quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Caros leitores! Tive problemas no recebimento dos comentários!

Caros amigos! Aconteceu algo estranho no blogger e não recebi comunicação por email de vossos comentários. Vou responde-los agora. Só hoje fiquei sabendo disso. Mas já recebi uma mensagem do blogger reparando as coisas. Perdão pelo inconveniente!

Abraços,

Flavio

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Quinta da Fata Reserva 2009: Muito bom!

 A Quinta da Fata foi construída no final do século XIX e é uma propriedade muito bonita, arborizada e que possui quartos disponíveis para turismo. Localiza-se entre a Serra da Estrela e a Serra do Caramulo, à direita do Rio Dão. Este Quinta da Fata Reserva 2009 compõe o portifólio enxuto da Quinta, que além de 4 tintos, produz um Encruzado. O Reserva é feito com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. A cor é granada, escura, e os aromas de amoras e ameixa preta, em meio a notas herbáceas, de folhas secas, balsâmicas e tabaco. Em boca, repete o nariz, é seco e mostra boa acidez e final herbáceo. Com o tempo vai mudando, principalmente em boca, onde vai ficando cada vez mais redondo. É um vinho com bom frescor e taninos finos. Gastronômico por natureza. Dão típico, muito agradável e de bom preço. Digo e repito: Sou fã dos vinhos do Dão! Paguei ótimo preço no Super Nosso, de BH. Mas acho que agora eles só têm o Clássico. Se encontrar este reserva, não hesite. Ele é a prova de que, para ser bom e complexo, o vinho não precisa, necessariamente, ser caro.






terça-feira, 21 de agosto de 2018

D de Donoso 2007: 11 anos e em ótima forma!

Tempos atrás provei este vinho em degustações distintas. Uma, na verdade, era a eleição dos Top 5 do Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto. Na ocasião, ele ficou em primeiro na minha lista (ainda que nem tenha figurado na lista final do evento). Mas o vinho, feito com Cabernet Sauvignon, Carmenere, Malbec e Cabernet Franc, mostrava ótima estrutura e potencial de envelhecimento. E isso se confirmou com este que bebi semanas atrás. O vinho mostrava o pedigree chileno, com a fruta (cassis e ameixa) envolta nas notas de pimenta e amadeiradas. Mas não tinha exagero de pirazina e era bem agradável. Não mostrava o sinal dos tempos, contrariando muitos que dizem que os vinhos chilenos não são muito longevos. Este, com 11 anos, estava em plena forma. Muito bom!

Nota: A Casa Donoso fica no Maule, na região de Talca, cidade onde vive mi hermano Cubano/Chileno Ariel.




segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Chianti Clássico San Giusto a Rentennano Riserva Le Baroncole 2007: Nome grande, vinho também!

Chianti Clássico San Giusto a Rentennano Riserva Le Baroncole 2007: Abri com meu cunhado Bú, que aprecia muito (bons) vinhos italianos. Vinho com 11 anos de idade e ainda em boa forma. Feito com 97% Sangiovese e 3% Canaiolo, com maturação em botti e barricas francesas. Aromas de cereja preta, balsâmicos, couro e leve tostado. Em boca estava macio, ainda com bom frescor, taninos redondos e final médio para longo. Devidamente amaciado pelo tempo. Muito gostoso e par perfeito para massa com molho vermelho. Chiantão de responsa!





domingo, 12 de agosto de 2018

Meu Barolo se foi... Que saudades terei de meu amado pai, o SôRai!

Nosso Raimundinho, em foto quando tinha 70 anos, e muita destreza... 
Há 8 anos fiz uma postagem aqui no blog, em que comparava meu amado Pai com um Barolo. A postagem era curta, direta, como ele era:

"Se ele fosse um vinho seria um bom Barolo: Desconfiado, fechadão, até meio nervoso às vezes, mas com muita coisa para mostrar"...

