Peguei esse Remelluri Reserva 2009 em uma bota-fora da Mistral. Riojano de categoria, com aromas de cereja preta, ameixa, baunilha, couro, tabaco e terrosos. Em boca, boa concentração e um toque levemente doce. Boa acidez, mas não aquela acidez cítrica típica de riojanos clássicos. Os taninos já estão bem domados e o final é longo e especiado, com um toque terroso. Para mim, atingiu o seu ápice. Está muito bom agora, com 10 anos. Eu não guardaria mais.sexta-feira, 26 de julho de 2019
Remelluri Reserva 2009
Peguei esse Remelluri Reserva 2009 em uma bota-fora da Mistral. Riojano de categoria, com aromas de cereja preta, ameixa, baunilha, couro, tabaco e terrosos. Em boca, boa concentração e um toque levemente doce. Boa acidez, mas não aquela acidez cítrica típica de riojanos clássicos. Os taninos já estão bem domados e o final é longo e especiado, com um toque terroso. Para mim, atingiu o seu ápice. Está muito bom agora, com 10 anos. Eu não guardaria mais.quinta-feira, 25 de julho de 2019
Campolargo Alvarelhão 2012
O Sr. Carlos Campolargo é um craque da Bairrada. Tem um belo portifólio e foge da normalidade. Aprecio muito seus vinhos. O Campolargo branco, feito com a Cerceal é, para mim, um dos melhores brancos portugueses. Mas eles faz ótimos tintos também. Este Campolargo Alvarelhão 2012, cujo belo rótulo traz uma foto antiga de pessoas no Parque da Curia (Tamengos, Anadia), foi feito com uma casta que estava esquecida em Portugal. Apenas 2.800 garrafas foram produzidas. É vinho leve, com passagem curta por madeira. Tem aromas florais, de ameixa fresca e toques vegetais. Em boca, boa acidez, taninos redondos e certa mineralidade. Notas vegetais e leve apimentado. A comparação pode parecer estranha, mas lembrou-me vinhos feitos com a italiana Nerello Mascalese, mas com uma pitadinha maior de Nerello Cappuccio. Vinho recomendado para ser bebido mais jovem, mas que aguentou bem esses 7 anos. E tres dias depois, na geladeira com o vacuvin, estava perfeito. Como bom bairradino, é resistente. Vai bem solo, mas fica melhor com comida. Gostei dele. Mas não pelo preço que é vendido. Não poderia passar muito de 100 pilas...
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Noite de belos vinhos na confraria, com direito a um double de Pesquera Reserva 2012
Estávamos todos com sede e adiantamos a reunião da confraria para quarta-feira. A ideia era levar vinho bão, claro. Dois confrades estão em viagem, mas outros 6 marcaram presença. E a noite ainda foi marcada por um double de Pesquera Reserva 2012. São raros os doubles na confraria. Lembro de poucos, nesses anos todos. E este, foi bem vindo, claro. Uma levada pelo Paulinho e outra pelo JP. Ambas, idênticas, apesar de não terem obrigação de ser...rs. Um vinhão, com cereja preta, madura, ameixa, especiarias doces, alcaçuz e tabaco. Em boca, frescor e sedosidade, com taninos doces e já domados. Madeira bem dosada e toque abaunilhado. Um Pesquera típico. Bem gostoso. Ninguém reclamou de beber em duplicata. A propósito, o Caião já havia nos brindado com um desses (clique aqui).
Mas dois belos espanhóis ainda figuraram na noite. O primeiro deles, levado por este que vos escreve, foi um Pingus PSI 2014. Um vinho muito bem feito, com aromas florais, de frutas silvestres, notas herbáceas e minerais. Em boca, ótima acidez, lhe aportando um belo frescor, fruta fresca, notas vegetais e taninos finos. Destaque para seus belos aromas florais e ótimo frescor. Bem distinto do Pesquera. Um belo vinho, que pode ser bebido agora, mas que pode ganhar com tempo em adega. Mas se não tiver paciência, pode beber agora sem medo.
