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domingo, 19 de janeiro de 2020

Na confraria: Champagne Cattier Blanc de Blancs Premier Cru, La Rioja Alta 904 2007 e outros vinhões!

Noite boa na confraria. Vou abri com um Champagne Cattier Blanc de Blancs Premier Cru, para obedecer a ordem. Mas Champa não tem muita ordem - Agrada do começo ao fim! E este estava muito bom. Champa de cor bonita, dourada, bolhas abundantes e aromas florais, cítricos, pêssego e leve abacaxi, em meio a notas de brioche. Em boca, fresco e cremoso. Belo Champagne, que pode ser bebido solo, mas que fica ainda melhor com comida.
Partindo para os tintos, fazia tempo que o Paolão não ia e ele voltou com um vinhão: La Rioja Alta 904 2007. Esse é queridinho da confraria e desse que vos escreve. Esse 2007 já pintou aqui no blog e dispensa mais comentários. Mas preciso dizer: Que beleza de vinho! Nunca deixa de suscitar elogios rasgados. Um dos meus riojanos preferidos: Bela estrutura, complexo, sedoso, uma delícia! Mas rolaram outros vinhos, como mostrado na foto abaixo.

Do lado direito do La Rioja Alta um Macan Clásico 2015, riojano produzido por uma parceria da Vega Sicilia com a Rothschild e levado pelo Cássio. Vinho com aromas de cereja e especiarias doces. Em boca tinha uma entrada doce e senti falta de mais acidez. Ficou um pouco "flat" para o meu gosto. Não me empolgou. E foi servido depois do La Rioja Alta, o que talvez tenha contribuído para a minha percepção.
O Paulinho levou um Quinta de Chocapalha 2015. Um vinho lisboeta feito pela competente enóloga Sandra Tavares da Silva com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Castelão e Alicante Bouschet. Vinho de ótimo corpo, com notas florais, bastante fruta madura, baunilha e chocolate. Denso em boca, com ótima estrututura e taninos ainda por arredondar. Final longo e frutado. Um vinho muito bom, de ótima safra, e que merece mais uns anos de adega ou decanter.
O JP levou um chileno Caliterra Pétreo Carmenére 2016. A vinicola é produto de parceria de Mondavi e Chadwick. Este Carmenére possui características especiais. Tem um nariz muito frutado, com notas de framboesa fresca em meio a especiarias, toques herbáceos e minerais. Em boca repete a fruta viva, com frescor, mineralidade e taninos redondos. Vinho que pede uma boa carne! Carmenére distinto! Novo ainda.
E para finalizar um Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2016. Aqui é notável uma mudança em relação aos da mesma linha de anos anteriores, que eu achava carnudos e concentrados. Meu amigo Vitor já havia me alertado. Este mostra uma nova tendência para os Malbec argentinos: Frescor! Além da fruta, claro, pode-se notar ao nariz toques de ervas como a sálvia e o alegrim, que se repetem em boca. Junto com isso, a boa acidez torna o vinho fresco e agradável. Toques minerais e belos taninos completam o conjunto. Perfeito com o Ribeye de Black Angus preparado com esmero no Barone. 







sexta-feira, 13 de julho de 2012

LA RIOJA ALTA GRAN RESERVA 904 1998 liderou uma turma de responsa em mais uma bela noite da Confraria do Ciao!

Mais uma vez, o pessoal da Confraria do Ciao pegou pesado. Para acompanhar os assados do Tom e o Ragu de Cabrito que levei, só belos vinhos. E já que citei no título que a noite foi liderada pelo grande La Rioja Alta Gran Reserva 904  1998, levado pelo amigo JP, começarei por ele. Bem, é um vinho para babar... É produto de primeira linha da tradicional bodega riojana, fundada em 1890. O nome 904 é em homenagem à fusão da Ardanza com La Rioja Alta, que ocorreu em 1904. Ele é uma versão do 890, com menor tempo de amadurecimento. É um corte de 90% Tempranillo e 10% Graciano e que passou 4 anos em barricas, com trasfegas semestrais. O vinho foi engarrafado em 2004 e estava só esperando almas bondosas lhe abrirem... E quando isso foi feito, mostrou todo seu poder. Um vinho finíssimo, aromático, com notas de caixa de charuto, chocolate mentolado, ameixas e cerejas, com aquele fundinho cítrico, de casca de laranja, que tanto gosto. E tudo isso foi ganhando notas especiadas com o tempo. Em boca, acidez perfeita, taninos sedosos e um final que não acabava... Sem dúvida alguma: O Rei da Noite! Um vinhaço! Isso aí JP! Vinho importado pela Zahil.
E ele foi acompanhado de outros excelentes vinhos, que descrevo na ordem da foto. E a lista foi boa.
O Caião levou um Gala 2 2005, de Luigi Bosca. Um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Vinho elegante, frutado, com notas de cassis, amora compotada, florais e toques de pimenta do reino. Em boca é intenso, com taninos redondos e ótima acidez. Ótimo com a carne. Com seus 7 anos de vida estava inteirão e com potencial para outros bons anos pela frente.


