domingo, 28 de fevereiro de 2016

Henri de Villamont Chambolle-Musigny 1er Cru Les Chatelots 2009 e Barbaresco Rabajá Produttori del Barbaresco 2007: Não são só os nomes que são grandes!

Dias atrás sentei com os amigos Akira e André para beber uns vinhões. 
Cheguei no restaurante e já estavam com um vinhão aberto: Barbaresco Rabajá Produttori del Barbaresco 2007. Eu só conhecia o mais simples do produtor (que na verdade é uma cooperativa, mas que produz ótimos vinhos). Cresci os olhos ao ver a garrafa deste proveniente de um Cru, produzido por 9 membros da cooperativa. No começo o vinho estava pegado, nervoso, tânico, mas com o tempo foi se abrindo e ficando mais equilibrado. Notas de cerejas e framboesas se mesclavam a aromas de pétalas de rosas, alcaçuz e tabaco. Em boca, a acidez lhe aportava bom frescor e os taninos faziam que o vinho implorasse por uma carne mais gordurosa. O final era longo e com notas de chá. Barbaresco potente e com longa vida pela frente. Mas perfeitamente apreciável agora. Belo vinho!
Mas ele enfrentou parada dura, pois levei um borgonhão de responsa: Henri de Villamont Chambolle-Musigny 1er Cru Les Chatelots 2009! Nome comprido para um vinho que merece. A safra foi boa e seus vinhos já podem ser apreciados sem problema. O produtor, eu não conhecia. Aliás, comprei em uma loja que o mandou errado. Tinha encomendado um Pacalet e veio esse. Resolvi então dar uma estudada para ver do que se tratava, e só li elogios sobre ele. Bem, não quis encrespar e resolvi ficar com o danado. Mesmo porquê, já conheço os vinhos do Pacalet e gosto de conhecer coisas novas. E não é que o danado me surpreendeu? Bem, tratava-se de um Premier Cru, e consequentemente, meio difícil de decepcionar... Ao ser aberto já exalou aromas deliciosos, de cereja preta, chocolate, alcaçuz e sous bois, que foram se intensificando com o tempo. Em boca mostrou intensidade, acidez correta e muita sedosidade. Incrível como o bichão era sedoso. O final era interminável. Aliás, lembro do danado até agora e estou com a mão coçando para abrir a outra garrafa que está na adega. Pois é, arrisquei em duas, e me dei bem. É um vinho belíssimo! Toda vez que bebo um bom borgonha fico com lembranças por tempos e me convenço que Pinot Noir de verdade vem mesmo é de lá. 
Vi que os vinhos Henri de Villamont são importados pela Wine Stock. Infelizmente não tem esse no site. Mas acredito que os outros também devem oferecer a mesma qualidade.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

E. Guigal Condrieu 2006, Tabali Reserva Especial Sauvignon Blanc 2012, Chryseia 2004 e The Shift 2013

Dias atrás estávamos em apenas quatro confrades e foram 4 botellas: dois brancos e dois tintos. Começo pelo brancão que levei, um E. Guigal Condrieu 2006. Bem, aqui tratamos de um produtor de primeiríssima e as chances de insucesso são baixas. No entanto, tratava-se de um Viognier de 10 anos. Para quem não sabe, os Condrieu não são lá muito fãs de adega. Sugere-se que sejam bebidos com no máximo 7 anos, de preferência, mais jovens. Mas para nossa surpresa, o brancão estava uma beleza! Até pela cor deu para ver que não sentiu muito o peso do tempo. Eu esperava um vinho de cor amarela mais escura, douradona. Mas estava mais claro, brilhante. E o vinho? Ao nariz, notas florais, melão príncipe e um fundo mineral. Em boca, repetia o nariz e mostrava bom frescor para um Condrieu de 10 anos. Como não gostar? Uma delícia!

O outro branco foi levado pelo JP: Tabalí Reserva Especial Sauvignon Blanc 2012. Não sei, mas o vinho apresentava umas bolhinhas suspeitas. Ao nariz mostrava notas de grama cortada, cítricas e maracujá. Em boca era fresco, bastante cítrico e mineral. Eu estranhei um pouco o excesso de cítrico. Não entra na minha cesta.
O terceiro vinho foi levado pelo nosso amigo Paul, rei dos portugas:. E era um grande: Chryseia 2004! No entanto, aos ser aberto ele deu um sustinho na gente. Tinha um aroma um pouco alcoólico, meio forte. No entanto, depois de um tempinho o danado mostrou toda a classe que se esperaria de um Chryseia com mais de 10 anos de idade. Aromas de frutas maduras em meio a alcaçuz e tabaco. Em boca, redondo, sedoso e com final muito longo. Cresceu com a comida. Muito distinto de irmãos mais jovens. Eu diria que já atingiu o seu ápice, pelo menos o que estava nessa garrafa. Não ganharia com o tempo. Foi bebido na hora certa! Beleza de vinho, claro!
O último vinho na foto foi levado pelo Tiago, que recém chegado de Washington, está nos brindando com algumas garrafas de lá. Era um The Shift 2013, da Mark Ryan Winery, de Columbia. Não sei se o nome é The Shift ou Board Track Racer, sei lá... A vinícola produz vinhos com várias castas francesas, desde as mais comuns, como Cabernet Sauvignon e Merlot, até Mourvedre, Grenache e Viognier. Esse The Shift é feito com 95% Syrah e o restante de Grenache. É um vinho no estilo americano, concentrado, extraído. Os aromas são de amoras bem maduras, chocolate, baunilha, alcaçuz e um fundinho apimentado. Em boca tem uma entrada doce que não agradou muito. É denso, concentrado. Agora, não agradou. Mas quem sabe o tempo lhe fizesse bem? Não sei...
Isso aí!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Il Bosco Syrah 2007, Pintia 2007, Q Clay Blend 2008 e Talinay Pinot Noir 2012!