O outro espanhol, levado pelo Joãozinho, foi um querido da confraria: Imperial Reserva 2015. Aqui, 4 comentários: 1. Que bela safra a 2015 na Europa!; 2. O Imperial Reserva está fincando cada vez mais próximo de seu irmão Gran Reserva e 3. O vinho parece, a cada ano, adquirir uma faceta mais moderna e 4. Continua delicioso o danado! Aromas de cereja preta, tostado, alcaçuz e especiarias. Sedoso em boca, com frescor (não tão evidente quanto o PSI) e taninos finos. Final longo e com toque tostado. Desce redondo e suplica por mais uma taça. Belo vinho de uma grande safra!
Mas a noite ainda tinha 3 outros vinhos, e um deles, levado pelo Cássio, me arrebatou: Le Macchiole Paleo 2009. O produtor italiano acumula prêmios nos poucos tipos de vinho que produz. E este era um vinhaço! A Cabernet Franc em sua melhor forma. Aliás, sempre digo: A CF recompensa quem tem paciência! Eu guardo sem medo. Esse Paleo tinha um nariz incrível, que começou meio nervoso, com aquela pimenta-do-reino típica, e foi se amaciando, ficando equilibradíssimo, com notas florais e de amoras, cacau, azeitona preta, tabaco e, claro, pimenta-do-reino. Em boca, grande intensidade, mais seco que os outros apreciados na noite, fino, elegante, fresco e com taninos finíssimos. Final interminável e especiado. Que beleza de vinho! Para mim, degrau de cima na noite. Que sorte que tenho um 2004 desse descansando na adega.
O Tonzinho também levou um belo vinho, também italiano, mas agora, da Sicilia: Tornatore Trimarchisa 2014. O produtor fica na parte norte do Monte Etna e produz apenas 3 tintos, 2 brancos, um Rosé e um espumante. Esse Trimarchisa é um típico Nerello mascalese com aquela pitadinha de Nerello Cappuccio. A maturação é feita em botti de 2500 litros e cimento, por 18 meses, além de afinamento por 6 meses em garrafa. Vinho de cor mais clara e aromas de cereja e framboesa, em meio a alcaçuz e um toquezinho mentolado. Em boca, repete o nariz e mostra taninos finos e sedosos. Final longo e com notas de alcaçuz. Um belo vinho, muito elegante e com muita presença. Para beber em taça de borgonha. Acertou em cheio, Tonzinho!
E o Caião, levou um argentino bem conhecido: Angelica Zapata Malbec Alta 2015. Um representante típico da casta, mas com menos ameixa que o habitual. Cor mais clara e aromas de framboesa, florais e minerais. Em boca, dulçor, boa acidez e taninos ainda pedindo um tempinho. Esse vinho precisa de duas coisas: Um pouquinho mais de adega, e uma boa carne! E foi isso! Bela noite no L'Osteria.
terça-feira, 23 de julho de 2019
Boekenhoutskloof Semillon 2009: Um baita branco!
Os vinhos da África do Sul são, por vezes (ou muitas vezes) renegados pelo público. Um grande erro, pois de lá saem grandes tintos e brancos. É que muita gente está acostumada com alguns exemplares de qualidade duvidosa que pintam no mercado. Mas eu acho os vinhos de lá bons e competitivos. E quem pensa que de lá vem tinto com corte bordalês e o famoso Pinotage, pode encontrar também ótimos Cabernet Sauvignon e Syrah. Dos Pinot Noir de lá, não sou muito fã. E os brancos? Há boa oferta de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Semillon. Os primeiros não me agradam. Pelo menos os que bebi. Achei a madeira proeminente. Mas os Sauvignon Blanc e Semillon me deixam feliz. Como este Boekenhoutskloof Semillon 2009. A safra, foi excelente e gerou belos vinhos. É vinho feito com uvas de videiras muito antigas, com mais de 100 anos. Passou 13 meses em madeira nova, sur lie. A cor é linda, amarelo dourado. Os aromas, remetem a frutas cítricas, pera e maçã, com fundo mineral e amendoado. Em boca, bela acidez, sedosidade e mineralidade. Ótima textura, persistência e final mineral e amendoado. A madeira é presente, mas não incomoda nem um pouco. Ah, tem uma pitadinha de Sauvignon Blanc (5%), que contribui para o frescor. Lembrou-me o português Esporão Private Selection, mas ainda com mais estrutura. Gostei demais! Comprei em um bota-fora da Mistral e se pintar de novo, coloco na cesta.Titular Reserva 2013: Dão, e pronto!