O Paulão não ficou atrás: Levou um Trapiche Iscay 2003. O vinho é feito com 50% Merlot e 50% Malbec, pelas mãos de dois enólogos de responsa: Michel Rolland (mestre com a Merlot) e Daniel Pi (enólogo chefe da Trapiche). Aqui já tinhamos um vinho mais maduro e com sinais dos anos. Notas de ameixa madura, cereja, tabaco e uva passa. Muito sedoso em boca, com taninos perfeitamente arredondados pelo tempo. Vinho  muito gostoso! Mais uma mostra de que os Trapiche envelhecem muito bem!
E também bem na foto, nosso amigo Rodrigo, que com toda a modéstia chegou dizendo que trazia um vinho do qual devíamos estar enjoados... rs. Pois é, e ele estava falando de um Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009. Isso por que nossa turma bebe bastante esse vinho... Claro, não somos bobos, nem nada...rs. Esse 2009 eu tinha apreciado recentemente (clique aqui), e é uma beleza. Vinho com notas de kirsch, chocolate e alcaçuz. Em boca, uma delícia! Gostoso e elegante como sempre! Rodrigão, pode levar quantos desses quiser, que não enjôo, pois é um vinhão!
E saltando na foto o La Rioja, passamos para o vinho oferecido pelo Tonzinho, um Rutini Antologia XXVIII 2009. É um vinho feito com uvas de parcelas selecionadas (40% Malbec de Altamira, 40% Malbec de Tupungato, 15% Petit-Verdot de Tupungato e 5% Syrah de Altamira). Este é potente! Muita fruta compotada. Novo mundo típico. Notas de ameixa seca, de violetas, chocolate, café e baunilha (bem presente). Em boca é intenso, amplo, um pouco doce, e com longo potencial de guarda. Agora tá pesadão. Mas é de primeira linha.
E para fechar, eu levei um Tokaji Hetszolo 3 Puttonyos 2000. Esse eu já havia bebido duas garrafas, ambas excelentes (clique aqui). E não é que demos azar com essa terceira? Infelizmente estava longe das duas primeiras. Embora perfeitamente apreciável, estava aquém das outras duas. Tinha um aroma forte de cana-de-açúcar, exagerado, fora do padrão. Não fez muito sucesso... Uma pena... Deve ser uma daquelas garrafas menos agraciadas de uma caixa... Mas isso acontece. Só não tinha visto com Tokaji.
E o Tonzinho abriu um Tarapacá Terroir Late Harvest 2010, feito com Sauvignon Blanc e Gewurztraminer que acompanhou a sobremesa e cobriu perfeitamente a lacuna deixada pelo Tokaji...
Bem, eu estava atrasado com esta postagem e a turma já tava brava... Mas aí está: Mais uma noitada daquelas da Confraria do Ciao!

quinta-feira, 7 de junho de 2018

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2007 e Nederburg Noble Late Harvest 2016: celebrando o aniversário da minha digníssima!

Já faz um tempinho que bebemos esses vinhos para celebrar o aniversário de minha amada, mas tenho que postar para ficar registrado. O tinto do almoço foi um grande La Rioja Alta Gran Reserva 904 2007. Alguns irmãos dele já pintaram aqui no blog, sempre com muitos elogios. Este 2007 já foi apreciado algumas vezes na confraria, sempre arrancando suspiros. No dia que bebemos este, em particular, aconteceu algo legal. Meu amigo e confrade Joãozinho estava no restaurante, em mesa distante da nossa, e enviei uma taça para que ele apreciasse, sem saber. Um minuto se passou e recebi a mensagem no whatsapp: "La Rioja Alta 904"? O cara tá bom...rs. Mas vinho deste naipe a gente guarda mesmo. E este 2007 segue a linha de seus irmãos: Muita classe, elegância, refinamento! Feito com 90% Tempranillo e Graciano, com maturação por mais de 4 anos em carvalho americano. Cor lindíssima, aromas de cereja, cítricos, caixa de charutos, baunilha, canela e madeira velha. Muito rico! Em boca, acidez perfeita, toques de toffee, taninos finíssimos e grande persistência. Uma beleza de vinho! Digno de celebrar o aniversário de minha querida esposa.
E para acompanhar a sobremesa, um ótimo Nederburg Noble Late Harvest 2016. Este é um vinho que entrega bastante pelo seu preço. Bem, já foi mais barato. Mas mesmo no preço atual, é boa compra. Como o próprio nome diz, é feito com uvas botritizadas selecionadas a mão. É um corte de Chenin Blanc (60%), Weisser Riesling (27%) e Muscat (13%). Sua cor é límpida, dourada, e os aromas bem ricos, de damasco, tangerina, mel, baunilha e gengibre. Em boca repete o nariz e destaque-se pela ótima acidez, que equilibra o dulçor. Muito bom vinho! Se você não quer gastar muito com Sauternes ou Tokaji, e apreciar um bom vinho de uvas botritizadas, este sulafricano é uma boa opção!







segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Belo quarteto: Barolo Rocche dei Manzoni Big 'd Big 2001, La Rioja Alta 904 2009, Cain Five 1998 e El Vinculo Paraje La Golosa 2003!




Fazia um tempo que o Carlão tentava convidar o JP para beber um vinhão, e finalmente, conseguimos nos reunir para apreciar umas belezas. O Carlão levou os dois dele embrulhados, que são os dois do meio na foto. Acertar o Barolo Rocche Dei manzone Big'd Big 2001 não foi díficil. Sua cor, aromas e paladar o entregaram. E tudo estava excelente no danado. Bem, mas deixa só mostrar umas fotos da vinícola, cujas terras foram compradas em 1974 em Monforte d'Alba, por Valentino Migliorini, que na época era proprietário de um restaurante com estrela Michelin. A belíssima propriedade começou também a produção de espumantes pelo método tradicional na região. Mas só em 1999 lançou seu primeiro Barolo. Vejam as fotos:


E esta da parte interna?