Ontem, quinta-feira, fomos ao Barone apreciar um belo cordeiro com uns vinhões, claro. O primeiro deles foi levado pelo confrade Paulinho, o Rei dos Portugueses, que dessa vez levou um super italiano: Il Bosco Syrah 2007! O vinho é da Tenimenti Luigi D'Alessandro, e para quem pensa que não tem Syrah bom na Itália, precisa experimentar este. O 2004 já pintou por aqui, e eu o elegi entre os melhores do ano em que bebi. Na Wine Spectator, que tascou 95 pontos nesse Il Bosco 2007, não é incomum o chamarem de Côte-Rôtie ou Hermitage italiano. E não é prá menos. É um vinhaço! Notas de amoras, madeira bem casada, alcaçuz, chocolate e com um tempo, um mentolado delicioso. Em boca é intenso, com excelente acidez e belos taninos, aparentes e que dão uma estrutura incrível para o vinho. Teria anos e anos pela frente. Mas este, gentilmente ofertado pelo confrade Paulinho, que o comprou por minha indicação na Itália, já foi...rs. Mas a lembrança dele ainda está aqui na boca. Isso é Syrah! Sou fã incondicional! Grazie, Paul! Foi eleito o melhor da noite, batendo o próximo, que também é um vinhão.
O outro vinhão que citei também já pintou por aqui, e foi levado por este que vos escreve: Pintia 2007! Bem, é um produto da Vega Sicilia na região de Toro, e obviamente, tem pedigree. E qualidade, claro... Levei embrulhado e o Paulinho matou ser espanhol, assim como o Caio. Interessantemente, este exemplar está bem diferente do que bebemos em 2011, que se mostrava mais achocolatado e balsâmico. Este agora tinha as notas de cereja preta e amora, em meio a alcaçuz, chocolate amargo e balsâmicas. Mas essas últimas eram mais sutis que no que bebemos anteriormente. Sua cor também era diferente, sendo esse bebido ontem de uma rubi mais claro, bem límpida e bonita. Na boca a diferença também foi patente. Surpreendentemente, esse de ontem estava mais pegado, mais nervoso, com bela acidez e taninos salientes, indicando que o vinho teria muitos anos ainda. Um grande vinho, de bela estrutura e par perfeito para o carneiro (assim como o Il Bosco). No entanto, foi quase unanimidade que o Il Bosco o superou. Eu concordo!
Os outros dois vinhos eram chilenos. O Q Clay Blend 2008 é da vinícola Bisquertt, e foi levado pelo Caião. É um corte de 75% Syrah e 25% Cabernet Sauvignon. Aqui a fruta madura manda, em meio a chocolate e um fundinho apimentado. Mas em boca todos achamos doce, e com baixa acidez. Vinho com baixa acidez não pede outra taça. Ele deve ter seus fãs, mas não agradou a turma.
O outro é o Talinay Pinot Noir 2012, da Tabali. Este vinho eu tinha curiosidade para conhecer, pois sempre leio elogios a ele. É um Pinot Noir típico chileno, com fruta madura (cereja e framboesa) em meio a um toque terroso e leve tostado. Em boca  é delicado, tem uma entrada doce, mas com um final levemente cítrico que quebra o dulçor. Gostei dele, mas não acho que tem tanto assim para a badalação, principalmente pelo preço. Mais barato que ele, e para mim mais empolgantes, considero o Arboleda, Sofia e Falernia.
Isso aí! 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Quinta da Falorca T-nac 2008: Mais um bom vinho do produtor

Sou fã dos vinhos da Quinta da Falorca. Até hoje não bebi um que não me agradasse. Este Quinta da Falorca T-nac 2008 abri semanas atrás para acompanhar a comida portuguesa do Duarte, do Tablado dos Sabores. E ele fez bonito. É um 100% Touriga Nacional, sem estágio em madeira. É um vinho escuro e com aromas florais, de amoras silvestres, chocolate amargo e herbáceos. Em boca repete o nariz, possui bom corpo e ótima acidez. Os taninos são sedosos e o final de boca é levemente herbáceo, o que dá um toque especial para o vinho. É vinho gastronômico por natureza. Espanta novomundistas! Está prontinho agora, mas ainda aguenta adega com tranquilidade. Um Touriga sem exageros e com um toque vegetal particular. Gostei! 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

E.Guigal Chateau d'Ampuis Côte-Rôtie 2010: Sensacional!