Há uma semana ele nos deixou, e com ele, levou parte de nossas vidas. 
Tenho lembranças maravilhosas de meu pai. Lembro de cada vez que chegava à tarde em casa depois de um dia cansativo de trabalho. Sua face sofrida, marcada pelo sol de todos os dias e do trabalho duro que desempenhou em toda a sua vida, trazia um sorriso largo, divertido e sincero. Ele não ria à toa. Ria quando achava graça, e pronto. Também não chorava. Minha amada Mãe disse que o viu chorar poucas vezes, e uma delas, foi no dia quando eu sai de casa para estudar em São Carlos. Ela disse que após me ver descendo a rua em direção à rodoviária, ele foi para o fundo de nossa casa, sozinho, e chorou, como poucas vezes fez na vida. 
Eu tive a honra e o prazer de trabalhar com ele durante a minha adolescência (pois é... hoje criança não pode trabalhar...). Ele me ensinou uma profissão, mas mais que isso, me ensinou a ser honesto e me dava a alegria da convivência diária. O trabalho duro era compensado por momentos incríveis de muita alegria. As histórias do SôRai eram incontáveis. Era uma comédia ambulante. Suas tiradas eram incríveis e suas histórias dariam um belo livro. Quem sabe um dia? Mas são tantas, que não dá para contar aqui. Foram anos intensos de convivência. Os momentos foram muitos, em casa, no trabalho, a torcida pelo nosso amado Vasco da Gama, as pescarias... Quantos momentos! Meu pai, Vascaíno de coração, me ensinou a torcer pelo time que tinha uma "filial" em Passos. Como vivo em São Paulo, todos costumam me perguntar: "Por que torce para um time do Rio"? Não precisaria responder, mas hoje, tenho uma só resposta: "Por que aprendi com meu pai"! E quantos momentos torcendo, ouvindo jogos pelo rádio, partidas transmitidas pelo Jorge Cury, Waldir Amaral ou pelo "Garotinho" José Carlos Araújo. Quantos gols do Roberto Dinamite comemoramos juntos! Ele amava rádio... Não gostava muito da TV. À tarde e à noite, ouvia todas as notícias sobre o futebol, ansioso esperando pelas notícias do Vascão. Eu sempre ouvia com ele. Eram momentos ímpares, que me enchiam de felicidade! Quando vim para São Carlos, perdi muito de tudo isso, mas ainda curtia muito a presença do meu querido Pai quando ia a Passos. 
Mas os anos foram passando, e meu gigante de menos de um metro de sessenta, foi envelhecendo. Mas era incrível vê-lo, com mais de 70 anos, subindo em casas e prédios, e andando nas beiradas deles, sem o menor medo, e ainda fazendo gracinhas que nos deixavam todos morrendo de apreensão. Como ele gostava de fazer isso! Era um dos poucos em Passos que se arriscava em telhados das altas igrejas de lá, com uma cordinha simples amarrada na cintura. Era corajoso e, acima de tudo, tinha um equilíbrio invejável! Mas um dia abusou e caiu de cima de uma escada, quebrando a bacia. Na época, fiz até uma música brincando com o episódio...rs. E ele dizia: "Rapaz bobo"...rs.
Mas como um bom Barolo, ele envelheceu... Os anos e o serviço pesado foram impiedosos. E o levaram de nós. 
Neste dia dos pais, quando queria estar com ele lá em Passos, celebrando, estou aqui chorando para conseguir terminar este texto, que é curto para o tanto que seria necessário para falar de meu SôRai... E não há outra maneira de terminar a não ser dizendo que lhe amo muito, que sou orgulhoso de ser seu filho e que será sempre o meu herói!






segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Caramba! Por que eu insisto em ir a grandes degustações?

