segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Os Top 100 2018 da Wine Spectator



1
Tenuta San Guido Bolgheri-Sassicaia Sassicaia+
2015
97
2
Château Canon-La Gaffelière St.-Emilion+
2015
96
3
Castello di Volpaia Chianti Classico Riserva+
2015
96
4
La Rioja Alta Rioja 890 Gran Reserva Selección Especial+
2005
95
5
Moët & Chandon Brut Champagne Dom Pérignon Legacy Edition+
2008
96
6
Aubert Chardonnay Carneros Larry Hyde & Sons+
2016
96
7
Colene Clemens Pinot Noir Chehalem Mountains Dopp Creek+
2015
95
8
Le Vieux Donjon Châteauneuf-du-Pape+
2016
95
9
Tenuta delle Terre Nere Etna San Lorenzo+
2016
95
10
Bedrock The Bedrock Heritage Sonoma Valley+
2016
95
11
Carpineto Vino Nobile di Montepulciano Riserva+
2013
95
12
Felton Road Pinot Noir Central Otago Bannockburn+
2017
96
13
Produttori del Barbaresco Barbaresco Rabajà Riserva+
2013
96
14
Warre Vintage Port+
2016
98
15
Canalicchio di Sopra Brunello di Montalcino+
2013
97
16
Château Monbousquet St.-Emilion+
2015
95
17
Caparzo Brunello di Montalcino+
2013
95
18
Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape+
2015
97
19
San Felice Chianti Classico+
2016
94
20
Jasper Hill Shiraz Heathcote Georgia's Paddock+
2015
95
21
Scott Base Pinot Noir Central Otago+
2016
93
22
Vik Milla Cala Cachapoal Valley+
2012
94
23
Taylor Fladgate Vintage Port+
2016
98
24
Antinori Toscana Tignanello+
2015
97
25
Tensley Syrah Santa Barbara County Colson Canyon Vineyard+
2016
94
26
Bodegas y Viñedos Valderiz Ribera del Duero+
2015
94
27
Roederer Estate Brut Anderson Valley+
NV
93
28
Penley Cabernet Sauvignon Coonawarra Phoenix+
2016
93
29
Bodegas Breca Garnacha Aragón Old Vines+
2015
92
30
DeLille Syrah Yakima Valley Signature+
2015
94
31
Domaine Giraud Châteauneuf-du-Pape+
2016
95
32
Nautilus Sauvignon Blanc Marlborough+
2017
92
33
Château Branaire-Ducru St.-Julien+
2015
94
34
Lingua Franca Chardonnay Willamette Valley Bunker Hill+
2016
94
35
Descendientes de J. Palacios Bierzo Pétalos+
2016
92
36
Ferrari-Carano Chardonnay Russian River Valley Tré Terre Vineyard Select Collection+
2016
93
37
Bodegas Hidalgo La Gitana Manzanilla Sanlúcar de Barrameda La Gitana+
NV
92
38
Leeuwin Chardonnay Margaret River Art Series+
2015
95
39
Patricia Green Pinot Noir Willamette Valley Reserve+
2016
93
40
Cline Zinfandel Contra Costa County Ancient Vines+
2016
91
41
San Román Bodegas y Viñedos Toro+
2014
94
42
Loveblock Pinot Noir Central Otago+
2015
92
43
Milbrandt Cabernet Sauvignon Columbia Valley+
2015
91
44
Nik Weis St.-Urbans-Hof Riesling Qualitätswein Mosel From Old Vines+
2016
91
45
Easton Zinfandel Amador County+
2015
92
46
Henri Bourgeois Sancerre Les Baronnes+
2017
92
47
Edetària Garnatxa Blanca Terra Alta Via Terra+
2017
91
48
Nigl Grüner Veltliner Niederösterreich Freiheit+
2016
91
49
Domaine Gerovassiliou Malagousia Epanomi Single Vineyard+
2016
91
50
The Four Graces Pinot Noir Willamette Valley+
