Mostrando postagens com marcador Carmelo Patti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carmelo Patti. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Carmelo Patti Gran Assemblage 2004: Vinhão!

Meu amigo JP sabe que eu gosto dos vinhos Carmelo Patti. Bem, ele também gosta. E quando pode, descorcha um para apreciarmos (clique aqui e aqui). E foi o caso também deste Carmelo Patti Gran Assemblage 2004. A primeira versão da linha Assemblage foi feita em 2002, que infelizmente, ainda não tive o prazer de apreciar. Este 2004 é feito com 48% Cabernet Sauvignon, 25% Malbec, 20% Merlot e 7% Cabernet Franc. A fermentação é feita isoladamente, mas o blend já é montado para a maturação por 12 meses em barricas de carvalho. Após seu engarrafamento, em 2008, permaneceu 4 anos na vinícola antes de ir ao mercado. Sua cor é bonita, granada mais clara, e não muito transparente. Ao nariz mostra notas de frutas compotadas, cerejas, ameixas e cassis, em meio a especiarias, tabaco, couro e alcaçuz. Em boca é muito elegante, com acidez perfeita e taninos levemente arenosos. É um vinho de corpo médio e com final longo e especiado. Ganha muito com tempo em taça e/ou decanter. É uma delícia! Se você não conhece, experimente. Os vinhos do Sr. Carmelo Patti ocupam uma outra dimensão em questão de vinhos argentinos. Ele produz, além deste Assemblage, o Malbec e o Cabernet Sauvignon. Embora o Malbec seja bom, eu sou mais fã do Cabernet Sauvignon e do Assemblage. 
Valeu, JP!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Carmelo Patti e Passionate Wine: Destaques no Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto

Nesse último Encontro de Vinhos em Ribeirão Preto apreciamos ótimos vinhos. Mas estou fazendo esta postagem em separado por que se tratam de vinhos especiais. Alguns deles já são conhecidos aqui no blog, os de Carmelo Patti. Mas os outros, da Passionate Wine, projeto pessoal do irriquieto Matias Michelini (Zorzal), eu ainda não conhecia. E me agradaram bastante. Bem, mas vamos aos Carmelo Patti. O simpático e atencioso Sebastian, da Neve Wines, nos serviu com entusiasmo o Carmello Patti Cabernet Sauvignon 2005, que eu já havia apreciado tempos atrás, mas muito rapidamente (clique aqui). Desta vez deu para apreciar o vinho mais tranquilamente, e confirmar a sua ótima qualidade. Vinho distinto, com notas de cerejas maduras, ameixas, tabaco e especiarias. Em boca, ótima presença e taninos levemente arenosos. Uma beleza! Se você ainda não conhece, tem que ir atrás.
O Carmelo Patti Malbec 2007 também é muito bom, sem aqueles traços meio enjoativos da maioria dos vinhos argentinos feitos com esta uva. Tem um fundinho especiado, terroso e animal bem legal. Ele andou ganhando muitos elogios por aí, inclusive, foi eleito melhor vinho argentino pelo Descorchados 2012, o que é um ótimo reconhecimento. Mas eu ainda prefiro o Cabernet...
E depois de apreciar os vinhos do Sr. Carmelo, passamos para os vinhos de Matias Michelini, enólogo irriquieto e que tem ganhado muitos elogios pelos seus vinhos. Comecei pelo Montesco Punta Negra 2012, um Pinot Noir bem diferente, que para mim, se destacou. Segundo Sebastian, ele matura em grandes tonéis de 1.500 litros, de 1948 (se me lembro bem...). É um vinho sem muita extração, sem exageros, com notas de cereja seca e framboesas, em meio a notas terrosas e especiadas. É leve, delicado e muito agradável, pedindo sempre uma outra taça. Este vamos apreciar de novo. Gostei muito!
Daí passei para o Montesco Parral 2012, um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Bonarda (40:30:30), com passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. O vinho é denso, com fruta madura,  notas minerais e especiadas. A baunilha aparece em meio a notas tostadas. Lembrou alguns bons exemplares americanos. É muito sedoso em boca. Está novo ainda e deve ganhar com algum tempo de adega.
Mas eu gostei mais do seguinte, que era o Demente 2012 (foto abaixo), um corte de Malbec e Cabernet Franc. É um vinho mais pegado, mineral e com aquele toque especiado da Cabernet Franc, que eu tanto gosto. Um ótimo vinho! Faturou 93 pontos do Mr. Parker e 94 pontos no Descorchados 2014. A ser conhecido. É outro que deve ganhar complexidade com um tempinho descansando.
E para finalizar, o Montesco Agua de Roca 2013, um Sauvignon Blanc de baixo teor alcoólico (9%), bastante cítrico e com muita mineralidade (daí o nome). Um vinho bem diferente e que pede comida. Como disse meu amigo Vitor, do saudoso Louco por Vinhos, é vinho diferente, que pode causar estranheza a paladares menos rodados. Realmente, diferente. 
Bem, gostei dos vinhos apreciados no estande da Neve Wines. Os Carmelo Patti, sempre muito bons, e os de Matias Michelini, que eu não conhecia, me surpreenderam. Espero que logo estejam no Brasil.
Eu e o Demente... Foto emprestada do Face da Neve Wines - tirada pelo Sebastian