Já faz tempo que penso muito antes de ir a degustações fora da cidade de São Carlos. Costumo ir muito a São Paulo em degustações da Mistral, Vinci, World Wine, Qualimpor etc. E confesso que estou cansado. Dá trabalho, cansa e custa ir a degustações. Tem a viagem, o hotel, o preço da própria degustação, refeições etc. Se coloco tudo na ponta do lápis, compraria uma bela garrafa de vinho e beberia tranquilo em casa, sem cansaço ou amolações. Pois é, essas últimas costumam também acontecer. Cito a recente viagem que fiz até São Paulo, para a Feira dos Naturebas. Cheguei em São Paulo em dia de evento na Arena Palmeiras e a rua do hotel onde fiquei estava com trânsito impedido. Transtorno total. Foi meia hora rodando que nem bobo até conseguir chegar no hotel. Já começou a cansar... No evento, realizado em um local muito bonito (Casa das Caldeiras, na Francisco Matarazzo), tive também um contratempo chato. Em um determinado momento, inadvertidamente, fiquei do lado de dentro, entre duas mesas, de olho em uns queijos que uma moça servia. Até que fui abordado por um cidadão que apresentava os vinhos do Louis-Antoine Luyt, que me perguntou de forma irônica se eu era expositor. Eu, obviamente, respondi que não. A partir daí ele começou a me passar um sonoro "pito", dizendo que eu estava no lugar errado, atrapalhando as pessoas, se eu gostaria que fizessem isso comigo blá, blá, blá. Eu fiquei sem entender, pois eu não estava cometendo nenhum crime e certamente saíria rapidamente com uma simples frase educada. Mas tem gente que quer aparecer mais que os produtores e se acha o dono da festa. Fiquei chateado com o negócio. Procuro tratar as pessoas muito bem e, obviamente, gosto de ser tratado assim. Deslocar-me até São Paulo, para levar "pito", é o que faltava...rs. Mais um motivo para eu não ir mais a degustações. 
A feira estava bem cheia. Muita gente, o que dificultava o acesso às mesas dos produtores e expositores. Mas era um pessoal legal, educado e de bom papo. Público seleto! O lugar era bonito e tinha bons vinhos (outros nem tanto, para o meu gosto). E ainda provei bons queijos (menos aquele citado acima...rs) e comi um Choripan de primeira - Delícia! Pude ainda encontrar alguns produtores que queria conhecer pessoalmente, como o Lorenzo Valenzuela, espanhol da Barranco Oscuro (com quem bati um bom papo); o craque Alvaro Espinosa (como um craque daque pode ser tão simples?); Felipe Uribe (Andes Plateau - Gente muito boa!); Manuel Moraga Gutierrez (Cacique Maravilla - Um show de pessoa!) e outros... E ainda revi o simpático e competente Zanini, produtor do Era dos Ventos Peverella, que eu gosto muito. Por fim, encontrei também os amigos blogueiros Luiz Cola e Silvestre Tavares. 
Na próxima postagem eu colocarei fotos e legendas com algumas linhas sobre os vinhos. Não quis colocar nessa para não misturar as bolas.






Confraria: Covela Escolha branco 2013, Pêra-Grave Reserva 2013, Torre Muga 2006, Colomé Estate Malbec 2013 e Barolo Giovanni Manzone Bricat 2012

Covela Escolha 2013, levado por este que vos escreve. Vinho feito com Avesso e Chardonnay, de cultivo sustentável, da região do Minho. Produção pequena e sem passagem por madeira. Vinho muito fresco, com notas florais e boa mineralidade. Parece que a vinícola é propriedade de um brasileiro e um inglês. Para ficar de olho nela, pois tanto o tinto, quanto o branco que bebi deles são muito bons. 
Pêra-Grave Reserva 2013, levado pelo Thiago. Vinho premiado nesta safra. Alentejano de primeiríssima. Bebi o 2012, que estava muito bom, mas este 2013 está superior. Muito complexo, com fruta madura, especiarias, cacau e alcaçuz. Em boca é muito rico, cheio de camadas, taninos finos e final longo. Delicioso! O melhor do produtor que bebi até o momento (achei até melhor que o Pêra-Velha 2012, que é bem mais caro). Os Pêra-Grave são importados e comercializados pela Clarets



Torre Muga 2006, que, se não me engano, foi levado pelo Paulinho. Um grande vinho, que já pintou aqui no blog em outra ocasião (clique aqui). Denso, fruta madura, notas tostadas, cítricas e especiarias. Sedoso e final muito longo. Muga nunca decepciona, e Torre Muga, muito menos. Do lado dele um Colomé Malbec 2013, levado pelo Joãozinho. Gosto muito do produtor. Fruta viva equilibrada com boa acidez. Vinho para acompanhar carne. Bem gostoso.

