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domingo, 11 de novembro de 2018

Noite com Doda 2010, B-Crux 2009, Lindaflor 2008, Romaneira 2005, Brunello Cordella 2006 e Crasto Vinhas Velhas 2010

Já faz um tempinho que bebemos os vinhos a seguir, em noite no Barone. Foram belos vinhos, com destaque para o trio lusitano, que trazia entre eles um belo Doda 2010 ofertado pelo Paolão. O vinho é um projeto dos grandes Dirk Niepoort e Álvaro Castro, por isso o "Do" de Douro e o "Da" de Dão. O 2010 foi a nona edição do projeto, iniciado em 2000. Segundo Rolf Niepoort, pai de Dirk e impulsionador do projeto,  “o vinho Português ideal será aquele que consiga aliar a elegância, frescura e longevidade dos vinhos do Dão à estrutura e potência dos vinhos do Douro, que consiga conciliar a fruta dos solos de xisto do Douro com os aromas de caruma e mineralidade dos solos graníticos do Dão.” Até 2004 o Doda era chamado Dado. O 2010 foi feito com 60% de um lote de vinho do Douro, oriundo da Quinta de Nápoles, que possui vinhas muito antigas (uma delas com mais de 120 anos), e de 40% de um lote do Dão produzido na Quinta da Pellada. O corte leva Jaen, Tourigo, Alfrocheiro, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão. O vinho estagiou durante 21 meses em barricas de carvalho francês, onde foi realizada a fermentação maloláctica. Após a união dos lotes, o vinho foi engarrafado sem qualquer colagem ou filtragem. É um vinho com aromas de frutas silvestres, florais, pinho, especiarias e minerais. Em boca mostra muita finesse, frescor e taninos finos. É um vinho de muita classe, elegante e com grande potencial de guarda. Ótima pedida, Paolão!
Mas a noite teve ainda outros grandes vinhos, mostrados na foto abaixo.

O primeiro da esquerda é um Lindaflor 2008, levado por não sei qual dos confrades, e que já pintou aqui no blog. Segue na foto o Doda 2010, já descrito, e o argentino B-Crux 2009, de O-Fournier, levado pelo Paulinho. Corte de 50% Malbec, 35% Tempranillo e o restante Touriga Nacional. Um corte um pouco inusitado para a Argentina, mas que vai bem. Ao nariz, notas de cerejas, ameixas, florais, tostadas e abaunilhadas. Em boca, boa acidez, notas de especiarias e taninos redondos. É um mini Alfa-Crux, em um estilo mais modernoso.
Depois do B-Crux, um belo Crasto Vinhas Velhas 2010, que já pintou por aqui. Mas é bom ressaltar: Grande vinho, sempre! Não me lembro quem levou.
Depois do Crasto, um ótimo Brunello di Montalcino Cordella 2006, levado pelo Joãozinho. Vinho de grande safra e em um estilo mais "amigável", com taninos não muito pegados. Cor bonita, rubi, e aromas de framboesas e cerejas, em meio à baunilha e um toque terroso interessante. Um bom Brunello, para agradar até mesmo quem acha o vinho nervoso. 
E para finalizar, um ótimo Quinta da Romaneira 2005, levado por este que vos escreve (pela segunda vez), coincidentemente, em outra noite que também pintou o Crasto Vinhas Velhas 2010 (clique aqui). 





quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Belíssimos portugueses: Xisto 2011, Vale de Ancho Reserva 2004, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2010 e Quinta da Romaneira 2005!


Nessa noite da confraria combinamos só levar portugueses. E não foram quaisquer vinhos. O Rodrigo levou este grande Xisto 2011. Aliás ele já nos brindou com outro dele (clique aqui). Vinho superlativo, cheio de camadas, frutas silvestres em meio a notas de especiarias e chocolate amargo. Intenso em boca, com ótima acidez e taninos finos. Demanda decanter ou bons anos na adega, mas já pode ser apreciado. Um vinhão!
O Paulinho levou um ótimo alentejano: Vale de Ancho Reserva 2004. Seu irmão de 2006 já pintou em nossas mesas duas vezes (aqui e alí). Está mais senhorío que seu irmão de 2006. Mostra aromas ricos de fruta madura, alcaçuz e tabaco. Em boca, repete a sedosidade de seu irmão, e grande equilíbrio. Vinho de grande classe, muito refinado. Delicioso!
Do lado direito dele, na foto, um que é figurinha carimbada aqui no blog, e que também já deu as caras por aqui: Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2010, levado pelo JP. Como ele já foi descrito duas vezes aqui no blog, vou dispensar muitos comentários. A não ser que está uma beleza! Vinhão!
E para finalizar, um Quinta da Romaneira 2005, levado por este que vos escreve. Este sou fã também. Seu irmão de 2007 já pintou por aqui, e outros virão... Vinho com notas de kirsch, amoras, chocolate amargo e toques minerais. Em boca, boa acidez, taninos finos e mineralidade, que lhe tornam muito agradável, pedindo sempre outra taça. Final longo e especiado. Duriense de primeira! Como diria o Rodrigo: "Bão tamém"!