![]() |
Titular ou Reserva? No meu time, joga fácil. É Titular Reserva 2013, vinho do Dão feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. O nariz do Dão, com aromas florais comedidos, sem exageros da Touriga Nacional de outros locais, fruta acertada, notas de banana da Alfrocheiro, chocolate e algum vegetal. Em boca macio e ao mesmo tempo, com boa presença, frescor e mineralidade. Taninos finos e final médio, com toque de cacau e vegetal. Vinho que agrada, só ou com comida (principalmente com essa). Boa compra! Adquirido no Emporio Festval. Preço condizente com terra brasilis.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Brunello di Montalcino Ciacci Piccolomini Vigna di Pianrosso Riserva Santa Caterina D'Oro 2001: Para os 18 anos de meu filho!
Comprei este Brunello di Montalcino Ciacci Piccolomini Vigna di Pianroso Riserva Santa Caterina D'Oro 2001 há uns bons anos, pensando no aniversário de 18 anos de meu filhão, que nasceu em 2001. Ele teve a sorte de nascer em um ano de belos vinhos na Itália. E este Brunellão, de vinícola centenária, foi um ótimo representante da safra, aberto no dia do aniversário de meu filho. É o vinho top da vinícola, feito com uvas selecionadas do vinhedo Pianrosso, de apenas 12 hectares. O vinho matura por 4 anos em botti de 2000 e 3000 litros de carvalho da Eslavonia, e mais um ano de afinamento em garrafa. O vinho é especial. Bela cor brilhante e aromas complexos de flores, cereja, chá, couro e especiarias. Em boca, ótimo corpo, acidez perfeita e taninos finíssimos. Grande persistência e final especiado. Uma beleza de Brunello, digno da data! Só para se ter uma idéia, a WS lhe outorgou belos 98 pontos. O nome é grande, o vinho também! A propósito, meu filho bebeu só uma tacinha, pois não curte bebida alcoólica. Eu tive que me esforçar e liquidar a garrafa.quinta-feira, 23 de maio de 2019
Bressia Conjuro 2013, Pêra-Grave Reserva e outros
Noite da confraria no Cabanha, com muita carne e vinho para escoltá-la. O primeiro, este abaixo levado pelo nosso querido amigo Rodrigo.
![]() |
| Do lado direito do Bressia, dois Cabernet Franc. O primeiro deles é o argentino Matilda Gran Cabernet Franc 2016, da bodegasLa Azul, levado pelo Joãozinho. O segundo é o chileno Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc 2013, levado por este que vos escreve. Dois estilos bem distintos de Cabernet Franc. O Matilda é mais extraído, com notas de ameixa, defumadas, chocolate e especiarias. Em boca é denso, mastigável, com taninos redondos e final levemente herbáceo. O Valdivieso vai mais para o estilo Loire, com notas de amoras silvestres, azeitona preta e pimenta-do-reino. Em boca mostra mais clareza, acidez convidativa e taninos finos. Final picante. Eu, particularmente, prefiro o Valdivieso. Aliás, o pessoal nem notou, mas ele evaporou logo, o que mostra que agradou. O Matilda é para tomar em grupo. O último da foto, um Pêra-Grave Reserva 2013, foi levado pelo Paulinho, Rei dos Portugueses. Um belo vinho, que se destacou nessa safra. Já pintou em nossos encontros algumas vezes (clique aqui), e dispensa mais comentários. |
Georges Vernay Mirbaudie blanc: Era para cozinhar, mas...
Era dia das Mães e estava cozinhando para minha querida esposa para celebrar. Busquei na adega um vinho branco para temperar uns pratos e vi uma garrafa do Georges Vernay Mirbaudie dando sopa. Nem safrada era, mas com certeza, anterior a 2010, pois comprei junto com outros tantos do produtor quando a Grand Cru decidiu, infelizmente, parar de importar seus vinhos. Meus confrades e eu pegamos um monte, principalmente os maravilhosos brancos feitos com a Viognier. E esse, mais simples do produtor do norte do Rhone, um "Vin de Table", foi junto, para beber despretenciosamente. Bem, e ao abrir esta garrafa, pensando já estar descendo a ladeira (ou no final dela), tive uma bela surpresa. O vinho estava inteiraço e delicioso. A cor viva e os aromas florais e de pêssego branco pediam que o colocasse na taça antes de ir à panela. E foi uma, duas, tres vezes... Para a goela, sem dó! E faltou vinho na comida...
