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quarta-feira, 5 de julho de 2017

August Kesseler Riesling Kabinett Pradikatswein "R" 2015 e Castle Rock Pinot Noir Willamette Valley 2015

Dupla boa, para entrada e prato principal: August Kesseler Riesling Kabinett Pradikatswein "R" 2015 e Castle Rock Pinot Noir 2015. Dois jovens muito agradáveis.  O primeiro, muito fresco, com notas de maçã, cítricos e ervas, em meio àquele toque mineral típico da Riesling. Uma delícia, leve, jovem, para já. Perfeito com camarão. O Castle Rock Pinot Noir Willamette Valley 2015 vai no mesmo sentido. O vinho é leve, fácil de beber, bons aromas de morango e especiarias (destaque para a canela, que combinou perfeitamente com o prato que comi, que a continha). Uma dupla muito bem casada, sem ambições, mas que entrega boa qualidade pelo preço (ambos ao redor de 12 doletas nos EUA). É para chorar quando se vê os preços dos vinhos no Brasil.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Willamette Valley Vineyards Pinot Noir Estate 2012: Bão tamém!


Este Willamette Vallley Vineyards Estate Pinot Noir 2012 é produzido por uma vinícola que traz em seu nome a referência ao local onde está estabelecida. Ela já foi considerada pela Wine Enthusiast como uma das melhores produtoras de Pinot Noir do Oregon. Li também que é uma das vinícolas boas de serem visitadas. São vários os vinhos produzidos, incluindo brancos de Pinot Gris e Chardonnay, e tintos de diferentes vinhedos. As uvas para produzir o Estate Pinot Noir são obtidas de vinhedos plantados em solo vulcânico, em 1983. O vinho matura por 9 meses em barricas 23 % novas de carvalho francês. Tem aromas de cerejas, framboesas, tabaco e terrosos. Em boca, repete o nariz e mostra boa acidez e mineralidade. Os taninos são finos e o final longo e levemente picante. Muito bom vinho, de uma excelente safra nos EUA. Já pronto para ser abatido, mas melhorará com uns 2-3 anos de adega.




















Crisp e picante, com taninos firmes em torno dos maduros sabores cereja e hortelã, empurrando passado o aperto sobre o acabamento. Melhor a partir de 2016 até 2020



domingo, 23 de agosto de 2015

Ponzi Pinot Noir Willamette Valley Tavola 2012: Outro belo exemplar do Oregon!

O casal Dick e Nancy Ponzi compraram 20 hectares no Oregon para começar a produção de vinhos, inspirados em muitas visitas a Borgonha. A vinícola familiar foi fundada em 1970 e em 1976 foram lançadas as primeiras 96 caixas de Pinot Noir no mercado. Até hoje, a segunda geração da família utiliza na vinícola os métodos implementados há cerca de 40 anos atrás. E nesses anos, os vinhos do produtor têm acumulado prêmios e elogios da crítica, sendo reconhecidos entre os melhores produtores do Oregon. Nesse último sábado levei este Ponzi Pinot Noir Willamette Valley Tavola 2012 para apreciar em almoço no Restaurante Tablado dos Sabores, lá na UFSCar. Para quem não conhece, vale a pena visitar o restaurante, conduzido pelo português Duarte, que aos sábados prepara um menu especial. Nesse último sábado o cardápio era atrativo, e o vinho era apropriado para acompanhar o arroz de pato, pernil de cordeiro, Bacalhau a Gomes de Sá e outras delícias preparadas pelo Duarte (que aliás, também gostou muito do vinho). Este Pinot Noir Tavola é preparado com um blend de até 10 vinhedos, e matura 11 meses em barricas de carvalho francês 20% novas. É produzido para ser um vinho apreciável mais jovem. O vinho tinha notas florais e de cerejas, framboesas e especiarias, em um fundo mineral muito gostoso. Um PN leve, com acidez vibrante, mineralidade e final longo e muito agradável. Os taninos são finos e sedosos. Uma delícia! Perfeito para o cardápio daquele día. Mais uma prova da qualidade dos PN do Oregon, que muito me agradam. Este, da grande safra de 2012, também deixou sua marca.
Só como observação, este vinho foi Top 100 da Wine Spectator em 2014, com 91 pontos e sendo classificado como smart buys


terça-feira, 23 de setembro de 2014

High Hook Pinot Noir Willamette Valley 2012: Jovem e fresco!