Nesse final de 2015 nem a tenra idade deste Chateau d'Ampuis Côte-Rôtie 2010, de E.Guigal, foi respeitada: Saca-rolhas no danado! O Château d'Ampuis é um antigo forte construído entre os séculos 12 e 16. Ele é cercado por videiras e margeado pelo Rio Rhône. Segundo o site da vinícola, durante o século 20 a bela construção foi objeto de negligência e caiu em um estado de abandono. No entanto, após ser adquirido pela família Guigal em 1995, o Château d'Ampuis foi registrado como um monumento histórico nacional. Desde então, ele foi submetido a um grande programa de renovação, a fim de restaurá-lo à sua antiga glória. O processo levou quase 11 anos, com o trabalho de mais de 100 pessoas. O Côte-Rôtie produzido a partir de seus vinhedos leva então o seu nome. O vinho é feito com 97% Syrah e 3% Viognier, fermentadas juntas, e matura por 38 meses em carvalho novo. Ao ser aberto o vinho já mostra a que veio, e ao se colocar a preciosidade na taça, o negócio pega! Os aromas saltam e invadem o ambiente. Uma riqueza incrível. Destaque para o licor de cassis, ameixas, bolo de frutas, toques carnosos, alcaçuz, café e baunilha. É um camaleão que muda a medida que o tempo passa. Em boca, repete o nariz e mostra-se concentrado, mineral e especiado. A acidez é uma beleza e o vinho, apesar de intenso, possui um frescor incrível. O final é interminável. Uau! Que vinho! Uma maravilha, que bebi em 3 dias e que deixou saudades na última taça. Apesar de novo, este exemplar da grande safra de 2010 já mostra uma riqueza imensa. E tem umas décadas de vida pela frente. Vocês podem notar que usei adjetivos portentosos para este vinho. São mais que merecidos. Só por curiosidade, Mr. Parker lhe atribuiu 99 pontinhos e a Wine Spectator, 97! Pontuação justa? Eu achei o vinho memorável. Entra para a lista dos difíceis de esquecer e a serem repetidos. 





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

E o leitor me perguntou: "A farra de degustações seguidas dos vinhos top acabou?"