2015
93
51
Radikon Venezia-Giulia Slatnik S Label+
2015
95
52
Domaine des Baumard Quarts de Chaume+
2015
98
53
Sequoia Grove Cabernet Sauvignon Napa Valley+
2015
93
54
Terre del Barolo Barolo Undicicomuni Arnaldo Rivera+
2013
93
55
Château Beau-Séjour Bécot St.-Emilion+
2015
95
56
Yalumba Viognier South Australia The Y Series+
2017
90
57
Hamilton Russell Chardonnay Hemel-en-Aarde Valley+
2017
93
58
Vasse Felix Cabernet Sauvignon Margaret River Filius+
2015
92
59
R. López de Heredia Viña Tondonia Rioja White Viña Gravonia Crianza+
2008
93
60
Fontodi Chianti Classico Vigna del Sorbo Gran Selezione+
2015
95
61
Merlin Mâcon-La Roche Vineuse+
2016
92
62
Joel Gott Sauvignon Blanc California+
2017
90
63
Château Gloria St.-Julien+
2015
93
64
Terra Santa Île de Beauté White+
2017
90
65
Bodega El Esteco Malbec Calchaquí Valley Don David Reserve+
2017
90
66
Peter Lauer Riesling Qualitätswein Feinherb Mosel Barrel X+
2016
91
67
Tiefenbrunner Pinot Grigio Vigneti delle Dolomiti+
2017
90
68
Louis Jadot Bourgogne+
2015
90
69
Bookwalter Cabernet Sauvignon Columbia Valley Readers+
2015
92
70
Concha y Toro Carmenère Peumo Serie Riberas Gran Reserva+
2016
90
71
Odette Cabernet Sauvignon Stags Leap District+
2015
95
72
Casa Ferreirinha Douro White Papa Figos+
2016
90
73
Prà Soave Classico Otto+
2017
90
74
Big Table Farm Pinot Noir Willamette Valley+
2016
93
75
Schloss Gobelsburg Grüner Veltliner Kamptal+
2016
90
76
La Stoppa Emilia Trebbiolo+
2014
91
77
A. Clape Cornas+
2015
98
78
Landmark Chardonnay Sonoma County Overlook+
2016
91
79
Henri Gouges Nuits-St.-Georges Clos des Porrets St.-Georges+
2015
95
80
Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley+
2015
92
81
Librandi Val di Neto White Critone+
2017
90
82
Pendulum Cabernet Sauvignon Columbia Valley+
2016
90
83
HW Wine Company Languedoc Rosé Diving Into Hampton Water+
2017
90
84
Château Ducru-Beaucaillou St.-Julien+
2015
97
85
Sleight of Hand Syrah Columbia Valley Levitation+
2015
93
86
Massican Annia Napa Valley+
2017
92
87
Golan Heights Winery Cabernet Sauvignon Galilee Yarden+
2014
91
88
Paolo Scavino Barolo+
2014
93
89
Lucienne Pinot Noir Santa Lucia Highlands Doctor's Vineyard+
2016
93
90
Domaine St.-Préfert Châteauneuf-du-Pape Auguste Favier Réserve+
2016
97
91
Ridge Lytton Springs Dry Creek Valley+
2015
92
92
Sadie Family Skerpioen Swartland+
2016
95
93
Carol Shelton Rosé Wild Thing Rendezvous Mendocino County+
2017
90
94
Matervini Malbec Luján de Cuyo Finca Perdriel+
2015
94
95
Ghost Pines Pinot Noir Yolo-Sonoma-Monterey Counties Winemaker's Blend+
2016
90
96
Tabarrini Montefalco Sagrantino Colle alle Macchie+
2013
95
97
Drouhin Oregon Roserock Chardonnay Eola-Amity Hills+
2016
91
98
Loring Pinot Noir Sta. Rita Hills+
2016
92
99
Cleto Chiarli e Figli Lambrusco di Sorbara del Fondatore+
2016
90
100
Foley Johnson Meritage Rutherford+
2014
92



