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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bela noite com 4 vinhos espanhóis e um argentinão de responsa: Destaque para um Pago de Carraovejas Crianza

Na última reunião da Confraria, no restaurante Barone, não combinamos nada, mas a turma foi aparecendo com espanhóis debaixo do braço. Só nosso amigo Joãozinho que surgiu com um ótimo argentino, já descrito aqui no blog: Trapiche Single Vineyard Viña Jorge Miralles 2008. Como já o descrevi, vou apenas referenciar a postagem (clique aqui). Mas quero só ressaltar que foi um dos melhores da noite e que é um vinhão! Tudo na medida certa, muita elegância e intensidade. Malbec de primeira e que não pode deixar de ser conhecido.
Todos os restantes foram espanhóis, e apenas dois deles, da mesma região. Vamos a eles.

sábado, 12 de maio de 2012

Crasto Vinhas Velhas 2005, Pago de Carraovejas Crianza 2007 e Rapariga da Quinta Reserva 2008 - 3 belos vinhos em reunião esvaziada da Confraria...

Nessa última quinta-feira estavam apenas Paulão, Tom, Fernandinho e eu na Confraria. E os que não foram perderam! Eu levei um de uma linha que todos adoramos, o Crasto Vinhas Velhas. No caso, levei um de uma safra que já apreciamos (aliás, desde o 2003 que não damos trégua para este vinho). O vinho em questão era um Crasto Vinhas Velhas 2005. O Tonzinho já havia nos brindado com uma garrafa dele (clique aqui). Eu acho que é o mais austero e complexo de todos que bebi da linha. Aliás, ele levou o posto de terceiro do mundo pela WS em 2008, como 95 pontos. Obviamente, não que isso vá fazê-lo melhor, mas é um vinhão! Muito aromático, com ótima fruta, Kirsch, notas especiadas e de chocolate. Em boca é amplo, com taninos finíssimos, acidez correta e final longo. Vinho com tudo na medida certa e que ainda pode aguentar alguns anos. O duro é achá-lo no mercado. Encontrei o pessoal da vinícola tempos atrás, em um evento, e me disseram que é objeto de colecionador. Se você tem uma garrafa dessas, fique feliz (eu, felizmente, ainda tenho uma, que deixarei descansando mais um tempinho para ver sua evolução).
Mas o amigo Paulão entrou feio na briga! Levou um que eu estava curioso para apreciar, já há tempos. Era o Pago de Carraovejas Crianza 2007. Este vinho de Ribera del Duero é muito elogiado na Espanha, e não é encontrado com facilidade. A Peninsula o importa, e vi também que pode ser encontrado na Invinovita. Este Crianza 2007 é feito com 94% Tempranillo, 5% Cabernet Sauvignon e 1% Merlot, e passa 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. É um vinho muito aromático, com notas de frutas mescladas a um leve tostado, um fundinho de cedro e notas especiadas. Aliás, o mais marcante no vinho foi a riqueza em especiarias! São notas deliciosas de alcaçuz, canela, noz-moscada e outras. Realmente diferente e muitíssimo agradável. Em boca repete o nariz, mostra acidez correta e um retrogosto especiado muito gostoso. Um vinhão! Esse eu quero repetir e também conhecer seus irmãos mais velhos (Reserva e Vendimia Selecionada). Valeu Paolão!
E o Tonzinho levou um que figura bem na linha ótimo custo benefício. Era o alentejano Rapariga da Quinta Reserva 2008. O vinho é feito com Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira e estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês e americano. Ao nariz, mostra fruta bem madura (incluindo  ameixa seca, lembrada pelo Tom), café e alcaçuz. Em boca é muito redondo, com taninos doces. É um vinho difícil de não agradar. Pelo preço dele então, é aposta certa! Recomendado.
Confrades que faltaram: Perderam!