De babar, não?

Mas e o vinho? Bem, além do Barolo "normal", eles produzem outros 4 especiais, dentre eles, o Big 'd Big. Nome estranho, né? Não consegui saber a origem deste Barolo Rocche dei Manzoni Big 'd Big 2001, que vem dos menores vinhedos da propriedade (apenas 6 hectares dos 50 totais). O vinho matura em madeira e também em tanques de cimento. Tem cor clara e aromas florais, morango, especiarias e funghi secchi. Em boca, ótima acidez, taninos finos e bem presentes (Que bom isso!) e final longo e terroso. Uma beleza de vinho, que veio de grande safra na Itália. Barolo dos grandes, para ser tomado devagar, curtindo. Top! E não teve erro, matei que era um deles na primeira cafungada. Tava fácil...rs.
Mas o outro que o Carlão também levou, embrulhado, não estava tão fácil. JP e eu chutamos italiano também, e nos demos mal. Era um americano! Já confundi americano com bordeaux e sulafricano, mas com italiano, foi a primeira vez. Era um Cain Five 1998! Vinte e um anos nas costas e não mostrava. Inteiraço! Vinho americano de qualidade é assim. Aliás, na ficha técnica do vinho mais recente, o 2014, o produtor cita: "Drink now or forever". Esse californiano, da vinícola Cain Vineyards and Winery, é um dos apenas 3 vinhos produzidos pela vinícola. Foi feito com Cabernet Sauvignon (82%), Merlot (12%) e pitadas de Petit Verdot, Cabernet Franc e Malbec. Nada de excesso de extração, dulçor ou baunilha. Vinho muito equilibrado, com aromas florais, frutas silvestres, ervas e minerais. Em boca, ótima acidez, mais seco que o habitual, mineral e com taninos finos. Final longo e mineral. Uma beleza de vinho. Tirei o chapéu! Valeu, Carlão! Pelos dois belos vinhos. Ah, se as fotos da Rocche de Manzoni são bonitas, as da Cain também não ficam atrás, apesar do estilo bem diferente. Vejam uma delas:


Bem, o JP e eu não combinamos que vinhos levar, mas levamos da mesma nacionalidade: Espanhóis na veia! Vou descrever primeiro o do JP, que chegou um pouco atrasado no jantar e trazia debaixo do braço nada mais, nada menos, que um belo La Rioja Alta 904 Gran Reserva 2009. Até então, era a safra mais recente deste vinho que adoramos. Agora já lançaram a aguardada 2010, que espero algum confrade leve logo...rs. Bem, o que falar deste vinho, que sempre nos agrada e que considero uma das melhores relações custo/qualidade do mercado? Particularmente, este 2009 está muito vivo. Cor belíssima e aromas de cereja fresca, tabaco, cítricos, baunilha e outras especiarias. Em boca, grande frescor aportado por uma acidez vibrante. Taninos firmes e presentes. Destaque total para sua vibrância. Final longo e mineral. Uma beleza de vinho, como sempre. Este, com mais nervo que os anteriores que bebemos. Talvez pela idade, ou é coisa da safra mesmo. Terá anos e anos pela frente. Mas quem quiser um Riojano com nervo, manda o saca-rolhas agora que não ficará nem um pouco triste. Vinhaço!


Bem, e esse que vos escreve levou um El Vínculo Paraje La Golosa Gran Reserva 2003, produzido pelo grande Alejandro Fernandez (Pesquera) na região de La Mancha, especificamente, no distrito de Ciudad Real. Vinho com pedigree, feito com uvas de vinhedos antigos e de baixo rendimento. Só lembrando que Alejandro Fernandez foi responsável por uns dos melhores vinhos produzidos na safra 2003. Este Paraje La Golosa tem o toque de Pesquera. Apresenta aromas de cerejas maduras em meio a especiarias doces (cravo, canela, alcaçuz e baunilha). Em boca, uma entrada mais doce quando comparado com seu primeo Riojano bebido na mesma noite, mas com boa acidez aportando frescor. Final longo e rico em especiarias. Uma delícia de vinho, que conheci em uma degustação da Mistral anos atrás e que o representante da vinícola me recomendou fervorosamente. O faço também para meus leitores! Belo vinho também, em uma noite repleta deles.







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Só vinhões em festa no JP: Vega Sicilia Único 1999, Brancaia IL Blu 2010, Chryseia 2012, Côte Rôtie Duclaux La Germine 2010, Don Maximiano 2009, Incógnito 2011, La Rioja Alta GR 904 2004, Quinta Vale D. Maria 2010, Vallado Reserva 2008 e um Royal Tokaji para arrematar!

Já faz um tempinho que rolou esta festa na casa do JP, mas sempre é tempo para relatar os vinhos que rolaram. E não foram quaisquer vinhos. Só vinhaços! O anfitrião, que adora um Vega Sicilia (e nós também, claro...), mandou ver em um Vega Sicilia Único 1999. Este já pintou aqui no blog tempos atrás (clique aqui). Um vinhaço, como sempre. Aromas de cereja preta, leve baunilha, curry e terrosos. Em boca, elegância típica de um Vega, intensidade na medida, taninos sedosos e final interminável. Uma maravilha! Continue assim, JP! No centro da foto maior, no meio de outros dois grandes.