Espero que um dia alguma importadora de bom gosto volte a importar os grandes vinhos de Georges Vernay.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Champagne Henriot Rosé: Para celebrar o dia das Mães!
O Dia das Mães sempre foi um dia que guardo com muito carinho. Lembro-me de nunca ter deixado de visitar minha amada Mãezinha nesse dia. Hoje, que ela está do lado de lá, celebro esse dia com a Mãe de meus filhos, minha amada Terumi, que é uma Super Mãe e uma Super Esposa. E para ela, que não bebe muito, abro sempre um vinhão (que acaba sobrando todo para mim). Dessa vez, foi um belo Champagne Henriot Rosé. Gosto demais desse vinho. Seu destaque: A cremosidade! Borbulhas abundantes e finas trazem uma sensação deliciosa que nos enche de prazer. É um Champagne muito elegante, com muita finesse. Aromas de grapefruit e leve morango, com o fundo de panificação. Cremoso, equilibrado, fresco, sempre pedindo outra taça. Um belíssimo Champagne, digno do dia!terça-feira, 21 de maio de 2019
Confraria com: Bosconia Reserva 2004, Le Prélat de Pape Clément 2007 e outros
Noite boa na confraria, que começou com este Viña Bosconia 2004, levado pelo Paulinho, Rei dos Portugueses, mas que às vezes se enverada, e bem, pelos espanhóis.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Morandé Golden Harvest Edición Limitada 2007: Boa companhia para meu Creme Brulee!
Um almoço finalizado com um vinho de sobremesa é outra coisa. Se o vinho for bom, fecha com chave de ouro e faz até a gente esquecer se durante o almoço (ou jantar), um outro vinho deixou a desejar. Eu sou fã desse tipo de vinho, e costumo apreciar de diferentes nacionalidades. Apesar de mais comuns no velho mundo, o novo mundo também nos brinda com alguns de qualidade. Podemos encontrar grandes vinhos de sobremesa na África do Sul, Austrália e também aqui na América do Sul. Um dos que mais aprecio é aquele produzido por Pablo Morandé, no Chile. Na verdade, são dois. Um deles, mais simples, é feito com Sauvignon blanc de Casablanca, atacada pelo Botrytis cinerea. No entanto, todo o cacho é usado, podendo não estar totalmente botrytizado. ![]() |
| Perfeito com meu Creme Brulee... Vai bem também com queijos azuis. A rolha estava meio seca e quebrou. |
domingo, 19 de maio de 2019
Hess Collection Mount Veeder 19 Block Cuvée 2008: Longevidade e elegância!
Faz bastante tempo que comprei este Hess Collection Mount Veeder 19 Block Cuvée 2008. Lembro de ter pago um ótimo preço em uma Black Friday muito confusa das Americanas (ou Submarino?). Peguei várias coisas boas, e estava na hora de abater este vinho, que é feito pela tradicional Hess Family, no Napa Valley. O corte é complexo, formado por várias uvas: Cabernet Sauvignon (majoritária), Malbec, Merlot, Syrah, Cabernet Franc e Petit Verdot. O vinho não mostrou nenhum tipo de cansaço, seja na cor, ou no paladar. Ao nariz, mostrou notas de cassis, cereja preta, framboesa, baunilha e alcaçuz. A fruta se mostrava viva nos aromas e também no paladar. Em boca, o vinho era muito elegante e sem exageros. Nada de excesso de extração, dulçor e tostado. A acidez era correta e os taninos já domados pelo tempo. O final era médio e levemente herbáceo, com notas de alcaçuz. É um vinho muito bem equilibrado, elegante e no estilo bordalês. Muito bem feito. Poderia até aguentar um pouco mais em adega, mas está em um ótimo momento para o abate. Muito bom!
domingo, 21 de abril de 2019
Quinta do Carmo Reserva 2011: Veludo!
