Falar do Marques de Riscal é chover no molhado. O vinho é sempre confiável e nunca faz feio em uma mesa, mesmo frente a vinhos mais caros. Falam dos vinhos para comprar de caixas, e este é um deles. Este Marques de Riscal Reserva 2013 não foge à regra e mostrou mais uma vez a qualidade deste vinho. Aliás, está até melhor que alguns de safras anteriores. Ele mostra boa fruta ao nariz, com notas de cereja e ameixa, em meio a notas cítricas, tostadas, baunilha e outras especiarias. Em boca é bem macio, sedoso, com boa acidez e taninos já redondos pela pouca idade. O tempo deve suavizar a baunilha e agregar complexidade ao danado. Beba uma garrafa agora deste 2013 e guarde algumas para ir apreciando a cada ano. Gostei dele.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Faustino I Gran Reserva 1994: Ainda muito bom!
Meu amigo Paolão sempre me liga quando abre um vinho de categoria. Diz que precisa dividir a felicidade com um amigo. Bela atitude! E quando isso acontece, eu, que não sou bobo nem nada, saio correndo para a casa dele para ver do que se trata. E desta vez era um Faustino I Gran Reserva 1994. As Bodegas Faustino se gabam de serem os primeiros exportadores de grandes reservas de Rioja e de produzirem alguns dos riojanos mais consumidos no mundo. Dizem que o Faustino I é o Gran Reserva mais vendido do mundo, correspondendo a 40% das vendas dos vinhos em sua categoria. São mais de 150 anos de história desta bodega localizada na Rioja Alavesa. Este Faustino I Gran Reserva 1994 foi feito com 85% Tempranillo, 10% Graciano e 5% Mazuelo, com maturação por 28 meses em barricas de carvalho francês e americano. A cor do vinho ainda é granada escura, brilhante, embora já possa ser notado halo de evolução. Os aromas são elegantes, com notas de cereja, canela, tabaco, couro e notas terrosas. Em boca mostrou-se muito sedoso, elegante, sem arestas. A acidez ainda lhe garante frescor, mas acho que este 1994 alcançou o máximo de sua longa vida. No entanto, ainda há no mercado exemplares de 1964 e 1970, que dizem estarem ainda muito bons. Os taninos deste 1994 estão devidamente arredondados e o final é longo e com toques de tabaco e canela. Delicioso o vinho! Tomamos acompanhado de algumas lascas de jámon e queijo, mas ele iria bem com carne de cordeiro. Continue me chamando para outras dessas, Paolão!!! Ah, vale citar que a bonita garrafa jateada é um caso à parte.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
Perez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2015: 95 pontos, Decanter?
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| Perez Cruz Cabernet Sauvignon Reserva 2015: A revista Decanter de vez em quando (parece que agora, de vez em sempre...) está atribuindo notas exageradas para alguns vinhos mais simples. É o caso deste Perez Cruz CS 2015, que recebeu medalha de Platina e 95 pontos, com a designação de Best Value. Esta última, até não discuto, pois o vinho tem mesmo bom preço (ou tinha, quando paguei pouco mais de 50 pilas* - Já subiram! Efeito Decanter). E ele também tem boa qualidade. É um Cabernet Sauvignon típico chileno, com as notas de cassis e pimentão, em meio a menta, baunilha e outras especiarias. Também é bom em boca, com boa acidez, bom final e taninos já redondos. Bem correto e agradável o vinho, e isso, não questiono. Mas me pergunto: Se ele ganhou 95 pontos, quanto ganharia seu irmão maior, Pircas de Líguai, que, para mim, é bem superior? A propósito, a benevolente Wine Advocate lhe atribuiu 90 pontos, assim como o Guia Descorchados. Boa diferença, não? *Nota: Vi que está com preço similar ao que paguei na Bacco's e Viavini. Vale experimentar. |
Riglos Gran Corte 2014: Novo, mas com futuro!
