Nessa última sexta-feira passamos na Mercearia 3M para ver os amigos e lá chegando, encontramos o Carlão matando umas taças de Numanthia 2007 que havia aberto na quinta-feira. Apreciei uma taça e mais uma vez confirmei a potência e estrutura desse vinhaço do Toro! Esse sim, é Loco! Cereja preta em licor, toques balsâmicos, tostados, uma delícia. Veja a descrição do vinho no blog do Carlão (clique aqui), e a de outros Numanthia aqui no blog. Bem, mas depois passamos para um Morandé Edición Limitada Carignan 2004. O vinho passa 20 meses em barricas de carvalho americano, levemente tostados, que lhe aportam um toquezinho de baunilha e tostado. A fruta se manifesta em notas de amora madura e principalmente, cereja, ou melhor, licor de cereja. Tudo isso, em meio a notas de couro, chocolate e alcaçuz. Um vinho bem complexo. Em boca, muito sedoso, com taninos já domados pelo tempo. O final era longo e levemente balsâmico. Um vinho muito bom mesmo! Gostei do danado.
Depois dele, passamos para um Parinacota 2009, da vinícola Volcanes de Chile. Queríamos dar continuidade ao primeiro, visto que este último é um corte de Carignan e Syrah. Só que na verdade, pelo que vi no site da vinícola, o vinho é 85% Syrah e 15% Carignan (ou seja, poderia ser chamado apenas de Syrah, que tudo bem...rs). Mas no rótulo é indicado apenas Carignan/Syrah. E tanto em nariz, como em boca, mostrava aquele Syrah que não me agrada muito: Doce! Diferente daqueles Syrah mais minerais e especiados. A Carignan não dá o ar da graça. É um vinho bem feito, redondo e fácil de beber, mas fica longe do Morandé e de outros na mesma faixa. O preço é alto pelo que oferece. Para agradar novo-mundistas de carteirinha...