sábado, 1 de abril de 2017

Nesta o JP foi bem: Carm Reserva 2011, Marquesa de Alorna Reserva branco 2012, H.Stagnari Dinastia 2012, Raiza Reserva 2010 e Calda Bordaleza 2006

Em reunião da confraria semanas atrás apreciamos bons vinhos, começando pelo ótimo Marquesa de Alorna Reserva branco 2012, levado pelo Paul, Rei dos Portugueses. Não é a primeira vez que ele nos brinda com este vinho (clique aqui). E obviamente, nos agradou novamente. Um belo vinho, fresco, mineral, com ótima presença de fruta, boa cremosidade, de primeira. Não gosto de fazer comparações, mas ele custa a metade do Pera-Manca branco, e para mim, bate de frente fácil.
Nos tintos, o JP levou o mais complexo da noite: Carm Reserva 2011. Este é querido da turma, e nesta safra também fez bonito (como havia feito o 2007). Nariz floral e mineral, em meio às notas de amoras, chocolate amargo e defumadas. Em boca mostrava potência, mas ótimo frescor e mineralidade. Persistente e com taninos redondos. Mais um ótimo vinho desta vinícola que nunca decepciona. Ainda bem que peguei umas garrafinhas na última promoção da World Wine.
Eu levei um Raiza Reserva 2010, riojano da centenária bodega Vicente Gandía. O vinho tem aromas de cereja, cítricos e terrosos, em um fundo abaunilhado. Em boca, ótimo frescor, toques cítricos e final abaunilhado. Os taninos são presentes e fazem do vinho par certo para uma carne gordurosa. Gostei dele também! A repetir.
O Paulão levou um top uruguaio, da Bodega Stagnari: Dinastia 2012. Esta era a garrafa 427 de apenas 1.700 produzidas. O vinho tem cor retinta, forte, e aromas de ameixas pretas e uva passa, em meio a tostados e leve baunilha. Em boca é denso, com toque terroso e taninos firmes. Eu gostei dele, embora esperasse mais. O pessoal, inclusive o Paolão, que o levou, não ficou surpreso. Acho que também esperavam mais do danado. Será que o bebemos da forma correta? Talvez uma boa decantação, uma carne para acompanhar, fizesse toda a diferença.
E para finalizar, o vinho levado pelo Thiago: Calda Bordaleza 2006, bairradino de Carlos Campolargo. O vinho é feito com Merlot (70%), Petit Verdot (25%) e Cabernet Sauvignon (5%), com estágio de 12 meses em barricas francesas. Este eu tinha muita curiosidade para beber, e dei com os burros n'água. Esperava bastante dele, depois de ler muitos elogios e ser fã incondicional dos vinhos do produtor. Mas algo deu errado. Talvez seja a garrafa... Mas o fato é que tinha um aroma de curral exagerado, Brett saltando da taça, que incomodou muito. E não adiantou respirar, o aroma tava lá, marcante. Não deu, infelizmente. Espero um dia beber outro para mudar minha opinião.



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