Terça-feira de carnaval e recebo uma mensagem do JP no Whatsapp com uma foto do Chateau Montelena 2012... O convite estava feito: O Caião faria uma Paella e íamos matar uns vinhões, claro. Obviamente, demorou no máximo uns 5 minutos para que eu pegasse um vinho na adega e saísse ligeiro para participar da reunião na casa do JP. E o nogoso foi bom, como sempre.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Acabou o Carnaval: Tondonia Reserva Branco 1999, Chateau Montelena Chardonnay 2012, Pesquera Reserva 2008 e Castello di Ama Chianti Clássico Ama 2010!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Vinhões na cozinha do Tom: Tondonia Reserva branco 1999, Chateauneuf du Pape La Nerthe 2009 e outros...
Em visita à cozinha do Tom, que pelo jeito reabriu de vez, bebemos belos vinhos. Os trabalhos foram abertos pelo JP, que levou um ótimo Tondonia Reserva branco 1999. Bem, este vinho já pintou por aqui e é um queridinho dos confrades, que não são bobos nem nada...rs. Tradição riojana pura! Assim como a outra garrafa, estava belíssimo, com aqueles toques amendoados e de jerez. Este me parecia mais vibrante que o da outra garrafa. Uma beleza! Tondonia dispensa comentários.
Daí, fomos para os tintos, que descreverei rapidamente e não necessariamente na ordem da foto abaixo.
O Tonzinho ofertou um Trapiche Manos 2006. O vinho, de grande ano, é top da vinícola, que faz vinhos que agradam os confrades. Este Manos é um 100% Malbec, maturado por 18 meses em barricas e 24 em garrafa antes de ir ao mercado. Tem cor escura e é denso, com aromas de ameixas, cassis e balsâmicos. Em boca, repete o nariz, mostra novamente o lado balsâmico, boa acidez e taninos nervosos. É dificil imaginar que tenha 8 aninhos. Aliás, nervoso também é o preço do danado. É um bom vinho, com ótima estrutura e intensidade. Mas para mim, seu preço no Brasil é salgado demais.
Eu levei um Gil Luna Reserva Especial 2005. O vinho é um espanhol da região do Toro, que faz vinhos que me agradam pela intensidade. Este, não fugia à regra: Intenso, fruta madura, até licoroso, e um fundo balsâmico. Ao ser aberto mostrava-se nervoso e com álcool um pouco saliente. Com o tempo foi se equilibrando e ficando bem melhor. Exige decanter. Gostei do vinho. Mas tenho uma ressalva: O comprei em uma promoção da importadora, por um preço que achei bom para a qualidade do vinho. O preço normal é caro.
O Caião levou um vinhão! Era um Chateauneuf du Pape Chateau La Nerthe 2009. O ano foi bom no Rhône e o produtor é tradicional. Seus brancos são ótimos e os tintos também. Este 2009, apesar de novo, mostrava uma sedosidade impressionante. A fruta ainda é destaque, com notas de framboesas e cerejas em compota em meio a um fundo especiado, incluindo baunilha. O vinho é intenso, frutado e com taninos muito sedosos. O final é longo e especiado. Uma delícia! Destaque na tarde.
O Paulinho levou um ótimo e conhecido Merlot português, o Má Partilha 2001. Eu fiquei curioso porque queria saber como o irmão do longevo Quinta da Bacalhôa se comportou nesses 13 anos. E olha, comportou-se muito bem! Fiquei espantado com a bela cor rubi e com os aromas elegantes que mesclavam framboesa, couro, tabaco, cravo e canela. Em boca era redondo, devidamente amaciado pelo tempo, com um toque terroso e herbáceo. Uma delícia! Acho que está em seu máximo, mas para quem gosta de vinhos evoluídos, uma ótima pedida. Aliás, os Má Partilha novos costumam pegar. Este não, estava macio. Gostei mesmo!
E não contente, o Paulinho levou ainda um Muga Reserva 2008. Esse é presença constante em nossa confraria. Este 2008 mostra bastante fruta, com destaque para cereja seca e groselha, em meio a especiarias e um toque cítrico. Em boca, destaque para a fruta e um fundinho herbáceo. Está bom agora, mas como um bom Rioja, deve melhorar com mais um tempinho de adega. Aposta certa, sempre.
Bem, e tudo isso acompanhou muito bem os assados do Tonzinho. Vejam esta costela de Black Angus que o cara fez... Totalmente light!!! rsrs...
O Tonzinho ofertou um Trapiche Manos 2006. O vinho, de grande ano, é top da vinícola, que faz vinhos que agradam os confrades. Este Manos é um 100% Malbec, maturado por 18 meses em barricas e 24 em garrafa antes de ir ao mercado. Tem cor escura e é denso, com aromas de ameixas, cassis e balsâmicos. Em boca, repete o nariz, mostra novamente o lado balsâmico, boa acidez e taninos nervosos. É dificil imaginar que tenha 8 aninhos. Aliás, nervoso também é o preço do danado. É um bom vinho, com ótima estrutura e intensidade. Mas para mim, seu preço no Brasil é salgado demais.