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Neil Ellis Groenekloof Sauvignon Blanc 2010

Geralmente o pessoal conhece mais a África do Sul pelos vinhos feitos com a Pinotage e cortes bordaleses. Mas quem explora seus brancos pode ter boas surpresas. Os Chardonnay acho um pouco amadeirados e pesados (para o meu paladar). Mas particularmente, gosto muito dos Semillon e Sauvignon Blanc de lá.  E este Neil Ellis Groenekloof Sauvignon Blanc 2010, que comprei há um bom tempo na Expand, me agradou bastante. Neil Ellis é uma vinícola tradicional e que produz uma bela gama de vinhos, entre eles um Syrah de responsa que bebi tempos atrás (logo escreverei sobre ele). Este Sauvignon blanc me lembrou muito o Montes Outer Limits que bebemos há algumas semanas (clique aqui). Mas ele tem mais mineralidade, o que me agrada. A cor é amarelo dourado, brilhante, bonita. O estágio sobre as lias por 3 meses lhe deram complexidade. Os aromas mesclam grapefruit, maracujá e grama cortada, em um fundo picante e mineral (giz). Em boca, acidez vibrante, cítrica, em um fundo herbáceo, picante e mineral muito legal. Oito anos e sem sinal de cansaço. Gostei!
Charl, Warren, Neil and Margot Ellis






terça-feira, 13 de novembro de 2018

Van Zellers Porto 10 Anos

Cristiano Van Zeller é mesmo um craque, seja nos vinhos chamados "tranquilos", seja nos vinhos generosos, como este Van Zellers Porto 10 Anos. Comprei há tempos várias garrafas deste vinho, em bela promoção da Cantu. Paguei preço de um Tawny simples. Este 10 Anos foi engarrafado em 2010. Portanto, está agora mais para um 20 Anos. É só olhar a cor do danado, que está mais clara. E o vinho também já está mais senhorío e elegante. Aromas de frutas secas, casca de laranja, tabaco, leve herbáceo e caramelo. Em boca, repete o nariz e mostra acidez que equilibra o dulçor. O final é longo, amendoado e com um leve herbáceo. Muito bom Porto. Fico feliz quando faço uma compra dessa. Perfeito para aquela tacinha depois de cada refeição, com um teco de chocolate.




domingo, 11 de novembro de 2018

Noite com Doda 2010, B-Crux 2009, Lindaflor 2008, Romaneira 2005, Brunello Cordella 2006 e Crasto Vinhas Velhas 2010

Já faz um tempinho que bebemos os vinhos a seguir, em noite no Barone. Foram belos vinhos, com destaque para o trio lusitano, que trazia entre eles um belo Doda 2010 ofertado pelo Paolão. O vinho é um projeto dos grandes Dirk Niepoort e Álvaro Castro, por isso o "Do" de Douro e o "Da" de Dão. O 2010 foi a nona edição do projeto, iniciado em 2000. Segundo Rolf Niepoort, pai de Dirk e impulsionador do projeto,  “o vinho Português ideal será aquele que consiga aliar a elegância, frescura e longevidade dos vinhos do Dão à estrutura e potência dos vinhos do Douro, que consiga conciliar a fruta dos solos de xisto do Douro com os aromas de caruma e mineralidade dos solos graníticos do Dão.” Até 2004 o Doda era chamado Dado. O 2010 foi feito com 60% de um lote de vinho do Douro, oriundo da Quinta de Nápoles, que possui vinhas muito antigas (uma delas com mais de 120 anos), e de 40% de um lote do Dão produzido na Quinta da Pellada. O corte leva Jaen, Tourigo, Alfrocheiro, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão. O vinho estagiou durante 21 meses em barricas de carvalho francês, onde foi realizada a fermentação maloláctica. Após a união dos lotes, o vinho foi engarrafado sem qualquer colagem ou filtragem. É um vinho com aromas de frutas silvestres, florais, pinho, especiarias e minerais. Em boca mostra muita finesse, frescor e taninos finos. É um vinho de muita classe, elegante e com grande potencial de guarda. Ótima pedida, Paolão!
Mas a noite teve ainda outros grandes vinhos, mostrados na foto abaixo.