Barolo Giovanni Manzone Bricat 2012, levado pelo Tonzinho. O JP já levou um desses também (clique aqui). Um ótimo Barolo, que apesar de jovem, já pode ser bebido. Só merecia uma decantação. Mas agrada muito. Fruta fresca, notas florais, minerais e  fundinho de tabaco. Uma beleza de Barolo, que deve evoluir maravilhosamente nos próximos anos. 






segunda-feira, 30 de julho de 2018

Chablis Drouhin-Vaudon 2013, Drouhin Arthur Oregon 2007, Seghesio Sonoma County Zinfandel 2007 e Vallado Touriga Nacional 2007

Chablis Drouhin-Vaudon 2013, levado pelo Thiago. Vinho feito com uvas de vinhedo biodinâmico, pela família Drouhin em Chablis. O vinhedo Vaudon fica no Vale de Vauvillien e é vizinho de dois Premier Cru de Chablis. Passa 12 meses em barricas de carvalho usadas. Ao nariz mostra notas de limão, abacaxi, minerais e cera de abelha. Em boca mostra bom frescor e mineralidade, com final longo e cítrico. Se contrapôs ao vinho levado pelo JP, também feito pelo Drouhin, no Oregon. 

Drouhin Arthur Oregon 2007, levado pelo JP. Apesar de eu ser fã de vinhos do Oregon, este Chardonnay estava do jeito que eu não aprecio muito. Sua cor, amarelo mais escura, já denunciava que estava entrando em fase de declínio. Ao nariz, notas de abacaxi, mais maduro, maracujá, manteiga e côco. Em boca, faltava-lhe frescor e mineralidade. Apenas bebível. Tinha que ser bebido uns 5-6 anos atrás.

Seghesio Sonoma County Zinfandel 2007: Não lembro quem levou. Acho que foi o JP. Era uma garrafa pequena. Bebemos muitas vezes este vinho de 2007, que agora, com 11 anos, ainda está bom. Zinfandel clássico, com fruta madura, defumado e aquele dulçor típico, mas que este produtor equilibra bem com boa acidez e taninos finos. Número 10 da lista dos Top 100 da Wine Spectator em 2008, com 93 pontos. Para os fãs do estilo.

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2007, levado por este que vos escreve. Vinho de ótimo produtor, bela safra e com seus 11 anos de idade. 94 pontos merecidos da WS. Notas florais, fruta madura, kirsch, chocolate amargo e tabaco. Em boca, muito sedoso, com notas achocolatadas e terrosas. Final longo e prazeiroso. Uma beleza de vinho! Tranquilo o melhor da noite. 




Brunello di Montalcino Tenute del Cerro 2010: Nervoso!

Quando digo que um vinho é nervoso é por que é daqueles que me chacoalham a cachola, mostrando a que veio. E é claro, que ele ainda está "pegado", com taninos evidentes, acidez vibrante e com potencial longevidade. Este Brunello di Montalcino Tenute del Cerro 2010 é feito pela La Poderina. Acho que recentemente mudaram o rótulo, incluindo estas letras etruscas. A vinícola é do grupo Unipol, uma das maiores seguradoras européias. O vinho, de grande safra na Itália, tem bela cor rubi escura, límpida, e aromas ricos de cereja preta, chá, especiarias, alcaçuz, e notas amadeiradas. Em boca mostra acidez vibrante, taninos nervosos e final longo e amadeirado. Com o tempo em taça vai ficando mais comportado. Mas ficou bom mesmo depois de 1-2 dias. O bebi sozinho, tranquilo, em tres jantares no Bourbon Atibaia em férias com a família. Assim, tive tempo de curtir sua evolução. E nem usei vacuntainer para guardar. Rolhona mesmo, sem preocupação. O vinho é ótimo! Nervoso, como deve ser um Brunello, com muita presença. E tem muitos anos pela frente. Se for bebê-lo agora, decanter sem dó no bichão. Ou abra no dia anterior, sem medo de ser feliz. E para acompanhar, carne gordurosa! Depois você se entende com o colesterol...rs.



segunda-feira, 2 de julho de 2018

Gran Enemigo Single Vineyard Gualtallary Cabernet Franc 2013: 91, 95, ou 100 pontos?

