Na semana passada sentamos para beber uns vinhos na casa do Carlão. Eu levei o neozelandês Villa Maria Private Bin Pinot Noir 2009. Adquiri este vinho na promoção da Vinci, por um bom preço. O vinho é o mais simplezinho da vinícola, mas me animou para abrir os seus irmãos "maiores" que tenho na adega. Ele é feito com uvas de vinhedos localizados em Awatere e Wairau (Marlborough), e maturou 9 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho com aromas de frutas silvestres, "tutti-fruti", tabaco e especiarias. Depois de um tempo aberto lembrou-me aromas do Fulvia 2010. Em boca mostrava bom frescor, aportado pela acidez correta, mineralidade e taninos firmes. É bem elegante que pode ser bebido solo ou acompanhando comida. Claro que, sendo o vinho de entrada da vinícola, não é aquela exuberância toda. Mas dá chineladas em muitos chilenos, argentinos e sem dó em alguns brasileiros que têm sido elogiados por aí...rs. Todos sabem que não tenho preconceito e que mando ver em vinhos nacionais, mas recentemente ouvi elogios para dois Pinot Noir, um com madeira amarga e outro cozido, que não dá... A verdade é que a grande maioria dos Pinot Noir sulamericanos ainda precisa caminhar muito para alcançar a qualidade dos neozelandeses.
Bem, e a noite teve ainda dois repetecos: Beringer Cabernet Sauvignon Knights Valley 2009 e Quinta da Bacalhoa 2010. Ambos já foram descritos aqui e não vou gastar mais linhas. Só posso dizer: Dois Cabernets de primeira!