O primeiro da esquerda é um Lindaflor 2008, levado por não sei qual dos confrades, e que já pintou aqui no blog. Segue na foto o Doda 2010, já descrito, e o argentino B-Crux 2009, de O-Fournier, levado pelo Paulinho. Corte de 50% Malbec, 35% Tempranillo e o restante Touriga Nacional. Um corte um pouco inusitado para a Argentina, mas que vai bem. Ao nariz, notas de cerejas, ameixas, florais, tostadas e abaunilhadas. Em boca, boa acidez, notas de especiarias e taninos redondos. É um mini Alfa-Crux, em um estilo mais modernoso.
Depois do B-Crux, um belo Crasto Vinhas Velhas 2010, que já pintou por aqui. Mas é bom ressaltar: Grande vinho, sempre! Não me lembro quem levou.
Depois do Crasto, um ótimo Brunello di Montalcino Cordella 2006, levado pelo Joãozinho. Vinho de grande safra e em um estilo mais "amigável", com taninos não muito pegados. Cor bonita, rubi, e aromas de framboesas e cerejas, em meio à baunilha e um toque terroso interessante. Um bom Brunello, para agradar até mesmo quem acha o vinho nervoso. 
E para finalizar, um ótimo Quinta da Romaneira 2005, levado por este que vos escreve (pela segunda vez), coincidentemente, em outra noite que também pintou o Crasto Vinhas Velhas 2010 (clique aqui). 





terça-feira, 6 de novembro de 2018

Esporão Private Selection tinto 2011: Um vinhaço!

Sempre implico um pouco com a mudança do nome do Esporão Private Selection. Eu preferia quando se chamava Garrafeira. Tempos atrás um produtor português me explicou a razão, que não me convenceu (apesar de nem me lembrar mais por que foi). Mas apesar do nome ter mudado, o vinho continua grande. E este Esporão Private Selection 2011, de safra histórica, é daqueles vinhos que ficam na memória pela qualidade. É feito com Alicante Bouschet, Aragonês e Syrah, com passagem em barricas de carvalho francês (30% novas) por 18 meses. Vinho muito aromático, com notas florais, de ameixa, azeitona preta, pimenta-do-reino, baunilha, tabaco e um mentolado elegante ao fundo. Em boca, repete o nariz e mostra uma bela estrutura, acidez correta e taninos firmes. A madeira é bem integrada e dá charme ao conjunto. Um belo vinho, sempre, com grande potencial de guarda. Em se tratando deste 2011, mais ainda. Grande vinho! Sou fã!





segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bela noite no Bart: La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010, Sassoalloro 2007, Georges Vernay Côte-Rôtie 2006, Paisajes Cecias 2007 e outros

Essa noite foi muito boa! Além de uns vinhos normalmente presentes na confraria, pintaram umas novidades que agradaram muuito, principalmente o sulafricano a seguir, que é feito à moda de Cote-Rotie, ou seja, a Shiraz é cofermentada com uma pitada de Viognier, que agrega notas florais ao vinho. 

La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010: Vinho sulafricano levado pelo Thiagão. Ótima surpresa! Ao estilo Côte-Rotie, com Shiraz majoritária mais uma pitadinha de Viognier fermentadas juntas. Ótimo vinho, com notas de cereja preta e pimenta-do-reino, com um fundo tostado bem agradável. Boa acidez e taninos finos. Facilmente confundível com um vinho do norte do Rhone. Gostei bastante!

Domaine Georges Vernay Côte-Rôtie Blonde du Seigneur 2006: Aqui o degrau sobe em relação ao vinho anterior (ainda que o sulafricano seja muito bom). Os vinhos do Domaine Georges Vernay são realmente excelentes! Este Côte-Rôtie mostrava notas de amoras, florais e especiarias. Ótimo frescor e taninos redondos e em camadas. Final longo e especiado. Uma delícia, como todos os vinhos do produtor (que infelizmente, não são mais encontrados no Brasil). Foi levado pelo Paolão. 

Paisajes VII Cecias 2007: Já pintou aqui no blog. Garnacha na veia, de vinhedos de mais de 80 anos. Vinho fresco e mineral, com notas florais. Taninos redondos e muito frescor. Muito bom, mesmo. Não lembro quem levou.