Eu tenho estado muito ocupado nos últimos meses e com pouco tempo para escrever. E alguns leitores me recordam disso... E o título da postagem mostra a pergunta de um deles, ao qual pretendo satisfazer aos poucos, com as postagens sobre os encontros da nossa confraria (que não foram poucos...). Para começar, um que ocorreu no último sábado, na casa do confrade Cássio, que nos convidou para um belo churrasco. E a coisa, pegou, claro! Tinha de tudo, mas reinaram os ibéricos. Vou descrever na sequência da foto.
O primeirão é o Imperial Reserva 2010, da Riojana CVNE. Este, levado pelo amigo Rodrigo, é queridinho da nossa confraria, junto com seu irmão maior Gran Reserva. A qualidade é sempre ótima, claro. Este Reserva da boa safra de 2010, particularmente, foi número 56 na lista dos Top 100 da WS em 2015, com 93 pontinhos. É um vinho com as notas típicas de cereja, cítricas, tostadas e alcaçuz. Em boca mostra ótima acidez e um final cítrico muito gostoso. Ótimo vinho! Impossível não gostar. Novo ainda, devendo evoluir maravilhosamente bem em garrafa.
Do lado direito dele, um dos grandes, ofertado pelo anfitrião, Cássio: Vega Sicilia Valbuena 2004! Aqui o negócio pega. O vinho é de uma safra excepcional e de um produtor que dispensa comentários. Os aromas são inebriantes, com cereja preta em meio a alcaçuz, café, tabaco e muita especiaria. Tem os aromas de curry típicos dos Vega. Em boca é intenso, sedoso, com acidez perfeita e taninos redondos. O final é longo e especiado. Vinhaço! Delicioso! Querem rir? A WS lhe deu 89 pontos! Brincadeira, não? Falta coerência.
Vizinho do Valbuena um outro espanhol de estirpe, também ofertado pelo anfitrião: Carmelo Rodero TSM 2003. O 2005 já pintou por aqui. É vinho top do produtor de Ribera del Duero, feito com Tempranillo, Cabernet Sauvignon e Merlot. A crianza é de 18 meses em barricas de carvalho francês de menos de 2 anos. Esse exemplar de 2003, que não foi lá uma ótima safra em Ribera, ficando da sombra da excelente 2004. Particularmente, o vinho não fez minha cabeça, como fez o seu irmão de 2005. Esse de 2003 estava com uma acidez um pouco alta para o meu gosto, e também não evoluiu na taça como se esperava. Uma pena. O próprio Cássio também não foi convencido.
À direita do TSM, outro espanhol dos grandes, mas agora de Toro: Numanthia 2006. Esse foi levado por este que vos escreve. Tempos atrás, já pintou aqui no blog (clique aqui). Mas naquela época, 5 anos atrás, o vinho me pareceu mais fechado, nervoso. Agora, está uma beleza! Evoluiu maravilhosamente! Os aromas de cereja preta se misturavam a notas florais, licorosas, balsâmicas, alcaçuz e minerais. Em boca é um monstro, mastigável, intenso, com ótima acidez e um final interminável. Um Toro! Gostei demais dele agora, muito mais que anos atrás.
Do lado direito do Toro, outro Riojano: Beronia Gran Reserva 2006. Esse também já pintou por aqui, mas na outra vez, dois aninhos atrás, não me agradou muito. Aquele exemplar se mostrava muito tostado e com madeira proeminente. No entanto, essa agora, levada pelo Thiago, estava muito boa. O tostado estava lá, mas mais domado, não suplantando a cereja preta. Nem a madeira estava tão saliente. Evoluiu bem ou essa garrafa estava mesmo melhor que a primeira apreciada. O fato é que estava muito bom. Os Beronia se caracterizam por terem um preço bom para a qualidade que oferecem.
Cansou de espanhóis? Então vamos para o vinho levado pelo Caião: Brunello di Montalcino Siro Pacenti Pelagrilli 2009. Bem, o produtor faz vinhos belíssimos, desde o Rosso. Se não me engano, essa linha Pelagrilli não existe há muito tempo, tendo sido lançado inicialmente em 2006. Aliás, agora o que era vendido como apenas Brunello é chamado Vecchie Vigne, existindo também o Riserva, que é lançado apenas em grandes safras. O Pelagrilli é feito com uvas do vinhedo Pelagrilli, que fica ao norte de Montalcino. Os vinhedos tem por volta de 25 anos de idade, similares àqueles usados para fazer o excelente Rosso do produtor. Eu, particularmente, acho que transformaram o antigo Rosso, que era melhor que muito Brunello por aí, em Pelagrilli. Bem, o Rosso atual fica 12 meses em barrica, enquanto o Pelagrilli, 24. Mas não sei se é essa a única diferença. O fato é que também este Pelagrilli é muito bom! Notas de framboesa e cereja se mesclam a notas florais e de tabaco. É um vinho com bastante clareza e em boca, destaca-se pelo frescor. Apesar de ainda tânico, mostra-se apreciável, perfeito para uma carne mais gordurosa. Outro exemplar muito bom do produtor. 
Ainda nos italianos, agora um do Piemonte, levado pelo JP: Barolo Marchesi di Barolo 2001! Aqui também o negócio pega. É um Barolo de belíssima safra, com16 anos de idade, e que já ganhou com o devido descanso. Ao nariz mostra notas de pétalas de rosa em meio a framboesa e morango. Ao fundo, notas de funghi secchi e leve tabaco. Em boca, repete o nariz, mostra boa acidez e taninos arredondados pelo tempo. Uma beleza domada pelos 16 anos em garrafa. 
E para finalizar, em grande estilo, claro, o vinho levado pelo Rei dos Portugas, o nosso confrade Paulinho: Scala Coeli 2009! Este também já pintou por aqui tempos atrás (clique aqui). E de pouco mais de um ano e meio para cá, não mudou muito. É feito pela Cartuxa, com uma uva destaque do ano. Nesse ano de 2009 foi utilizada a Touriga Franca. Uma beleza de vinho, floral, com notas de framboesa, chocolate e um fundo mineral. Em boca, denso mas equilibrado com uma bela acidez e mineralidade, que fazem com a gente sempre peça uma nova taça. Mais um vinho grandioso levado pelo Rei do Portugueses! 
Ufa! É isso! Comecei a postar reuniões atrasadas e espero que os leitores fiéis aqui do blog gostem.


Essa foto só a turma entenderá...rs. Uma mesa com uma toalha listrada em cima...rs.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Osiris Reserva Merlot 2006: Ótimo Merlot Uruguaio!