Eu gosto dos vinhos da vinícola argentina Riglos. Tempos atrás bebemos o Riglos Gran Corte 2009 e ele fez sucesso. Ele tinha a Malbec como uva majoritária em meio a 25% de Cabernet Sauvignon e uma pitada de Cabernet Franc. Este Riglos Gran Corte 2014 tem um corte que me agrada bem mais: Quantidades praticamente iguais de Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Para mim, isso dá mais nervo e complexidade para o vinho, que tem o dulçor da Malbec equilibrado pelas Cabernets. A produção é pequena, apenas 7105 garrafas e o vinho matura 21 meses em barricas novas de carvalho francês. O vinho tem aromas de amoras, cacau, café e notas minerais. Em boca ainda está nervoso. Tem boa estrutura, mostra boa acidez e taninos firmes, ainda por arredondar. O final é longo e mineral. Ele precisa de tempo. Se for beber agora, demanda 1-2 horas de decanter. Eu beberia depois de 2020. Bordeaux-like.
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Colares Adega Viúva Gomes Reserva 1965: Uma experiência única!
O meu amigo Akira me disse, há algum tempo, que havia me trazido um vinho de Portugal de presente. E que era algo especial... Ao receber o presente, não tive dúvida, saca-rolhas nele imediatamente! Era um português Colares Adega Viúva Gomes 1965! Eu tinha muita curiosidade para conhecer este vinho tradicional de Portugal.
A região demarcada de Colares é caracterizada pela exposição a ventos, nevoeiros matinais e solos arenosos com vinhas em pé-franco. As suas vinhas resistiram ao ataque da filoxera, pelo solo arenoso e pela profundidade de suas raízes, que chegam a mais de 8 metros. A região foi demarcada em 1908, sendo a segunda mais antiga de Portugal. Ela se localiza numa zona de dunas, no litoral de Sintra, entre a serra e o oceano Atlântico. A área cultivada antigamente era bem maior, mas atualmente, parece que apenas 25 hectares são cultivados. As castas principais da região são a Ramisco para os tintos e Malvasia, para os brancos. A característica comum, para tintos e brancos, é a longevidade! São vinhos amigos do tempo! A casta Ramisco é conhecida pela grande acidez natural, o que deve contribuir para a longevidade de seus vinhos. A Adega Viúva Gomes produz vinhos em Colares desde 1808 (ver foto da sede, abaixo). Este Colares Adega Viúva Gomes Reserva 1965, segundo o site da vinícola, foi feito com 95% Ramisco (não sei o restante). Fiquei com medo ao abrir, pois a rolha estava escura e um pouco frouxa. Mas o vinho, estava perfeito! A cor pode ser vista em foto que coloco abaixo. Forte para um vinho desta idade. Ao nariz, lembrava castanha portuguesa cozida, em meio a notas terrosas, frutas secas e notas amadeiradas. Em boca repetia o nariz e mostrava muita maciez, com uma textura levemente licorosa. A fruta já dava lugar a outras características, mas ainda sobrava um fundinho de cereja em licor, ou algo assim. É um vinho senhorío, muito elegante! Dizem que os mais novos também têm características parecidas. Quero beber um dia para comparar. O fato é que o vinho é uma experiência única, pela idade e pelas características peculiares. Eu gostei muito! Obrigado, Akira!
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| Nesta foto dá para ver a safra do danado, próximo ao gargalo... Este ano é bom!!!! |
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| E para quem esperava um vinho clarinho, ou cor de tijolo pelos mais de 50 anos, se enganou. A cor é incrível para um vinho desta idade. |
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Matando as saudades: Santa Helena Selección Del Directorio 2013
Champagne Vollereaux Brut Rosé de Saignée: Seco e fresco!
Geralmente os Champagne Rosé são feitos por blending com vinho tinto da Pinot Noir com um vinho branco. Isso dá mais controle e reprodutibilidade da cor. Por outro lado, alguns Champagne Rosé são feitos pelo método da sangria ("Saignée"), no qual a uva é macerada com a casca para extração de cor e compostos que agregam complexidade ao vinho. Este método é mais delicado e menos reprodutivo, pois o enólogo tem que observar muito bem o momento de fazer a sangria. No entanto, costuma gerar vinhos de bela cor e ótima complexidade. É o caso deste Champagne Vollereaux Brut Rosé de Saignée, que comprei a um ótimo preço na Chez France tempos atrás. O vinho tem uma bela cor, lembrando suco de groselha, límpida, e borbulhas finas e constantes. Os aromas são de morango, toranja, panificação e minerais. Em boca mostra complexidade e grande frescor, com final seco e mineral. Apesar de poder ser bebido solo, é um Champagne mais apropriado para acompanhar comida, e o fez muito bem. Gostei muito, ainda mais, considerando a relação custo/qualidade. Aliás, o preferi ao seu irmão branco. Espero que volte a ser disponível na Chez France logo. Recomendo!