Meandro 2011. Uma magnum que foi levada pelo Joãozinho, que a comprou nos US pensando que era o grande Meão...rs. Lembro até hoje quando me mandou a foto do Meão 2011 e depois, quando estava passando no caixa da Total Wine, o Mendrão na cesta. Aliás, duas garrafonas! Deu uma enganada legal...rs. Mas não importa. Essse Meandro estava bom, como sempre (ainda que tenha perdido para anteriores). A outra garrafa já foi abatida tempos atrás (clique aqui). E do lado do Meandro, um EPU de Almaviva 2010. Também já pintou por aqui duas vezes. Nervoso no começo, mas foi se amansando e mostrando bom frescor e fruta viva. Também não lembro quem levou. Acho que foi o JP. O EPU é um vinho que bebo sem reclamar, mas que dificilmente coloco na cesta, pelo preço. Penso que dá para achar vinhos no mesmo nível, ou até superiores, por preços mais brandos.

Sassoalloro 2007, levado pelo Paulinho. Como fomos os primeiros a chegar, fomos os primeiros também a beber e ver que o vinho deixou a desejar. É um vinho que sempre agrada, mas logo este, de uma safra boa, não mostrou força. Aromas leves, de cereja e especiarias. Em boca, meio ralo e com taninos sem muita presença. Ruim, não tava, mas precisava de mais pegada. Melhorou um pouco com o tempo, mas não emplacou. Estão vendo à direita dele uma pontinha de garrafa? Era um grande: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Gran Reserva Referência 2008! Caramba, que nome grande! E o vinho, idem! Acho que foi levado pelo Caião. Ele já pintou por aqui. Perdi a foto dele... Vinhaço!








quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Catherine e Pierre Breton Clos Senechal 2008: Ótimo!

Catherine e Pierre Breton Clos Senechal 2008: Cabernet Franc de primeira! Como gosto desta uva! E como aprecio os vinhos dessa vinícola. Vinhos puros, sem exageros, aromas vivos de amoras, cacau, azeitona preta, cravo e pimenta-do-reino. Em boca, frescor e mineralidade que só um Cabernet Franc do Vale do Loire oferece. Tudo muito acertado. Ótimo vinho, sempre!





segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Zorzal Field Blend 2011, Quinta da Romaneira 2004, Castell de Falset 2004 e Quinta da Falorca 2008

Zorzal Field Blend 2011: Como o próprio nome diz, é feito com uvas de videiras plantadas juntas em Gualtallary, colhidas no mesmo dia e cofermentadas. Cerca de 55% Malbec e 45% Cabernet Sauvignon, com envelhecimento de 22 meses em barricas de carvalho de segundo uso (70% francesas e 30% americanas). Aromas de framboesas e ameixas, em meio a leve baunilha e  notas apimentadas. Ótimo volume em boca, boa acidez e taninos redondos. Muito bom vinho dos irmãos Michellini. Obs.: No 2012 a proporção de Cabernet Sauvignon aumentou.

Quinta da Romaneira 2004: O Paulinho nos brindou com este vinho, que mesmo com mais de 10 anos, mostra força. Notas de frutas silvestres, cacau e minerais. Em boca mostra grande presença, boa acidez e taninos finos. Final longo, mineral, e com notas de cacau. Um ótimo vinho, pouco badalado, mas que figura entre os grande do Douro. Os Romaneira envelhecem muito bem, têm ótima qualidade e brigam fácil com vinhos bem mais caros.


Castell de Falset 2004: Não me canso deste vinho! Sempre que pinta em promoções da World Wine o coloco na cesta. Este 2004 está ainda melhor, pela bela safra. Fruta madura, toques licorosos, café e alcaçuz. Muito redondo e macio em boca, com final longo e frutado. Gosto muito!

Quinta da Falorca Tinto 2008: Já pintou por aqui e dispensa comentários. Com 10 anos e ainda bonzão. É a qualidade e longevidade do Dão!






sexta-feira, 19 de outubro de 2018

No Niver do Thiagão, só tinha vinho bão: Flor de Pingus, Alion, La Rioja Alta 904, Chateau Musar, Brunelão, Prelúdio, Callabriga e Barolão!