Quando comprei este Osiris Reserva Merlot 2006 nem imaginava o que me esperava. Juro que pensava se tratar de algo mais pesado, concentrado. Mas não! O vinho, um dos topo de gama da vinícola uruguaia Stagnari, é de elegância ímpar. Tem aromas bem ricos, de frutas maduras (ameixas e framboesas) em meio a um tostado gostoso, café, chocolate e alcaçuz. Em boca é muito sedoso, de médio corpo e com excelente frescor. É vivo, e nem um pouco enjoativo. A madeira é bem integrada e o final tem uma picância atraente. Uma delícia de Merlot! Na minha opinião, sem concorrentes entre os hermanos Argentinos e Chilenos. E também superior aos Merlot Americanos que bebi. Com 10 anos de idade está uma beleza, mas aguentaria ainda muito tempo em adega. O único problema dele é que chegava no Brasil a um preço salgado, enquanto no Uruguay pode ser encontrado a cerca de 30 doletas (um belo preço para um vinho desta qualidade). Assim, se for para aquelas bandas, coloque o danado na mala que não vai se arrepender. Eu comprei o danado em uma promoção da sua antiga importadora no Brasil. Paguei um preço de babar e me arrependi por não ter comprado várias garrafas.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Quinta da Falorca tinto 2008: Compra certa!

Acabei de comprar, e de beber, esse Quinta da Falorca tinto 2008. É o mais simples do produtor, mas nem por isso, deixa de ter a qualidade a ele inerente. É um vinho feito com Touriga Nacional, Rufete, Jaen (Mencia, na Espanha), Alfrocheiro e Tinta Roriz (nossa querida Tempranillo na Espanha). É um Dão que agrada muito. Tem ótimos aromas de frutas (groselha e ameixa) em meio a especiarias e leve chocolate. Em boca é leve, redondo e sedoso, mas com uma acidez que lhe dá vida e faz com que a gente queira sempre outra taça. Não cansa! É um vinho corretíssimo que acompanhou com maestria o almoço português do Duarte. Perfeito com o Bacalhau com Natas e com o cordeirinho. Paguei 68 pilas no bota-fora da World Wine. Tente achar um vinho do novo mundo que lhe dê o mesmo prazer, pelo mesmo preço. Aí, me fale que eu quero conhecer. Se puder, experimente os outros vinhos do produtor. São todos ótimos!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Champagne Vollereaux Brut Reserve: Bom e de bom preço!

Comprei esse Champagne Vollereaux Brut Reserve no Chez France por um valor muito bom para um champagne. Já tinha lido algumas boas referências sobre ele, que me agradou bastante pelo preço. É feito com Chardonnay, Pinot Noir e Meunier (1/3 de cada). Sua cor é amarela, bonita, e os aromas de maçã verde, cítricas, leve mel, panificação e gengibre. Em boca é bem fresco, mineral e mostra boa cremosidade. O final de boca tem um toquezinho de gengibre e damasco. Vai bem como aperitivo e acompanha bem comida. Legal para a passagem de ano. A WS lhe outorgou 92 pontos. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A noite em que nosso confrade Rodrigo deu uma de Judas! Com direito ainda a um belo Máximo Deicas 2009, Mas la Plana 2010 etc

