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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Confraria: Hamilton Russell Chardonnay 2013, Crasto Vinhas Velhas 2009, Felsina Chianti Clássico Berardenga 2008 e Quelen 2010

Reunião da confraria, ocorrida há algum tempo:

Hamilton Russel Chardonnay 2013: Sulafricano sempre muito bem avaliado (este teve 93 pontos WS), caro e novo mundo típico. Levado pelo Paolão. Cor amarelo dourado, forte, brilhante, e aromas de abacaxi, mamão, mel e minerais. Em boca é intenso, com boa acidez e final cítrico. Bem feito, mas para fãs do estilo.

Crasto Vinhas Velhas 2009: Querido da turma! Levado pelo JP. Sempre certeza de fazer bonito. Este já deu as caras por aqui, e dispensa comentários. 
Felsina Chianti Clássico Berardenga 2008: Produtor de primeira linha e vinho que o justifica. Sangiovese 100%. Aromas de cereja e pitanga, em meio a notas de couro e casca de laranja. Em boca é cítrico, com ótima acidez e corpo médio.Os taninos são vivos e o final cítrico.  Não é um vinho fácil. Pede comida. Eu gostei bastante. 

Quelen 2010: Vinho top da vinícola chilena Perez Cruz. Feito com Petit Verdot, Carmenére e Malbec, quase que nas mesmas proporções. Eu já bebi o 2008 e o 2009 (no qual senti muita goiaba). Este 2010 foi o melhor dos 3. Tinha aromas de cassis, goiaba (mas sem exagero), alcaçuz e pimenta-do-reino. Em boca, repetia o nariz e mostrava boa acidez e taninos redondos. É um vinho que envelhece bem e ganha elegância com o tempo. Mudei um pouco minha opinião sobre ele.












sexta-feira, 13 de julho de 2012

LA RIOJA ALTA GRAN RESERVA 904 1998 liderou uma turma de responsa em mais uma bela noite da Confraria do Ciao!

Mais uma vez, o pessoal da Confraria do Ciao pegou pesado. Para acompanhar os assados do Tom e o Ragu de Cabrito que levei, só belos vinhos. E já que citei no título que a noite foi liderada pelo grande La Rioja Alta Gran Reserva 904  1998, levado pelo amigo JP, começarei por ele. Bem, é um vinho para babar... É produto de primeira linha da tradicional bodega riojana, fundada em 1890. O nome 904 é em homenagem à fusão da Ardanza com La Rioja Alta, que ocorreu em 1904. Ele é uma versão do 890, com menor tempo de amadurecimento. É um corte de 90% Tempranillo e 10% Graciano e que passou 4 anos em barricas, com trasfegas semestrais. O vinho foi engarrafado em 2004 e estava só esperando almas bondosas lhe abrirem... E quando isso foi feito, mostrou todo seu poder. Um vinho finíssimo, aromático, com notas de caixa de charuto, chocolate mentolado, ameixas e cerejas, com aquele fundinho cítrico, de casca de laranja, que tanto gosto. E tudo isso foi ganhando notas especiadas com o tempo. Em boca, acidez perfeita, taninos sedosos e um final que não acabava... Sem dúvida alguma: O Rei da Noite! Um vinhaço! Isso aí JP! Vinho importado pela Zahil.
E ele foi acompanhado de outros excelentes vinhos, que descrevo na ordem da foto. E a lista foi boa.
O Caião levou um Gala 2 2005, de Luigi Bosca. Um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Vinho elegante, frutado, com notas de cassis, amora compotada, florais e toques de pimenta do reino. Em boca é intenso, com taninos redondos e ótima acidez. Ótimo com a carne. Com seus 7 anos de vida estava inteirão e com potencial para outros bons anos pela frente.


