descrito aqui no blog: Almaviva 2009. Só que agora já está um pouquinho mais evoluído que quando bebemos há pouco mais de um ano. No começo tem nota apimentadas e leve goiaba em meio ao cassis, que com o tempo, domina os aromas, juntamente com chocolate amargo e pimenta-do-reino. Um belo vinho, sempre questionado pelo seu preço, mas que não deixa de ser grande. Está em plena juventude. Pode ser guardado por muitos anos.
Do lado direito do Almaviva, o Marchesi di Barolo Cannubi 2004, levado pelo JP. Esse também já pintou aqui no blog há 3 anos (clique aqui), e dispensa comentários. Embora tenha evoluído, ainda está muito parecido com o que bebi em 2012. Notas de pétalas de rosas, ameixas, alcaçuz, tostado e café. Em boca, bela acidez e taninos maduros. O final, longo e com notas de alcaçuz. Delicioso!
À direita do Barolão, o duriense levado pelo Luiz Fernando: Castello D'Alba Grande Reserva Vinhas Velhas 2012. É bastante diferente de seu irmão de 2011, que era mais floral e mostrava-se mais fechado quando o apreciamos. Esse 2012 está menos floral, com fruta mais madura (framboesa), uva passa e notas achocolatadas. A Touriga Franca dá o tom. Em boca mostrou-se muito macio, sedoso, e com final achocolatado. Estilo bem diferente de seu irmão, e bem mais pronto. Eu gostei dele! 
E para finalizar, o vinho levado por este que vos escreve: Pago de Capellanes Crianza 2009. Esse é um Ribera del Duero que sempre agrada a turma. E este 2009 estava uma beleza. Ao nariz mostra notas florais, de ameixa e alcaçuz, em um fundo cítrico. Em boca é fresco, mineral e com final longo e especiado. Delicioso! Bem dados os 93 pontos da WS e a designação de "highly recommended". Ótimo agora, mas com longa vida pela frente. 
Bem, isso aí. Outra bela tarde na cozinha do Tom, com belas carnes e vinhos de primeira. Ah, e companhia de primeira, claro!
Carnes "light" do Tonzinho...rs.




sábado, 7 de novembro de 2015

Falernia Pinot Noir Reserva 2013, Las Moras Gran Syrah 3 Valleys 2012, Cedro do Noval 2010 e Cortes de Cima Touriga Nacional 2007


Reunião da confraria regada a dois vinhos sulamericanos e dois portugueses. Todos bons!
O primeiro foi o Falernia Pinot Noir Reserva 2013, levado por este que vos escreve. O vinho ganhou troféu internacional no Decanter World Wine Awards (DWWA) 2014 como o melhor Pinot Noir do mundo abaixo de 15 libras. O vinho também foi destaque absoluto no Chile Wine Awards 2014, realizado em São Paulo. E esta é apenas a sua segunda safra. As uvas vem de um vinhedo chamado Titon, plantado a 20 km do Pacífico. Apenas 30% dele é maturado em barricas de carvalho. Ao nariz mostra notas de morango e cereja, em meio a especiarias e toques terrosos. Em boca é de corpo médio, mostra boa acidez e mineralidade. O tempo em taça lhe faz muito bem. Eu decantaria por um tempo para ele revelar suas qualidades. É um Pinot Noir Chileno, que pode ser reconhecido como tal, mas possui tendências velho-mundistas, como aliás, têm os vinhos da Falernia que conheço. Gostei muito! Vale a pena experimentar. Comprei na Winemeup, onde aliás, pode-se encontrar os ótimos vinhos da Quinta das Bágeiras.
O segundo vinho da foto foi levado pelo JP, e trata-se de um Las Moras Gran Syrah 3 Valleys 2012. Eu estava curioso para apreciar vinhos mais elaborados desta vinícola, visto que um bem simples que bebemos tempos atrás, já mostrava qualidade. Este Syrah é um vinho feito com uvas de 3 vales onde a vinícola Las Moras produz seus vinhos: Tulum, Pedernal e Zonda. O vinho passa 17 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.  No começo, o vinho exalava um pouquinho de álcool, mas em pouco tempo isso se ajustou e podia-se notar aromas de amoras maduras, vegetais, chocolate, alcaçuz e especiarias. Em boca era intenso, denso, mas com boa acidez que lhe dava frescor. Apesar de jovem, mostrava taninos redondos. O final era longo, levemente vegetal e com notas de alcaçuz. Tem longa vida pela frente. Um ótimo Syrah, comprovando a vocação da vinícola para elaborar bons vinhos com esta casta.
O terceiro da foto é um Cedro do Noval 2010, levado pelo Caião. Esse é um vinho que sempre agrada. O vinho mostrava notas de amoras em meio a azeitona preta, alcaçuz e um fundinho de café. Em boca, repetia o nariz e mostrava-se mais maduro que seus irmãos de anos anteriores. Eu também achei menos mineral que eles. E essa é uma característica que gosto muito no Cedro. Apesar de bom, acho que ficou devendo um pouco neste quesito.
E para finalizar, um Cortes de Cima Touriga Nacional 2007, levado pelo rei dos portugueses, nosso confrade Paulinho. No início, mostrava-se um pouquinho alcoólico, mas depois, esbanjou aromas de cereja, ameixa, tabaco e especiarias. Em boca, mostrava ótimo conjunto, com acidez adequada e taninos devidamente arredondados pelo tempo. Já está entrando naquela fase que lembra um bom porto. Eu gosto quando está assim. Mas ele já está no seu ápice. Está ótimo agora e não tem mais o que evoluir. Se tiver um deles na adega, abra logo e mande ver, que será prazer garantido.
Isso aí! 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O lançamento Crasto Superior Syrah 2013 se destaca em degustação da Mercearia 3M em São Carlos