Em reunião recente da confraria bebemos ótimos vinhos, e ainda rimos muito com o que nosso confrade Rodrigo aprontou. Bem, mas quem começou aprontando foi o Paulinho, Rei dos Portugueses, mas que está se tornando também Rei dos Uruguaios... Estou devendo relatos de uns grandes que ele levou, mas dessa vez ele pegou pesado. Levou simplesmente aquele que considero o melhor vinho uruguaio que conheço. Era um Massimo Deicas 2009. Esse vinho antigamente era chamado 1er Cru de Exception. Eu já descrevi aqui o 2007, que estava uma maravilha. E esse 2009 não ficou atrás. Aliás, diferenciava-se de seu irmão por ser um pouquinho mais maduro. Ao nariz mostrava notas de ameixas pretas, alcaçuz, chocolate amargo, couro e tabaco. Em boca era amplo, mineral, com ótima acidez e taninos típicos da Tannat, mas redondos. O vinho evoluiu maravilhosamente em taça. O final era interminável e com notas de alcaçuz. Um vinhaço uruguaio! Para mim, o rei da noite.
Vou logo para outro top, levado pelo Rodrigo. Bem, aqui tem algo engraçado... Quando o Rodrigo chegou, todos já estavamos bebendo outros vinhos, e ao olhar para a sua garrafa, ficamos surpresos. Era um Judas Blend 2012, top da vinícola argentina Sottano. A surpresa se justificava pelo fato de termos comprado duas garrafas dele para nossa especial de final de ano. Ficamos então elogiando o confrade, e até mesmo indecisos se abriríamos o vinho, pois perderíamos a surpresa em nossa especial de final de ano. Bem, é claro que resolvemos abrir e mandar ver no danado. Só quando já estávamos na metade alguém resolver perguntar onde estavam as duas garrafas que compramos, e alguém respondeu: - Na casa do Rodrigo! Bem, concluindo, o cara passou a mão no primeiro vinho que viu na sua frente e levou o vinho da reunião de final de ano para ser abatido, sem saber. O fato é que rimos muito pelo ocorrido. Bem, o vinho é um blend de 70% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot. Passa 24 meses em barricas novas francesas. Apenas 2.500 garrafas foram produzidas. Segundo o produtor, era um vinho feito apenas para consumo da família, que resolveram comercializar. Surpreende pela cor mais clara que o normal para blends com Malbec.  Ao nariz mostrava fruta envolta em muita especiaria. Bem rico. Em boca era muito macio, redondo, com taninos doces e final longo e novamente, especiado, com notas de canela, noz moscada etc. A boa acidez equilibrava o dulçor. O incrível e que seus mais de 15% de álcool nem apareceriam. Mas muito álcool é algo que não me agrada.  É vinho para muitos anos de adega. A outra garrafa dele foi bebida em nossa reunião de final de ano, que descreverei logo. Aí o negócio pegou, pois a briga foi feia...
O Tonzinho levou um ótimo Mas la Plana 2010, Cabernet Sauvignon do craque espanhol Miguel Torres. Este, em particular, celebra os 40 anos do lançamento do primeiro da marca, que em uma degustação às cegas deu umas chineladas em uns bordozões, incluindo um Latour. O 2009 já frequentou nossa confraria algumas vezes (veja uma aqui). Esse 2010 não ficou atrás, embora tenha me parecido mais pronto que seu irmão, e menos apimentado. Mas estava excelente, claro! Notas de cereja preta, tabaco, chocolate amargo, especiarias... Taninos redondos e ótima intensidade. Anos de vida pela frente, mas já apreciável agora (e como). Vinhão! Para esse que vos escreve, foi o segundo da noite, só atrás do Massimo Deicas.
Eu levei o mais simples da noite, mas nem por isso, o pior...rs. Era um Rívola 2009, espanhol da Abadia Retuerta. Esse nunca decepciona. Vinho de bom preço e que satisfaz. Às cegas, JP notou bastante presença da Cabernet Sauvignon, que entra com 40% no corte junto com a Tempranillo. Realmente ela aparece até mais que a tradicional espanhola. Vinho de bom nariz e redondo em boca. Um tanto modernoso... Eu gostaria que tivesse mais presença da Tempranillo. Mas nem por isso, deixa de ser bom.
O Caião levou um branco que já pintou por aqui: Esporão Reserva branco 2014! Ótimo vinho! Fresco, boa fruta, com muita presença e difícil de ser batido em sua faixa de preço. 
E para finalizar, o JP levou um El Enemigo Bonarda 2011. Lembro que o primeiro Bonarda que bebi foi um Colonia las Liebres 2002, da Altos las Hormigas. Se não me engano, em sua primeira safra. O que eu gostava nele? Frescor! Não passava por madeira e era vinho fácil de beber. Custava apenas 9 doletas na Mistral. O que vejo agora são Bonardas mais pesados, concentrados. Este El Enemigo é um bom vinho, mas no estilo concentrado, com estágio em madeira e uma pitadinha de Cabernet Franc para dar uma apimentada. É complexo, com notas de alcaçuz, kirsch, chocolate amargo e especiarias. Deve envelhecer bem e também ser bom par para um churrasco. 
O Thiago levou um Malbec de Matias Riccitelli, o The Apple doesn't fall far from the Tree Malbec 2013. O nome é original e o rótulo é de muito bom gosto. Há tempos queria experimentar vinhos desse produtor. Esse tinha cor clara e aromas doces de frutas, baunilha e chocolate. Em boca, a doçura também reinava, até nos taninos. Por esses motivos, não é meu vinho.
Isso aí!  




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Arboleda Pinot Noir 2013: Bom vinho!

Em uma passagem pela loja da Expand no Outlet de Itupeva, coloquei na cesta este Arboleda Pinot Noir 2013 por cerca de 100 pilas. Valeu a pena! Vinho com gosto de Pinot Noir e sem exageros de extração (comum em muitos PN chilenos). Ao nariz, notas florais e de cereja, em meio a leve tostado e toques terrosos. Em boca, mostra frescor, mineralidade e taninos finos. Um Pinot Noir chileno bem feito e que trilha bom caminho. Recomendado. Mas não pode abusar do preço...

domingo, 6 de dezembro de 2015

O Vinho Bão mudará um pouco...