O aniversão do Thiagão contou com vinhos de primeira linha! Descreverei da esquerda para a direita, na foto.
O primeiro é o uruguaio Familia Deicas Preludio 2009. Um blend feito com seleção das melhores barricas da vinícola. Denso, com aromas de fruta madura, amoras e ameixa em calda, escoltadas por chocolate, tostado e alcaçuz. Denso e muito redondo em boca, com final longo e tostado. Vinhão, que está entrando em sua melhor fase graças aos anos de adega. Levado pelo Paulinho.
O Alion 2007 dispensa comentários. Estava delicioso e bem pronto. Eu acho que já atingiu o seu topo e penso que não deve evoluir mais. Cereja preta, toffe, café e especiarias. Com o tempo, um mentolado gostoso. Em boca, repete o nariz e mostra grande estrutura. Carimbo da Vega Sicilia! Muito bom! Levado pelo JP. 
Seguindo, um Brunello di Montalcino Pian delle Vigne 2012, de Antinori. Muito melhor que anteriores que bebi dele! Muita riqueza aromática, com notas de cereja, framboesa, tabaco e notas minerais. Em boca, bela acidez e taninos firmes. O final é muito longo e mineral. Uma beleza de Brunello, que deve seguir evoluindo por muito anos. Levado pelo Joãozinho.
Do lado dele, um monstro chamado La Rioja Alta Gran Reserva 904 2007. Esse já pintou por aqui e dispensa qualquer tipo de comentário. Não lembro quem levou... Mas por exclusão, deve ter sido o Rodrigo. Parabéns então!
O aniversariante levou um belo Flor de Pingus 2013. Esse também tem pedigree. Novinho, cheio de vida e doido para ficar mais uns bons anos na adega. Mas dançou! Saca-rolhas nele! Um Ribera del Duero de primeira, com aromas de amoras, especiarias, defumado e minerais. Em boca, intenso, mas com ótimo frescor e mineralidade. Taninos firmes e em camadas. Nervoso! Vai premiar quem tiver paciência. Este, agradou demais! Vinhaço!
Eu levei um Barolo Luigi Einaudi Terlo 2006, que já pintou aqui no blog. E quatro anos depois, o vinho está uma beleza! Notas florais, framboesa, minerais e de funghi secchi. Muito macio e com taninos ainda bem vivões e que dão estrutura ao vinho. Barolo delicioso, devidamente agraciado com o benefício do tempo.
O Paolão levou um vinho Libanês, de grande qualidade: Chateau Musar 2009! Um grande vinho feito com Cabernet Sauvignon, Carignan e Cinsault, em proporções iguais. Aromas incríveis de amoras, cacau, muitas especiarias e ervas frescas, azeitona preta e notas minerais. Em boca, também riquíssimo, mais seco, com ótima acidez, taninos finos, abundantes, e boa mineralidade. Nota mentolada bem legal. Final longo e especiado. Uma delícia de vinho, para paladares velho mundo. Teria anos e anos pela frente. Gostei demais!
E para finalizar, o vinho levado pelo Caião: Callabriga Douro 2014. Belo vinho das Casas Ferreirinha. Parece que nesse ano foi feito majoritariamente com Touriga Franca, cortada com Touriga Nacional e Tinta Roriz. Bem apreciável para um 2014! Pode beber agora, sem problemas! Aromas de kirsch, amoras, caixa de charutos e alcaçuz. Em boca, boa fruta, acidez correta e taninos finos. Muito bom vinho!
That's all!






quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Benanti Passito di Pantelleria Coste di mueggen 2004: Para fechar um jantar com muita classe!

Benanti Passito di Pantelleria Coste di mueggen 2004: Vinho de sobremesa Siciliano, feito com a Muscat di Alexandria. Cor mais escura, quase âmbar e notas de frutas secas,  doce de laranja-da-terra e tabaco. Aromas muito atraentes. Em boca é intenso, com acidez equilibrando o dulçor e final longo e com toques de frutas secas e tabaco. Vinho delicioso, que pode ser bebido sozinho, ou acompanhando um Saint Agür. Um Cheesecake de damasco seria bom par também. Sempre digo que um bom vinho de sobremesa mascara a maioria daqueles servidos durante a refeição, deixando uma ótima impressão. Esse é um deles!