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Castillo Ygay 2004, Carmelo Patti Gran Assemblage 2003 e Solar dos Lobos Reserva 2008: Belo trio na confraria!

Nessa última semana éramos apenas 4 na confraria. Mas a noite foi boa... Paulão chegou chutando o balde, com um Castillo Ygay Gran Reserva Especial 2004. O vinho era um replay, pois o Rodrigo havia levado um tempos atrás, em uma grande noite (clique aqui). Mas que replay bem-vindo! É um vinhaço! Riquíssimo em todos os aspectos: Cor, aromas e paladar! Um Rioja típico, com notas de cerejas, cítricas, de madeira e especiarias. Em boca, acidez perfeita e taninos finíssimos. Esse nem precisa comentar muito. É só elogiar... Quando atingir a maturidade de seu irmão mais velho, o 2001, ficará ainda melhor. Valeu Paolão! Foi o rei da noite, claro.
O JP levou outro belo vinho, o Carmelo Patti Gran Assemblage 2003. Tempos atrás apreciamos um Cabernet Sauvignon 1996 do mesmo produtor (clique aqui), mas esse assemblage é outro comprimento de onda. Um vinho muito rico, difícil de ser identificado como um argentino. O vinho é feito com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec, e passa 12 em barricas francesas. Ao nariz mostra notas de frutas vermelhas, tabaco e especiarias. Em boca é muito elegante, com taninos perfeitos e levemente terrosos. Delicioso! Um vinho distinto e que nada tem a ver com bombas de frutas. Melhora sensivelmente com tempo em taça. Se tiver um desses, não hesite em decantar. Veja aqui comentários do amigo Vitor , do Louco por Vinhos, sobre o mesmo vinho.
E o último vinho foi levado por este que vos escreve. E confesso que foi uma excelente surpresa. Há uns tempos estava querendo apreciar vinhos da vinícola Solar dos Lobos, e esse Solar dos Lobos Reserva 2008 foi uma ótima introdução aos vinhos dessa vinícola alentejana. É um vinho que precisa de decanter. No começo, mostra umas notas de folhas secas que ofuscam um pouco a fruta. Mas depois de um tempo, tudo se integra. Ele puxa um pouco pro estilo do Mouchão. A Alicante Bouschet (30%) dá o ar da graça, dividindo o corte com a Syrah (50%)  e Touriga Nacional (20%). São 12 meses em barricas francesas (30% novas e 70% usadas). Os aromas balsâmicos se misturam à amora madura e especiarias. Em boca é volumoso, elegante e com ótima presença. O final é bastante prazeiroso. Fica melhor ainda com comida. Valeu cada centavo que paguei. Era o mais barato da noite e não fez feio. Estou ansioso para beber agora o outro que comprei no pacote, o Grande Escolha, que dizem ser uma beleza.
Isso aí, pessoal! Três ótimos vinhos e noite agradabilíssima!