Desde a primeira vez que bebi o Gran Enemigo Cabernet Franc eu fiquei muito bem impressionado e o considerei um dos melhores vinhos argentinos. O meu gosto pela casta deve ter ajudado. Mas o vinho realmente é grande. O 2012, muito badalado, bebi duas vezes, e na segunda gostei mais que na primeira. É um vinho potente, concentrado, CF ao estilo Bordeaux, não Vale do Loire. Ele precisa de tempo respirando antes de ser apreciado. É vinho para curtir adega, sem dúvida. O 2012 ganhou 98 pontos da Wine Advocate e 89 da Wine Spectator. Que diferença enorme de opiniões! Este Gran Enemigo Single Vineyard Gualtallary Cabernet Franc 2013 acabou de ganhar 100 pontos da Wine Advocate, depois de ter arrebatado 99 de James Suckling. Dando uma olhadinha, vi que levou também 91 da Wine Enthusiast. Há alguma confusão no site da WE, pois eles dão 94 para um que é feito com Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, que parece ser aquele blend que tinha ainda a Petit Verdot e Malbec. A revista Vinous lhe outorgou 93 pontos e a Decanter 95. Notas bem diferentes, não? Com quem você fica? O fato é que faturar 100 pontos, seja de quem for, não é para qualquer um e merece ser celebrado. E eu fico feliz por ser um Cabernet Franc argentino, que há tempos tem sido minha uva preferida de lá. O problema é que agora vai todo mundo sair atrás dele para beber um vinho de "100 pontos" Parker, e o preço vai aumentar.







sábado, 30 de junho de 2018

Chocapalha Reserva 2007: Longevo!

Chocapalha Reserva 2007: Já pintou por aqui algumas vezes.  Replay só para confirmar que, com 11 anos de idade, continua tinindo! Ainda aguenta muito na adega. Belo vinho, longevo, de grande safra e produtora (Sandra Tavares da Silva) de primeira linha.



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Canastra Real do João Faria: Na Venda do Mineiro em Passos

Semana passada fui a Passos visitar minha querida família e dei uma passada no Venda do Mineiro, do Geraldo, onde podem ser encontrados vários produtos de nossa querida Minas Gerais, incluindo queijos da Canastra, Serro etc. O local é muito legal, bonito, e dá para tomar boas cervejas, cachaça etc, acompanhadas, claro, de um bom torresmo e outros comidas "light". Peguei alguns queijos e, dentre eles, um pedaço do Canastra Real do João Faria, que tempos atrás pintou no Globo Repórter. Vejam a foto do danado e a comparação com um queijo tamanho padrão, de um kilo. O danado tem por volta de 6-7 kilos e parece bastante com um Canastra Real que apreciei tempos atrás (clique aqui), e é bem diferente do Canastra Real do Capim Canastra (bem mais maturado). A aparência e textura lembram muito um Emmental, mas o sabor é mais pronunciado. Queijo de cor amarela, bem gorduroso, macio e muito saboroso. Bom para vinho e cerveja mais estruturada. Uma Eisenbahn Strong Golden Ale iria bem. Aliás, esta cerveja é uma ótima opção brasileira, com bom preço. Gosto dela.
Vejam o tamanho do bichão. Ao lado, um Canastra do Luciano, para comparação do tamanho.


Massa amarela, furos lembrando um Emmental.

Venda do Mineiro: Se for a Passos, visite. Vejam as belas cachaças na prateleira.





terça-feira, 26 de junho de 2018

Santa Rita Medalla Real Syrah 2008: 10 Anos e perfeitinho!