Na semana passada aconteceu mais um evento da Mercearia 3M em São Carlos, com vinhos da Importadora Qualimpor. O evento contou com a presença de Tomás Roquette, um dos proprietários da Quinta do Crasto, que apresentou vinhos de novas safras, incluindo o ótimo lançamento Crasto Superior Syrah 2013. Esse é novidade, e está em sua primeira safra. É talhado aos molde dos Côte-Rôtie, com fermentação simultânea da Syrah com uma pitadinha de Viogner (no caso, 3%). A maturação ocorre em barricas novas de carvalho francês, por 16 meses. Apesar de novo, este Syrah mostra que veio para fazer sucesso. Ao nariz mostra notas florais, de amoras, chocolate amargo e especiarias. Em boca, repete o nariz, mostra boa acidez e taninos firmes, que deverão se amaciar com algum tempo de adega. O final é longo e com notas de cacau. Ótimo vinho, que deve evoluir bem em adega. Se for beber agora, abuse do decanter que o bichão vai ficar redondinho. Mais um belo vinho da Quinta do Crasto.
Ainda no estande da Quinta do Crasto, servidos pelo próprio Tomás Roquette, bebemos outros vinhos, alguns que já pintaram por aqui, como o Roquette e Cazes 2012 e o Crasto Vinhas Velhas 2012. Também ótimos estavam o Crasto Douro 2014, com o frescor de sempre, e pedindo um tempo para ficar ainda melhor, o Crasto Superior 2013 tinto e o fresco e cítrico Crasto Superior Branco 2014
Tomás Roquette e seus vinhos


Mudando para a Esporão, o João Buchalla me serviu um ótimo Esporão Reserva Branco 2014, com notas de pera, maçã gold, abacaxi em calda e especiarias. Esse nunca falha! Imbatível em sua faixa. Também bebi novamente o Esporão Reserva tinto 2012, ótimo e já comentado aqui, e o Assobio 2012, que seguindo os passos de seu irmão de 2011, está muito bom.
Para finalizar, destaque para o frescor do Cava Segura Viudas Reserva Heredad, que se mostro cítrico e vibrante. Perfeito para bebericar ou acompanhar ostras frescas. Muito bom! 
Isso aí! Mais um ótimo evento organizado pelo Idinir e equipe!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Roquette e Cazes 2012: Um dos melhores da linha!

Bebemos esse Roquette e Cazes 2012 em companhia de seu produtor, Tomás Roquette, que estava em visita a São Carlos. Bem, todo mundo sabe que o vinho é produto de parceria entre a família Roquette e a família Cazes, de Bordeaux. O vinho é o irmão "menor" do grande Xisto, e é elaborado com 60% Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz. A maturação ocorre em barricas de carvalho francês (70% novas) por 18 meses. Os enólogos são Daniel Llose (Château Lynch-Bages) e Manuel Lobo (Quinta do Crasto). Ao nariz o vinho mostrava as notas florais da Touriga Nacional, mas sem exageros, fruta madura (amoras e framboesas), chocolate, bolo inglês e um abaunilhado na medida. Lembrou-me o Crasto Vinhas Velhas 2012. Em boca mostrou-se intenso, mas muito elegante, com boa acidez, que lhe aportava frescor, e taninos finos. O final de boca era longo e especiado. Esse é, na minha modesta opinião, o melhor Roquette e Cazes já produzido, e o mais pronto para ser consumido. Deve ganhar com adega, mas já dá grande prazer agora. Ótimo vinho! Como sempre digo, falar bem dos vinhos da Quinta do Crasto é chover no molhado...rs. E de novo, tivemos uma prova disso.
à direita, da frente para o fundo: João Buchalla, Tomás Roquette e João Palhinha.
à esquerda, da frente para o fundo: Evandro, Lëo e Idinir (3M) e eu.