Descreverei aqueles que estão apenas na foto maior, e abaixo, aqueles que têm fotos individuais. Não me lembro quem levou o Don Maximiano 2009, que já pintou aqui no blog duas vezes (clique aqui) e dispensa comentários. O Paolão levou o Quinta do Vallado Reserva 2008, que estava uma beleza! Aromas de framboesa e kirsch, em meio a chocolate e café. Em boca, muito elegante e macio, com tudo em cima. Os taninos redondinhos e o final longo e com notas de café. Uma beleza! Sou fã do Vallado Reserva.
Também não lembro quem levou o Quinta do Vale D. Maria 2010. Bebemos algumas vezes este vinho, que sempre agrada. Vinho de cor escura e aromas de amoras e framboesas em compota, chocolate amargo, café amargo e notas minerais. Em boca, intenso, denso, com taninos finos e fundo mineral. Este é outro que sempre agrada a turma da confraria. 

Chryseia 2012 levado pelo Tonzinho. Surpreendeu-me este vinho pelo frescor e mineralidade. Aromas de amoras, cacau e minerais. Em boca, intenso mas com ótima acidez, que lhe aportava frescor. Os taninos firmes ainda pedem tempo, mas são de grande qualidade. O final era longo e mineral, com notas de cacau. Um vinhão, de uma safra sombra da 2011, mas que gerou um Chryseia de estirpe. Gostei bastante!

O Joãozinho levou um que eu havia recomendado que comprasse em uma viagem sua. Um ótimo Brancaia Il Blu 2010. Vinho de grande produtor e de bela safra. Sangiovese 50%, Merlot 45% e Cabernet Sauvignon. Aromas de cereja, kirsch, alcaçuz e notas amadeiradas. Em boca, fruta viva, ótima acidez e picância. Os taninos ainda estavam jovens e demandavam tempo. Vinho  ótimo, mas para envelhecer.

Este Benjamin e David Duclaux Côte-Rôtie La Germine 2010 foi levado por este que vos escreve, em homenagem ao JP, que gosta de Côte-Rôtie (alguém não gosta? rs). Um belo vinho, com aromas florais e de frutas silvestres, em meio a um toque apimentado e notas minerais. Em boca, repete o nariz e mostra bela acidez e mineralidade. O final é longo e especiado. Uma delícia, da grande safra de 2010. Ganhou justos 93 pontos da Wine Spectator.

Opa! Coisa grande: Incógnito 2011! Adivinhem quem levou? Isso mesmo, Paul, o Rei dos Portugueses! Um vinhaço, cheio de vida, aromas envolventes de amoras, florais, cacau e especiarias. Em boca uma explosão de frutas e frescor. Final longo, com notas picantes e taninos ainda por arredondar. Syrah que ainda está nervoso. Eu beberia com 10 anos de idade. Mas obviamente, já dá enorme prazer agora. A Wine Spectator lhe deu apenas 88 pontos. Pois é, incongruências.

La Rioja Alta Gran Reserva 904 2004: Que maravilha! Este é um querido da confraria. Mas não é por menos. Ele é sempre delicioso, em qualquer safra. E quando a safra é excepcional, fica ainda mais evidente sua grande qualidade. Este 2004 está uma beleza. Aromas de cereja, caixa de charuto, casca de laranja, baunilha e outras especiarias. Em boca, belíssima acidez cítrica e taninos sedosos. Elegante e muito persistente. Grande vinho! Tenho ainda que postar sobre o 2005 e 2007...
Ah, para arrematar a festa, ainda apreciados duas garrafinhas de Royal Tokaji 5 Puttonyos 2009 e um Taylor's Porto 10 anos, por que ninguém é de ferro. 




terça-feira, 16 de outubro de 2018

Na cozinha do Tonzinho: La Rioja Alta 2001, Gran Enemigo, Montchenot, Prado Enea etc

Postagem atrasada... De novo! Mas aos poucos, vou colocando tudo em dia. Esta foi na cozinha do Tonzinho, com muita carne boa, como sempre. 

La Rioja Alta Gran Reserva 904: Já pintou no blog (clique aqui), mas sempre bom elogiar, pois é um vinho que nunca passa em branco. Grande vinho! E da safra que adoro na Espanha.

Montchenot Gran Reserva 2003: Grande vinho das Bodegas Lopez. Adoro este vinho. Acho que foi levado pelo JP. Corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, com maturação por 10 anos em grandes tonéis de 5.000/20.000 litros. Tem cor mais clara, rubi brilhante, e aromas muito finos de cassis e framboesa, em meio a leve couro e tabaco. Em boca mostrou ótimo frescor e taninos devidamente amaciados pelo tempo e maturação feita com esmero. Vinho sem exageros, que não enjoa e pede sempre uma taça a mais. Um belo vinho, sempre!