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Covela Reserva tinto 2012: Muito bom!
A Quinta da Covela, ainda que centenária, renasceu apenas recentemente, após 2011. A Quinta pratica agricultura biológica e as fotos da propriedade são muito bonitas! Este Covela Reserva tinto 2012 é feito com Touriga Nacional cortada com Cabernet Sauvignon e Merlot. A maturação ocorre por 17 meses em barricas de carvalho francês. O vinho é complexo ao nariz, com notas florais, de amoras, cassis, cedro e especiarias. Em boca é mineral e intenso mas com ótima acidez, que lhe aporta frescor e vivacidade. Tem um lado picante bem interessante. Os taninos são firmes e o final longo e amadeirado. O vinho é classudo, com muita presença. Ia deixar este 2012 mais tempo na adega, mas notei um certo vazamento na cápsula e fiquei com medo. Mas quando abri o vinho, a rolha estava perfeita. Vai saber... O fato é que aguentaria ainda uns bons anos. Para beber agora é bom decantar. Ótimo vinho! Aliás, é o segundo que bebo da vinícola. O outro foi um branco, que ainda não descrevi aqui. Mas que estava muito bom também. Os vinhos Covela são importados pela Winebrands.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Champagne Dom Perignon Vintage 2006, Chateau Montelena Chardonnay 2012, Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007 e um Cruz Porto Vintage 1989 para arrematar!
Ao visitar o casal Glaucius e Cláudia, nesse último sábado, fomos recebidos em grande estilo pelos amigos. O Champagne que nos foi ofertado é merecedor de uma postagem individual, mas o colocarei abrindo de forma magistral uma noite de belos vinhos e ótimo papo!
Champagne Dom Perignon Vintage 2006! Este dispensa comentários, mas obviamente, devo tecer alguns para descrever esta beleza. O vinho, de safra excelente em Champagne, é feito com proporções iguais de Chardonnay e Pinot Noir. A maturação é por 9 anos. Sua cor é muito bonita, amarelo claro, levemente esverdeado. As borbulhas são finas e constantes. Ao nariz, notas de maçã e pêra, em meio a frutas secas, cítricos, brioche (não exagerado) e um fundinho de mel e mineral. Não há excesso de nada! Não tem exagero de levedura e tostado. Em boca, repete o nariz e é vibrante, com acidez lhe aportando muito frescor. Champagne com muita clareza e finesse. É sedoso sem ser amanteigado. O final é longo e mineral. Uma maravilha! A cada momento pede, ou melhor, implora, outra taça... Só por curiosidade, teve 97 do James Suckling, 96 do Mr. Parker e 95 da Wine Spectator... Top!
Eu levei uma boa dupla para apreciarmos. O primeiro era um Chateau Montelena Chardonnay 2012, que já apareceu aqui no blog 3 anos atrás (clique aqui). Portanto, não preciso descreve-lo. No entanto, devo ressaltar que está melhorando a cada ano, ganhando ainda mais equilibrio e mostrando sua capacidade de guarda. Ele está ainda novo, vibrante, com longos anos de vida pela frente.
O segundo era um Chanson Pere e Fils Gevrey-Chambertin 2007. Este também fez bonito! A Maison é tradicional, fundada em 1750, e foi adquirida em 1999 pela Champagne Bollinger. O enólogo chefe é o renomado Jean-Pierre Confuron. O vinho tem cor bonita, rubi brilhante, e aromas de cereja preta, sous bois, terrosos e especiarias (canela e alcaçuz). Em boca, ótima acidez e taninos muito finos. Sedoso e com muita presença. O final era longo, mineral e especiado. Borgonha delicioso, com 11 anos nas costas, ótimo agora e que poderia ter sido guardado por mais uns anos. Vinhão!