Dias atrás fui para Minas e trouxe um frangão caipira para fazer ensopado. Tá difícil achar o danado, mesmo lá. Aqui em São Carlos acha-se apenas o frango "sertanejo universitário", daqueles que só tem uma carne amarelada mas aqueles coxões que lembram peru. E cozinham em 15 minutos...rs. Isso não é frango caipira. Frango caipira tem pouca carne, muito osso, cambitos compridos, carne escura e que toma tempo e paciência para cozinhar, pingando água. E esse que eu peguei era um deles, "Tonico e Tinoco", caipira de raiz! Dubão! E para acompanhá-lo, nada melhor que um Pinot Noir. E escolhi um que ganhei de minha cunhada, trazido de viagem aos EUA. É um Pinot Noir da vinícola antes chamada Fish hook Vineyards, do Oregon. A vinícola é nova, de 2008, e mudou de nome para High Hook Vineyards por causa de uma pendenga envolvendo o nome. O termo "high hook" (em referência a anzol) é usado entre os pescadores nos EUA para designar aquele cara que pesca o maior ou a maior quantidade de peixes. Ou seja, o craque da pescaria. É também usado como um indicador de excelência. A vinícola patrocina várias organizações de conservação ambiental e envolvidas com pesca. Ela doa 3 US$ por caixa para organizações de conservação marinha. Só produz 2 vinhos: Pinot Blanc e Pinot Noir. O uso da madeira é comedido, e nenhuma madeira nova é utilizada. A intenção é deixar a fruta se manifestar. E ela aparece neste vinho em notas de cerejas e framboesas, com um fundo especiado. Em boca é mineral e possui boa acidez, que deixa o vinho fresco e vibrante. Ainda que não seja simples, ele não é um vinho cheio de complexidade. O bom é que não tem aquela fruta super madura de Pinot sulamericano. Gostei de seu frescor. Mas já bebi exemplares do Oregon que me deixaram mais feliz. Ah, ele acompanhou bem o frangão caipira! 
Esse é caipira! Ainda no começo do cozimento, lento, pingando água, como deve ser...



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Shea Wine Cellars 2011: Mais um belo Pinot Noir do Oregon!

O Paolão trucou e fui à sua casa com um Shea Wine Cellars Pinot Noir 2011 debaixo do braço. A vinícola é conduzida por Dick e Deirdre Shea, que antes apenas vendiam suas uvas para outros produtores. Atualmente, eles mantêm cerca de 25% das uvas para produzir seus próprios vinhos, vendendo o restante para produtores do Oregon e Califórnia. São plantadas apenas a Pinot Noir e Chardonnay. A vinícola tem ganhado notoriedade nos últimos tempos. O irmão deste que vou descrever, mas da safra 2009, foi sétimo na lista dos top 100 da WS, com 94 pontos. Mas vamos a estes exemplar de 2011. O vinho é feito com uvas de diferentes vinhedos do Willamette Valley e é maturado em barricas de carvalho francês 48% novas. É um vinho de bela cor rubi e aromas deliciosos e sem exageros. Notas florais se mesclam a notas de cereja e sous bois e leve baunilha ao fundo. Em boca, repete o nariz, é muitíssimo elegante, com acidez correta e taninos finíssimos. O vinho é de uma sedosidade que impressiona. O final de boca é longo e delicioso, deixando um fundinho de cacau e especiarias. Uma delícia! Mais uma mostra da qualidade dos Pinots do Oregon. Ainda bem que sempre compro duas garrafas e tenho uma outra que devo beber daqui a uns tempos. 
Ah, ainda sobrou tempo para umas taças de um vinho de sobremesa excelente ofertado pelo Paolão. Mas para este, farei uma postagem separada, pois vale a pena.




segunda-feira, 11 de março de 2013

Cooper Hill Pinot Noir 2004: Nove anos, e perfeito!