Olha que turma boa: O primeiro da foto é um Gran Enemigo 2009, das Bodegas Aleanna, de Alejandro Vigil e Adrianna Catena. Vinhão feito com Cabernet Franc majoritária (75%) e completado com Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec. Vinho concentrado na cor e no sabor! Aromas de amoras maduras, cacau, azeitona preta e pimenta-do-reino. Intenso em boca, com taninos vigorosos e final longo. Cabernet Franc à moda Bordeaux, com mais peso.  Um vinhão! Também na foto um Prado Enea Gran Reserva 2004, das Bodegas Muga. Este é impossível não agradar. Aromas de cereja preta, tostado gostoso e toque cítrico. Em boca, repete o nariz e tem final longo e prazeiroso. Uma delícia de vinho, que já pintou por aqui, e que espero pinte outras vezes. O último na foto é outro vinhaço: Quinta do Vale D. Maria 2010, do craque Cristiano Van Zeller. Este também já apareceu aqui no blog e dispensa comentários. Vinhão!

E nesta foto ainda dá para ver 3 vinhos ainda não descritos. O primeiro é o espanhol Vizar Selección Especial 2008, das Bodegas Vizar, levado por este que vos escreve. Comprei ele na Wine, e tinha bom preço. Vinha com a fama de que seu irmão, o Syrah El Redondal, era o vinho preferido do Rei da Espanha (não era o Imperial Gran Reserva?). Mas o Syrah é realmente bom (clique aqui). Mas este Vizar Selección Especial 2008 é um corte de 50% Tempranillo e 50% Syrah, com maturação por 14 meses em barricas. É um vinho diferente, com a fruta silvestre envolta em um fundo mineral e com notas de cacau e couro. Em boca mostrou boa acidez e mineralidade, com taninos vivos e um toque de ervas frescas interessante. O final é longo e com notas de alcaçuz. Eu gostei bastante dele, pois tinha bom nervo e saía do trivial.
Ainda na foto um Bila-Haut Occultum Lapidem 2012, levado por não sei quem. Mas esse alguém, acertou, pois este vinho é sempre bem-vindo! Obra de M. Chapoutier, com a Syrah majoritária, é um dos melhores representantes do Languedoc-Roussillon. Só metade do vinho matura em madeira, que não deixa marcas. Vinho com fruta viva, grande frescor e mineralidade. É daqueles que  evaporam logo da taça, e que vai bem sozinho ou acompanhando comida.
E para finalizar, um Chateau La Croix de Marbuzet 2007, um Bordeaux de Saint-Estephe. O vinho é uma mescla de Merlot (majoritária) e Cabernet Sauvignon. Boa fruta, notas de alcaçuz e couro. Em boca, repetia o nariz e mostrava bons taninos. Bom, mas não empolgou. 








sexta-feira, 19 de outubro de 2018

No Niver do Thiagão, só tinha vinho bão: Flor de Pingus, Alion, La Rioja Alta 904, Chateau Musar, Brunelão, Prelúdio, Callabriga e Barolão!


O aniversão do Thiagão contou com vinhos de primeira linha! Descreverei da esquerda para a direita, na foto.
O primeiro é o uruguaio Familia Deicas Preludio 2009. Um blend feito com seleção das melhores barricas da vinícola. Denso, com aromas de fruta madura, amoras e ameixa em calda, escoltadas por chocolate, tostado e alcaçuz. Denso e muito redondo em boca, com final longo e tostado. Vinhão, que está entrando em sua melhor fase graças aos anos de adega. Levado pelo Paulinho.
O Alion 2007 dispensa comentários. Estava delicioso e bem pronto. Eu acho que já atingiu o seu topo e penso que não deve evoluir mais. Cereja preta, toffe, café e especiarias. Com o tempo, um mentolado gostoso. Em boca, repete o nariz e mostra grande estrutura. Carimbo da Vega Sicilia! Muito bom! Levado pelo JP. 
Seguindo, um Brunello di Montalcino Pian delle Vigne 2012, de Antinori. Muito melhor que anteriores que bebi dele! Muita riqueza aromática, com notas de cereja, framboesa, tabaco e notas minerais. Em boca, bela acidez e taninos firmes. O final é muito longo e mineral. Uma beleza de Brunello, que deve seguir evoluindo por muito anos. Levado pelo Joãozinho.
Do lado dele, um monstro chamado La Rioja Alta Gran Reserva 904 2007. Esse já pintou por aqui e dispensa qualquer tipo de comentário. Não lembro quem levou... Mas por exclusão, deve ter sido o Rodrigo. Parabéns então!
O aniversariante levou um belo Flor de Pingus 2013. Esse também tem pedigree. Novinho, cheio de vida e doido para ficar mais uns bons anos na adega. Mas dançou! Saca-rolhas nele! Um Ribera del Duero de primeira, com aromas de amoras, especiarias, defumado e minerais. Em boca, intenso, mas com ótimo frescor e mineralidade. Taninos firmes e em camadas. Nervoso! Vai premiar quem tiver paciência. Este, agradou demais! Vinhaço!
Eu levei um Barolo Luigi Einaudi Terlo 2006, que já pintou aqui no blog. E quatro anos depois, o vinho está uma beleza! Notas florais, framboesa, minerais e de funghi secchi. Muito macio e com taninos ainda bem vivões e que dão estrutura ao vinho. Barolo delicioso, devidamente agraciado com o benefício do tempo.
O Paolão levou um vinho Libanês, de grande qualidade: Chateau Musar 2009! Um grande vinho feito com Cabernet Sauvignon, Carignan e Cinsault, em proporções iguais. Aromas incríveis de amoras, cacau, muitas especiarias e ervas frescas, azeitona preta e notas minerais. Em boca, também riquíssimo, mais seco, com ótima acidez, taninos finos, abundantes, e boa mineralidade. Nota mentolada bem legal. Final longo e especiado. Uma delícia de vinho, para paladares velho mundo. Teria anos e anos pela frente. Gostei demais!
E para finalizar, o vinho levado pelo Caião: Callabriga Douro 2014. Belo vinho das Casas Ferreirinha. Parece que nesse ano foi feito majoritariamente com Touriga Franca, cortada com Touriga Nacional e Tinta Roriz. Bem apreciável para um 2014! Pode beber agora, sem problemas! Aromas de kirsch, amoras, caixa de charutos e alcaçuz. Em boca, boa fruta, acidez correta e taninos finos. Muito bom vinho!
That's all!