E para fechar a noite o amigo Glaucius serviu um belo Cruz Porto Vintage 1989. Vinho já com quase 30 anos, mostrou o que o tempo pode fazer com um vintage. Cor ainda escura e aromas de ameixas secas, chocolate, frutas secas e alcaçuz. Não tem aquele toque vegetal, herbáceo e bastante cacau comum a vintage jovens (bem, isso é o que eu noto). Em boca, muito macio, um pouco mais doce que o habitual e com notas de frutas secas. Lembrava até um Tawny. Muito gostoso! Fechou a noite com classe!
Obrigado Glaucius e Cláudia, pela recepção e ótimas horas!
sábado, 13 de janeiro de 2018
Tempo de Bota-Fora: Estou cansado de fazer papel de bobo!
Todo ano é a mesma coisa. Chega janeiro e nossos emails (e tudo mais) são carregados de mensagens sobre promoções de vinhos. Tem aquelas do pessoal que aumenta o preço e dá um desconto em cima e as que mais me irritam: As listas monstruosas que estão cheias de vinhos que você nunca consegue comprar. Você liga ou escreve, encomenda seus vinhos e depois de muita insistência recebe a notícia do vendedor de que não tem 95% dos vinhos pedidos, que eram poucos, de outras lojas, que já foram vendidos etc. Aí, tentam nos socar outros rótulos, e se você bobear, compra um monte que não queria, em vez daqueles que desejava. Tem uns vinhos que aparecem todo ano na lista, e nunca são encontrados. São iscas apenas, para outros tantos. Um pé no sapato! Estou cheio disso! Resolvi que não compro mais! Pegarei meu suado dinheirinho e com o valor que gastaria em muitos vinhos de promoções, vou comprar poucas garrafas de vinho bão, e pronto!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Chateauneuf-du-Pape Vieux Télégraphe La Crau Blanc 2009
Depois de beber o seu irmão tinto de 2009 (clique aqui), chegou a hora de beber o Chateauneuf-du-Pape Vieux Télégraphe La Crau Blanc 2009. O vinho é feito com as uvas Clairette, Grenache Blanc, Roussanne e Bourboulenc, de vinhedos com média de 45 anos plantados em apenas 5 hectares no Plateau de La Crau. Sua cor é belíssima, amarelo-dourado brilhante e transparente. Os aromas são florais e de pêra e maçã golden, com um fundinho leve de mel e amendoas. Em boca é macio e muito elegante. Muita finesse! A acidez é correta, mas acredito que o vinho devia estar ainda melhor uns 3-4 anos atrás. Estou cada vez mais convencido de que, como os Condrieu, Chateauneuf branco tem que ser abatido mais jovem. Mas o vinho estava uma delícia... Para acompanhar camarão!
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
O Paulinho confirmou ser mesmo o Rei dos Portugueses: Barca Velha 2004 lidera em almoço dos confrades!
Depois de nosso jantar de final de ano, resolvemos nos reunir para um almoço rápido no dia 22, para fechar o ano. Nosso amigo Paul havia prometido levar um grande vinho e não deu outra: Barca Velha 2004! Este vinho já pintou no blog tempos atrás (clique aqui) , bebido em uma especial de final de ano da confraria em 2013. Foi ótimo bebê-lo novamente, claro. E os 4 anos já resultaram em evolução do vinho. A fruta aparece mais madura em meio aos toques florais, e o lado terroso, mineral, está um pouco mais acentuado. Uma maravilha de vinho, que reina entre os melhores vinhos portugueses sempre. É daqueles que a gente fica com o gosto na boca e na lembrança por muito tempo, e que nos dá a vontade de logo beber outro. Valeu, Paulinho! Vinho grandioso!
Havíamos combinado de não levar muitos vinhos e apenas alguns confrades levaram.
O Rodrigo levou um excelente Tondonia Reserva 2005, que ainda não havíamos bebido. Seu irmão de 2004 foi apreciado recentemente algumas vezes, e estava excelente. Este 2005, de uma safra também excelente, estava bastante parecido. Aromas de cereja seca, chá, tabaco, cogumelos, notas cítricas e minerais. Um pouco mais de notas de ervas secas em relação ao seu irmão de 2004, mas bem parecido. Uma delícia em boca, com a elegância e presença de sempre de um Tondonia. Acidez perfeita, notas minerais e taninos finos. Ainda com muitos anos pela frente. Delícia de vinho! E foi muito legal apreciá-lo pouco tempo depois de beber o 2004. Não contente, o Rodrigo ainda buscou no carro um Altos las Hormigas Paraje Altamira 2011, que já pintou aqui no blog diversas vezes, e que estava muito bom.