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Domaine Tissot Arbois Savagnin 2009: Que belo branco!

Gosto dos brancos com presença, mais encorpados... Mas não aqueles exagerados, como os Chardonnay amanteigados, repletos de abacaxi etc. Tem que ter frescor, mineralidade, senão...
Esse Domaine Tissot Arbois Savagnin 2009 é um daqueles que me deixam feliz. É vinho de uma região francesa pouco badalada (Jura) e que deveria ser mais presente nas taças de bons apreciadores. Mas deixemos assim. Afinal, sem badalação os preços se mantêm em um patamar mais justo. Apesar de que esse não é lá dos mais baratos. No entanto, justifica plenamente seu preço, dando um baile em muitos mais caros. É um 100% Savagnin, com estágio de madeira por 3 anos. As uvas são cultivadas sem agrotóxicos e a fermentação é feita por leveduras da própria uva. Apenas 4.000 garrafas são produzidas por safra. É um vinho de uma cor belíssima, amarelo dourado bem forte. Os aromas são muito ricos, com notas de damasco, maçã gold, cardamomo, curry, nozes, leve mel e aquele toque oxidado delicioso ao fundo. Em boca, ótima acidez, que tornava o vinho vibrante e muito fresco, apesar de sua intensidade. O final era muito longo, e com aqueles toques oxidados que davam um charme enorme ao conjunto. Uma delícia de vinho! Se você gosta de Jerez e também dos belos brancos de Lopez de Heredia (Tondonia), tem que beber esse. Dizem que fica muito bom com queijo Comté. Eu não testei, mas quero fazê-lo logo, pois é um vinho que quero apreciar mais vezes. É importado pela Delacroix.

Nota: Não é vinho para quem gosta de brancos leves, frutadinhos etc. Ou pode ser, para que esqueçam um pouco esses...rs.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Que tarde foi essa na casa do Paulinho??? Trimbach Riesling 2011, E. Guigal Hermitage Branco 2010, El Enemigo Chardonnay 2011, Bruno Clair Savigny-les-Beaune La Dominode 2010, Incógnito 2009 e Le Dauphin de Guiraud 2004!

Nesse feriado prolongado o confrade Paulinho nos convidou para um almoço na sua casa, no qual o Caião faria sua famosa Paella Caieciana. E foi uma tarde das melhores. Aliás, como sempre são aquelas que passamos com a família do Paul...
Abrimos a tarde com um branco que levei, o Trimbach Riesling 2011, um alsaciano de produtor muito tradicional. É um vinho floral, cítrico, com notas de maçã verde e aquelas minerais típicas da casta (mas sem exageros). Ao fundo, um toque de mel na medida e bem agradável. Em boca, super fresco, com acidez vibrante e muita mineralidade. Perfeito para frutos do mar, de preferência ostras frescas. Uma delícia de Riesling! Dá para beber agora ou guardar com tranquilidade. 

Ainda nos brancos, o Thiago levou um que estava muito curioso para conhecer: El Enemigo Chardonnay 2011. Vinho das Bodegas Aleanna (Alejandro Vigil e Adrianna Catena). É um vinho feito com uvas plantadas a 1.500 metros de altitude e fermentadas em barricas de carvalho francês. O legal é que a barrica é muito bem utilizada, sem deixar marcas profundas. Tem aromas muito finos de pêra e camomila, amendoado e com um fundinho leve de abacaxi e favo de mel. Em boca é muito elegante, sem exageros de nada, com ótimo frescor e mineralidade. Eu esperava um Chardonnay mais pesado, como costuma ser os argentinos, mas não, era elegante e fino. Espero que o mantenham assim. Muito bom!

E para fechar a lista dos brancos, a foto abaixo mostra a garrafa do excelente E.Guigal Hermitage branco 2010, que levei para os confrades conhecerem Este já foi descrito aqui no blog e não precisa falar mais nada. Só que é um vinhaço!
 