domingo, 18 de setembro de 2016

Niver do JP: Barolo Ornato Pio Cesare 2005, La Rioja Alta 904 2001 e outros vinhões!

Esta postagem também estava engavetada... E trata dos vinhos apreciados no último aniversário do JP (pois é, o do ano passado ainda nem postei). Foi uma noite de primeira. O JP levou todos os vinhos embrulhados para a turma identificar. E foram vinhões. Comecemos pelos brancos. Um deles foi um que cujo produtor já passou por aqui algumas vezes: Georges Vernay Condrieu Les Chaillées de L'Enfer 2007. O termo "Chaillées" vem do dialeto local e signifca "rochoso", em referência ao solo seco e pedregoso do terraço onde o vinhedo, de apenas 2,5 hectares, é plantado. O "L'Enfer" é devido ao calor e aos comentários das pessoas que ali estavam, dizendo que estavam no inferno.  É um vinhão! Aromas florais, pera, melão e frutas secas. Em boca é um pouco mais seco que seus irmãos e com um toque amendoado. Acho que o tempo já está se manifestando, mas o vinho ainda estava belíssimo. 
Outro branco foi o Pera-Manca branco 2012. Bem, o vinho tem pedigree e trata-se de um belo branco. É feito com Antão Vaz e Arinto, sendo parte fermentada em inox e outra em barricas de carvalho. Depois da fermentação segue-se um estágio de 12 meses, sobre as lias, com batonnage periódica. Em comparação com alguns anteriores que bebi, a cor é mais clara e os aromas um pouco mais minerais. Talvez pela tenra idade. Tem aromas florais, de abacaxi, maçã gold e mel, em um fundo mineral. Em boca é amplo, cremoso, boa acidez e final levemente amendoado. Um ótimo branco que acompanha muito bem comida. Ficou ótimo com a paella e ficaria ainda melhor com uma posta de bacalhau. 
O último branco, que às cegas todos pensaram se tratar de um Poiully-Fuissé, era um Lindaflor Chardonnay 2013.  O vinho é feito com uvas de vinhedos de altitude (1000 m). A fermentação é feita em barricas novas de carvalhos francês, sobre as lias, com batonnage periodica e estágio por 12 meses. Ao nariz mostra notas de fruta madura, com destaque para pera e abacaxi (sem exagero), leve amanteigado e um fundo mineral. Em boca mostra boa fruta, maciez e mineralidade. Quer saber? Fez mais sucesso que o Pera-Manca. Um ótimo Chardonnay.
E partindo para os tintos, o negócio pegou... Vinhões! O primeiro deles, e para mim o primeiro da noite, foi um Barolo Ornato Pio Cesare 2005. O JP decantou e pudemos acompanhar sua bela evolução durante a noite. A última taça que bebi, devagar, já no final da noite, estava uma maravilha! O vinho tinha notas de morango silvestre, pétalas de rosa, funghi secchi e terrosas. Em boca, foi se amaciando e ganhando complexidade ao longo da noite. No começo, os taninos se mostravam com força, mas depois, tudo foi se equilibrando. A acidez era perfeita e a fruta se mesclava a toques terrosos. Os taninos eram firmes e o final, mineral, era interminável. Que beleza de vinho! Não ganhou 95 pontinhos da WS à toa.
Do lado direito dele, na foto grande ao final da postagem, o vinho que ficou ao seu lado no podium: La Rioja Alta 904 2001! Este considero um grande custo benefício (lá fora, claro). É um vinhaço, que sempre agrada. É a terceira vez que bebemos desta safra e queremos sempre mais...  Aliás, é uma das safras que mais me agradam na Espanha. E este exemplar estava impecável! Nariz finíssimo, com notas de cereja seca, caixa de charuto, especiarias e cítricas. Em boca, maravilhoso! Acidez perfeita, taninos sedosos e final interminável. Se estiver em viagem e vir um deste na frente, não hesite um segundo: Joga (devagar) na cesta! Adoramos este danado! Valeu, JP!
Como não poderia faltar, um ótimo Malbec: Altos las Hormigas Paraje Altamira 2011. É um Malbec de altitude, maturado em foudres de 3.500 litros por 18 meses. Ao nariz mostra notas de ameixas e framboesas, em meio a especiarias e toques minerais. Em boca mostra ótima acidez, taninos sedosos e final longo e mineral. Um ótimo Malbec da sempre confiável Altos las Hormigas.
O JP ofertou ainda um Brunello di Montalcino Da Vinci Collezione Speciale 2006, da Cantine Leonardo da Vinci. Parece ser um exemplar especial da vinícola. Ao nariz, mostrou aromas de cerejas e amoras, em meio a leve tabaco, cítricos e cravo e outras especiarias. Em boca, mostrou boa acidez, taninos firmes e boa persistência. Um bom Brunello, correto e boa pedida para uma carne gordurosa. Mas não surpreende.
Bem, e como ninguém é de ferro, fechamos a noite com um Tokaji Oremus 2006, que estava uma delícia!
Isso aí, JP! 





