segunda-feira, 18 de junho de 2018

Noite muito boa na confraria: Chateau Nenin 2010, Esporão S Syrah 2012, Bila-Haut Occultum Lapidem 2013, Kompassus Reserva 2011 e Rutini Antologia XLIV 2014


Dei uma atrasada nessa reunião da confraria, mas cheguei a tempo de beber os vinhos que já estavam abertos. Antes de falar deles, alguns comentários sobre uma conversa que tive com meu confrade Rodrigo, que se manifestou em relação a uma pequena mudança que fiz no blog. Recentemente eu tenho feito postagens mais breves, indo direto ao que achei do vinho e omitindo algumas informações que costumava incluir, como aquelas sobre o produtor, produção etc. O fato é que isso demanda muito tempo e pesquisa, e estou muito atarefado com as coisas do laboratório. Por isso, tenho que dar prioridade. Não é fácil fazer uma postagem longa, detalhada, de uma tacada, sobre 10 vinhos apreciados. Mas na medida do possível, ainda tento colocar algumas informações sobre o produtor, região etc. Mas quando não dá, pelo menos falo do vinho e o que achei dele. Bem, e nesta direção, vamos aos vinhos apreciados na noite. O da primeira foto foi levado pelo Cássio: Chateau Nenin 2010. Vinho do Pomerol, de safra histórica e feito com 82% Merlot e 18% Cabernet Franc. Notas de cassis, alcaçuz, leve café e pimenta-do-reino. Em boca, repete o nariz e mostra taninos finos, já sendo devidamente domados pelo tempo. Ótima presença e persistência. Belo vinho, com finesse. Merecia um descanso para aeração.


Esporão Syrah 2012, levado pelo Rodrigo. Um dos melhores da noite (que aliás, foi muito boa!). Nariz com muita fruta madura, chocolate amargo, café e especiarias. Em boca, concentrado, mas com acidez equilibrando o conjunto. Final longo, frutado e levemente tostado. Madeira presente mas muito bem integrada. Delicioso! De mastigar, mas sem ser enjoativo. Com longa vida!

Kompassus Reserva 2011. Levado por este que vos escreve. Bairradino feito com Baga cortada com Touriga Nacional e Merlot. Foi vinho do ano da Revista Gula em 2014. O vinho parece mais jovem que é, e os 15,5% de álcool não se fazem sentir. Aromas vívidos de frutas silvestres, florais, herbáceos, madeira e leve tostado. Em boca, acidez vibrante, mineralidade, certa picância e taninos firmes. Um ótimo vinho, com muita clareza e que merece decantação para ir mostrando suas qualidades. Ah, e pede comida! A ser revisitado, sem dúvida!

Rutini Antologia XLIV 2014, levado pelo Thiago. Vinhão feito com 80% Merlot, 10 % Cabernet Franc e 10 % Petit Verdot. Ao nariz, notas de framboesa, chocolate amargo, baunilha, pimenta e tostadas. Em boca, sedoso, com boa acidez e taninos redondos. Vinho muito equilibrado e sedoso. Ficou entre os 100 melhores vinhos argentinos eleitos por Tim Atkin em 2017, que lhe atribuiu 96 pontos. Realmente, muito bom! Se eu for em outro Antologia, vou nesse.
Bila-Haut Côtes du Roussillon Occultum Lapidem 2013, levado pelo JP. Vinho sempre ótimo, feito pelo grande Michel Chapoutier no Roussillon. Muito parecido com seu irmão de 2011, que o Paolão ofertou anos atrás. Corte de Grenache, Syrah e Carignan. Aromas florais, de amoras e minerais. Em boca, destaque para o seu frescor e mineralidade. É um vinho que gosto muito, pelo frescor e vivacidade. Garantia de alegria! Se você quer um vinho sem exageros, bem feito, com gosto de vinho, escolha este.
E o Paulinho voltou para casa com um Mouchão 2011, que não foi aberto. Mas espero que logo o faça.







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