O Paulão não ficou atrás: Levou um Trapiche Iscay 2003. O vinho é feito com 50% Merlot e 50% Malbec, pelas mãos de dois enólogos de responsa: Michel Rolland (mestre com a Merlot) e Daniel Pi (enólogo chefe da Trapiche). Aqui já tinhamos um vinho mais maduro e com sinais dos anos. Notas de ameixa madura, cereja, tabaco e uva passa. Muito sedoso em boca, com taninos perfeitamente arredondados pelo tempo. Vinho  muito gostoso! Mais uma mostra de que os Trapiche envelhecem muito bem!
E também bem na foto, nosso amigo Rodrigo, que com toda a modéstia chegou dizendo que trazia um vinho do qual devíamos estar enjoados... rs. Pois é, e ele estava falando de um Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009. Isso por que nossa turma bebe bastante esse vinho... Claro, não somos bobos, nem nada...rs. Esse 2009 eu tinha apreciado recentemente (clique aqui), e é uma beleza. Vinho com notas de kirsch, chocolate e alcaçuz. Em boca, uma delícia! Gostoso e elegante como sempre! Rodrigão, pode levar quantos desses quiser, que não enjôo, pois é um vinhão!
E saltando na foto o La Rioja, passamos para o vinho oferecido pelo Tonzinho, um Rutini Antologia XXVIII 2009. É um vinho feito com uvas de parcelas selecionadas (40% Malbec de Altamira, 40% Malbec de Tupungato, 15% Petit-Verdot de Tupungato e 5% Syrah de Altamira). Este é potente! Muita fruta compotada. Novo mundo típico. Notas de ameixa seca, de violetas, chocolate, café e baunilha (bem presente). Em boca é intenso, amplo, um pouco doce, e com longo potencial de guarda. Agora tá pesadão. Mas é de primeira linha.
E para fechar, eu levei um Tokaji Hetszolo 3 Puttonyos 2000. Esse eu já havia bebido duas garrafas, ambas excelentes (clique aqui). E não é que demos azar com essa terceira? Infelizmente estava longe das duas primeiras. Embora perfeitamente apreciável, estava aquém das outras duas. Tinha um aroma forte de cana-de-açúcar, exagerado, fora do padrão. Não fez muito sucesso... Uma pena... Deve ser uma daquelas garrafas menos agraciadas de uma caixa... Mas isso acontece. Só não tinha visto com Tokaji.
E o Tonzinho abriu um Tarapacá Terroir Late Harvest 2010, feito com Sauvignon Blanc e Gewurztraminer que acompanhou a sobremesa e cobriu perfeitamente a lacuna deixada pelo Tokaji...
Bem, eu estava atrasado com esta postagem e a turma já tava brava... Mas aí está: Mais uma noitada daquelas da Confraria do Ciao!

sábado, 16 de junho de 2012

A redenção da Confraria: Noite ibérica com Laurona 2005, Marques de Cáceres Gran Reserva 2004, Chocapalha Reserva 2007 e Crasto Vinhas Velhas 2009!

Em uma de minhas últimas postagens mencionei que a última reunião da confraria não tinha sido lá essas coisas. Nem tanto por causa dos vinhos, mas por falta de liga, sei lá... Mas essa de ontem, foi uma das melhores que tivemos esse ano. Isso porque, além dos vinhos serem de ótima qualidade, combinaram muito bem entre si. E não foi nada combinado entre os confrades. 
Bem, mas vamos aos belos vinhos... 
O primeiro deles foi levado pelo amigo Paolão, e foi um Laurona 2005 de Celler Laurona. Esta vinícola fica em Falset, centro da D.O. Monsant. A vinícola foi fundada em 1999 pelo famoso René Barbier, produtor do grande Clos Mogador, e que atualmente é enólogo da vinícola juntamente com Fernando Zamora. O Laurona é o vinho de entrada da vinícola, e é feito com Garnacha (55%), Merlot (20%), Syrah (15%) e Cabernet Sauvignon (10%). A maturação é feita em barricas de carvalho de 500 litros por 16 meses. É um vinho rico, com notas de frutas negras, florais, chocolate e especiarias, como o alcaçuz e canela. Em boca mostra potência, ótima acidez e mineralidade. É um ótimo vinho, que precisa respirar para mostrar suas qualidades. Valeu Paolão!
O outro espanhol foi levado pelo JP. Desta vez, de Rioja: O Marques de Cáceres Gran Reserva 2004. Vinho de uma ótima safra e de um produtor não decepciona. Tempos atrás consumimos um Reserva 2000 que estava muito bom. Sem contar o grande Gaudium 1994 que mandei ver (clique aqui). Este Gran Reserva mantém a qualidade. É um vinho rico, feito com um corte tradicional de Rioja (Tempranillo, Garnacha e Graciano), e que mostra notas de ameixa bem madura, cereja, tabaco, couro e baunilha. Bem aromático! Em boca, muito sedoso, mostrando frescor e com taninos redondos. O final é longo e especiado. Outro ótimo vinho! O JP mandou ver! Mais um ibérico de primeira!
E agora mudando de país, mas ainda na península, partimos para os portugas. Eu levei um Chocapalha Reserva 2007. Este eu estava curioso para experimentar, pois vinhos feitos por Sandra Tavares da Silva sempre agradam. O vinho, da grande safra de 2007,  é da região demarcada de Lisboa (antiga Estremadura). É feito com Touriga Nacional (55%), Tinta Roriz (30%) e Syrah (15%), com fermentação em lagares por 12 dias e maturação em barricas de carvalho francês 90% novas por 20 meses. Apenas 6.800 garrafas foram produzidas. Ao nariz mostra notas de violeta (mas sem exagero), de Kirsch, amoras maduras, chocolate, alcaçuz e baunilha. Em boca, logo após a abertura da garrafa, mostrou potência. No entanto, após um tempo e evolução em taça, mostrou uma sedosidade belíssima! É um vinho muito rico e macio. Elegante mesmo. Mas abra com atencedência e se possível decante, para ver suas qualidades. Não é por que fui eu quem levei, mas estava muito bom!
E para fechar a noite ibérica, um que é figura batida na confraria (do lado bom, claro...), o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009, levado pelo Tonzinho. Já havia degustado uma tacinha desse 2009 tempos atrás (clique aqui) e estava um pouco fechado. Mas agora, abrindo com atencedência, em uma taçona, o negócio melhorou! Ao nariz, muito aromático, com notas de frutas maduras, kirsch, chocolate e alcaçuz. Em boca, repete o nariz e mostra muita elegância, típica desse belo vinho. O que falar dele? Uma beleza, sempre! Valeu Tonzinho!
Bem caríssimos, essa noite foi excelente: Vinhos de primeira, todos agradando muito. Redenção total!