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Veja a lista dos Top 100 da Wine Spectator para o ano de 2016!

Veja a lista dos Top 100 da Wine Spectator para o ano de 2016! Muita figura carimbada e algumas garrafas de boa qualidade pelo preço. Na linha do bom preço, gosto do sempre correto M. Chapoutier Bila-Haut, dos espanhóis Condado de Haza e Cune Gran Reserva (bom preço lá fora...rs) e do português Quinta do Cabriz Colheita (50 pilas, e já custou 20 e pouco). Um pouco mais caro (mas de bom preço lá fora), o espanhol La Rioja Alta 904 (uma beleza!), o Colomé Auténtico (Malbec sem madeira, muito fresco, uma delícia!) e o duriense Carm Reserva...
Nunca bebi o primeiro colocado, mas minha torcida não era para ele...rs. Pelos critérios da WS, e comparando com o que está na lista dos top 10, acho que o Don Melchor merecia melhor colocação, assim como o espanhol San Roman, da Maurodos (grande presença e sedosidade). O Moelleux Clos du Bourg do Domaine Houet talvez não tenha ficado mais na ponta por causa de distribuição. Mas que merecia mais, merecia. Uma reclamação: Eu queria ter visto mais vinhos portugueses na lista. 
Bem, mas a lista é mais uma diversão que qualquer outra coisa. Ou pelo menos, até a gente ver o preço dos contemplados por aqui. Por isso, se eu for comprar, pego um Colomé Auténtico, um Cabriz e um Bila-Haut. E já comprei o Carpineto Nobile di Montepulciano 2011 na Wine, por um preço justo.