sábado, 3 de maio de 2014

Reunião da confraria: Castello di Brolio 2004, Riecine Chianti Clássico 2008, Crasto Vinhas Velhas 2010 e Rosso di Altesino 2009

Achei esta postagem "descansando" na lista de rascunhos... Faz tempo que bebemos estes vinhos lá no Chez Marcel. 
O primeiro da foto, levado por este que vos escreve, nem vou falar muito. ele já apareceu por aqui antes (clique). E parece que estava ainda melhor. Que vinhaço é este Castello di Brolio 2004, de Barone Ricasoli. Vinho perfeitamente evoluído, redondo, com tudo acertado. Um néctar na taça. Que delícia! Estilo mais tradicional, enquanto os mais recentes estão mais internacionalizados. Minha última garrafa... Que pena! Eu me lembro que estava levando umas zurrapas nas reuniões e tive que me recuperar nessa... Bem, acho que consegui. Só lembrando que o Castello di Brolio 2006 foi Top 100 da Wine Spectator em 2009, com belos 96 pontos (clique aqui).
O segundo é também da bota (aliás, outro Chianti Clássico), e foi levado pelo Paolão. Riecine é um grande produtor de Chianti, e este Riecine Chianti Clássico 2008 estava dentro do esperado, ou seja, muito bom! O vinho, 100% Sangiovese, é feito com leveduras da própria uva e o este clássico matura por 18 meses em barricas usadas. É o vinho emblemático da vinícola toscana, que produz também, nas melhores safras, um Riserva de muita categoria. Este 2008 tinha aromas de cereja, chá, ameixa tabaco e alcaçuz. Vinho rico ao nariz e muito bom em boca, onde mostrava ótima acidez, que lhe aportava frescor, e taninos redondos e levemente arenosos. Uma delícia de Chianti.
O terceiro vinho foi levado pelo JP e também dispensa comentários. É figurinha carimbada em nossa confraria e este Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2010 já pintou por aqui (clique). E este é um tipo de vinho que melhora na adega. Este, que temos atrás se mostrava ainda nervoso, está ficando redondo, rico, macio, delicioso. A madeira já está mais integrada com a fruta, uma beleza!
E para fechar, o Rosso de Altesino 2009 levado pelo Caião. O vinho, feito com Sangiovese cortada com Merlot e Cabernet Sauvignon, matura 6-8 meses em inox e depois 3 meses em barricas. É leve, fresco, com notas de cereja, chá e alcaçuz. Em boca mostra ótima acidez e taninos macios. Fácil de beber e bom para acompanhar comida. Segundo a própria vinícola, produtora de grandes Brunellos, é um vinho para o dia a dia. Bem, aqui seu preço fica um pouquinho acima do que considero para um vinho do dia a dia no Brasil (custa ~105 Reais). Mas lá, é boa pedida.
Isso aí!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quinta do CRASTO VINHAS VELHAS 2010: Seria desnecessário comentar...

Os leitores do blog sabe o quanto meus amigos e eu gostamos do Quinta do Crasto Vinhas Velhas. É só dar um clique aqui e ter uma idéia. Esse vinho é daqueles que você pode comprar sem mêdo, ou para você, ou para presentear um amigo que gosta mundo. E outra: Ele não enjoa, nunca! Só lembrando algo que todo mundo já sabe: O vinho é feito com uvas de vinhedos de mais de 70 anos de idade ("vinhas velhas"), e que contêm diferentes castas, de difícil identificação. Foi o que o Sr. Álvaro Castro (não Crasto...rs) me disse um dia: "Quando se tem um monte de videiras, já velhinhas, e que não sabemos o que são, lhe chamamos vinhas velhas". Bem, estima-se que para fazer o Crasto Vinhas Velhas são utilizadas mais de 30 castas. 
Bem, esse Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2010, último lançamento da vinícola, foi apreciado umas duas semanas atrás em uma tarde lá na Mercearia 3M. "Coincidentemente", alguns membros de nossa confraria passaram por lá, no mesmo horário, incrível! rsrs. E aí, meus amigos, não tem conversa, é vinho na taça. E além de um Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 (já descrito aqui), bebemos este novo vinhas velhas. O vinho passa 16 meses em barricas de carvalho francesas (85%) e americanas (15%). Sua cor rubi bem forte já denuncia a juventude. Ao nariz, ela também se mostra, com notas de baunilha. Mas com pouco tempo em taça começam a surgir notas deliciosas de frutas silvestres, florais, kirsch e chocolate. Tudo isso em meio a notas especiadas. Em boca, no começo estava meio fechado (como esperado), mas em poucos minutos na taça já começou a mostrar porque é tão regular. Um vinho tão jovem e já tão sedoso. Os taninos estavam lá, mas corretíssimos! O final, como sempre, prazeiroso, sempre pedindo outro gole. Mais um ótimo Vinhas Velhas, que deve melhorar ao longo dos anos que se seguem.