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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Paulinho confirmou ser mesmo o Rei dos Portugueses: Barca Velha 2004 lidera em almoço dos confrades!

Depois de nosso jantar de final de ano, resolvemos nos reunir para um almoço rápido no dia 22, para fechar o ano. Nosso amigo Paul havia prometido levar um grande vinho e não deu outra: Barca Velha 2004! Este vinho já pintou no blog tempos atrás (clique aqui) , bebido em uma especial de final de ano da confraria em 2013. Foi ótimo bebê-lo novamente, claro. E os 4 anos já resultaram em evolução do vinho. A fruta aparece mais madura em meio aos toques florais, e o lado terroso, mineral, está um pouco mais acentuado. Uma maravilha de vinho, que reina entre os melhores vinhos portugueses sempre. É daqueles que a gente fica com o gosto na boca e na lembrança por muito tempo, e que nos dá a vontade de logo beber outro. Valeu, Paulinho! Vinho grandioso!
Havíamos combinado de não levar muitos vinhos e apenas alguns confrades levaram.
O Rodrigo levou um excelente Tondonia Reserva 2005, que ainda não havíamos bebido. Seu irmão de 2004 foi apreciado recentemente algumas vezes, e estava excelente. Este 2005, de uma safra também excelente, estava bastante parecido. Aromas de cereja seca, chá, tabaco, cogumelos, notas cítricas e minerais. Um pouco mais de notas de ervas secas em relação ao seu irmão de 2004, mas bem parecido. Uma delícia em boca, com a elegância e presença de sempre de um Tondonia. Acidez perfeita, notas minerais e taninos finos. Ainda com muitos anos pela frente. Delícia de vinho! E foi muito legal apreciá-lo pouco tempo depois de beber o 2004. Não contente, o Rodrigo ainda buscou no carro um Altos las Hormigas Paraje Altamira 2011, que já pintou aqui no blog diversas vezes, e que estava muito bom.
O Tonzinho, que estava com o troféu Yellow Tail na mão este ano, resolveu fechar o ano com um ótimo vinho, sempre apreciado na confraria: Abadia Retuerta Selección Especial 2012. Este não tem erro. É garantia de agradar sempre, e este 2012, não foi diferente. Aliás, foi Top 100 da Wine Spectator em 2016, com 93 pontos e ocupando uma honrosa 12a posição na lista. Vinho de cor escura e aromas de cereja preta, alcaçuz e notas minerais. Denso em boca, com notas balsâmicas e final achocolatado e especiado. Uma delícia de vinho! 
E teve ainda um bom embate entre dois Chardonnay argentinos de 2015. Um deles era o Lindaflor Chardonnay 2015 (levado pelo Cassio), e outro, o D.V. Catena Chardonnay 2015 (levado pelo Joãozinho). Foi legal beber os dois juntos para ver a diferença clara entre eles. O Lindaflor tem notas de abacaxi, coco e amanteigadas, que se repetem em boca e a meu ver, deixam o vinho bem flat. Para mim, sobra a manteiga e falta frescor. O D.V. feito com uvas do vinhedo San Domingo e Piramide foi, a meu ver, bem superior, sem notas amanteigadas e com acidez que lhe aportou ótimo frescor. Vitória fácil...
Isso aí! Abaixo a foto de todos os vinhos.





segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Assados na cozinha do Tom, com grandes vinhos: Almaviva 2009, Marchesi di Barolo Cannubi 2004, Pago de Capellanes Crianza 2009, Altos Las Hormigas Paraje Altamira 2011, Callejon del Crimen Gran Reserva 2010 e Castelo D'Alba Grande Reserva 2012


Fazia já um tempo que o Tonzinho não esbanjava suas habilidades nas grelhas de sua cozinha... Mas nesse domingo ele mandou ver, e não deixou barato. Carnes maravilhosas de Wagyu, Black Angus e Porco Preto, que escoltaram com maestria os vinhos levados pelo pessoal. 
O primeiro da esquerda foi ofertado pelo Tonzinho, e era um Altos Las Hormigas Paraje Altamira 2011. Bem, se o normal da vinícola já é legal, e o Reserva muito bom, imagine esse de um vinhedo único? O vinho é fermentado por leveduras da própria uva e passa 24 meses em barricas de carvalho francês. Tem aromas de framboesas, carnosos e de cacau. Em boca é sedoso, com boa acidez, taninos finos e final longo e especiado. Uma beleza de Malbec. Não é daqueles doces demais e carregadões de ameixa. Tem longa vida pela frente, ou melhor, teria...rs. Perfeito para as carnes do Tom.
O segundo vinho da foto, levado pelo Thiago, é um conterrâneo do primeiro, mas em um estilo um pouco diferente. É um Callejon del Crimen Gran Reserva 2010. Seus 12 meses de barrica não deixam marcas e o vinho é bem fresco. Tem aromas de framboesa, carne e couro. Em boca é mais seco que os tradicionais Malbecs e mostra ótima acidez e mineralidade. Eu gostei dele, justamente por fugir ao padrão. Vale a pena conhecer.
O terceiro vinho foi levado pelo Caião. Bem, esse dispensa apresentações. Aliás, já foi descrito aqui no blog: Almaviva 2009. Só que agora já está um pouquinho mais evoluído que quando bebemos há pouco mais de um ano. No começo tem nota apimentadas e leve goiaba em meio ao cassis, que com o tempo, domina os aromas, juntamente com chocolate amargo e pimenta-do-reino. Um belo vinho, sempre questionado pelo seu preço, mas que não deixa de ser grande. Está em plena juventude. Pode ser guardado por muitos anos.
Do lado direito do Almaviva, o Marchesi di Barolo Cannubi 2004, levado pelo JP. Esse também já pintou aqui no blog há 3 anos (clique aqui), e dispensa comentários. Embora tenha evoluído, ainda está muito parecido com o que bebi em 2012. Notas de pétalas de rosas, ameixas, alcaçuz, tostado e café. Em boca, bela acidez e taninos maduros. O final, longo e com notas de alcaçuz. Delicioso!
À direita do Barolão, o duriense levado pelo Luiz Fernando: Castello D'Alba Grande Reserva Vinhas Velhas 2012. É bastante diferente de seu irmão de 2011, que era mais floral e mostrava-se mais fechado quando o apreciamos. Esse 2012 está menos floral, com fruta mais madura (framboesa), uva passa e notas achocolatadas. A Touriga Franca dá o tom. Em boca mostrou-se muito macio, sedoso, e com final achocolatado. Estilo bem diferente de seu irmão, e bem mais pronto. Eu gostei dele! 
E para finalizar, o vinho levado por este que vos escreve: Pago de Capellanes Crianza 2009. Esse é um Ribera del Duero que sempre agrada a turma. E este 2009 estava uma beleza. Ao nariz mostra notas florais, de ameixa e alcaçuz, em um fundo cítrico. Em boca é fresco, mineral e com final longo e especiado. Delicioso! Bem dados os 93 pontos da WS e a designação de "highly recommended". Ótimo agora, mas com longa vida pela frente. 
Bem, isso aí. Outra bela tarde na cozinha do Tom, com belas carnes e vinhos de primeira. Ah, e companhia de primeira, claro!
Carnes "light" do Tonzinho...rs.