Eu levei um Gil Luna Reserva Especial 2005. O vinho é um espanhol da região do Toro, que faz vinhos que me agradam pela intensidade. Este, não fugia à regra: Intenso, fruta madura, até licoroso, e um fundo balsâmico. Ao ser aberto mostrava-se nervoso e com álcool um pouco saliente. Com o tempo foi se equilibrando e ficando bem melhor. Exige decanter. Gostei do vinho. Mas tenho uma ressalva: O comprei em uma promoção da importadora, por um preço que achei bom para a qualidade do vinho. O preço normal é caro.
O Caião levou um vinhão! Era um Chateauneuf du Pape Chateau La Nerthe 2009. O ano foi bom no Rhône e o produtor é tradicional. Seus brancos são ótimos e os tintos também. Este 2009, apesar de novo, mostrava uma sedosidade impressionante. A fruta ainda é destaque, com notas de framboesas e cerejas em compota em meio a um fundo especiado, incluindo baunilha. O vinho é intenso, frutado e com taninos muito sedosos. O final é longo e especiado. Uma delícia! Destaque na tarde.
O Paulinho levou um ótimo e conhecido Merlot português, o Má Partilha 2001. Eu fiquei curioso porque queria saber como o irmão do longevo Quinta da Bacalhôa se comportou nesses 13 anos. E olha, comportou-se muito bem! Fiquei espantado com a bela cor rubi e com os aromas elegantes que mesclavam framboesa, couro, tabaco, cravo e canela. Em boca era redondo, devidamente amaciado pelo tempo, com um toque terroso e herbáceo. Uma delícia! Acho que está em seu máximo, mas para quem gosta de vinhos evoluídos, uma ótima pedida. Aliás, os Má Partilha novos costumam pegar. Este não, estava macio. Gostei mesmo!
E não contente, o Paulinho levou ainda um Muga Reserva 2008. Esse é presença constante em nossa confraria. Este 2008 mostra bastante fruta, com destaque para cereja seca e groselha, em meio a especiarias e um toque cítrico. Em boca, destaque para a fruta e um fundinho herbáceo. Está bom agora, mas como um bom Rioja, deve melhorar com mais um tempinho de adega. Aposta certa, sempre.
Bem, e tudo isso acompanhou muito bem os assados do Tonzinho. Vejam esta costela de Black Angus que o cara fez... Totalmente light!!! rsrs...
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| Os tristonhos... |
domingo, 20 de julho de 2014
3 amigões, 3 vinhões: Tondonia Reserva Branco 1999, Beronia Gran Reserva 2006 e Quinta Vale D. Maria 2007!
A reunião da confraria nessa última semana estava completamente esvaziada: Alguns viajando, outros dormindo e outros negando fogo mesmo. Bem, mas sobraram 3 mosqueteiros que foram ao Chez Marcel para celebrar com o Caião a notícia de que está vindo um novo meninão por aí! Parabéns, Caião!
O Caião levou um que dispensa apresentações: Tondonia Reserva Branco 1999. Nós somos fãs de carteirinha dos vinhos de Lopez de Heredia, tanto dos brancos quanto dos tintos. Este Reserva é feito com Viura (90%) e Malvasia (10%). O vinho é clarificado com claras de ovos e o envelhecimento é feito por 6 anos em barricas de carvalho, com duas trasfegas anuais. O engarrafamento é feito sem filtração. Tradição pura! O vinho começa a agradar pela bela cor âmbar e aromas deliciosos de frutas secas, amêndoas torradas e aquele leve oxidado, lembrando a Jerez, que muitos desavisados diriam ser defeito. Em boca, repete o nariz e mostra aquela presença e elegância típica dos Tondonia. Sempre digo: Quem fica bebendo branquelos sem graça, todos iguais, e nunca apreciou um Tondonia, está perdendo tempo.
O JP chegou com um Beronia Gran Reserva 2006. Seus irmãos de 1995, 2001 e 2005 já pintaram aqui no blog. Acho os Beronia vinhos de boa qualidade e bom preço, mesmo aqui no país. Mas este 2006 confirma uma coisa que tinha visto quando apreciei o 2005: São vinhos para serem bebidos mais velhinhos. Este 2006 tinha notas de ameixas e cerejas maduras, em meio a madeira e um tostado meio forte. Em boca, embora redondo, também mostrava a madeira um pouco acima do ponto. É um bom vinho, mas teve este porém. Espero que os anos lhe façam bem.
Eu levei um Quinta Vale D. Maria 2007, que já pintou aqui no blog anos atrás (clique aqui). Seu irmão de 2008 nos foi ofertado pelo Caião semanas atrás (clique aqui). E este 2007, depois de quase 4 anos, fico muito melhor! O vinho é feito pelo Douro Boy Cristiano Van Zeller, com um blend de uvas de vinhas velhas (mais de 40 tipos), com mais de 60 anos de idade. A maturação é por cerca de 21 meses em barricas de carvalho francês (75% novas e 25% de 1 ano). Ao nariz mostra notas de amoras, cerejas, kirsch, chocolate amargo e grafite. Em boca, repete o nariz e destaca-se pelo frescor e mineralidade. É daqueles que a taça evapora rapidamente e pede outra. Uma beleza de vinho! Estava muito melhor que quando o bebemos anos atrás. Pena que tenha subido tanto de preço desde aquela época.
Celebração bem feita, né Caião?
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