Meu cunhado Bú, de Jaú, gosta muitos do vinhos da Quinta do Carmo. O cara não é bobo, rs. Mas ele diz que prefere o Quinta do Carmo normal ao Reserva. Eu gosto de ambos, mas para mim, o Reserva mostra mais elegância e estrutura que seu irmão menor. E no caso deste Quinta do Carmo Reserva 2011, ofertado pelo Bú nesse Sábado de Aleluia, isso ficou ainda mais patente. A safra falou alto aqui. Aliás, que safra! Um vinho bão atrás do outro! E este da foto estava uma beleza. Foi feito pelas mãos do enólogo Hugo Carvalho, com as castas Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Syrah. Os 18 meses de estágio em carvalho novo francês lhe aportam muita riqueza. Sua cor é escura, impenetrável, e os aromas de frutas maduras (cereja preta, cassis e ameixa) se mesclam a notas de café, chocolate, alcaçuz e outras especiarias. Bem rico o vinho. Em boca é intenso, muito sedoso, com boa acidez e taninos maduros e superaveludados. Ótima estrutura e final persistente. Delicioso! Um belo vinho que pode ser bebido agora ou guardado. Bom deixá-lo meia horinha aberto ou em decanter para que se abra.
domingo, 14 de abril de 2019
O dia em que um Tignanello 2006 foi "quase" prejudicado por um Carré mal-feito!
Esse Tignanello 2006, de ótima safra, me foi presenteado por uma cunhada querida e resolvi abri-lo para celebrar meu aniversário, pois não é todo dia que se abre um Tignanello. Dia chuvoso, friozinho, tudo pedinho um bom vinho e uma boa carne. Mas para minha insatisfação, o Carré de Cordeiro de um restaurante que frequento há anos, não fez jus ao ótimo vinho. Seco, esturricado e sem gosto, o Carré teve que ser deixado de lado para não prejudicar o vinho. Coisas da vida. Este Tignanello 2006 foi feito com 85% Sangiovese e pitadas de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. A cor era rubi, brilhante, límpida e bem bonita. Ao nariz, mostrou notas florais, perfumadas e aromas de cassis e cereja, em meio a notas de especiarias e leve tabaco. Em boca, ótimo frescor e precisão, sem exageros e com taninos finos. Menos potente e apimentado que outros Tignanello que bebi, talvez reflexo da grande safra e dos 13 anos descansando. Muito fino. O mais italiano dos Tignanello que bebi*. Se tivesse sido escoltado por uma boa comida, melhor ainda. Da próxima, eu mesmo vou preparar o acompanhamento, para não me arrepender. De qualquer forma, acho que ele iria melhor com um bom bife de chorizo ou uma bela fatia de picanha.
Uma pergunta que fica, para mim e meus leitores: O Tignanello vale os 80 Euros que cobram por ele? Eu particularmente, acho um ótimo vinho, mas com este valor dá para comprar duas garrafas de excelentes Chianti Gran Selezione, ou duas de bons Brunello, e para rimar, uma de Flaccianello, que acho superior (e ainda sobra um troquinho). Isso significa que ele não vai para minha cesta...
Uma pergunta que fica, para mim e meus leitores: O Tignanello vale os 80 Euros que cobram por ele? Eu particularmente, acho um ótimo vinho, mas com este valor dá para comprar duas garrafas de excelentes Chianti Gran Selezione, ou duas de bons Brunello, e para rimar, uma de Flaccianello, que acho superior (e ainda sobra um troquinho). Isso significa que ele não vai para minha cesta...
*Parece estranho dizer isso, mas refiro-me ao fato de alguns serem mais "internacionais".
Nota pós-postagem (feita em 19/04): Eu bebi o restante do vinho durante a semana, apreciando uma tacinha pequena a cada dia. Olha, o vinho melhorou absurdamente nos dias seguintes. Fiquei impressionado com a complexidade que ganhou. Já estou revendo meus conceitos sobre ele. Vinhaço! E certamente, teria muitos anos pela frente.
Nota pós-postagem (feita em 19/04): Eu bebi o restante do vinho durante a semana, apreciando uma tacinha pequena a cada dia. Olha, o vinho melhorou absurdamente nos dias seguintes. Fiquei impressionado com a complexidade que ganhou. Já estou revendo meus conceitos sobre ele. Vinhaço! E certamente, teria muitos anos pela frente.
Assinar:
Postagens (Atom)

























