quinta-feira, 15 de maio de 2014

E.Guigal Hermitage 2003: Isso é Syrah!!!

O Domaine Guigal foi fundado em 1946 na pequena vila de Armuis, berço da denominação Côte-Rotie. O fundador, Etienne Guigal, chegou no local em 1924, com apenas 14 anos, e cuidava de 67 hectares de vinhedos em Côtie-Rôtie. No começo de sua carreira, trabalhou no desenvolvimento da conhecida Vidal-Fleury (atualmente da família Guigal). No entanto, em 1961, com apenas 51 anos de idade, Etienne foi acometido com uma cegueira total, e seu filho Marcel assumiu seu lugar. Em 1975 nasceu o filho de Marcel, Phillipe, que é o atual comandante do Domaine. A gama de vinhos produzidos é grande, mas é claro, seus Côte-Rôtie e Hermitages são os grandes destaques. 
Este E.Guigal Hermitage 2003 foi uma belíssima e gentil oferta do amigo Akira. É um 100% Syrah (claro) maturado por 36 meses em barricas de carvalho 50% novas. É um vinho de bela cor granada, escura, e com muita riqueza de aromas. Ao nariz mostra notas de cereja preta, cassis e ameixas, em meio a alcaçuz e chocolate amargo. Em boca repete o nariz e mostra uma sedosidade incrível. O vinho é intenso, untuoso, mas muito macio. Os taninos estão devidamente arredondados pelo tempo. O final é interminável, com notas especiadas e de chocolate. Uma delícia! Elegância pura! Como mencionei no título da postagem, isso é Syrah!!! Valeu, Akira!

12 comentários:

  1. Meu sonho beber esse hermitage vc agora pegou pesado... vale a pena então? comparado com os italianos o que vc me diz...grande abraço!

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    1. Oi Hélio,
      Vale muito a pena! Os italianos da Tenimenti Luigi d'Alessandro também são demais. É um páreo duro. O Il Bosco 2004 estava pau a pau com este Hermitage. Talvez um pouco mais "cheio" que ele. Ambos, belíssimos!
      Abraços,
      Flavio

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  2. Flavio, tenho um 2006, e também, do mesmo Guigal, um Côte-Rôtie, também 2006. Quando achas que posso abri-los?

    Abri, no último domingo, o Chateauneuf du Pape de Guigal, igualmente 2006, que após duas horas de decantação se mostrou muito bom. Aromas típicos, potência, acidez e taninos na medida, final longo com aquele toque apimentado dos bons vinhos do sul do Rhône.

    Fico imaginando, se o Chateauneuf de Guigal é tão bom, imagina os vinhos do norte do Rhône dele como devem ser.

    Muito bom ver uma postagem sua sobre um deles. Parabéns.

    Abs.,

    Roberto.

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    1. Oi Roberto,
      Eu acho que já dá para beber este 2006, tanto o Hermitage quanto o Côte-Rotie. Estou com uma postagem atrasada de um Chateauneuf 2004 do Guigal... Bem, nem preciso dizer que estava ótimo...rs. Mas eu acho os vinhos dele do Norte melhores.
      Um grande abraço,
      Flavio

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    2. Flavio, só uma última coisa, você colocaria o Incógnito no mesmo nível deste Hermitage?

      Abs.,

      Roberto.

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    3. Oi Roberto,
      Se embrulharem os dois e eu tiver que escolher uma garrafa para beber às cegas, ficaria (muito) feliz com qualquer um deles...rsrs.
      Abraços,
      Flavio

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  3. Grande Flávio,
    Após ler seus comentários decidi abrir a 2001 que tenho na adega.
    Abraços,
    Márcio

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    1. Grande Márcio!
      Que maravilha! Vai se deliciar com um vinhão de 13 anos... Que deve estar uma beleza, hein! Depois conta aqui como estava.
      Abraços,
      Flavio

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    1. Caro Figueiredo,
      Muito obrigado pela visita e elogio. Espero que continue visitando o Vinho Bão!
      Abraços,
      Flavio

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  5. Comprei 6 garrafas do hermitage 2007, 2 gigonda 2010, 1 croz-hermitage 2010 deste produtor. O que me diz deste vinho safra 2007?
    Quando abrir? E os 2010?
    Abraços e parabéns pelo blog

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    1. Caro Renato,
      Obrigado pela visita e comentário.
      A meu ver, você já pode mandar ver em todos eles, embora o Hermitage 2007 (que é um grande vinho!) ainda aguente muito tempo. O Crozes-Hermitage 2010 bebi dias atrás, e está muito bom!
      Abraços,
      Flavio

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