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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Kilikanoon Killerman's Run Shiraz 2010: Outro Killi de responsa!

O Akira gosta mesmo dos vinhos Kilikanoon. Eu também! E este outro que ele abriu prá gente estava muito bom. Já bebemos vários da vinícola, e eu tenho uma preferência pelos mais simples (que de simples, não têm nada...rs). O motivo é a mineralidade e especiarias, principalmente um apimentadinho na medida. É o que sinto quando comparo o Oracle e seu irmão "mais em conta"  Covenant. Este último é para mim mais mineral e especiado, enquanto o primeiro é mais portentoso. Este Kilikanoon Killerman's Run Shiraz 2010 é o vinho com preço mais em conta da vinícola e passa 16 meses em barricas de carvalho francês e americano de 300 litros (chamados de "hogshead" por Kevin Mitchell, fundador e enólogo chefe da vinícola). É um vinho que tem o carimbo "Kilikanoon", com aromas de ameixa seca, chocolate amargo, alcaçuz e um apimentado gostoso. Em boca é amplo, mineral e com um final especiado longuíssimo (característica dos Killikanoon - Como são persistentes!). Um ótimo Shiraz e que apresenta com honras as qualidades da vinícola, cujos vinhos devem ser conhecidos. A propósito, não tenha preconceito com a Screw-cap. O que está dentro da garrafa é muito bom! Olha, os Syrahs chilenos estão ficando muito caros e passando o preço de bons australianos. Este Killerman's Run é um sinal de alerta.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Kilikanoon Covenant 2004: Mais um Shirazão de responsa!

Tempos atrás postei aqui sobre uma noite de Shiraz, dos grandes* (clique aqui), que incluia um Oracle, da vinícola australiana Kilikanoon. O vinho foi oferta do amigo Akira, que ofertou nada menos que duas garrafas do danado, em ocasiões distintas. Não contente, o Akira também ofertou duas botellas de seu irmão menor, o Kilikanoon Covenant 2004. A primeira oferta foi no aniversário do Carlão, e a segunda, mais recentemente. A família agradece...rs.
A vinícola considera o Covenant o segundo vinho do Oracle. E é um segundo vinho de responsa! Ele é feito com uvas de 5 diferentes vinhedos e a maturação é feita por 24 meses em carvalho francês (70%) e americano (30%), sendo que 30% é novo e o restante de vários usos. É engarrafado sem clarificação ou filtração. Aliás, já contava com um bom depósito lateral na garrafa. O vinho, assim como o Oracle, mas em menor proporção, é explosivo. Seus aromas incluem muita amora madura, azeitonas pretas, tostados, balsâmicos e pimenta. Uma diferença básica em relação ao seu irmão maior: É mais mineral! O que me agradou bastante. Em boca mostra untuosidade, mineralidade, taninos finos e um longo, longo final. Posso confessar uma coisa? Gostei mais dele que do Oracle. Com a vantagem de que custa 2/3 do preço. 
Os vinhos da Kilikanoon são importados pela Decanter.

* Nota: Surpreendentemente, a postagem sobre os grandes Shiraz foi uma das menos acessadas no blog... vai entender...rs.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Syrah em triplicata (e dos grandes): Kilikanoon Oracle 2005, Torbreck Descendant 2005 e Migliara 2006!

Semanas atrás (ainda em 2012) os amigos Akira, Carlão e eu decidimos fazer uma noite de grandes Syrah. E levamos a sério, claro. 
O Akira, levou (pela segunda vez - Logo posto a outra) um grande Kilikanoon Oracle 2005, de Clare Valley. É vinho de alta gama da vinícola australiana, cujos vinhos são importados pela Decanter. Eu havia bebido uma taça dele em um Decanter Wine Show tempos atrás e ficado impressionado. 
O Carlão, abriu um australiano de Barrosa, o Torbreck Descendant 2005, vinho feito com clones do melhor e mais antigo vinhedo (RunRing) da  vinícola, e que é feito ao estilo do Rhône (co-fermentação com a Viognier). A maturação é feita nas barricas usadas para o RunRing.
Eu, levei um italiano (isso mesmo! Fazem grandes Syrah na Itália também!), do produtor Luigi D'Alessandro, e elaborado por Luca Currado (Vietti) e Christine Vernay, do Rhône: O Migliara 2006. É o vinho top da vinícola, localizada na região de Cortona, Toscana.
Três Syrah de estilos bem diferentes.
O Oracle era o mais potente deles, denso, untuoso, de encher a boca, de mastigar. Mostrava notas de frutas maduras, ameixa em compota, balsâmicas, caramelo, café, tostado e alcaçuz. Seu final é interminável. No entanto, não mudou muito durante o tempo que ficou aberto. É daqueles que já mostram tudo que tem logo de cara. Vinho explosivo! Característica principal: Muita fruta madura e tostado.
O Torbreck, no início, não mostrou muito a que veio. Apesar de dividir com seu irmão de Clare Valley o cerne dos Syrah Australianos, ele era mais discreto. Com o tempo, foi se mostrando e foram aparecendo notas florais, provalmente influência da Viognier e especiadas, muitas delas. Se tiver que destacar algo especial no vinho fico com seu lado camaleão, pois mudou muito durante a noite, e especiado, com notas de anis, pimenta e alcaçuz. Um belíssimo vinho, que precisa descansar em decanter para mostrar sua potencialidade. Se o felizardo bebê-lo logo ao abrir pode ficar decepcionado, mas se tiver paciência, será recompensado.
O Migliara 2006 (que recebeu nada menos que 98 pontos da Wine Spectator), é completamente diferente dos dois primeiros. A grande diferença: Mineralidade! E isso eu gosto muito. Vinho mineral é comigo mesmo. E esse, já comentado aqui no blog algumas vezes (clique aqui), a esbanja. Não é vinho explosivo, potente, e sim, mais fresco, com notas de amoras silvestes, anis, pimenta e minerais. Em boca mostrava ótima acidez e lá estava a mineralidade. Perto dos outros, fica um pouco sufocado, visto que não tem a potencia deles, mas faz mais minha cabeça. Um super Syrah italiano! O duro é achar uma garrafa dessas. A propósito, devo esclarecer os rabiscos no rótulo. Eu havia deixado a garrafa com o Fernandinho, na adega do Ciao Bello. Pedi então que ele tomasse cuidado para que suas colaboradoras não vendessem o danado pensando que era um Syrazinho meia-boca qualquer. Elas então resolveram identificar bem a garrafa. E ficou assim...rsrs.
Isso aí, degustação perfeita!