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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bela noite no Bart: La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010, Sassoalloro 2007, Georges Vernay Côte-Rôtie 2006, Paisajes Cecias 2007 e outros

Essa noite foi muito boa! Além de uns vinhos normalmente presentes na confraria, pintaram umas novidades que agradaram muuito, principalmente o sulafricano a seguir, que é feito à moda de Cote-Rotie, ou seja, a Shiraz é cofermentada com uma pitada de Viognier, que agrega notas florais ao vinho. 

La Motte Pierneef Collection Shiraz-Viognier 2010: Vinho sulafricano levado pelo Thiagão. Ótima surpresa! Ao estilo Côte-Rotie, com Shiraz majoritária mais uma pitadinha de Viognier fermentadas juntas. Ótimo vinho, com notas de cereja preta e pimenta-do-reino, com um fundo tostado bem agradável. Boa acidez e taninos finos. Facilmente confundível com um vinho do norte do Rhone. Gostei bastante!

Domaine Georges Vernay Côte-Rôtie Blonde du Seigneur 2006: Aqui o degrau sobe em relação ao vinho anterior (ainda que o sulafricano seja muito bom). Os vinhos do Domaine Georges Vernay são realmente excelentes! Este Côte-Rôtie mostrava notas de amoras, florais e especiarias. Ótimo frescor e taninos redondos e em camadas. Final longo e especiado. Uma delícia, como todos os vinhos do produtor (que infelizmente, não são mais encontrados no Brasil). Foi levado pelo Paolão. 

Paisajes VII Cecias 2007: Já pintou aqui no blog. Garnacha na veia, de vinhedos de mais de 80 anos. Vinho fresco e mineral, com notas florais. Taninos redondos e muito frescor. Muito bom, mesmo. Não lembro quem levou.

Meandro 2011. Uma magnum que foi levada pelo Joãozinho, que a comprou nos US pensando que era o grande Meão...rs. Lembro até hoje quando me mandou a foto do Meão 2011 e depois, quando estava passando no caixa da Total Wine, o Mendrão na cesta. Aliás, duas garrafonas! Deu uma enganada legal...rs. Mas não importa. Essse Meandro estava bom, como sempre (ainda que tenha perdido para anteriores). A outra garrafa já foi abatida tempos atrás (clique aqui). E do lado do Meandro, um EPU de Almaviva 2010. Também já pintou por aqui duas vezes. Nervoso no começo, mas foi se amansando e mostrando bom frescor e fruta viva. Também não lembro quem levou. Acho que foi o JP. O EPU é um vinho que bebo sem reclamar, mas que dificilmente coloco na cesta, pelo preço. Penso que dá para achar vinhos no mesmo nível, ou até superiores, por preços mais brandos.

Sassoalloro 2007, levado pelo Paulinho. Como fomos os primeiros a chegar, fomos os primeiros também a beber e ver que o vinho deixou a desejar. É um vinho que sempre agrada, mas logo este, de uma safra boa, não mostrou força. Aromas leves, de cereja e especiarias. Em boca, meio ralo e com taninos sem muita presença. Ruim, não tava, mas precisava de mais pegada. Melhorou um pouco com o tempo, mas não emplacou. Estão vendo à direita dele uma pontinha de garrafa? Era um grande: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Gran Reserva Referência 2008! Caramba, que nome grande! E o vinho, idem! Acho que foi levado pelo Caião. Ele já pintou por aqui. Perdi a foto dele... Vinhaço!








quarta-feira, 26 de setembro de 2012

E na despedida do Paolão, VINHOBÃO: Paisajes Vll Cecias 2007 e Dona Maria Reserva 2006!

O Paolão vai para o Rhône e fui despedir dele lá no Ciao (com o Fernandinho já lá, claro). Chegando lá eles já estavam apreciando um fresco e mineral Fritz Haag Riesling 2011, bem gostoso. Mas o melhor veio logo depois. 
O amigo Paolão levou um belo Rioja, o Paisaje VII Cecias 2007, das Bodegas Viñedos y Paisajes. Esta vinícola é um investimento conjunto de Finca Allende e Bodega Viniteca. O enólogo Miguel Angel de Gregorio (Finca Allende, El Calvario, Aurus) seleciona, a cada ano, uvas de diferentes vinicultores, para compor vinhos singulares. Os vinhos são vinificados e engarrafados na Finca Allende. Este que o Paolão levou é feito a partir de Garnacha de vinhedo único, com mais de 85 anos de idade. A maturação é feita em barricas novas de carvalho francês e aparentemente, o vinho não é filtrado. É um vinho surpreendente, muito aromático, com aromas florais, notas de mirtilo, baunilha e minerais. Em boca mostra ótima acidez, que lhe aporta muito frescor. Os taninos são presentes mas já domados. É um vinho que ainda deve ganhar muito com adega. Como aparentemente não é filtrado, pela grande quantidade de borra aderida na garrafa, é preciso cuidado no manuseio antes de servir. A decantação é indicada também para aerá-lo. Muito recomendado! Um belo vinho, Paolão! A propósito, o vinho é importado pela Mistral.
E como eu não podia fazer feio, levei um outro ibérico, alentejano produzido pelo craque Júlio Bastos, o Dona Maria Reserva 2006. Eu havia provado este vinho no Decanter Wine Show 2012 e adquiri lá mesmo uma garrafa, pois ele me agradou muito. O nome do vinho é o mesmo da Quinta, que segundo dizem, foi adquirida por D. João V para uma cortesã, Dona Maria, por quem era apaixonado. Atualmente a Quinta é conhecida como Quinta do Carmo (isso mesmo, a que teve 50% adquirida pelos Domaines Baron de Rothschild, passou para a Bacalhôa etc., e de onde vem o ótimo Quinta do Carmo Reserva). Com a venda, Júlio Bastos transferiu a sede para a Herdade das Carvalhas, e no começo do novo milênio vendeu toda a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo para recomeçar um projeto próprio. E voltando ao Dona Maria Reserva, ele é feito com Alicante Bouschet (50%), Petit Verdot e Syrah (50%). A maceração das uvas é feita com tradicional pisa a pé e a fermentação alcoólica é feita em tradicionais lagares de mármore. A maturação é feita por 12 meses em barricas de carvalho francês. É um vinho de cor púrpura, bem bonita, e aromas de frutas silvestres maduras, kirsch, notas defumadas, tabaco e alcaçuz. Em boca, um vinho denso, rico, com taninos maduros e muito aveludados. Um alentejano de primeira! Muito bom e que ficou à altura do Paisajes, levado pelo Paolão. Aliás, os dois têm preços e qualidades similares, embora sejam bastante distintos. O Dona Maria é importado pela Decanter.
Boa viagem amigo Paolão! Mande ver nos Chateauneuf 2010, que segundo alguns produtores, estão espetaculares! E quando voltar, teremos muito "Vinhobão" para apreciar!