terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

E.Guigal Chateau d'Ampuis Côte-Rôtie 2010: Sensacional!

Em viagem recente fiquei namorando esse E.Guigal Chateau d'Ampuis Côte-Rôtie 2010 na prateleira da loja... Minha cota já estava no limite, mas minha mão coçava ao ver um Côte-Rôtie de um Cru de E.Guigal alí ao meu alcance. Se um Côte-Rôtie de entrada do produtor já é excelente, ficava imaginando esse. E não teve jeito: Cesta nele! E nesse final de 2015 nem sua tenra idade foi respeitada: Saca-rolhas no danado! O Château d'Ampuis é um antigo forte construído entre os séculos 12 e 16. Ele é cercado por videiras e margeado pelo Rio Rhône. Segundo o site da vinícola, durante o século 20 a bela construção foi objeto de negligência e caiu em um estado de abandono. No entanto, após ser adquirido pela família Guigal em 1995, o Château d'Ampuis foi registrado como um monumento histórico nacional. Desde então, ele foi submetido a um grande programa de renovação, a fim de restaurá-lo à sua antiga glória. O processo levou quase 11 anos, com o trabalho de mais de 100 pessoas. O Côte-Rôtie produzido a partir de seus vinhedos leva então o seu nome. O vinho é feito com 97% Syrah e 3% Viognier, fermentadas juntas, e matura por 38 meses em carvalho novo. Ao ser aberto o vinho já mostra a que veio, e ao se colocar a preciosidade na taça, o negócio pega! Os aromas saltam e invadem o ambiente. Uma riqueza incrível. Destaque para o licor de cassis, ameixas, bolo de frutas, toques carnosos, alcaçuz, café e baunilha. É um camaleão que muda a medida que o tempo passa. Em boca, repete o nariz e mostra-se concentrado, mineral e especiado. A acidez é uma beleza e o vinho, apesar de intenso, possui um frescor incrível. O final é interminável. Uau! Que vinho! Uma maravilha, que bebi em 3 dias e que deixou saudades na última taça. Apesar de novo, este exemplar da grande safra de 2010 já mostra uma riqueza imensa. E tem umas décadas de vida pela frente. Vocês podem notar que usei adjetivos portentosos para este vinho. Pois é... Sempre vejo gente chamando de "vinhaços, sensacionais, incríveis, estupendos, fabulosos, inesquecíveis etc", vinhos que no máximo seriam "bons". Imagino então como chamariam este...rs. Só por curiosidade, Mr. Parker lhe atribuiu 99 pontinhos e a Wine Spectator, 97! Será que é bom? Eu achei memorável.

2 comentários:

  1. Flavio,
    Um 2007 foi o melhor tinto que já bebi.
    E olha que foi apenas uma tacinha.
    Abraço!
    PS: voltaste com tudo!

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    Respostas
    1. Grande Alexandre!

      Como vai, meu amigo?
      Rapaz, imagino que o 2007 devia também estar uma beleza, não? Eu fiquei impressionado com este vinho. Realmente, inesquecível! Como você disse, voltei com tudo, né? rs...

      Abraços,

      Flavio

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