E no meio da foto acima (e isolado na foto lateral) está o primeiro tinto da tarde, ofertado pelo anfitrião, Paulinho. Era um Bruno Clair Savigny-Les-Beaune Premier Cru 2010. Outro vinho de primeira grandeza. Ao nariz mostrava notas de cereja e morango, em meio a especiarias e toques terrosos. Depois de um tempo em taça, mostrou toda a sua força. Em boca mostrava acidez vibrante e taninos firmes. Era um vinho fresco e muito mineral, com final longo e especiado. Uma delícia de Borgonha! Ótimo agora e com grande potencial para uns bons anos de adega. 
Não contente, o Paulinho abriu uma de suas especialidades: Vinho português! E não era qualquer um! Simplesmente, um Incógnito 2009, da Cortes de Cima. Também não há muito que falar desse grande Syrah, que também já foi citado aqui no blog. Um vinhaço, fresco, mineral, com excelente fruta e um final interminável. Vinhão top, que teria muitos anos pela frente... Esse, já foi! rs.
E para finalizar, um belo Sauternes: Le Dauphin de Guiraud 2004. Aqui o negócio pega. É o segundo vinho do grande Chateau Guiraud, do qual sou fã incodicional. Atualmente, leva o nome Petit Guiraud. É um vinho feito no mesmo estilo de seu irmão maior, mas para ser bebido mais jovem. Leva 65% Semillon e 35% Sauvignon Blanc. A maturação é feita em barricas por 12 meses. É um vinho mais "comportado" que seu irmão, com aromas mais frescos e menos explosivos. Mas nem por isso, menos encantadores. Mostra notas de damasco, pêssego, pêra, gengibre e nozes. Os aromas de botrytis estão lá, dando charme ao vinho. Em boca mostrava frescor, com ótima acidez equilibrando o dulçor. Uma delícia, que escoltou com muita classe a bela torta de maçã feita pela anfitriã Dani, esposa do Paulinho!
Uma tarde de gala! Grazie mile, Flaquer Family!

Torta de maçã feita pela Dani: Crocante e caramelada, par perfeito para o Guiraud.

Caião elaborando sua famosa Paella



segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Quinta do Carmo 2012: Bão tamém!

Outro vinho que me agrada bastante. Esse Quinta do Carmo 2012 não tem uma descrição do corte no site da Bacalhoa, mas na Revista de Vinhos falam em Alicante Bouschet, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, o que difere do 2011, que tem ainda a Aragonez, que inclusive, está em quantidade um pouquinho maior que a Alicante Bouschet. O vinho passa 12 meses em barricas de carvalho francês. Típico alentejano, com fruta madura, toques balsâmicos, fumo de corda e notas vegetais. Em boca mostra ótima acidez, taninos firmes e mineralidade. Ótima persistência e final vegetal. Perfeitamente bebível agora, mas com algum tempo de guarda deve ficar ainda melhor. Eu vou guardar minha garrafa, pois essa também me foi ofertada pelo meu cunhado Bú, de Jaú, que é fã desse vinho. E com razão... Compra certa! Mas poderia ter um preço mais justo aqui no Brasil, pois custa 12 Euros em Portugal e aqui...


domingo, 1 de novembro de 2015

Duas Quintas Reserva 2009: Muito bom!

Desse vinho, sou fã de carteirinha! Procuro apreciar em todas as safras. E esse Duas Quintas Reserva 2009 não fugiu à qualidade da linha produzida pela Ramos Pinto. É feito com uvas selecionadas da Quinta da Ervamoira e da Quinta dos Bons Ares. As castas (Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca) são vinificadas vinha por vinha e casta por casta, para depois elaboração do blend. O vinho matura em pipas de carvalho ovo por 18 meses e envelhece um ano em garrafa antes de sair ao mercado. Quem conhece o Duas Quintas Reserva sabe de suas características. É denso, sem ser enjoativo, e a mineralidade é patente. Sua cor é escura, densa, como de um café forte. Tem aromas de ameixas secas, amoras, alcatrão, pó de café, azeitonas pretas e especiarias. Muito rico! Em boca, repete o nariz e mostra taninos redondos e levemente terrosos. A persistência é longa e o final com notas de alcatrão e especiarias. Não é vinho para quem espera explosão de frutas. É para quem busca algo além disso. E ele tem. Eu acho um vinhaço! Continuarei apreciando safra a safra. Essa garrafa foi aberta e ofertada por meu cunhado Bú, em Jaú!