Caros leitores. Como devem ter notado, tenho postado de forma irregular aqui no blog. As causas são várias. Uma delas é representada pela "carinha" que coloco na postagem: Cansaço! Cansaço não apenas físico, mas mental. Mas é também cansaço dos blogs de vinho. Não aguento mais ler tanta besteira. Estou de "sapato cheio" de ler coisas repetidas, copiadas, erradas, equivocadas e tantos outros "adas". Não aguento mais ver gente bebendo geléia com chips de madeira e dizendo que é o melhor vinho do mundo. Não suporto mais ver gente escrevendo sobre "microorganismos" (atualmente o correto é micro-organismos) sem saber a diferença entre uma barata e um elefante. Escrever sobre leveduras sem saber o que as diferem de bactérias. Gente falando sobre fermentação sem saber o que é um açúcar. Outros, escrevendo sobre transgênicos sem conhecimento de causa. Tem gente tentando ser biólogo ou bioquímico sem formação para tal. Não dá! Encheu! 
Também estou cansado de ver propaganda embutida e postagens maquiadas. Vocês já ouviram falar de "Salame Science"? É quando pesquisadores publicam vários artigos científicos com resultados que poderiam ser reunidos em um único artigo mais consistente e de melhor qualidade. Sabe por que fazem isso? Para ter mais publicações. Nos blogs de vinhos acontece coisa similar. Blogueiros vão a um evento, bebem uns fundinhos de taça e têm material para publicar o ano inteiro! Uma noitada com amigos, com algumas garrafas, geram inúmeras postagens. Sem contar que cada blogueiro participante da noitada (ou evento) escreve um artigo. Ou seja, como rende! Eu não tenho nada a ver com isso. Cada um faz o que quer. Só não preciso concordar.
Por outro lado, também estou cansado de escrever sobre alguns vinhos que se repetem. Ou seja, aqueles internacionais, todos iguais. Resolvi então que vou postar (ou comentar com mais carinho) sobre vinhos que me agradam mais. Mesmo nas degustações de nossa confraria, onde rolam muitas garrafas, posso até colocar a foto, mas me permitirei passar "reto" por vinhos que não me surpreendem ou são repetidos. Isso, independente se são os chamados "ícones"... Alguns amigos me dizem que eu deveria falar mal dos vinhos que não considero bons, para funcionar como alerta. Não vou fazer isso, principalmente se forem de produtores menores. Não é o intuito do blog. Posso até fazer uma pequena crítica, mas nada além disso. Então, se eu não me aprofundar no vinho, já sabem o que achei dele. Por fim, meus textos serão mais curtos, como está meu tempo...rs.
É isso!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

VEJA A LISTA COMPLETA DOS TOP 100 2015 DA WINE SPECTATOR

Enfim, saiu a lista completa dos Top 100 da revista Wine Spectator para o ano de 2015. Leia e veja o que acha... E se quiser conferir, tente achar os vinhos, que geralmente dão uma sumida ou aumentam de preço (mais?). Ou dão uma sumida e voltam às prateleiras, com os precinhos bem mais altos...rs.