O Tonzinho, que estava com o troféu Yellow Tail na mão este ano, resolveu fechar o ano com um ótimo vinho, sempre apreciado na confraria: Abadia Retuerta Selección Especial 2012. Este não tem erro. É garantia de agradar sempre, e este 2012, não foi diferente. Aliás, foi Top 100 da Wine Spectator em 2016, com 93 pontos e ocupando uma honrosa 12a posição na lista. Vinho de cor escura e aromas de cereja preta, alcaçuz e notas minerais. Denso em boca, com notas balsâmicas e final achocolatado e especiado. Uma delícia de vinho!
E teve ainda um bom embate entre dois Chardonnay argentinos de 2015. Um deles era o Lindaflor Chardonnay 2015 (levado pelo Cassio), e outro, o D.V. Catena Chardonnay 2015 (levado pelo Joãozinho). Foi legal beber os dois juntos para ver a diferença clara entre eles. O Lindaflor tem notas de abacaxi, coco e amanteigadas, que se repetem em boca e a meu ver, deixam o vinho bem flat. Para mim, sobra a manteiga e falta frescor. O D.V. feito com uvas do vinhedo San Domingo e Piramide foi, a meu ver, bem superior, sem notas amanteigadas e com acidez que lhe aportou ótimo frescor. Vitória fácil...
Isso aí! Abaixo a foto de todos os vinhos.
sábado, 23 de dezembro de 2017
Confraria de final de ano: Jean-Marc Boillot Puligny Montrachet 2014, Domaine Tissot Arbois Savagnin 2012, Chateau de Beaucastel 2013, Galatrona 2011, Pujanza Norte 2006 e um belíssimo Chateau Climens 2014 para arrematar!
Há uns dias fizemos nossa reunião de final de ano e a coisa pegou. Comida boa e belos vinhos para acompanhar. Não teve um que não tenha gostado da seleção.
A noite começou com um excelente Jean-Marc Boillot Puligny Montrachet 2014. Esse foi recomendação do Amauri, da Cellar. E fez tanto sucesso que sentimos não ter comprado mais garrafas. Um vinho vibrante, com aromas de pera, citricos e salinos. Em boca, acidez vibrante e grande presença. Final longo, leve tostado e mineral. Uma delicia de vinho. Muito vivo, fresco e com grande potencial para ser guardado. Abriu a noite com muita classe.
A noite começou com um excelente Jean-Marc Boillot Puligny Montrachet 2014. Esse foi recomendação do Amauri, da Cellar. E fez tanto sucesso que sentimos não ter comprado mais garrafas. Um vinho vibrante, com aromas de pera, citricos e salinos. Em boca, acidez vibrante e grande presença. Final longo, leve tostado e mineral. Uma delicia de vinho. Muito vivo, fresco e com grande potencial para ser guardado. Abriu a noite com muita classe.
Seguimos com outro branco francês, mas agora, de outra região e estilo: Domaine Tissot Arbois Savagnin 2012. Enquanto o borgonha era delicadeza pura, este era mais nervoso, temperamental, que demandava compreensão dos confrades. Cor amarelo dourado, brilhante, e aromas oxidados típicos. Notas de damasco, cítricas e frutas secas, em meio a favo de mel, cardamomo, gengibre e outras especiarias. Muito rico em aromas, que mudavam com o tempo. Em boca, ótima acidez e final muito longo, mineral e especiado. Um vinho forte, nervoso, que pede um tempo descansando para ser apreciado. Também gosta de um queijo Comté. Achamos que ele deu uma saída lateral na linha de vinhos que bebemos, por ser mais temperamental. Mas é, obviamente, por suas características. Eu, particularmente, gostei mais de seu irmão de 2009, que achei mais equilibrado. Talvez este 2012 pedisse mais tempo em garrafa.