Veja abaixo a foto da turma reunida...




domingo, 27 de novembro de 2011

Degustação de vinhos da Qualimpor - Mercearia 3M

João Palhinha com o Quinta dos Murças e Private Selection branco
Ontem participei de uma degustação de vinhos da Qualimpor, organizada pela Mercearia 3M, que comercializa os vinhos desta importadora na cidade de São Carlos. Vou ser breve, pelo tempo. Dos brancos provados, gostei de todos, a começar pelos frescos Crasto e Monte Velho, até os mais encorpados Vinha da Defesa e Esporão Reserva, em sua safra 2010. Este último é sempre bom. Dos tintos, gostei do Esporão Reserva 2008, que já havia tomado no final do ano passado, e que agora já está mais aberto, e do 4 Castas. Este último é feito com Alicante Bouschet, Syrah, Petit Verdot e Alfrocheiro. Um corte que gosto bastante. Vinho bastante complexo, com boa fruta, notas mentoladas e de café com leite. 
Da Quinta do Crasto, destaque para o Crasto Superior 2009, com muita fruta madura (amora), alcaçuz, chocolate e boa mineralidade. Este também é certeza de agradar. Foi um dos preferidos do pessoal.
Pudemos também participar de uma palestra do simpático João Palhinha, que agora reside no Brasil e representa a Qualimpor. Nela, pudemos ouvir sobre e apreciar 4 vinhos de gama superior da Esporão e Crasto. O primeiro foi o Esporão Private Selection Branco 2008, feito majoritariamente com a uva Semillon, mas que contém também Marsanne e  Roussanne. Vinho amarelo ouro, com notas frutadas de pêssego e pêra, em meio a notas da madeira. Em boca, boa acidez e um leve e bem-vindo amargor final. Vinho que deve ser bom par para uma boa posta de bacalhau.
Seguimos com um Roquette e Cazes 2007. É o irmão menor do grande e potente Xisto. Este 2007 é feito com 60% Touriga Nacional, 15% Touriga Franca e 25% Tinta Roriz e foi maturado 18 meses em barricas de carvalho francês (70% novas e 30% de 1 ano). É um vinho muito complexo ao nariz e em boca. Ao nariz, notas de frutas maduras, chocolate, balsâmicas e de alcaçuz. A madeira é bem presente. Em boca, repete o nariz e mostra taninos sedosos. O final é longo e prazeiroso. Muito bom vinho. 
Depois dele, apreciamos o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009. Como sempre, um vinhão! Este ainda está novinho, novinho, ainda por abrir nos próximos anos. O nariz é rico em amora, kirsch, e chocolate. Em boca, obviamente, os taninos ainda pegam, mas o vinho já pode ser bebido tranquilamente, principalmente acompanhando comida. Mais um belo Vinhas Velhas, para amadurecer bem em adega.
Em seguida, apreciamos aquele que achei o mais interessante de todos, o Quinta dos Murças 2008. É um vinho feito pela Herdade do Esporão, no Douro, com uma mistura de uvas que contém, dentre outras, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Touriga Nacional, Touriga Francesa e Sousão. Vinho feito com pisa-a-pé e que estagiou por um ano em barricas de carvalho francês e americano. Possui uma cor escura, aromas frutados e notas de tabaco bem gostosas. Em boca ainda está jovem, fechado, mas mostra grande potencial de envelhecimento. Eu quero experimentar este vinho daqui a alguns anos, pois penso que evoluirá muito bem. 
O último vinho provado foi um Esporão Garrafeira 2008. Aliás, Private Selection 2008... Vinho feito majoritariamente com Alicante Bouschet e Aragonês, e que matura por 18 meses em barricas de carvalho francês. O mais fechado de todos. Precisa de uns bons anos para mostrar suas qualidades, que já sabemos, são muitas. Vamos aguardar.