 
Santa Rita Medalla Real Syrah 2008: Feito com uvas do Valle del Limari. 12 meses em barrica. 10 anos e perfeito, mostrando que vinhos chilenos podem ser longevos (se bem acondicionados), mesmo aqueles que não figuram entre os chamados "Super Premium". Notas de groselha, tabaco, terrosos, especiarias e azeitona preta. O tabaco diminuiu um pouco no dia seguinte e com o vinho um pouco mais frio. Ótima evolução para a sua faixa. Gostei!





sexta-feira, 22 de junho de 2018

Chateauneuf-du-Pape La Vielle Julienne Les Hauts-Lieux 2012

Chateauneuf-du-Pape La Vielle Julienne Les Hauts-Lieux 2012: O Domaine de La Vieille Julienne existe desde 1905, mas só começou a produzir vinhos próprios em 1960. Antes disso, fazia como muitos produtores do Rhone: Vendia uvas para negociants. Sua história está muito bem contada aqui. O Domaine atualmente pratica o cultivo biodinâmico e produz 4 vinhos. Este Cdp La Vielle Julienne Les Hauts-Lieux começou a ser produzido em 2010, e é feito com 70% Grenache, 20% Mourvedre, 5% Counoise e 5% Cinsault, e estão entre as que têm maturação mais tardia na propriedade, devido ao terroir mais frio. A vinificação é feita em tanques de cimento e a maturação em foudres. O vinho tem aromas de casca de ameixa, framboesa, notas minerais, alcaçuz e outras especiarias. Em boca é intenso, mineral, com ótima acidez e taninos firmes. Final longo e com notas de alcaçuz. Vinho com grande estrutura e que destaca pela mineralidade. Apreciável com 6 anos (após decanter), mas recompensará quem tiver paciência. Vinhão!







quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vinhões no Paolão: Vértice Brut Rosé, Chateau Doisy-Daene Branco 2015 e Echezeaux Grand Cru Domaine Javouhey 2007

Vértice Brut Rosé: Espumante duriense feito pelas Caves Transmontanas (ver história aqui). O enólogo é o engenheiro Celso Pereira, com a colaboração de Pedro Guedes. Celso é um cara muito simpático e entusiasmado, que tive o prazer de conhecer em uma degustação da Alentejana em Campinas. Ele fala de seus vinhos com um brilho nos olhos que dá gosto. Mas os vinhos são realmente excelentes. E este Vértice Rosé servido pelo Paolão confirmou o fato. Vinho feito com Gouveio, Malvasia fina e Touriga Franca. Cor rosada, clara, e bolhas finas e persistentes. Boca cremosa e fresca, com notas de framboesa e de panificação. Mais seco, como deve ser. Belo espumante! 

Chateau Doisy-Daene Branco 2015, levado por este que vos escreve. 100% Sauvignon Blanc feito pelo gênio Denis Dubourdieu, que infelizmente faleceu em 2016. Matura 8 meses com as lias, com batonnage frequente. O vinho tem linda cor dourada e aromas deliciosos, que iniciam mais cítricos e florais, e logo passam para um evidente pêssego branco, maracujá e toques de ervas frescas. Em boca repete o nariz e mostra-se muito intenso e saboroso. Uma delícia! Se os brancos doces botritizados da vinícola são belíssimos, este não fica atrás. E tem um preço mais que convidativo (pelo menos lá fora). Se você é daqueles que sempre visitam a Total Wine, coloque na cesta!


Echezeaux Grand Cru Domaine S. Javouhey 2007: Não contente, o Paolão foi na adega e trouxe esse Echezeaux debaixo do braço.  Encontrei muito pouco ou quase nada sobre o produtor, então, tenho que falar só sobre o vinho. E ele estava uma beleza! Cor belíssima e aromas de morango, sous bois, cravo, canela e terrosos. Em boca, fruta madura, boa acidez e mineralidade. A taça se esvaziava rapidamente, claro. Uma delícia! Refinado, elegante e cheio de finesse. Dos grandes, obviamente. Valeu, Paolão!