Entremos nos tintos, que estavam muito bons. O primeiro deles foi um Galatrona 2011, de La Tenuta de Petrolo. Este é fera! Alguns de seus irmãos de outras safras já pintaram por aqui. É considerado o Petrus italiano. Vinho com belos aromas que incluiam cereja preta, cassis e alcaçuz, em um fundo tostado e mineral. Com o tempo, um mentolado muito gostoso surgia. Em boca, intenso e sedoso, reproduzindo o que se sente ao nariz. Acidez lhe conferindo frescor e taninos redondos. O final, muito longo, como para todos os exemplares que já bebi. Muitos anos de vida pela frente para este vinho, que sou fã! Vinhaço!
Seguindo, um belo Chateau de Beaucastel 2013, da família Perrin. Aqui também é garantia de qualidade. É o que se espera de melhor em questão de Chateauneuf du Pape. Precisou respirar bastante, pois a juventude falava alto. Aromas ricos de amoras, frutas confitadas e minerais. Em boca, ótima acidez e taninos ainda nervosos. Camadas e camadas de frutas e final mineral. Explosivo agora, pedindo tempo em garrafa. Mas já dando muito prazer para quem não tem paciência de esperar alguns anos. Outro vinhão!
Fechando os tintos, um excelente Pujanza Norte 2006. Vinho feito pelas Bodegas Pujanza, que se encontram no coração de Rioja Alavesa, aos pés da Sierra Cantabria. A Finca Norte fica a 720 m de altitude e é uma das mais altas da Espanha. São apenas 2,7 hectares, de baixo rendimento. O Pujanza Norte fica apenas atrás do concentrado Cisma. Este 2006 está uma beleza! Já devidamente domado pelo tempo, está no ponto! Riojano de esatilo moderno, mostra fruta madura, com notas de cereja preta e ameixa, em meio a tostados, couro, tabaco e notas minerais. Em boca, muito equilibrio, sedosidade e taninos muito redondos. Uma delícia de vinho, que fez muito sucesso entre os confrades. O mais pronto de todos. Uma bela compra. Lembrei de quando provei o 2005 muitos anos atrás, na época da saudosa loja Gran Reserva em São Carlos. O vinho era novo na época, mas me chamou muito a atenção.
E para finalizar a noite de gala, um belíssimo Chateau Climens 2014. Premier Cru Classé renomado, que coleciona altas notas da crítica. Este, por exemplo, teve 97 pontos da Wine Spectator. Jovem ainda, com cor mais clara, amarelo-dourado, brilhante, muito bonita. Ao nariz, notas de damasco, nectarina, leve abacaxi, amendoas e gengibre, em fundo floral. Em boca, acidez vibrante e mineralidade. Incrível o seu frescor! O final era mineral e interminável. Uma maravilha! Fico imaginando como estará em alguns anos. Fechou a noite com extrema competência. Aliás, nada melhor que fechar um belo jantar com um grande Sauternes!
sábado, 9 de dezembro de 2017
Cantine Pellegrino Passito de Pantelleria 2015
Cantine Pellegrino Passito de Pantelleria 2015: Feito com Muscat de Alexandria. Vinho bem gostoso, com aromas de casca de laranja, cointreau e especiarias. Bem aromático! Em boca, ótima acidez equilibrando o dulçor. Vinho vibrante e com final longo. Lembra bons Moscatéis portugueses, mas tem o acento italiano. Muito bom com cheesecake de Damasco. Comprei na Wine, por um preço muito bom. Atualmente custa 88 pilas. Vale a pena.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Chryseia 2014: Um monstro!
Estou devagar com o blog... O tempo está curto. Mas tenho apreciado grandes vinhos, como este Chryseia 2014, ofertado pelo Caião. Sou fã dos Chryseia, que sempre me dão grande prazer. Este 2014 está uma beleza. Cor escura, instransponível, e aromas riquíssimos que incluem notas florais, achocolatadas, de kirsch, framboesa, azeitona preta e especiarias. Em boca, intenso, com ótima acidez e camadas de taninos, que devem se arredondar lindamente com anos de adega. O vinho têm grande persistência e final mineral e com notas especiadas (alcaçuz). Um grande vinho, que embora novo, já pode ser apreciado após um tempo de decanter. Tem muitos anos pela frente. Só como informação, este 2014 foi top 100 da Wine Spectator, com 94 pontinhos bem atribuidos.
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