RANK
WINE
VINTAGE
SCORE
1
Peter Michael Cabernet Sauvignon Oakville Au Paradis 
2012
96
2
Quilceda Creek Cabernet Sauvignon Columbia Valley 
2012
96
3
Evening Land Pinot Noir Eola-Amity Hills Seven Springs Vineyard La Source 
2012
98
4
Il Poggione Brunello di Montalcino 
2010
95
5
Mount Eden Vineyards Chardonnay Santa Cruz Mountains 
2012
95
6
Bodegas Aalto Ribera del Duero 
2012
94
7
Escarpment Pinot Noir Martinborough Kupe Single Vineyard 
2013
95
8
Masi Amarone della Valpolicella Classico Serègo Alighieri Vaio Armaron 
2008
95
9
Clos Fourtet St.-Emilion 
2012
94
10
Klein Constantia Vin de Constance Constantia 
2009
95
11
Big Table Farm Pinot Noir Willamette Valley 
2012
95
12
Limerick Lane Zinfandel Russian River Valley 
2012
94
13
La Serena Brunello di Montalcino 
2010
96
14
Bergström Pinot Noir Ribbon Ridge Le Pré Du Col Vineyard 
2013
95
15
Abadia Retuerta Viño de la Tierra de Castilla y León Sardon de Duero Selección Especial 
2011
94
16
Taylor Fladgate Late Bottled Port 
2009
93
17
Turley Petite Syrah Howell Mountain Rattlesnake Ridge 
2013
95
18
Altesino Brunello di Montalcino Montosoli 
2010
98
19
Dehlinger Pinot Noir Russian River Valley Altamont 
2013
95
20
Meiomi Pinot Noir Monterey-Sonoma-Santa Barbara Counties 
2013
92
21
Cloudy Bay Sauvignon Blanc Marlborough 
2014
93
22
Gramercy Syrah Walla Walla Valley The Deuce 
2012
95
23
Bodegas LAN Rioja Edición Limitada 
2011
94
24
Blandy's Bual Madeira 
2002
94
25
Quinta do Crasto Douro Superior 
2012
93
26
Carpineto Vino Nobile di Montepulciano Riserva 
2010
93
27
Livio Sassetti Brunello di Montalcino Pertimali 
2010
95
28
Baer Ursa Columbia Valley 
2012
94
29
Tenshen White Santa Barbara County 
2014
92
30
Dominio de Tares Mencía Bierzo Cepas Viejas 
2011
93
31
K The Creator Walla Walla Valley 
2012
94
32
Viña Carmen Cabernet Sauvignon Maipo Valley Alto Gran Reserva 
2012
91
33
Pewsey Vale Riesling Eden Valley Dry 
2014
91
34
Tenet Syrah Columbia Valley The Pundit 
2013
92
35
Rombauer Chardonnay Carneros 
2013
93
36
Bodegas Godeval Valdeorras Viña Godeval Cepas Vellas 
2013
92
37
Viña Montes Syrah Colchagua Valley Alpha 
2012
92
38
Soléna Pinot Noir Willamette Valley Grande Cuvée 
2012
92
39
Real Companhia Velha Douro Porca de Murça Red 
2013
90
40
Pomelo Sauvignon Blanc California 
2014
90
41
Podere Sapaio Bolgheri Volpolo 
2012
93
42
Keplinger SUMŌ Amador County 
2013
95
43
Collosorbo Brunello di Montalcino 
2010
94
44
Piattelli Malbec Luján de Cuyo Premium Reserve 
2013
90
45
Colene Clemens Pinot Noir Chehalem Mountains Margo 
2012
93
46
Castello d'Albola Chianti Classico 
2011
90
47
Jean-Marc Brocard Chablis Ste.-Claire 
2014
91
48
Calera Chardonnay Central Coast 
2013
90
49
Felton Road Pinot Noir Central Otago Bannockburn 
2013
95
50
Bartolo Mascarello Barolo 
2010
97
51
Alain Brumont Madiran Château Bouscassé 
2009
91
52
Brancaia Toscana Ilatraia 
2012
94
53
Descendientes de J. Palacios Bierzo Pétalos 
2013
91
54
Kumeu River Chardonnay Kumeu Estate 
2012
93
55
Arcanum Toscana Il Fauno 
2010
92
56
Cune Rioja Imperial Reserva 
2010
93
57
Altamura Cabernet Sauvignon Napa Valley 
2012
95
58
Torre de Oña Rioja Finca San Martín Crianza 
2012
91
59
Rodney Strong Cabernet Sauvignon Alexander Valley Rockaway Single Vineyard 
2012
94
60
Roederer Estate Brut Anderson Valley L'Ermitage 
2007
93
61
Clarendon Hills Grenache Clarendon Romas 
2009
95
62
Oddero Barolo 
2011
93
63
Mulderbosch Chenin Blanc Stellenbosch W Block 
2013
93
64
Grapes of Roth Merlot Long Island 
2010
92
65
Chappellet Cabernet Sauvignon Napa Valley Signature 
2012
93
66
Domaine Terlato & Chapoutier Shiraz-Viognier Victoria 
2013
91
67
Feudo di Santa Croce Primitivo di Manduria LXXIV 
2013
91
68
Booker Syrah Paso Robles Fracture 
2013
94
69
Bodegas Monasterio Ribera del Duero Hacienda Monasterio 
2011
93
70
Allram Grüner Veltliner Qualitätswein Trocken Kamptal Hasel Alte Reben Reserve
2014
92
71
Antinori Bolgheri Superiore Guado al Tasso 
2012
95
72
Lavau Gigondas 
2013
91
73
Alpha Estate Malagouzia Florina Turtles Vineyard 
2014
90
74
d'Angelo Aglianico del Vulture 
2012
90
75
Domaine Tempier Bandol Rosé 
2014
92
76
Leeuwin Chardonnay Margaret River Art Series 
2012
94
77
M. Chapoutier Hermitage White Chante-Alouette 
2014
95
78
Chateau St. Jean Cabernet Sauvignon Alexander Valley 
2012
91
79
Bérêche & Fils Brut Champagne Réserve 
NV
92
80
Bodegas Marqués de Murrieta Viura Rioja Capellanía 
2010
92
81
Bodega Luigi Bosca Malbec Luján de Cuyo Single Vineyard 
2013
91
82
Viña Polkura Syrah Marchigue 
2011
91
83
Torre Rosazza Pinot Grigio Friuli Colli Orientali 
2014
90
84
Duorum Douro 
2013
91
85
Hecht & Bannier Côtes du Roussillon-Villages 
2011
91
86
Ravines Riesling Finger Lakes Dry Argetsinger Vineyard 
2012
92
87
Tenuta delle Terre Nere Etna 
2013
90
88
Viña Koyle Cabernet Sauvignon Colchagua Valley Royale Los Lingues Vineyard 
2012
91
89
Zisola Sicilia 
2013
90
90
Philippe Alliet Chinon 
2014
91
91
Schloss Vollrads Riesling Spätlese Rheingau 
2013
91
92
Rotem & Mounir Saouma Châteauneuf-du-Pape Omnia 
2012
95
93
Schola Sarmenti Nardò Nerìo Riserva 
2012
90
94
Domaine du Gros Noré Bandol 
2012
93
95
Grosset Riesling Clare Valley Springvale 
2014
93
96
Bouchard Père & Fils Beaune Teurons Domaine 
2012
92
97
Orin Swift Machete California 
2013
93
98
Château Figeac St.-Emilion 
2012
93
99
Jean-François Ganevat Côtes du Jura Les Chamois du Paradis 
2011
93
100
Sadie Family Palladius Swartland 
2012
94