Tempos atrás postei aqui no VB sobre um Pinot Noir americano, do Oregon, que gostei muito. O vinho era feito com uvas orgânicas e seguindo os preceitos da biodinâmica, pela vinícola Cooper Mountain (clique aqui). Dessa vez, apreciei um outro da mesma vinícola, também orgânico, mas abaixo na hierarquia. Confesso que estava temeroso quanto à integridade desse Cooper Hill Pinot Noir 2004. Não tinha muita certeza quanto à qualidade de seu armazenamento na loja que o adquiri e, além disso, tratava-se de um vinho mais simples que o Five Elements, e portanto, que não deve suportar tanta guarda. Inclusive, em seu contra-rótulo está escrito que era um vinho para ser apreciado logo. Bem, mas como diz meu Pai, quem tem medo não sai de casa. Comprei o danado por um belo preço e mandei ver nesse final de semana. E que ótima surpresa! Não sei se o fato de ter apreciado um PN chileno mais potente no dia anterior me influenciou, mas esse estava do jeito que eu gosto: Leve, pouco álcool (12,5%) e transbordando sous-bois. O vinho tinha cor mais clara e aromas de frutas silvestres em meio a sous-bois, e com o tempo, alcaçuz. Em boca, era leve, seco, com ótima acidez e um fundinho lembrando folhas secas, um pouco amargo que, ao contrário de incomodar, dava um charme especial. Um vinho muito agradável, nada enjoativo e que confirma mais uma vez a qualidade dos vinhos feitos no Oregon.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Five Elements Pinot Noir 2001: Americano orgânico e biodinâmico!

Vai aí uma postagem para poucos acessos, seguindo o raciocínio bem coerente do amigo Vitor, do Louco por Vinhos. Descobertas e/ou vinhos raros não dão tanta audiência quanto vinhos comerciais. Nem o preço (e tampouco a categoria) do vinho garantem visitas. Eu também tenho feito essas constatações. A "coitada" da recente  postagem sobre os 3 Syrazões só despertou a curiosidade dos meus leitores fiéis e dos dez moleques que eu pago para ficar clicando no meu blog diariamente...(rs... brincadeira, hein!). 
Bem, mas para aqueles que gostam de boas descobertas, vamos lá para esse vinho americano...
O Oregon é reconhecidamente o local onde são produzidos alguns dos melhores Pinot Noir norteamericanos. A vinícola Cooper Mountain vendia uvas para principais vinícolas do Oregon desde o final da década de 70. Só em 1987 lançou o seu primeiro vinho. Atualmente, possui mais de 100 acres plantados, de cultivo orgânico e biodinâmico, buscando vinhos autênticos. As uvas são fermentadas pelas próprias leveduras que com ela convivem (quer chamar de indígena? Chame), mínima adição de sulfito e, quando utilizadas, as barricas de carvalho francês não são novas. 
Esse Five Elements Pinot Noir 2001 parece que nem está mais no portfólio da vinícola. Eu tinha lá minhas dúvidas quanto à sua integridade, considerando já ter bons 11 anos. Mas que boa surpresa. Estava inteiraço! A cor, como mostra a figura abaixo, denunciou um pouco sua idade. O halo de evolução já era bem evidente. No entanto, o vinho estava perfeito, tanto ao nariz, quanto em boca. É um Pinot de estilo leve e com bons 12,5% de álcool (Isso sim!). Ao nariz, notas de frutas silvestres, sous bois, minerais e especiarias. Em boca é leve, seco, equilibrado e com notas terrosas em meio às frutas silvestres. Uma delícia! Do jeito que eu gosto. Nada de muita extração e doçura excessiva. Um achado! Para tirar o preconceito contra vinhos americanos. Aliás, duvido que alguém bebesse às cegas e não afirmasse se tratar de um bom borgonha.