1
Lewis Cabernet Sauvignon Napa Valley
2013
95
$90
2
Domaine Serene Chardonnay Dundee Hills Evenstad Reserve 
2014
95
$55
3
Beaux Frères Pinot Noir Ribbon Ridge The Beaux Frères Vineyard 
2014
95
$90
4
Château Climens Barsac
2013
97
$68
5
Produttori del Barbaresco Barbaresco Asili Riserva 
2011
96
$59
6
Orin Swift Machete California 
2014
94
$48
7
Ridge Monte Bello Santa Cruz Mountains 
2012
94
$175
8
Antinori Toscana Tignanello 
2013
94
$105
9
Château Smith-Haut-Lafitte Pessac-Léognan White 
2013
96
$106
10
Hartford Family Zinfandel Russian River Valley Old Vine 
2014
93
$38
11
Hamilton Russell Chardonnay Hemel-en-Aarde Valley 
2015
94
$37
12
Abadia Retuerta Viño de la Tierra de Castilla y León Selección Especial Sardon de Duero 
2012
93
$28
13
Reynvaan Syrah Walla Walla Valley In The Rocks 
2013
97
$70
14
Carlisle Zinfandel Russian River Valley Montafi Ranch 
2014
96
$47
15
M. Marengo Barolo Bricco delle Viole 
2012
94
$53
16
Château Coutet Barsac 
2013
96
$41
17
Merry Edwards Sauvignon Blanc Russian River Valley 
2014
93
$32
18
Condado de Haza Ribera del Duero 
2012
93
$25
19
Arcanum Toscana Il Fauno 
2012
93
$30
20
Turley Zinfandel Paso Robles Ueberroth Vineyard 
2013
94
$48
21
Sparkman Cabernet Sauvignon Columbia Valley Holler 
2013
94
$32
22
Cune Rioja Gran Reserva 
2010
94
$33
23
Mocali Brunello di Montalcino 
2011
93
$40
24
DuMOL Syrah Russian River Valley 
2014
94
$55
25
Villa Pillo Toscana Borgoforte 
2014
91
$12
26
Bodegas y Viñedos Maurodos Toro San Román 
2012
95
$65
27
Matthews Claret Columbia Valley 
2013
93
$40
28
Domaine Carneros Brut Carneros Ultra 
2011
93
$42
29
Tenuta di Trinoro Toscana Le Cupole 
2014
93
$27
30
Mollydooker Shiraz McLaren Vale Carnival of Love 
2014
95
$75
31
Tenshen White Central Coast 
2015
92
$20
32
Intrinsic Cabernet Sauvignon Columbia Valley 
2014
92
$22
33
Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor 
2012
95
$125
34
John Duval Plexus Red Barossa Valley 
2014
93
$40
35
Sojourn Pinot Noir Sonoma Coast Gap's Crown Vineyard 
2014
94
$59
36
G.D. Vajra Barolo Bricco delle Viole 
2011
95
$70
37
Cayuse Syrah Walla Walla Valley Cailloux Vineyard 
2013
96
$80
38
Ramey Chardonnay Russian River Valley Ritchie Vineyard 
2013
94
$65
39
Bodegas Borsao Garnacha Campo de Borja Tres Picos
2014
91
$18
40
Fattoria di Felsina Chianti Classico Berardenga 
2013
92
$26
41
Kono Sauvignon Blanc Marlborough 
2015
90
$12
42
Viña Montes Cabernet Sauvignon Colchagua Valley Classic Series
2014
90
$13
43
St.-Cosme Côtes du Rhône
2015
91
$16
44
Caymus Cabernet Sauvignon Napa Valley Special Selection
2013
95
$160
45
Charles Smith Riesling Ancient Lakes Of Columbia Valley Kung Fu Girl Evergreen
2015
90
$12
46
Quinta de Cabriz Dão
2014
90
$10
47
Hall Cabernet Sauvignon Napa Valley Eighteen Seventy-Three
2013
94
$80
48
Fournier Père & Fils Sancerre Les Belles Vignes
2015
92
$26
49
Renieri Brunello di Montalcino Riserva 
2010
96
$100
50
Real Companhia Velha Douro Evel Red
2014
90
$13
51
M. Chapoutier Côtes du Roussillon-Villages Les Vignes de Bila-Haut
2014
90
$15
52
Bodegas Palacios Remondo Rioja La Montesa Crianza
2013
91
$20
53
Familia Zuccardi Cabernet Sauvignon Uco Valley Q 
2013
91
$20
54
Fritz Hasselbach Riesling QbA Rheinhessen Fritz's 
2014
90
$14
55
Gérard Bertrand Grenache-Syrah-Mourvèdre Corbières 
2014
90
$19
56
Bodegas Cepa 21 Ribera del Duero 
2011
92
$25
57
Cave de Roquebrun St.-Chinian-Roquebrun La Grange des Combes
2015
91
$20
58
Castello di Monsanto Chianti Classico Riserva
2013
91
$25
59
Viña San Pedro Cabernet Sauvignon Maipo Valley 1865 Single Vineyard
2014
91
$18
60
Roberto Anselmi Veneto White San Vincenzo
2015
90
$18
61
Joseph Drouhin St.-Véran
2014
90
$19
62
Bodegas Ontañon Viura Rioja Vetiver 
2014
91
$15
63
Tenute di Eméra Primitivo di Manduria Antica Masseria del Sigillo 
2014
90
$17
64
Bodega Colomé Malbec Salta Auténtico
2014
92
$25
65
La Rioja Alta Rioja 904 Gran Reserva 
2007
93
$55
66
Domaine Huët Vouvray Moelleux Clos du Bourg Première Trie 
2015
97
$70
67
Hahn Pinot Noir Santa Lucia Highlands SLH 
2014
92
$30
68
Lemelson Pinot Noir Willamette Valley Thea's Selection 
2014
92
$30
69
CARM Douro Reserva 
2012
91
$22
70
Ravines Riesling Finger Lakes Dry
2014
90
$18
71
Two Hands Shiraz McLaren Vale Lily's Garden
2014
94
$69
72
Jules Taylor Pinot Noir Marlborough
2015
93
$19
73
Korbel Brut California Organic Grapes
NV
90
$14
74
Bodega Norton Malbec Mendoza Reserva
2014
90
$19
75
Bodegas Godeval Valdeorras Viña Godeval Cepas Vellas
2014
91
$20
76
Carpineto Vino Nobile di Montepulciano Riserva 
2011
93
$31
77
Bodegas Hidalgo La Gitana Oloroso Jerez Faraon 
NV
92
$27
78
Jean Perrier & Fils Savoie Apremont Cuvée Gastronomie 
2015
90
$16
79
Tzora Judean Hills White
2014
92
$30
80
Lemos & van Zeller Douro Quinta Vale D. Maria 
2013
94
$68
81
Viña Cobos Chardonnay Mendoza Felino 
2015
90
$21
82
Kistler Chardonnay Carneros Hudson Vineyard 
2013
94
$80
83
Mud House Pinot Noir Central Otago
2014
90
$15
84
Boars' View Pinot Noir Sonoma Coast 
2013
95
$125
85
Domäne Wachau Grüner Veltliner Smaragd Trocken Wachau Terrassen 
2013
92
$30
86
Vigneti del Vulture Aglianico del Vulture Piano del Cerro
2012
93
$36
87
A. Clape Cornas
2013
96
$120
88
Arnaldo Caprai Grechetto Colli Martani Grecante
2015
90
$20
89
D. Kourtakis Assyrtiko Santorini Greek Wine Cellars
2014
90
$20
90
Domaines Bunan Bandol Rosé Moulin des Costes
2015
91
$30
91
Agricola Punica Isola dei Nuraghi Montessu 
2014
90
$30
92
Philippe Alliet Chinon 
2015
91
$23
93
Galil Mountain Yiron Galilee 
2013
92
$32
94
William Fèvre Chablis Domaine 
2014
90
$32
95
PlumpJack Syrah Napa Valley
2013
93
$56
96
Nicolas-Jay Pinot Noir Willamette Valley
2014
93
$65
97
Le Macchiole Bolgheri 
2013
91
$34
98
Dakota Shy Cabernet Sauvignon Napa Valley 
2014
94
$95
99
Cirq Pinot Noir Russian River Valley Treehouse 
2013
94
$125
100
Louis Latour Corton-Charlemagne 
2014
95
$175